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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Festas julinas, 9 roteiros para aproveitar em São Paulo

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1 - Brincadeiras e comidinhas típicas animam a Festa Junina do Mosteiro da Luz, organizada no jardim do local (foto acima). Preparados pelas freiras, os quitutes têm preços a partir de R$ 3 e as atrações incluem piscina de bolinhas, corrida de saco e ovo na colher. Av. Tiradentes, 676, Luz, 3311-8745. Sáb. e dom., 14h/20h. Grátis. Até 14/7.

2 - Do projeto Tardes no Terraço, o Shopping Vila Olímpia recebe um arraial com brincadeiras e oficinas gratuitas para crianças de até 8 anos. Além de jogos como pescaria e argolas, o espaço organiza atrações como corrida de saco e cantigas de roda. Barracas vendem quitutes típicos como bolos, paçoca e pipoca. Shopping Vila Olímpia (3º piso). R. Olimpíadas, 360, V. Olímpia, 4003-4173. Sáb. (6/7) e dom. (7/7), 13h/19h. Grátis.

3 - Além dos pratos típicos, bolinhos de bacalhau e pastéis de Santa Clara dão toque especial à Festa Junina na Portuguesa. Entre os shows, participam bandas como Ira e CPM22, no sábado (6/7) e Sorriso Maroto na 2ª (8/7). Estádio do Canindé. R. Comendador Nestor Pereira, 33, Canindé. Sáb. (6/7), 2ª (8/7), 13/7 e 20/7, a partir das 19h; Dom. (14/7), a partir das 16h. R$ 60/R$ 80.

4 - Festa à moda antiga, a Quermesse da Igreja do Calvário reúne cerca de 20 barracas de comidas e brincadeiras típicas. Fazem sucesso o vinho quente (R$ 6) e o espetinho de carne (R$ 7). Tem até correio elegante, sorteios de prêmios e shows. O ingresso ainda dá direito a um ‘vale-bingo’. R. Cardeal Arcoverde, 950, Pinheiros, 3085-1307. Sáb. (6/7), 17h30/23h30; dom. (7/7), 17h30/22h30. R$ 15 (acima de 60 anos, R$ 5; até 10 anos, grátis).

5 - No Arraiá do Monobloco, um dos blocos carnavalescos mais célebres dos carnavais de Rio e São Paulo celebra o período junino com repertório especial. Não vai faltar decoração temática, comidas e bebidas típicas e também food trucks. Audio. Av. Francisco Matarazzo, 694, Água Branca, 3862-8279. Sáb. (6/7), 22h. R$ 60/R$ 100 (1º lote). Ingressos: www.ticket360.com.br

6 - Marília Mendonça abre, na 5ª (11/7), a 10ª edição do Arraiá do Villa, voltado à música sertaneja. As duplas César Menotti e Fabiano e também Breno e Caio César se apresentam em 12/7. Dia 13/7 é a vez de Thaeme e Thiago. Jefferson Moraes encerra a programação do evento, em 14/7. Villa Country. Av. Francisco Matarazzo, 774, Água Branca, 3868-5858. 5ª (11/7), 12, 13 e 14/7, 20h (show, 0h30). R$ 30/R$ 120.

7 - Sucessos autorais e músicas de São João vão embalar o Arraiá do Geraldo Azevedo. Cantor e banda querem fazer o público dançar ao ritmo de canções como ‘Sabor Colorido’, ‘Tempero do Forró’ e ‘Moça Bonita’. Já a música ‘Chorando e Cantando’ será apresentada com novos arranjos. Geraldo Azevedo (foto acima) também vai interpretar releituras de clássicos de Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Casa Natura Musical. R. Artur de Azevedo, 2.134, Pinheiros, 3031-4143. 13/7, 22h. R$ 100/R$ 220.

8 - A primeira edição do Arraiá D’Arena conta com grandes nomes da atual música sertaneja e também do forró. No dia 27/7, há shows de Solange Almeida, Falamansa, Mila e Léo Magalhães. Naiara Azevedo, Mano Walter e Bárbara Telles se apresentam em 28/7. O evento conta com roda-gigante, comidas típicas e brindes. A cenografia é assinada pelo renomado Zé Carratu. Arena Corinthians. Av. Miguel Ignácio Curi, 111, Artur Alvim. 27 e 28/7, 14h (abertura dos portões; shows, 16h/23h). R$ 50/R$ 320. Ingressos: www.eventbrite.com.br

9 - Para não deixar ninguém parado, o São João de Nóis Tudim (foto acima), no Centro de Tradições Nordestinas, prorrogou o término das celebrações e reúne bandas de forró, cantores sertanejos, grupos folclóricos, quadrilhas e até aulas de dança. O arrasta-pé ocupa os fins de semana com comidas típicas, como pamonha (R$ 13), e também pratos nordestinos, como o baião de dois (R$ 65, para até quatro pessoas). Para beber, o quentão e o vinho quente estão garantidos (R$ 15, cada). R. Jacofer, 615, Limão, 3488-9400. Sáb. e dom., 12h/0h. Grátis. Até 28/7.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Comércio de olho no Dia dos Pais da crise




Dar roupas de presente é a opção da maioria dos filhos, destaca pesquisa.

O Dia dos Pais deve movimentar R$ 5,6 bilhões no comércio brasileiro este ano, segundo estimativa da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ), em levantamento feito em parceria com a empresa de pesquisa Ipsos. O setor de vestuário deve ser o maior beneficiado, assim como ocorreu no último Dia das Mães.

Entre os filhos que pretendem dar presentes para os pais, quase metade declarou que compraria roupas (47%). Os demais itens mais citados foram Perfumes e Cosméticos (12%) e Calçados e Acessórios (12%).

Valor médio desembolsado para o presente deve ficar em R$ 100,97

Apesar do cenário recessivo na economia brasileira, a pesquisa detectou um aumento de quatro pontos porcentuais na intenção de compras para a data comemorativa. O total que declarou ter intenção de presentear os pais aumentou de 32% em 2015 para 36% em 2016.

O movimento já tinha sido detectado no Dia das Mães, quando 49% dos brasileiros declaram a intenção de presentear, resultado três pontos porcentuais superior ao registrado em 2015.

"Estamos com a sensação de que o pior já passou. Os indicadores de confiança estão nessa linha", afirmou Christian Travassos, gerente de economia da Fecomércio RJ. "O consumidor agora está mais seletivo, espaçando mais as compras, focado em produtos mais em conta", justificou.

O valor desembolsado para o presente, entretanto, será ligeiramente mais magro. O tíquete médio para o pagamento dos presentes deve ficar em R$ 100,97, recuo de 1% ante o mesmo período de 2015, quando o consumidor desembolsou R$ 101,72.

Fonte: Estadão

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Aproveite o inverno ainda com as delícias das Festas Juninas

A canjica, por exemplo, é feita a partir do milho branco, cultivado principalmente nas regiões Sudeste e Sul do País. Ela fica mergulhada num saboroso creme com leite, açúcar e canela. Servida bem quentinha, a canjica espanta qualquer frio. Veja também outras receitas deliciosas.


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O grão, produzido a partir do milho branco, é cultivado principalmente nas regiões Sudeste e Sul do País, mas também é marcante na cozinha do Nordeste, onde é conhecido como mungunzá, apreciado como mingau no café da manhã. Quando feita a partir do milho amarelo, a canjica ganha o nome de canjiquinha, quirera ou xerém, muito comum na cozinha de Minas Gerais. “O milho está presente no dia a dia do mineiro seja como farinha de milho, fubá ou a própria canjica”, diz o chef Antonio Basile, do restaurante Le Gourmet Bistrot, de Gonçalves, no sul do estado.

O chef teve boas experiências com o ingrediente, como o risoto feito com quirera de milho no Festival de Tiradentes, em 2010. “O resultado foi tão positivo que passei a trabalhar com a canjiquinha no restaurante”. Hoje também usa a versão branca para fazer um flan servido no restaurante.

A regra que canjica branca só serve para doce e a amarela para pratos salgados não é válida na cozinha. “É um ingrediente que permite inúmeras possibilidades. Na Argentina, por exemplo, tem uma receita chamada locro, que é uma espécie de cozido com carnes defumadas, que lembra a nossa feijoada”, afirma a chef Heloísa Bacellar, do restaurante e empório paulistano Lá da Venda. Para ela, a canjiquinha também precisa ser valorizada. “No supermercado você ainda a encontra na seção de comida de passarinho”, lamenta.

Em 2013, sob a consultoria da chef, a marca Retratos do Gosto, que traz ingredientes de pequenos produtores com apoio de cozinheiros, lançou a linha Derivados de Milho, na qual há canjica de milho branco e o fubá feito a partir da variedade. “É mais fininho e tem um sabor mais delicado que o fubá convencional”, explica.

Seja branca ou amarela, toda a canjica precisa ser cozida antes de ser saboreada. Basile sugere deixá-la antes de molho por 12 horas, para ficar macia. “Também prefiro um cozimento mais lento, para deixar os grãos inteiros”, recomenda. Heloísa sugere que se cozinhe a canjica com caldo de legumes ou de carne, para enriquecer o sabor. Agora é só conferir as receitas sugeridas por Basile e Heloisa e aproveitar o clima junino:

1 - Canjica de festa junina

por Heloisa Bacellar, do restaurante Lá da Venda 

250 g de canjica de milho branco

Quanto baste de água

Cravo e canela a gosto

1 tira de casca de laranja

1 tira de casca de limão

1 xícara (chá) de leite de coco

2 xícaras (chá) de leite

1 ½ xícara (chá) de açúcar

Como fazer:

Coloque a canjica numa tigela, cubra com água ultrapassando uns 5 cm e deixe repousar por 12 horas. Transfira o milho para uma panela de pressão, coloque a água do molho e complete com mais água, até obter 1,5 litro de líquido. Junte alguns cravos, um pedaço de canela em pau, as cascas de laranja e limão e cozinhe por mais ou menos 1 hora, até que o milho esteja bem macio. Junte o leite de coco, o leite e o açúcar e cozinhe em fogo baixo e sem a tampa da pressão por mais uns 30 minutos.

para servir

Transfira para uma tigela e polvilhe com canela. Se quiser, sirva com paçoca de amendoim esfarelada.

dica da chef

Retire a parte branca das cascas dos cítricos, que podem amargar o doce.

rendimento 6 porções; tempo 2 horas (+12 horas de molho); execução fácil

Flan de mungunzá com molho de jabuticaba

por Antonio Basile, do restaurante Le Gourmet Bistrot 

200 g de canjica branca

½ colher (sopa) de semente de coentro

100 g de açúcar

1 canela em pau

Casca de 1 limão

Casca de 1 laranja

1 litro de leite

100 g de geleia de jabuticaba

Quanto baste de água

Flan de mungunzá com molho de jabuticaba

Em uma vasilha grande, coloque a canjica e cubra com água por 2 horas. Cozinhe a canjica na panela de pressão com 2 litros de água, a água usada para demolhar, as sementes de coentro, as cascas de limão e laranja e a canela em pau. Cozinhe por 40 minutos, contando a partir do momento que pegar pressão. Deixe esfriar e remova a canela em pau e as cascas de laranja e de limão. Triture no liquidificador e, em seguida, passe por uma peneira. Leve a massa peneirada ao fogo médio numa panela com 1 litro de leite e o açúcar. Cozinhe até dar o ponto de flan e transfira para uma forma redonda. Leve à geladeira por pelo menos 2 horas, para firmar.

para servir

Desenforme o flan em uma travessa. Em uma panela levada ao fogo alto, acrescente geleia de jabuticaba e 100 ml de água. Cozinhe até obter uma mistura lisa. Sirva o flan com o molho de jabuticaba quente ou frio.

dica do chef

Para obter a consistência de flan mais facilmente, cozinhe o milho e o leite com 10 g de amido de milho.

rendimento 6 pessoas; preparo 5 horas; execução moderada

Tabule de milho

por Antonio Basile, do restaurante Le Gourmet Bistrot 

500 g de quirera seca

½ pé de alface fatiado

3 tomates sem pele e sem semente, cortados em cubos

3 colheres (sopa) de cebola picada

1 pepino sem casca e sem semente, cortado em cubos

3 colheres (sopa) de hortelã picada

azeite extravirgem e vinagre a gosto

sal e pimenta-do-reino a gosto.