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quarta-feira, 18 de setembro de 2019
Saúde & Bem Estar Conheça os benefícios da graviola, pois ela protege o seu organismo
Veja essa e outras dicas importantes para a sua dieta nutritiva e economia do seu bolso, basta acessar o blog do CeasaCompras (ceasacompras.blogspot.com.br).
Já ouviu falar de araticum de comer, araticum do grande, araticum manso, araticum, jaca, jaca de pobre, coração, coração de rainha, jaca do Pará ou jaqueira mole? Em Minas Gerais é também conhecida como pinha, enquanto que no Maranhão é chamada jacama e fruta-pão. Em Angola é conhecida por sape-sape. Em Moçambique é conhecida como anona. Estamos falando da graviola, uma fruta originária das Antilhas (América Central) e que tem propriedades antidiuréticas, anti-inflamatórias, antirreumáticas, antiespasmódicas e anticancerígenas.
Essa superfruta tem um sabor bem característico levemente ácido e refrescante, e pode ser consumida tanto ao natural como no preparo de sucos e sorvetes. Com suas folhas se faz um chá muito indicado pra combater os efeitos do diabetes. É excelente fonte de cálcio, magnésio, manganês e potássio, além de vitaminas B1, B2, B6. Por ser pouco calórica (62 calorias a cada 100g), é indicada para quem quer perder peso, pois as fibras presentes em sua polpa branca e cremosa dão maior sensação de saciedade. A literatura científica traz muitos benefícios ao organismo com o seu consumo regular, veja algumas delas:
Protege o coração
Diminui a insônia
Diminui a pressão arterial
Alivia problemas causados por doenças no estômago como úlceras e gastrites
Previne osteoporose e anemia
Ajuda a diminuir a concentração de açúcar no sangue
Possui antioxidantes que combatem o envelhecimento precoce
Alivia as dores causadas pelo reumatismo
Com produção mais estável registrada durante os meses de agosto a novembro, em 2018 o Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) recebeu cerca de 861 toneladas de graviola, provenientes principalmente das cidades baianas de Gandú, Teolândia, Itabela, Valença e Wenceslau Guimarães e da paulista Tupi Paulista. No dia 16/9, o produto estava sendo comercializado no atacado do ETSP ao preço médio de R$ 5,78/unidade.
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
Saúde & Bem Estar Mulheres tem alimentos que podem amenizar cólica menstrual
A cólica menstrual não perdoa: todos os meses, atinge em torno de 76% das brasileiras acima de 24 anos. Abaixo dessa idade o número de vítimas é ainda maior, 84%, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE).
Boa estratégia para as mulheres que querem fugir dos analgésicos convencionais para amenizar a dor é recorrer aos alimentos com ação anti-inflamatória, especialmente a cúrcuma, segundo a nutricionista Paula Gandin, de São Paulo. A suplementação de óleo de borragem é outra alternativa para ajudar a reduzir a intensidade da cólica, assim como dores e inchaço nas mamas.
No kit de primeiros socorros anticólica, a nutricionista ainda sugere incluir o chá branco (Camellia sinensis) e infusões de camomila, erva-doce, mulungu e melissa. “Além de aquecer o corpo e trazer conforto, algumas dessas ervas têm efeito analgésico”, explica a ginecologista e coordenadora da Colposcopia do Femme-Laboratório da Mulher, Simone Bergamasco Ghelman.
Consumir ao longo do mês alimentos fonte de vitamina D, como salmão e sardinha, funciona como tratamento preventivo. Já as vegetarianas podem caprichar no consumo de cogumelo. Mas existem alguns truques para que esse alimento forneça vitamina D: expor o cogumelo ao sol, mesmo depois de colhido, por 1 hora, entre 10 da manhã e 3 da tarde, além de refogar o mínimo. "Mesmo assim, a quantidade de vitamina D é mínima", explica Paula Gandin. Mas já é alguma coisa. A naturopata e especialista em homeopatia metafísica Andrea Ávila acrescenta mais uma listinha de alimentos de origem vegetal que ajudam na prevenção da dor que antecede a menstruação: abacate, semente de abóbora, linhaça, nozes e azeite de oliva por serem ricos em ácidos graxos (gorduras) com propriedades anti-inflamatórias.
Nessa fase, ansiedade, nervosismo e irritabilidade também podem ficar mais intensos. Por isso, a nutricionista Paula Gandin sugere mais estes alimentos: linhaça. maracujá, couve, brócolis, alface, kiwi, gergelim, banana, cacau e chia são alimentos
O que evitar
Assim como existem alimentos que previnem ou amenizam a cólica menstrual, tem aqueles que pioram. Esses devem ser retirados do cardápio a maior parte do tempo. São eles: refrigerantes, álcool, produtos refinados e açucarados, além de alimentos que contém cafeína e sal. As mudanças de hábitos alimentares, sem dúvida, são úteis para um período pré-menstrual mais calmo. Mas o consumo de suplementos ou fitoterápicos deve ser feito sempre com orientação de um profissional de saúde capacitado.
No caso de a cólica ser muito intensa, a avaliação de um especialista também é importante. Ele deve para verificar a melhor forma de lidar com as dores, segundo a ginecologista e professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Sílvia Helena Gajardoni Farges. “Quando os sintomas não são passageiros ou a intensidade atrapalhe a vida cotidiana, a mulher deve procurar ajuda médica para o correto diagnóstico e tratamento”, alerta a médica.
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sexta-feira, 19 de julho de 2019
CUIDADO: riscos de infarto e AVC aumentam 30% no inverno
Na Ilha do Governador, por exemplo, os casos de morte súbita atendidos pelo Corpo de Bombeiros e de atendimentos no setor de emergência do Hospital Municipal Evandro Freire servem como parâmetro para esse alerta. Saiba como se prevenir.
O inverno aumenta em 30% o risco de infarto e AVC. Isso acontece porque o organismo faz de tudo para manter o calor interno do corpo. Assim, quando as terminações nervosas da pele se ressentem com o frio, o nosso metabolismo se prepara para evitar a perda de calor para proteger o funcionamento de órgãos vitais internos. Isso faz com que as paredes dos vasos sanguíneos que irrigam a pele se contraiam e o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue.
“Idosos, hipertensos, diabéticos, obesos, fumantes e sedentários precisam redobrar os cuidados no inverno”, alerta o cardiologista e consultor do Bem Estar Roberto Kalil. E mesmo quem não pertence a esses grupos deve evitar a exposição prolongada ao frio intenso e o choque térmico causado pelas quedas bruscas de temperatura.
Entre os cuidados nesta época do ano estão: alimentação mais saudável, beber muito líquido, praticar exercício físico, acompanhamento médico e evitar exposição prolongada a ambientes com ar condicionado quente ou frio.
quarta-feira, 10 de julho de 2019
Não esqueça dos alimentos que aumentam sua imunidade
Especialista dá dicas para manter a saúde durante o inverno, e o combate à gripe e resfriados.
Temperaturas mais baixas durante o inverno contribuem bastante para a vulnerabilidade do organismo, o que pode resultar em gripes, resfriados, viroses, entre outras doenças. Por isso, na época mais fria do ano, é importante manter uma alimentação balanceada, porém, rica em vitaminas e minerais.
Além disso, o consumo de substâncias antioxidantes também é fundamental para que o sistema imunológico fique mais resistente a vírus e bactérias. De acordo com Luciana Novaes, nutricionista e mestre em Saúde Pública da Fiocruz, a falta de imunidade pode estar ligada a um cardápio pobre em frutas, verduras e legumes.
Uma boa dica da especialista é a relação entre as cores dos alimentos e seus benefícios. “Alimentos de cor alaranjada, como cenoura, abóbora e manga, assim como os de cor verde-escuro, caso da rúcula e do agrião, possuem uma grande quantidade de vitamina A, importante para a produção de células do sistema imune. Além disso, eles possuem ação antioxidante”, diz a nutricionista.
Segundo Luciana, é importante investir nos alimentos certos e o consumo deve ser diário. “A pessoa não precisa tomar suco de laranja todos os dias. O ideal é substituir por outros alimentos, sempre incluindo nas receitas do dia a dia. O alho e a cebola são bons exemplos. Ajudam a fortalecer o sistema imune”, explica.
Fonte O Dia
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sexta-feira, 5 de julho de 2019
Manter massa muscular é importante para a velhice

Estudo da USP mostra a importância de manter massa muscular para longevidade. De modo geral, os participantes do estudo que morreram eram mais velhos, faziam menos exercícios, tinham diabetes e doenças do coração. Carne e feijão são importantes para a recuperação.
Pesquisadores da USP analisaram dados de 839 pessoas com 65 anos ou mais para analisar como a quantidade de músculos influencia na longevidade de cada um. Eles concluíram que o risco de mortalidade foi quase 63 vezes maior entre as mulheres com pouca massa muscular. Entre os homens com menos massa muscular, a chance de morrer foi 11,4 vezes maior.
As primeiras medidas foram anotadas entre 2005 e 2007. Quatro anos depois, 132 dos voluntários haviam morrido. Desses, 43,2% faleceram por problemas no coração. Entre os homens, 20% morreram, enquanto entre as mulheres, 13%. De modo geral, os participantes que morreram eram mais velhos, faziam menos exercícios, tinham diabetes e doenças do coração.
— Quando a gente viu as causas de morte, cerca de 40% foram devido a doenças cardiovasculares, por insuficiência cardíaca. Há dois fatores por trás disso. O primeiro é que o sujeito que vai ter uma doença cardíaca tem menos músculos porque qualquer doença crônica é uma inflamação. E a inflamação diminui a produção muscular— explica Rosa Maria Rodrigues Pereira, professora da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora da pesquisa. — Em qualquer doença crônica você acaba produzindo menos músculos. Isso acontece também em doenças reumatológicas e diabetes, por exemplo. O segundo fator é que a atividade física é boa para a atividade cardiovascular.
Alimentação: carne, feijão e grão de bico ajudam a manter a massa muscular
A médica explica que a perda de massa muscular acontece naturalmente após os 40 anos, e pode passar despercebida com o ganho de peso de gordura. Estima-se que após os 50 anos, entre 1% e 2% da massa muscular seja perdida anualmente. Entre os fatores que podem acelerar o fenômeno estão sedentarismo, dieta pobre em proteínas, doenças crônicas e hospitalização.
Para recuperar a massa muscular perdida, a médica Maria Rodrigues indica uma rotina de exercícios físicos e uma dieta rica em proteínas.
— Não estamos falando aqui de dietas “low carb”, em que a pessoa aumenta demais o consumo de carne. O importante é que você tenha uma boa ingestão de proteínas, que podem ser tanto de origem animal quanto vegetal. É importante, a partir dos 60 anos, continuar comendo peixe, ovo, carne e frango. Ou proteínas de origem vegetal: feijão, grão de bico, lentilha e amêndoas, por exemplo. E a atividade física, com musculação, com pesos, que é uma coisa boa para aumentar a massa muscular.
Quase metade dos brasileiros perde músculos a partir dos 80 anos
O estudo foi feito na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP). Os cientistas avaliaram a quantidade de músculos que cada pessoa tinha nos braços e nas pernas, além da quantidade de gordura nas camadas abaixo da pele e entre os órgãos vitais.
O grupo desenvolveu uma equação para determinar, com base nas características estatísticas da população estudada, quais indivíduos poderiam ser considerados com massa muscular abaixo da média. Cerca de 20% das pessoas que participaram da pesquisa tinham massa muscular abaixo da média.
A perda músculos associada ao envelhecimento é conhecida como sarcopenia. Dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia indicam que 46% dos brasileiros acima de 80 anos sofrem disso.
Os voluntários que participaram da pesquisa da USP foram examinados por uma técnica conhecida como densitometria por emissão de raios X de dupla energia. Rápido e indolor, o exame não requer nenhum preparo especial e é realizado com baixa intensidade de exposição aos raios X. Esse tipo de densitometria fornece as informações de massa óssea, magra e de gordura do corpo inteiro ou de partes específicas, expressas em porcentagem da massa total. O equipamento foi adquirido com auxílio da Fapesp.
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quinta-feira, 6 de junho de 2019
SAÚDE & BEM ESTAR : Anvisa proíbe venda de produtos com a planta 'moringa oleifera'

Produto costuma ser indicado para tratar males como colesterol alto, pressão alta, diabetes, aterosclerose e envelhecimento precoce. Anvisa diz que hão há comprovação de segurança do uso dessa espécie em alimentos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adotou medidas cautelares para a venda de alimentos que apresentem a planta "moringa oleifera" em sua composição. Conforme resolução publicada no Diário Oficial nesta terça-feira (4), está suspensa a comercialização, a distribuição, a fabricação, a importação e a propaganda de produtos contendo a moringa em todo o país.
A farinha de moringa costuma ser informalmente recomendada para o tratamento de colesterol elevado, pressão arterial elevada, diabetes, aterosclerose e envelhecimento precoce. A planta também é conhecida como "acácia-branca".
Objeto de estudo de nutricionistas, moringa oleífera é cultivada em Santa Catarina
A agência justifica que não há comprovação de segurança do uso da moringa oleifera em alimentos. Além disso, produtos com essa composição "vêm sendo irregularmente comercializados e divulgados com diversas alegações terapêuticas não permitidas para alimentos".
As chamadas "medidas cautelares" adotadas pela Anvisa são uma resposta a violações de legislação sanitária. Também podem ser adotadas diante de riscos iminentes à saúde pública.
O que é a moringa oleifera
Trata-se de uma planta de origem asiática da família Moringaceae. Pode ser usada na alimentação, tanto na forma in natura quanto em farinha.
A planta ficou famosa por ser rica em nutrientes. Em 100 gramas de moringa, há a mesma quantidade de cálcio de 1,6 litro de leite; a mesma quantidade de ferro de 1 kg de espinafre; a mesma quantidade de vitamina A de 1,3 kg de cenoura; a mesma quantidade de potássio de 4 bananas. A moringa também é rica em vitaminas do complexo B e tem propriedades antioxidantes.
Entretanto, ainda são preliminares os estudos científicos que comprovem os benefícios da moringa para a saúde humana, embora a planta já seja vendida em cápsulas por muitas farmácias, lojas de produtos naturais e na internet.
Há quem faça chá de moringa, mas esse método não é recomendável por muitos especialistas na área de saúde.
Além disso, o cálcio presente na moringa nem sempre é adequadamente absorvido e pode agravar quadros de cálculo renal, por exemplo.
Moringa oleífera é planta rica em vitaminas e minerais.
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sexta-feira, 24 de maio de 2019
Aproveite as frutas para preparar águas aromatizadas

Beber água todos os dias é ideal para o funcionamento dos nosso organismo. Ela representa de 40% a 80% do peso total do ser humano e funções vitais dos órgãos dependem essencialmente da ingestão da água para funcionarem corretamente. Para suprir todas essas necessidades do nosso corpo, é necessário tomar em média 2 litros de por dia.
No entanto, nem todo mundo consegue colocar em práticas essa recomendação. Para quem se encaixa nessa questão ou para quem busca uma maneira diferente e saborosa de se hidratar, a águas aromatizadas podem cair muito bem.
Confira algumas receitas de águas aromatizadas com frutas.
1- Água aromatizada de limão, erva-doce e hortelã
Ingredientes:
1 limão cortada em rodelas com a casca;
10 folhas de hortelã fresca;
1 talo de erva-doce cortado em pedacinhos pequenos;
1 l de água filtrada;
Gelo a gosto.
Modo de preparo:
Triturar a hortelã e a erva-doce;
Encher uma jarra ou pote com a água, adicionar as rodelas de limão, a hortelã e a erva-doce;
Deixar descansar durante pelo menos três horas dentro ou fora da geladeira. Então, servir-se com gelo.
2- Água aromatizada de laranja, gengibre e canela
Ingredientes:
10 folhas de hortelã frescas;
3 canelas em pau;
3 rodelas finas de gengibre;
4 rodelas de laranja com casca;
1 l de água filtrada;
Gelo a gosto.
Modo de preparo:
Colocar a água em uma jarra ou pote. Triturar as folhas de hortelã;
Adicionar as folhas de hortelã à jarra ou pote. Acrescentar a canela em pau, o gengibre e a laranja. Mexer cuidadosamente;
Deixar descansar ao longo de pelo menos três horas. Servir com gelo.
3- Água aromatizada de maçã e canela
Maçã e canela é uma mistura já clássica que combina muito, e também faz parte da nossa lista de águas aromatizadas.
Ingredientes:
5 canelas em pau;
5 fatias finas de maçã sem caroço;
Água filtrada;
Gelo a gosto.
Modo de preparo:
Encher uma jarra ou pote com a água;
Adicionar a canela e a maçã. Mexer cuidadosamente e deixar descansar durante no mínimo três horas. Servir com gelo.
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Brasil na frente do ranking de cirurgia plástica entre adolescentes

Ninfoplastia também está liderando o número de intervenções cirúrgicas e uma ex-BBB foi para o Instagram falar detalhes sobre a reconstrução da vagina.
Jovens buscam intervenção estética para aumentar a autoestima. Segundo levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, 18,6% dos cirurgiões plásticos brasileiros já fizeram procedimentos para aumentar os seios de mulheres menores de idade.
Os adolescentes brasileiros se submetem cada vez mais a cirurgias plásticas. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), nos últimos dez anos houve um aumento de 141% no número de procedimentos entre jovens de 13 a 18 anos. Em 2016 — ano do último censo realizado pela SBCP—, foram feitas 1.472.435 cirurgias plásticas estéticas ou reparadoras em solo nacional, das quais 6,6% foram em pacientes com até 18 anos, o equivalente a 97 mil procedimentos.
Esses números colocam o Brasil na liderança em número absoluto de jovens que passam por esse tipo de cirurgia. “Nos Estados Unidos, 4% dos pacientes que se submetem a cirurgia estética são adolescentes. Só no ano passado foram realizadas cerca de 66 mil cirurgias estéticas. No Brasil esse número já ultrapassou 90 mil”, explicou Jayme Farina Junior, chefe da Divisão de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP).
O fenômeno é global, tanto que a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps, na sigla em inglês), em seu mais recente censo, com dados de 2017, dedicou um capítulo específico a procedimentos de aumento de seios entre mulheres de até 18 anos. Foram entrevistados 1.329 cirurgiões de todo o mundo e, entre os brasileiros, 18,6% responderam já ter feito aumento de seios em mulheres menores de idade. É o segundo país em que os cirurgiões mais fizeram esse tipo específico de procedimento, perdendo apenas para o México, onde um em cada cinco cirurgiões afirmou já ter feito cirurgias em pessoas nessa faixa etária.
A diferença para os demais países é enorme: nos Estados Unidos, o terceiro colocado, apenas 7% dos entrevistados realizaram esse tipo de procedimento. Ainda segundo a Isaps, em 28,8% dos casos a motivação para colocar o implante é “puramente cosmética, para aumentar”. Em 20,8% o objetivo é corrigir “assimetrias graves”.
Opiniões
A cirurgia plástica por motivos estéticos em adolescentes divide a comunidade médica. “A maioria dos cirurgiões plásticos concorda que esses procedimentos devem ser evitados em pacientes que ainda estão em fase de crescimento, o que varia de pessoa para pessoa”, disse Farina Junior.
“A gente aceita que depois de uns 18 anos de idade o corpo está estabilizando, mas existem pessoas que com 21 ainda sofrem transformação do corpo. Mas, na média, a transformação maior termina ali nos 18, 19 anos. Agora, uma menina de 15 anos que quer fazer lipo e colocar silicone nas mamas? Tem colegas que operam sem problemas, mas não é nossa recomendação.”
Para Niveo Steffen, presidente da SBCP, a cirurgia plástica pode, em muitos casos, ajudar a recuperar a autoestima do adolescente. “Na verdade, não é apenas um procedimento estético, é um ato que vai recuperar algo que faz parte da identidade, da autoestima e da aceitação”, explicou.
Ele ponderou, no entanto, que a SBCP orienta que cirurgias em menores de 18 anos sejam exceções. Cada caso deve ser analisado a fundo, disse o especialista. “Às vezes é mais difícil dizer não do que realizar o procedimento. Agora, em um caso de menina de 17 anos com avaliação ginecológica e endocrinológica normais, com indícios de que aquela mama não vai mais se desenvolver, numa circunstância dessas a realização da cirurgia é absolutamente aceitável.”
Descontentamento com o corpo
Segundo a psicanalista Monica Donetto Guedes, a cirurgia gera muitas vezes descontentamento. “O pós-operatório, psicologicamente falando, é muito complexo. Há registros de casos clínicos de pessoas que chegam aos consultórios de analistas porque não ficaram felizes com o resultado. Porque isso envolve a imagem do corpo do outro. E não necessariamente aqueles mililitros que você colocou vão deixar seu peito daquele jeito, porque continua sendo o corpo do outro”, disse Guedes.
“Mexer no corpo sempre é algo complexo, psicologicamente falando, ainda mais em adolescentes. Muitos distúrbios só vão aparecer no fim da adolescência, e mexer no corpo antes disso pode gerar estruturas traumáticas ainda mais complexas.”
Apesar de ser a cirurgia mais procurada entre mulheres de todo o mundo — em 2017, 1,6 milhão de próteses de seios foram colocadas —, o implante de silicone fica em segundo lugar quando se olha para a faixa etária até os 18 anos. A cirurgia mais procurada por adolescentes é a rinoplastia — intervenção cirúrgica para remodelar o nariz —, que contabilizou 70.800 procedimentos em 2017, em comparação a 44.600 procedimentos de aumento de mamas feitos em adolescentes em todo o mundo.
Entre as diversas opções de cirurgias plásticas têm crescido também as cirurgias íntimas. A labioplastia ou ninfoplastia consiste na remoção de pele dos lábios vaginais para correção estética. Foi feita por 138 mil mulheres, em todo o mundo, e de todas as idades, em 2017. Já o rejuvenescimento vaginal — que pode ser interno ou externo — foi feito por 98 mil mulheres naquele ano. O Brasil é líder mundial em intervenções íntimas. De 2015 a 2017, o número de cirurgias desse tipo passou de 12.800 para 28.300, segundo a Isaps.
Ninfoplástia
A ex-BBB Letícia Santiago, que participou da 14ª edição do "Big Brother Brasil", contou em seu canal no YouTube que passou por uma ninfoplastia — cirurgia para redesignação da vagina — e uma lipoescultura.
Letícia, que é casada com o deputado Miguel Corrêa e mãe de três filhos, contou que o marido deu até um apelido para suas partes íntimas. "Meu marido até apelidou minha pepeca de hipopótama. Está roxinha. Na região íntima, não posso fazer nada. De resto, já posso fazer atividades físicas na semana que vem. Vamos ver se o maridão vai aprovar. Vamos ver quando a ‘hipopótama’ desinchar", afirmou.
“As mulheres descobriram que podem ter a vagina dos sonhos”, contou o cirurgião Fernando Bianco, afirmando que há influência das redes sociais nessa preocupação com a aparência da vagina. E completou: “O que nos surpreende é o número de meninas menores de 18 anos procurando a labioplastia. Calculamos que mais da metade não tinha completado a maioridade.”
A endocrinologista Marília Martins Guimarães, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, explicou que as partes íntimas do corpo feminino amadurecem em torno de três anos após a primeira menstruação. No entanto, a fase de crescimento do corpo, como um todo, só termina aos 20 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde. “O desenvolvimento puberal, que é o que envolve as mamas, por exemplo, amadurece em torno de três anos após a primeira menstruação. A partir daí, a moça já não cresce mais em altura, mas seu corpo ainda está passando por mudanças. Por exemplo, a densidade dos ossos muda. É claro que isso varia de organismo para organismo”, disse.
Entre 2015 e 2016, o sistema público de saúde britânico registrou 150 pedidos de labioplastia feitos para meninas com menos de 15 anos. “As meninas aparecem às vezes com comentários como ‘eu apenas a odeio, quero que seja removida’, e uma garota se sentir assim sobre qualquer parte de seu corpo — especialmente uma parte tão íntima — é muito triste”, afirmou Naomi Crouch, membro da Sociedade Britânica de Pediatria e Ginecologia Adolescente. Em todos os casos que presenciou, disse Crouch, a operação nunca era necessária.
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sábado, 11 de maio de 2019
Saúde & Bem Estar - AUTISTAS: Aplicativos que auxiliam a comunicação

Cada vez mais presente no cotidiano de jovens, adultos e idosos, os aplicativos podem fazer parte da comunicação entre pessoas com Transtorno de Espectro Autista (TEA), também conhecido como autismo.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil possui cerca de 2 milhões de autistas. As principais características de quem convive com o TEA são a dificuldade para interação social e linguagem, comportamento repetitivo e restritivo.
Segundo a psicopedagoga Lívia Santana, a ausência de ferramentas para se comunicar faz com que a construção do imaginário da criança e sua identificação enquanto sujeito fiquem restritas.
Aplicativos que auxiliam a comunicação alternativa e processo de aprendizagem de autistas.
Conheça 10 aplicativos de comunicação alternativa
1) ABC Autismo
O aplicativo ABC Autismo consiste em um jogo que aproxima crianças com TEA da alfabetização. Disponível em português, inglês e espanhol, o ABC Autismo está avaliado com 4,6 estrelas e possui mais de 100 mil downloads. A funcionalidade gratuita reúne atividades dentro do letramento. Os usuários podem acessar também versões temáticas sobre transportes, animais, números e frutas, por R$ 3,99 cada. A aplicação está disponível para download no Google Play e Apple Store.
2) Aprendendo com Biel e seus amigos
Aprendendo com Biel e seus amigos é um jogo desenvolvido para crianças com autismo e com outros atrasos no desenvolvimento, com capacidade cognitiva de 2 a 8 anos de idade. O aplicativo é gratuito e tem como objetivo apoiar o aprendizado e interação da criança em seu dia a dia. Suas atividades são relacionadas a cores, formas geométricas, ligação de objetos e suas sombras, quebra-cabeça e abecedário (disponível apenas na versão paga). Um usuário comentou na página do Google Play: “Jogo incrível, com um excelente recurso didático. Parabéns a todos os envolvidos!”.
3) FalandoFotos: Autism
O aplicativo é projetado para facilitar a comunicação com as crianças diagnosticadas com TAE. A ferramenta foi desenvolvida por Igor Shikarev, pai de Uliana, que entende os diálogos, mas não consegue falar. O objetivo, segundo o programador, é ajudar parentes na comunicação com crianças com limitações. Quando o usuário clica nas imagens que remontam situações como ir ao banheiro, dormir, assistir televisão ou comer, o aplicativo pode ser configurado para reproduzir a frase que indica a ação ou soar um alarme. As frases também podem ser configuradas, de acordo com a necessidade do usuário. O aplicativo é gratuito, está em fase de desenvolvimento e possui a opção de doação para melhorias no sistema.
4) Lina Educa
O Lina Educa tem a finalidade de ser utilizado como reforço na elaboração das atividades de alfabetização (atividades acadêmicas) e da vida diária, podendo ser utilizado na escola, na terapia individualizada ou em casa. O aplicativo é gratuito e foi desenvolvido pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM). Disponível para uso em tablets e desktop.
5) Livox
No Livox o usuário recebe estímulos para desenvolver a comunicação e o aprendizado através da sua plataforma multimídia, utilizando um banco com mais de 20.000 imagens, além dos recursos de áudio e vídeo, de forma que, toda vez que o usuário toque em determinado item de comunicação ou aprendizado na tela do aparelho, o Livox executa o áudio ou vídeo que está associado àquele item. O aplicativo é pago e possui pacotes de diferentes níveis, como versão básica, para famílias, empresas e programas governamentais.
6) Matraquinha
O aplicativo Matraquinha transmite por voz os desejos e sentimentos da criança, ao clicar nas imagens que são disponibilizadas na tela. A aplicação é indicada também para usuários em processo de alfabetização ou com dificuldades verbais. O aplicativo é gratuito para celulares e tablets e está disponível nas plataformas Google Play e Apple Store.
7) Minha Rotina Especial
O Minha Rotina Especial é um aplicativo planejado para estimular o desenvolvimento integrando com informações diárias que organizam a rotina das crianças. A ferramenta permite criar um planejamento detalhado e um passo a passo de toda e qualquer tarefa do dia. A rotina é criada por um responsável, que vai fotografar cenas para assimilação da criança e configurar a agenda em uma área de acesso pessoal do aplicativo, controlado por senha. O aplicativo organiza a rotina, gera alertas, lembra as etapas e resgata o que foi realizado.
8) PictoTEA
O PictoTEA é um aplicativo gratuito, projetado para ajudar pessoas que têm Transtorno do Espectro do Autismo, Transtorno Global do Desenvolvimento ou qualquer condição que afeta as habilidades sociais e de comunicação.
O aplicativo usa a tecnologia para a inclusão de pessoas com TAE, facilitando a comunicação com seu ambiente através de pictogramas digitais em vez de cartões físicos. O PictoTEA permite que o usuário personalize o aplicativo de acordo com 6 estágios com diferentes graus de dificuldade, de modo que, à medida que a pessoa avança no aprendizado, ela pode usar mais pictogramas, categorias e até construir frases. A funcionalidade para adicionar pictogramas próprios também está disponível, permitindo que cada usuário personalize o catálogo.
9) Autismo Projeto Integrar
O Aplicativo Autismo Projeto Integrar tem o objetivo de auxiliar pessoas com TEA na organização de suas atividades diárias através do apoio audiovisual dos desenhos roteirizados do site Autismo Projeto Integrar, idealizado por Adriana Godoy e Neimer Gianvechio. Este aplicativo possui imagens sobre comportamento, higiene e uso do banheiro e permite o cadastro do mural "Meus Compromissos", com atividades representadas em desenhos roteirizados que indicam o passo a passo de como será a rotina da pessoa, exibindo uma agenda com as atividades do dia.
10) Rotina divertida
O Aplicativo Rotina Divertida busca auxiliar os pais com filhos que possuam alguma forma de dificuldade de compreensão de atividades que são diárias, como crianças com autismo. Com o auxílio da ferramenta, é possível organizar a rotina diária da criança, onde ela própria pode visualizar e marcar suas tarefas como concluída.
Fonte Extra
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segunda-feira, 22 de abril de 2019
Saúde & Bem Estar : Saiba sobre 6 mitos do sono que prejudicam a nossa saúde

Pesquisadores dizem que mitos sobre sono prejudicam nossa saúde e até encurtam nossas vidas.
Mitos amplamente aceitos sobre o sono estão prejudicando nossa saúde e nosso humor, além de encurtarem nossas vidas, dizem estudos. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Nova York vasculhou a internet para encontrar as recomendações mais comuns para uma boa noite de sono.
Então, em um estudo publicado na revista Sleep Health, eles combinaram as recomendações com as melhores evidências científicas. Os pesquisadores esperam que a queda dos mitos do sono melhore a saúde e o bem-estar físico e mental das pessoas. Mas e você, é vítima de quantos deles?
Mito 1 – Você pode conviver com menos de cinco horas de sono por dia
Este é um mito que simplesmente não desaparece. A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que pode sobreviver durante a semana com apenas quatro horas de sono por noite.
Pesquisadores dizem que o mito de que dormir menos de cinco horas é saudável é um dos mais prejudiciais à saúde. Trocar horas na cama por um tempo extra no escritório não é incomum em histórias de negócios ou sucesso empresarial.
No entanto, os pesquisadores afirmam que a crença de que menos de cinco horas de olhos fechados era saudável é um dos mitos mais prejudiciais à saúde. "Nós temos evidências extensas para mostrar que dormir cinco horas ou menos de forma constante aumenta muito o risco de graves consequências à saúde", diz a pesquisadora Rebecca Robbins.
Isso inclui doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames, além de uma menor expectativa de vida. Em vez disso, ela recomenda que todos devem focar na duração de um sono consistente de sete a oito horas por noite.
Mito 2 – Álcool antes de dormir melhora o sono
A história da bebida relaxante é um mito, afirma a equipe, mesmo que seja um copo de vinho, um gole de uísque ou uma garrafa de cerveja. "Isso pode ajudá-lo a dormir, mas reduz drasticamente a qualidade do seu descanso naquela noite", garante Robbins.
Isso perturba especialmente o estágio de sono REM (movimento rápido dos olhos, na sigla em inglês), que é importante para a memória e o aprendizado. Então, sim, você pode até ter dormido com mais facilidade, mas alguns dos benefícios do sono se perderam.
O álcool também é um diurético, então você pode ter que lidar com uma bexiga cheia no meio da noite também.
Mito 3 – Assistir à TV na cama ajuda você a relaxar
Você já pensou "eu preciso relaxar antes de dormir, então vou assistir a um pouco de TV"? Bem, essa ideia pode ser bem ruim para o seu sono.
Robbins argumenta: "Geralmente, quando estamos assistindo à televisão, ao noticiário noturno, isso é algo que vai causar insônia ou estresse antes de dormir, quando estamos tentando desligar e relaxar."
Outro problema da TV –junto com smartphones e tablets– é que eles produzem luz azul, o que pode atrasar a produção do hormônio do sono, a melatonina.
Mito 4 – Se você está lutando para dormir, fique na cama
Você passou tanto tempo balançando a cabeça tentando contar todas as ovelhas da Nova Zelândia – são cerca de 28 milhões – tentando dormir. Não deu certo. Então, o que você deve fazer depois? A resposta não é continuar tentando.
"Começamos a associar nossa cama à insônia", disse Robbins. "Uma pessoa com o sono saudável leva cerca de 15 minutos para adormecer, mas não muito mais do que isso... Certifique-se de sair da cama, mudar o ambiente e fazer algo que seja irracional." Dica: vá dobrar algumas meias.
Mito 5 – Apertar o botão soneca
Quem nunca apertou o botão "soneca" no celular, pensando que minutos extras na cama fariam toda a diferença? Mas a equipe de pesquisa diz que, quando o alarme dispara, devemos nos levantar.
Robbins explica: "Perceba que você estará um pouco grogue – todos nós estaremos – mas resista à tentação de soneca." "Seu corpo vai voltar a dormir, mas será um sono muito leve e de baixa qualidade."
Em vez disso, o conselho é abrir as cortinas e se expor à luz mais brilhante possível.
Mito 6 – O ronco é sempre inofensivo
O ronco pode ser inofensivo mas também pode ser um sinal da apneia do sono. Isso faz com que as paredes da garganta relaxem e se estreitem durante o sono, e pode parar por instantes a respiração das pessoas. As pessoas com essa condição têm maior probabilidade de desenvolver pressão alta, batimentos cardíacos irregulares e sofrer um ataque cardíaco ou um derrame.
Um dos sinais de aviso é ronco alto. Robbins conclui: "O sono é uma das coisas mais importantes que todos podemos fazer nesta noite para melhorar nossa saúde, nosso humor, nosso bem-estar e nossa longevidade".
BBC News Brasil
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Saúde & Bem Estar : Melhore o seu desempenho para correr

São 6 dicas importantes da ciência que ajudam o desempenho na corrida. Pesquisadores analisaram 70 estudos já feitos sobre a atividade física e compilaram algumas descobertas - que vão do papel do alongamento ao descanso.
Antes de correr, há quem se alongue antes da atividade, depois dela ou em ambos - ou em nenhum momento. Há quem prefira se hidratar mais, menos, ou quem recorra a suplementos energéticos para impulsionar a prática.
Mas, para além do que praticam os leigos - afinal, correr é uma atividade à qual muitos recorrem em todo o mundo, como prova a multiplicação de maratonas -, o que diz a ciência?
Um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, resolveu analisar 70 estudos sobre essa prática física - e produziu uma síntese com informações que podem ajudar os corredores a melhorar seu desempenho.
"Algumas das descobertas foram verdadeiramente surpreendentes, enquanto outras confirmam o que muitos praticantes já sabem", diz Chris Lortie, biólogo do Centro Nacional de Síntese e Análise Ecológica de Santa Bárbara, que conduziu a análise e também é um corredor amador.
Lortie destaca, porém, que ele e sua equipe não estão propondo uma série de regras que devem ser rigorosamente seguidas - afinal, cada caso é um caso, é há pessoas que correm "para ficar em forma, outras para ganhar medalhas e outras apenas pelo prazer de estar ao ar livre".
"Cada pessoa deve olhar para seus próprios resultados, pensar sobre o que está tentando alcançar e aplicar o que funciona para ela", diz o especialista.
A seguir, estão alguns destaques da síntese feita pelos pesquisadores que podem ajudar a orientar o teu treinamento - ou, em alguns casos, simplesmente te surpreender.
1. Frio, e não aquecimento
Para a maioria dos praticantes de corrida, a ideia de esfriar-se antes do exercício pode parecer não fazer sentido.
O senso comum diz que é melhor, inclusive, se aquecer primeiro para evitar lesões e fazer com que os músculos trabalhem em um nível ideal.
Mas Lortie e seus colegas descobriram que o contato com o frio - passando gelo sobre a pele, mas nunca diretamente sobre os músculos, por exemplo - antes da corrida pode, na verdade, ter um impacto positivo em percursos longos.
O resfriamento prévio permite que o corpo do atleta trabalhe por mais tempo, antes que comece a superaquecer.
A explicação para isso ainda é desconhecida, mas há algumas hipóteses. Uma delas é a de que isto retarda uma resposta natural do corpo quando há superaquecimento, que é reduzir a atividade muscular.
Outra é que o resfriamento reduz o acúmulo do ácido lático, que tende a aumentar em altas temperaturas.
Infelizmente, para aqueles que preferem correr à toda velocidade, mas por pouco tempo, esta regra não funciona. A estratégia parece funcionar apenas durante um período prolongado.
2. O papel do alongamento
Embora alongar-se possa melhorar a flexibilidade, a análise de Lortie e sua equipe revela que isto não faz muita diferença quando a preocupação é apenas em melhorar o desempenho.
"Essa descoberta foi uma grande surpresa", diz o pesquisador.
"Do ponto de vista do desempenho, (o alongamento) não traz nenhum benefício - não vai fazer você correr melhor ou mais rápido."
"Alongar-se sozinho parece funcionar se você estiver se recuperando de uma lesão, uma vez que ajuda a esticar as fibras musculares à medida que elas se recuperam."
3. Saltar para ser mais veloz
Os profissionais já sabem disso, mas a pliometria (ou treinamento de salto) faz com que os músculos trabalhem com sua força máxima em um curto período de tempo.
Os estudos analisados por Lortie e sua equipe mostram que fazer 10 semanas de pelo menos 15 sessões por semana de 80 saltos de alta intensidade pode ajudar a aumentar a velocidade da corrida.
4. A recuperação é crítica
Para gente como a gente, um dia de recuperação pode significar ficar em frente à televisão ou em um bar com os amigos.
Mas Lortie traz um balde de água fria para quem tem como objetivo melhor o desempenho na corrida.
Em um estudo com esquiadores, cientistas pediram que metade do grupo passasse os dias seguintes aos treinos e competições no chalé.
A outra metade foi convidada a correr sem muito esforço ou fazer um pouco de exercício na esteira.
No dia seguinte, aqueles que fizeram um pouco de exercício tiveram resultados melhores do que aqueles que ficaram descansando, sem fazer nada.
"É algo que todos nós podemos fazer de diferente, independente do nosso nível de treinamento: tente fazer uma recuperação um pouco ativa ao invés de passiva".
5. Treine menos
"É contraintuitivo", diz Lortie, mas diminuir o tempo e a frequência de treinamento antes de uma competição "pode realmente melhorar o seu rendimento".
Estudos analisados no levantamento mostraram que a redução do volume de treinamento duas semanas antes de um evento esportivo pode aumentar o desempenho, em média, entre 41% e 60%.
"Muitos programas de treinamento para maratonas, por exemplo, recomendam cortar a quilometragem nas últimas duas semanas", diz ele.
"É importante lembrar que nem todos os atletas terão uma melhora de 40%, mas, na média, esse parece ser o nível de aumento", diz o pesquisador.
6. Concentre-se em uma meta
"Este é com frequência um segredo que muitos praticantes de esporte negligenciam", diz Lortie.
"É sobre visualizar o objetivo durante todo o sofrimento. Se você esquecer isso, está perdido."
"Existem muitas coisas físicas que você pode fazer - você pode ter todo o equipamento necessário, mas se não estiver no estado mental certo, nunca terá o melhor desempenho."
Para aqueles que estão começando a correr agora, Lortie recomenda estabelecer metas modestas e viáveis que podem ser estendidas pouco a pouco.
"Eu escolho uma árvore ou algum ponto onde quero chegar e, quando chego, escolho outro objetivo", diz ele.
Essa maneira de pensar, com a mente focada em um objetivo, tem implicações que vão além da prática física.
"Estar ciente de suas metas e resultados é provavelmente um bom exercício para a vida, qualquer seja a coisa a que você se propõe", conclui Lortie.
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terça-feira, 19 de março de 2019
Indispensáveis: alimentos para o aumento de força e massa muscular

Além dos exercícios físicos e da suplementação, a alimentação também é uma peça-chave para quem busca o aumento de massa muscular. Confira as dicas de uma especialista sobre os melhores alimentos para incluir na dieta.
Você voltou à academia — agora para valer — no começo deste ano, quer fazer as pazes com o espelho, fortalecer a musculatura e ganhar massa magra, mas ainda não sabe por onde começar exatamente? Se esse for o seu caso, aqui vai uma dica: a alimentação.
Ter uma dieta e uma suplementação adequada é essencial para quem busca resultados, tanto estéticos quanto de qualidade de vida. Pensando nisso, a nutricionista esportiva Letícia P. Mendes (CRN-3 45937) nos indicou 7 alimentos que não podem faltar na rotina de qualquer um que busque aumentar força e massa muscular.
Mandioca
Fonte de carboidrato de médio índice glicêmico, o tubérculo é capaz de fornecer energia suficiente para a prática de atividade física e para a reposição do glicogênio muscular perdido durante o exercício.
Ovo de galinha
Possui aminoácidos, vitaminas, proteínas e gorduras essenciais para a reconstrução da musculatura, necessária sempre que o indivíduo “quebra” a massa muscular quando faz uma atividade física extenuante.
Banana
Além dos carboidratos e fibras, a fruta também possui vitaminas do complexo B essenciais para a formação de serotonina — neurotransmissor responsável pela sensação de bem estar.
Feijão com arroz
O famoso prato brasileiro é uma ótima pedida para aumentar massa magra, já que a dupla age como um combo de vitaminas, minerais, carboidratos e proteínas vegetais, importantes fontes de energia e reconstrutores do tecido muscular.
Aveia
Rica em carboidratos de baixo índice glicêmico e fibras, possui vitaminas do complexo B, o que faz dela um ótimo lanche intermediário combinado com outro alimento proteico como um whey protein, frango ou atum.
Peito de frango
Fonte de proteína e aminoácidos essenciais, em uma dieta sem restrição à carne animal, o peito de frango é o mais completo em termos proteicos — além de muito prático.
Peixes
Alimento altamente proteico, os peixes possuem ômega 3, um anti-inflamatório que contribui para a recuperação muscular após um treino intenso.
Fonte: EXTIMA - Para aumentar força e massa muscular, além de escolher bem os alimentos, é fundamental suplementar a dieta com produtos de qualidade. Nada melhor que Extima! O suplemento nutricional composto por peptídeos bioativos de Colágeno, BCAA, magnésio e vitaminas, que auxilia no fortalecimento e recuperação dos músculos!
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terça-feira, 12 de março de 2019
SAÚDE & BEM ESTAR : Qual o segredo de uma ilha japonesa para a longevidade?

Enquanto as dietas modernas tentam reduzir ao máximo o consumo de carboidratos para garantir o peso ideal, um conjunto de ilhas no sul do Japão aponta para o caminho oposto: uma dieta rica em carboidratos, associada ao baixo consumo proteínas e maior ingestão de vegetais pode ser a fórmula para um peso saudável e uma expectativa de vida elevada.
Nas ilhas japonesas de Okinawa, os habitantes apresentam ótima condição de saúde, além de terem a maior expectativa de vida do mundo. O Japão já é um país conhecido pela longevidade, mas em Okinawa essa taxa é 40% maior que a média nacional: para cada 100.000 habitantes, 68 são centenários, segundo a BBC.
De acordo com pesquisadores, esse resultado pode ser explicado pelo fato de que uma dieta com pouca proteína e muito carboidrato aciona várias respostas fisiológicas que protegem o organismo de várias doenças ligadas ao envelhecimento, incluindo diabetes, câncer, doenças cardiovasculares e demência. Outro ponto importante da dieta em Okinawa é a restrição do consumo de calorias diárias: antes da inserção das redes de fast-food na ilha, o morador médio comia 11% menos calorias do que o valor recomendado pelos órgãos de saúde internacionais. Para especialistas, essa limitação calórica não apenas permite a perda de peso, como ajuda a desacelerar o processo de envelhecimento.
A importância da dieta
O alimento base da maioria dos países asiáticos é o arroz. No entanto, em Okinawa a base alimentar é focada na batata-doce, que foi introduzida na culinária local durante o século 17. A alimentação local inclui a alta ingestão de legumes e verduras verdes e amarelos e vários tipos de soja. A carne faz parte da dieta, mas em quantidades pequenas. Por meio desses alimentos, a população adquire altas doses de vitaminas e minerais essenciais, incluindo antioxidantes conhecidos pelo efeito anti-idade.
A tradicional dieta de Okinawa também permite uma menor ingestão de calorias. Estudos realizados em animais mostraram que comer 30% menos calorias do que o normal pode reduzir em 63% o risco de morte por doenças relacionadas ao envelhecimento em um período de vinte anos. Como ainda não foi possível realizar testes clínicos de longa duração em humanos, os pesquisadores não conseguiram determinar qual é a relação direta entre uma dieta restritiva de calorias e o envelhecimento.
Ainda assim, acredita-se que esse comportamento alimentar modifica a sinalização de energia das células, permitindo que o organismo use menos recursos para preservação e manutenção – como o reparo de DNA – em vez de crescimento e reprodução, ao mesmo tempo em que limita o stress oxidativo causado por produtos tóxicos no metabolismo que podem causar dano cerebral.
Além disso, o maior consumo de carboidratos em relação à proteína pode ser outro fator crucial na longevidade e saúde da população de Okinawa. Um estudo realizado em animais descobriu que uma dieta baseada em maiores quantidades de carboidrato e poucas proteínas aumenta a longevidade e reduz alguns sinais de envelhecimento no cérebro. A pesquisa apontou que a proporção ideal para alcançar esses resultados de saúde é de dez carboidratos para cada proteína – a mesma praticada em Okinawa.
“É exatamente o oposto das atuais dietas da moda, que sugerem muita proteína e pouco carboidrato”, diz Samantha Solon-Biet, da Universidade de Sidney, na Austrália, à BBC.
Os benefícios parecem estar interligados: assim como a restrição de calorias, as dietas com poucas proteínas promovem o reparo e a manutenção celular. A escassez de aminoácidos essenciais – provenientes dos carboidratos – pode fazer com que as células reciclem material velho em vez de sintetizar novas proteínas.
Quando o corpo produzir novas proteínas, o material velho é descartado, e ao se acumular pode provocar muitas doenças. Com uma dieta com pouca proteína, esse problema é evitado. “Juntas, essas mudanças podem prevenir o acúmulo, ligado ao envelhecimento, de proteínas danificadas nas células”, explicou Karen Ryan, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, à BBC.
Outros fatores
A dieta tem papel fundamental para a longevidade em Okinawa, mas existem outros fatores que influenciam nos resultados, incluindo a genética. Por causa da localização das ilhas, houve uma isolamento relativo das populações da região, o que forneceu um perfil genético único.
Pesquisas sugerem que essa singularidade permitiu menor prevalência de uma variável genética (APOE4) que está associada ao risco de doenças cardíacas e Alzheimer. O DNA particular também permitiu uma tendência maior de carregar uma variável protetora do gene FOXO3, ligado à regulação do metabolismo e do crescimento celular. Apesar de essa diferença genética ser responsável por uma estatura mais baixa, o principal benefício compensa: a redução do risco de diversas doenças relacionadas à idade, incluindo câncer.
Outro fator que contribui para a saúde da população idosa de Okinawa é o estilo de vida. De acordo com o Estudo de Centenários de Okinawa (OCS, na sigla em inglês), os moradores das ilhas tendem a fumar menos que a maioria das populações, o que afasta uma série de possibilidades de problemas de saúde, inclusive câncer.
O estilo de vida também é fundamental na manutenção de uma vida social ativa na velhice: por ser uma comunidade fechada, os idosos tendem a se relacionar entre si frequentemente. Além disso, por trabalharem predominantemente com agricultura e pesca, eles são fisicamente ativos.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
RECEITA - Chá de gengibre

Quando se fala em chá de gengibre, a primeira imagem que se vem à cabeça é de ser uma bebida para se tomar no inverno, para curar resfriado ou ressaca, não é mesmo? Puro engano! O chá feito om este rizoma vai muito bem gelado e para ser tomado quando as temperaturas estão quentes, nos deixando loucos por algo refrescante!
Razões para consumir o gengibre não faltam em qualquer época do ano, devido às suas propriedades benéficas à saúde, como ter poder antisséptico e anti-inflamatório, colaborar na eliminação de toxinas do corpo, além de ajudar a combater náusea, aliviar dores intestinais, combater a dor muscular, auxiliar na prevenção do câncer, dar energia, emagrecer e ainda por cima ser afrodisíaco!
Para fazer o chá de gengibre, o recomendado é usar o rizoma fresco, mas a sua versão desidratada também pode ser utilizada sem problemas. Basta colocar pedaços de gengibre cortados em fatias com ou sem casca, ou mesmo ralado, na água para extrair suas propriedades. Quando mais novo o gengibre melhor: escolha os que possuem casca firme e sem manchas, pois estarão mais macios sem estarem ressecados e fibrosos.
Caso queira usar o gengibre descascado, retire a pele com uma colher, para retirar somente uma fina camada da pele e aproveitá-lo ao máximo. Outro cuidado é não deixar ferver o gengibre na água, pois ele pode perder parte dos seus benefícios. Na sua versão ralada, o gengibre libera mais substâncias, porém deve ser consumido mais rápido para não perder suas propriedades.
A receita que trazemos esta semana pode ser usada tanto para ser tomado quente ou gelado, sendo que o ideal é consumir no mesmo dia em que ele foi preparado, para aproveitar ao máximo as propriedades do gengibre. Depois de pronto, prefira usar mel ou açúcar mascavo para adoçar. Se preferir, misture com outros chás, como o de hibisco, ou acrescente fatias de limão ou laranja para dar um aroma todo especial. Vamos à ela?
RECEITA BÁSICA DE CHÁ DE GENGIBRE
Ingredientes
2 a 3 centímetros de gengibre fresco, ou 5 colheres do rizoma ralado
1 litro de água
Modo de preparo
- Leve a água para ferver.
- Prepare o gengibre, cortando-o em pedaços ou ralando-o.
- Antes que a água comece a borbulhar, acrescente o gengibre em pedaços ou ralado, tampe a panela, baixe o fogo e deixe ferver por cerca de 5 a 10 minutos.
- Apague o fogo, adoce a gosto com mel ou açúcar mascavo e deixe descansar até esfriar um pouco, coe e sirva! Pode ser tomado logo em seguida, ou colocado para gelar na geladeira.
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Vai tomar todas? Antes, conheça os benefícios que o gengibre te dá

Em tempos de muita bebedeira no carnaval, ele é um aliado contra enxaqueca, ressaca e até o mau hálito.
Tem ação bactericida, é desintoxicante e ainda melhora o desempenho do sistema digestivo, respiratório e circulatório, além de possuir propriedades termogênicas, que pode ser capaz de acelerar o metabolismo e favorecer a queima de gordura corporal. Também auxilia na digestão de alimentos gordurosos e protege o fígado.
Estamos falando do gengibre, essa raiz nativa da Ásia que tem tanto uso culinário, emprestando seu frescor para diversos pratos doces e salgados, como também é bastante utilizado para fins medicinais, principalmente para tratar problemas estomacais, pois combate enjoo, gases, indigestão, náuseas causadas pelo tratamento do câncer e perda de apetite.
Veja outras propriedades do gengibre:
-Ajuda a prevenir a enxaqueca.
-Alivia os sintomas da ressaca alcoólica.
-Reduz complicações devido a diabetes.
-Ameniza as dores da artrite e dores musculares.
-Reduz os sintomas de gripes e resfriados.
-Combate o mau hálito
-Alivia dores de garganta, infecções do trato respiratório, tosse, asma e bronquite.
Muitas das propriedades do gengibre provêm do gingerol, responsável pelo sabor picante e que é uma substância dotada de propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas que protegem o organismo, além de outros componentes medicinais como o cafeno, felandreno, zingibereno e zingerona. Possui ainda vitamina B6, potássio, magnésio e cobre.
Apesar de possuir inúmeras propriedades benéficas, o gengibre não pode ser consumido por todo mundo. Seus efeitos colaterais podem incluir dores de estômago e sonolência, quando consumido em excesso, e está contraindicado para pacientes que utilizam remédios anticoagulantes, porque ele pode afinar o sangue, facilitando a existência de hemorragias.
Pacientes com pressão alta e que usam medicamentos para controlar a pressão também só podem consumir essa especiaria após orientação médica, pois descontrolar a pressão arterial. Mulheres grávidas também devem limitar o consumo máximo de gengibre a 1g por cada quilo do seu peso, sendo mais recomendado usar as raspas para aliviar os enjoos durante a gestação.
No Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) deram entrada em 2018 cerca de 8.034 toneladas do produto, que tem boa oferta praticamente em todo o ano e é proveniente principalmente das cidades de Tapiraí (SP), Piedade (SP), Santa Leopoldina (ES), Atibaia (SP), Santa Maria de Jetibá (ES) e Domingos Martins (ES). No último dia 18/2, o produto estava sendo comercializado ao preço médio de R$ 2,44/kg no atacado.
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Cuidar do corpo e da mente: 4 passos para levar uma vida saudável e equilibrada


Exercícios, alimentação, saúde mental e acompanhamento médico: veja como esses quatro elementos podem te ajudar a viver melhor. Em meio a tantas pressões, especialistas concordam: fazer exercícios, comer bem, cuidar da saúde mental e buscar acompanhamento médico. Algumas dicas simples — como beber mais água — podem tornar esses objetivos mais fáceis de alcançar.
Faça exercícios físicos
Mexa-se: "Só de você não ser sedentário já está mil pontos à frente da pessoa sedentária", diz o clínico geral e médico de família Alfredo Salim Helito, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. "Se você tiver a opção entre ser magro e fazer atividade física, escolha a atividade física. O sedentarismo não pode acompanhar o ser humano", frisa.
Mas como começar? Para Feldman Barcelos, professor de funcional da Bodytech Sudoeste, em Brasília, o primeiro passo é, literalmente, despertar.
"O simples fato de colocar o telefone longe da cama, para poder levantar e começar a mexer o corpo, já gera uma mudança de estímulo", afirma.
"Começar a atividade física pela manhã ajuda a melhorar os hábitos — gasto calórico basal, déficit de atenção, raciocínio, hormônios que são liberados no dia a dia", explica.
E qual atividade escolher? Qualquer uma, diz Feldman, desde que seja algo prazeroso para a pessoa, seja pilates ou corrida. Ele destaca que o importante é buscar orientação profissional e ir devagar. Mesmo assim, não demora para os primeiros resultados aparecerem. "Não dá pra começar correndo 5km, o ganho é gradativo. Mas com três ou quatro semanas já dá para melhorar o sono, a disposição e a atenção".
Para criar o hábito, o educador físico sugere estabelecer metas semanais, para não deixar a empolgação da segunda-feira morrer na quarta. Outro modo de manter o compromisso é contratar um personal trainer ou malhar junto com um amigo. "Quando você marca na agenda, com outra pessoa, para desmarcar é muito mais complicado", avalia.
Alimente-se bem
A alimentação foi outro ponto de consenso entre os especialistas ouvidos pelo G1 como chave para uma vida melhor. E a primeira dica de como nutrir melhor o corpo é: beber água. "É muito simples, mas eu canso de atender paciente que bebe um copo de água no dia e não bebe mais", diz a nutricionista Lidiane Santana, que atende no Rio de Janeiro.
"Toda a filtração do sangue é pelos rins, e beber água ajuda a eliminar as toxinas.", explica.
Esqueça os industrializados
Em segundo lugar, é essencial evitar produtos industrializados — incluindo os "falsos saudáveis", como o peito de peru, por exemplo. O ideal é diminuir o consumo de processados, embutidos, refrigerantes e temperos prontos, recomenda a nutricionista funcional e oncológica Suelem Lima, da Aliança Instituto de Oncologia, em Brasília. "A solução é comer comida de verdade", diz.
A dieta que promete salvar vidas, o planeta e alimentar a todos nós (e sem banir a carne)
As duas profissionais dão uma dica para nortear uma boa alimentação: "descascar mais, desembalar menos". E, se for para desembalar, preste atenção na própria embalagem do alimento: "sempre é bom se perguntar: você conhece os ingredientes que estão no rótulo? Existem produtos com o rótulo zero açúcar que têm no rótulo a maltodextrina, por exemplo, que é outro nome para açúcar. Se tem nome esquisito, não compre", aconselha Lidiane.
Além das recomendações gerais, o mais indicado é procurar um profissional. Mas, atenção: o propósito não é ir à consulta e receber um papel com recomendações a seguir, diz Suelem.
"Tem alguns profissionais que entregam a dieta pro paciente na hora, e alguns chegam em busca desse papel. Nem sempre ficar preso ao papel é a melhor saída. O que a pessoa mais gosta de comer? O que tem dificuldade de tirar? Como se vê no espelho? O que espera dessa consulta?" questiona.
Um dos problemas em desenvolver uma alimentação saudável é, justamente, a cultura da dieta, segundo as especialistas. Para a nutricionista comportamental Paola Altheia, que atende em Curitiba, essa é uma dificuldade generalizada.
"O brasileiro faz dietas de forma crônica e de algumas vezes até recreativa. É uma coisa alarmante a banalização da dieta no Brasil. Não entendem que estão mexendo com coisa muito séria — que é o metabolismo, o corpo", afirma.
Ela busca trazer para os pacientes uma relação de "neutralização" com a comida. "É a pessoa conseguir perceber que a comida é só comida. Eu sempre falo de quantidade, frequência e contexto. Brigadeiro de panela não é a mesma coisa que panela de brigadeiro. O alimento não importa tanto assim — mas, sim, qual o contexto que ele entra na sua vida? Se for um contexto saudável, você será saudável — se for um contexto patológico, você terá uma doença", diz Paola.
Cuide da saúde mental
As intervenções tradicionais — como a psicoterapia ou a psicanálise — podem ajudar a prestar mais atenção às próprias emoções, pensamentos ou padrões de comportamento. Para a psicóloga Gláucia Flores, que atende em Brasília, o momento de buscar ajuda profissional é quando a pessoa percebe que está tendo prejuízos na vida.
"Normalmente é quando ela percebe que não está dando conta sozinha — não consegue trabalhar, não consegue se relacionar, está se afastando, se isolando. Não começa mais a ser como era normalmente", explica.
Mas a terapia não é a única forma de "olhar para dentro de si", diz a terapeuta Ivana Cangussu, também bacharela em psicologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Outras práticas que podem ajudar são a meditação, a ioga ou o Reiki, por exemplo:
"Elas trabalham o ritmo mental e dão conta de pensamentos, emoções, conflitos, que muitas vezes a gente não para para observar — vai empurrando com a barriga, não olha nunca, e acaba tendo crise de pânico, depressão", diz.
Meditação, arteterapia e Reiki passam integrar procedimentos do SUS
Hoje, ela trabalha com o theta healing — técnica norte-americana que trabalha com a palavra ativando as ondas thetacerebrais, que são acionadas quando se está sonhando ou em meditação profunda.
Além das terapias, é interessante, também, desenvolver interesses além do trabalho ou da família.
"Vamos pensar nossa vida como uma pizza: uma fatia é o trabalho, uma é a família, uma é o casamento, os filhos, o lazer. Quando a gente dá mais importância pra uma do que pra outra, essa balança fica desigual. É importante, sim, que a gente encontre prazer no trabalho, mas também ter outros interesses, para também aprender outras coisas", analisa Gláucia.
Vá ao médico
Além de adotar bons hábitos, fazer um acompanhamento médico pelo menos uma vez por ano também é recomendável, explica a clínica geral Sílvia Souto, da Aliança Instituto de Oncologia, em Brasília. Para começar, ela recomenda procurar, primeiro, um médico generalista.
"Na primeira consulta, se tiver a necessidade de um especialista, ele vai encaminhar. Muitas vezes o paciente não tem discernimento para saber qual o especialista correto", lembra.
Além dos exames de rotina — sangue, fezes e urina — a recomendação médica é de que homens façam exames de próstata a partir dos 40 anos e as mulheres, o papanicolau, a partir dos 25.
Mas não é só fazer exames, explica o clínico e médico de família Alfredo Salim Helito, do Sírio-Libanês, que critica o que chama de "overdose de check-ups" no Brasil. "Esse é o médico dos sonhos: um clínico geral que acaba se tornando o seu médico de família, que a pessoa tem pra dividir os problemas do dia a dia, o médico que você tem a tiracolo. Existem médicos assim", diz.
Para achar bons profissionais — sejam médicos, nutricionistas, terapeutas ou educadores físicos, a dica também é simples: pesquisar. Fazer buscas em perfis de redes sociais, sites, pedir indicações a conhecidos — tudo é válido, desde que haja o cuidado de verificar se aquele profissional tem mesmo as qualificações que afirma possuir. "É você se identificar com a pessoa, com o que ela escreve ou diz", finaliza Lidiane Santana.
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Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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