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quinta-feira, 15 de junho de 2017

ESPECIAL : Viajando por onde andou o bando do Rei do Cangaço

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A trilha do cangaço no Rio Grande do Norte: cidades guardam marcas da passagem de Lampião pelo estado. Reportagem do G1 percorreu mais de 600 quilômetros por onde passou Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

“O povo falava que Lampião tinha passado por aqui e tinha umas armas guardadas...”. Foi assim que dona Ilma de Oliveira começou a contar a história que sempre ouviu dos mais velhos. A senhora de cinquenta e poucos anos mora na casa que serviu de apoio aos cangaceiros em 10 de junho de 1927. Naquele dia de madrugada Lampião e seu bando entravam em terras potiguares. Eles chegaram pela Paraíba, cruzaram a divisa dos estados e apearam-se bem na casa onde dona Ilma criou os três filhos. A estrutura é quase a mesma: paredes largas, teto alto, tornos de madeira e caritós para guardar objetos. “Até um tempo desse os familiares do antigo dono ainda vinha aqui olhar e recordar”, conta.

                    Foi nessa casa que Lampião se abrigou ao entrar no RN em 1927.
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A casa que fica no sítio baixio, no pé da Serra de Luís Gomes, pertencia a familiares dos cangaceiros Massilon Leite e Pinga-fogo. Massilon era ‘os olhos e ouvidos’ do líder pelas bandas do sertão potiguar. Era ele o responsável por guiar os homens do cangaço no plano de atacar a cidade próspera de Mossoró.

A recepção durou pouco. Quando amanheceu os cangaceiros se embrenharam na caatinga. Galoparam por veredas, saquearam fazendas e fizeram prisioneiros. Na Fazenda Nova, onde hoje é o município de Major Sales, até o padrinho de Massilon, coronel Joaquim Moreira, foi sequestrado. Na fazenda vizinha de Aroeira, onde hoje é a cidade de Paraná, eles fizeram mais uma refém: a senhora Maria José foi levada pelo bando que seguia despistando a polícia e invadindo propriedades. “A passagem do bando de Lampião pelo RN está qualificada como banditismo, pois tem casos de assalto, assassinato e uma novidade que até então não tinha aqui que era o sequestro”, explicou o pesquisador Rostand Medeiros que já fez o mesmo trajeto de Lampião no RN algumas vezes. “Depois desses ataques na manhã do dia 10, o bando continuou subindo e praticando todo tipo de desordem”, lembrou.

Para seguirem sem alardes os cangaceiros evitavam a passagem por centros urbanos mais desenvolvidos e desviavam de estradas reais, aquelas por onde passava o gado e o movimento era maior. O objetivo era evitar confrontos para não desperdiçar munição e nem perder homens, já que ainda tinha muito caminho até Mossoró.

Mais ataques

Na tardinha do dia 10 de junho de 1927 o grupo chegava na Vila Vitória, território que hoje pertence ao município de Marcelino Vieira. No povoado ainda é possível encontrar casas remanescentes da época, e algumas até com sinais da violência praticada pelo bando. Na casa de dona Maria Emília da Silva, por exemplo, eles deixaram marcas de boca de fuzil. Era comum bater com as armas na madeira para assustar os donos da casa. “Eles só foram embora quando viram o retrato de Padre Cícero. Onde tinha retrato de Padre Cícero ele não fazia nada”, contou.

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Na comunidade vizinha os cangaceiros saquearam a casa onde mora dona Terezinha de Jesus. A casa é antiga, do ano de 1904, mas ainda mantém a estrutura da época. A aposentada conta que o pai avistou de longe quando o bando chegava, mas não teve tempo de fugir. Na casa, eles procuraram joias, armas e dinheiro. “Eles iam a cavalo e armados. Papai dizia que para montar era um serviço grande porque estavam pesados com armas”, disse Dona Terezinha ao mostrar o quarto dos fundos onde ficam guardados os baús alvos dos cangaceiros. “Deixavam as roupas tudo no chão. Jogavam tudo atrás de dinheiro. Aí dinheiro não tinha. Naquela época era difícil, né? Mas se achassem podiam levar. Era o que diziam”, contou dona Terezinha enquanto acendia a lamparina para mostrar os objetos preservados.

Depoimentos de testemunhas e vítimas da vila Vitória compõem o processo contra Lampião que tramitou na Comarca de Pau dos Ferros.

Fogo da Caiçara: O primeiro combate militar contra Lampião no RN

A notícia de que o bando estava invadindo propriedades na Vila Vitória mobilizou a força militar. A polícia juntou homens para enfrentar os cangaceiros. O combate aconteceu no local onde hoje é o açude de Marcelino Vieira. “Por conta da seca é possível ver exatamente onde ocorreu o primeiro combate militar contra a invasão do bando no estado. Essas plantas que estavam cobertas de água ainda podem testemunhar esse fato”, disse o historiador Romualdo Carneiro ao mostrar as marcas de tiros que ficaram nos pés de canafístulas.

Quando o combate começou a caatinga se acinzentou com a queima da pólvora dos rifles e espingardas dos dois grupos em guerra. O agricultor Pedro Felix ouviu o pai contar como foi: “Muito tiro. Muito tiro. Chega assombrava o povo que só pensava em fugir”.

O escritor Sergio Dantas, conta em seu livro “Lampião e o Rio Grande do Norte: a história da grande jornada”, que o tiroteio durou trinta minutos. Os cangaceiros, em maior número e treinados na guerrilha da caatinga, puseram a frota militar ao recuo. No confronto morreram o soldado José Monteiro de Matos e um cangaceiro conhecido como Azulão.

Os moradores da região até hoje se referem ao soldado como sendo um herói. “Quando acabou a munição os outros foram embora, mas ele disse ‘eu morro, mas não corro!’ e morreu lutando.” contou seu Pedro ao apontar para os restos de tijolos do antigo monumento construído em homenagem ao soldado. “Era bem aqui que tinha uma cruz pra ele, mas quando fizeram o açude levaram lá pro outro lado”, explicou.

Ainda hoje o local onde está o monumento recebe visitações. Todo dia 10 de junho a figura do soldado é homenageada pelos moradores que fazem celebrações. A missa do soldado virou um evento no povoado.

Fim da festa, não do medo

Não demorou para o bando chegar ao povoado de Boa Esperança, local onde hoje é o município de Antônio Martins. O ataque aconteceu em frente a igrejinha da comunidade onde acontecia a festa de Santo Antônio. “Em vez de recepcionar a banda de música para a novena do padroeiro os devotos foram surpreendidos com a chegada dos cangaceiros que bagunçaram as casas, saquearam o comércio, quebraram melancia na cabeça do dono e acabaram com a festa”, contou o historiador Chagas Cristovão.

O principal comércio da época ficava ao lado da Igrejinha. O prédio ainda guarda as características de antigamente. Relatos dão conta de que na tarde do ataque o bando só foi embora depois que uma senhora implorou. “Atendendo ao pedido de Rosina Maria, que era da mesma terra de Lampião, o bando deixou o vilarejo e seguiu rumo a Mossoró.”, concluiu o historiador.

Mesmo depois que os cangaceiros se debandaram o medo permaneceu entre os moradores. Houve até quem fizesse promessa para não sofrer as maldades do bando. Hoje dá pra avistar no alto da serra, uma capelinha construída para agradecer a proteção.

O massacre

Eram altas horas da noite do dia 11 de junho quando o bando entrava na Vila de Lucrécia. Uma das casas invadidas na Fazenda Serrota continua preservada. Na janela estão as marcas de tiros e nas paredes os retratos daqueles que estiveram frente a frente com Lampião. “Quem morava aqui eram meus avós Egidio Dias e Donatila Dias. Eles amarraram Egídio Dias e levaram ele lá pro Caboré.”, contou o aposentado Raimundo Leite, que mora ao lado da antiga casa dos avós.

Caboré é um sítio que fica a poucos quilômetros da Fazenda. O prisioneiro teria sido levado por uma estrada de terra onde hoje é a RN 072. Os cangaceiros pediram dez contos de reis para poder soltar o fazendeiro. “Um grupo de mais de dez homens foi até lá pra tentar salvar Egídio, mas foi surpreendido por uma emboscada. Três homens acabaram mortos.”, relatou a pedagoga Antônia Costa.

No local do massacre foi construído um monumento em homenagem aos homens. Em Lucrécia eles são reconhecidos como heróis. “Todo dia 11 de junho tem programação na cidade em memória de Francisco Canela, Bartolomeu Paulo e Sebastião Trajano”, enfatizou a pedagoga.

Egídio Dias fugiu. Permaneceu várias horas no mato. Só depois que o bando foi embora ele conseguiu voltar para o convívio da família.

O bando seguiu desafiando a caatinga. Os rastros de destruição ficavam pelas propriedades. Na manhãzinha do dia 12 eles entraram na Fazenda Campos, onde hoje é território de Umarizal. Na casa grande, que estava abandonada pelos donos amedrontados, eles ficaram pouco tempo até pegarem a estrada de novo. Uma marcha que parecia não ter fim.

Horas depois eles chegaram ao povoado de São Sebastião, hoje Governador Dix Sept Rosado. “Meu pai conta que Lampião passou na Estação de Trem e fez muita bagunça. Aí o povo do sítio era tudo no mato com medo. Meu pai mesmo dormiu muitas noites no mato, com medo”, relembra seu Maurilio Virgílio, aposentado de 75 anos que hoje mora pertinho da Estação alvo dos ataques.

A estação foi alvo dos cangaceiros no povoado de São Sebastião.

Os cangaceiros ainda saquearam o comércio, queimaram os vagões do trem e destruíram o telégrafo. Mas antes disso, um agente da Estação conseguiu mandar uma mensagem para Mossoró informando que o bando estava a caminho.

Foi o tempo de Mossoró se preparar para a luta. E a cidade tava mesmo preparada. Quando receberam o recado que Lampião e seu bando estava por vir, autoridades e outras personalidades da época se uniram, chamaram os moradores e começaram a montar as estratégias de defesa. Essas pessoas que venceram o combate 90 anos atrás são conhecidos como heróis da resistência.

“Foi um feito heroico de um grupo de cidadãos e cidadãs, que se juntou pra defender a cidade. Quando eu olho para a resistência ao bando de lampião, eu não vejo uma individualidade, vejo um ato de cidadania, de coragem que esse grupo frente à sua vida, à sua cidade”, diz o historiador Lemuel Rodrigues.

Noventa anos depois, os resistentes já se foram, mas ficou o legado. Ter um herói na família é motivo de orgulho para muitos mossoroenses. Algumas figuras estavam na linha de frente e lideraram a defesa da cidade contra o bando de Lampião. Tenente Laurentino, por exemplo, organizou as trincheiras e montou o plano de resistência com o apoio dos civis, todos liderados pelo prefeito Rodolfo Fernandes.

De acordo com os registros da época, o confronto entre os moradores e o bando de lampião durou cerca de quarenta minutos. Quase 170 homens participaram da defesa da cidade e ficaram espalhados em 23 trincheiras no centro de Mossoró. Uma delas teve papel fundamental para o sucesso do combate: a torre da capela de São Vicente que era o ponto mais alto de Mossoró. Do local, os resistentes tinham uma visão privilegiada. Três homens ficaram na torre e surpreenderam os cangaceiros.

“Manoel Felix, Tel Teófilo e Manoel Alves eram os três homens que estava no Alto da Torre. A partir daí, eles começaram a informar que os cangaceiros estavam vindo do lado de cá, na lateral da capela. E nesse momento, eles passam a ser revidados e deixam de ser atiradores para se tornarem alvos”, explicou o historiador Kydelmir Dantas.

Os homens que ficaram lá em cima não foram atingidos, mas as marcas dos tiros ainda permanecem no alto da torre. A capela que serviu de trincheira e guarda um dos maiores símbolos do combate de 13 de junho de 1927, dia em que Lampião e seu bando bateram retirada de Mossoró.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

São Paulo vai ver como agia Steve Jobs

Venda de ingressos para a exposição sobre Steve Jobs, em SP, começa nesta quarta. São fotos, filmes, reportagens e produtos históricos que mostram a forma como pensava e criava uma das maiores personalidades do século 20.

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O Museu da Imagem e do Som (MIS) abre, nesta quarta-feira, 31, a venda antecipada para a exposição Steve Jobs, o Visionário, que tem início no dia 15 de junho e segue em cartaz até 20 de agosto. Os ingressos antecipados custam R$ 18 (inteira) e R$ 9 (meia) e serão vendidos exclusivamente pelo site da Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br).

As datas disponíveis para compra são 16, 17, 21, 22, 23, 24, 28, 29, 30 de junho e 1º de julho; das 11h às 20h em dias úteis e aos sábados, e das 10h às 21h aos domingos. É permitida uma hora de permanência no espaço após o último horário disponível.

Na mostra, o público terá acesso ao rico universo de Steve Jobs, assim como em toda grande exposição no MIS, que disseca vida e obra dos homenageados. São fotos, filmes, reportagens e produtos históricos que mostram a forma como pensava e criava uma das maiores personalidades do século 20.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Paquetá, tranquilidade e beleza a poucos minutos do Centro do Rio

Nesses dias de violência e insatisfação existentes na "Cidade Maravilhosa", que tal um refúgio que já foi perpetuado na literatura brasileira?

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Quem nunca sonhou em viver longe da violência urbana, dos congestionamentos diários, da poluição e do barulho das buzinas dos carros? O que parece algo utópico no Rio de Janeiro, faz parte do cotidiano dos moradores da bucólica Ilha de Paquetá, localizada a 40 minutos de distância do Centro da cidade.

No local, todas as pessoas se conhecem pelo nome e o principal meio de transporte é a bicicleta. Por se tratar de uma ilha, não existem carros, semáforos e uma badalada vida noturna. O silêncio é absoluto nas ruas. Exceto quando as crianças saem para brincar e correr tranquilas pelas ruas de terra batida.

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A estudante Renata Borba, de 36 anos, abriu mão da vida agitada no bairro da Tijuca, onde morava com a família, para criar os dois filhos em Paquetá. “Tomei a decisão há dois anos, após ser assaltada pela segunda vez durante a minha gestação. Estava à caminho da clínica para fazer o meu pré-natal quando fui rendida por um bandido portando uma faca. Fiquei traumatizada. Aqui os meus filhos podem brincar tranquilos sem medo da violência”, festejou.

Os encantos de Paquetá não estão restritos apenas aos seus moradores. Muitos casais aproveitam a calmaria que o local proporciona para passar uma noite romântica. Foi o caso do vigilante Aroldo de Souza, de 43 anos, que escolheu a Ilha como roteiro turístico para aproveitar com a namorada Alba Jacqueline Benedito, de 38 anos.

Moradora de Marília, no interior paulista, a servidora pública ficou encantada com o passeio. “ É um local perfeito para caminhar em paz e aproveitar o dia”, comentou. Aroldo, que é morador de Mesquita, na Baixada Fluminense, disse que escolheu Paquetá por causa da segurança e do roteiro turístico. “Nem parece que estamos no Rio de Janeiro”, comentou. Ele ressaltou, ainda, que a Ilha proporciona aos visitantes a oportunidade de visualizar as belezas naturais do Rio por um outro ângulo.

O sorriso largo e a hospitalidade são marcas registradas da população local. Esse foi um dos motivos apontados pela pensionista Esdras Alves, de 52 anos, para escolher Paquetá para viver ao lado do companheiro Julio Cezar Pires, de 66 anos. Longe do barulho dos carros e da violência, o casal aproveita as manhãs para passear na Ilha e contemplar as 12 praias do bairro.

Caminhar por aqui é uma experiência maravilhosa. Os pássaros vivem livres, cantam com alegria e em alguns casos, voam bem perto das pessoas, sem medo. Não trocamos isso aqui por nada”, afirmaram. Em Paquetá existe o único cemitério do país exclusivo para o sepultamento de pássaros. Como o espaço é mantido pelos próprios moradores, não é cobrado nenhum tipo de taxa para realizar os enterros.

Esdras também indicou o Parque Municipal Darke de Matos como uma parada obrigatória para os visitantes. O destino abriga árvores centenárias, jardins, trilhas e o mirante Boa vista, no Morro do Cruz, de onde é possível contemplar uma vista panorâmica da Baía de Guanabara.

Cercada de lendas e encantos, a Pedra dos Namorados, localizada na Praia José Bonifácio, é o local mais procurado pelos visitantes solitários. Reza a lenda que a pedra é utilizada para quem está em busca de um namorado.

Para isso, é necessário ficar de costas e atirar três pedrinhas, caso alguma delas fique em cima da Pedra dos Namorados, a pessoa pode comemorar, pois em breve irá formar um par romântico. Para os apaixonados, é possível, ainda, alugar pedalinhos na praia para passear pela enseada. Deixando a lenda de lado, o local também é perfeito para quem pretende levar a família para passear.

Outro ponto de concentra um grande número de visitantes é a Praia da Moreninha, onde é possível escalar uma pedra de mesmo nome, por meio de trilhas ou por uma escada de madeira, e contemplar uma vista panorâmica. A artesã Marcia Ofredi, de 45 anos, aproveitou para levar o filho, Gustavo, de 7 anos, para conhecer as maravilhas da Pedra da Moreninha. O menino adorou o local. “Aqui não tem carro, posso brincar à vontade”, festejou.

As belezas de Paquetá também foram apontadas por turistas belgas que aproveitaram a manhã de sol, para passear no bairro. A ideia foi do engenheiro Hugo Peeters, de 66 anos, que escolheu o Rio de Janeiro para morar após se casar com uma brasileira. Ele convidou o irmão e o sobrinho que passam férias no Brasil para conhecer Paquetá. “Aqui temos contato direto com a natureza, sem a poluição e o barulho dos carros. A ilha (de Paquetá) é um diferencial do Rio”, opinou.

O Passeio

A viagem nas belezas de Paquetá começa no trajeto feito pelas barcas, que, diariamente, realizam 11 viagens entre a Praça XV, no Centro do Rio e a Ilha. O trajeto dura em média 50 minutos e custa R$ 5,90. Nos finais de semana são ofertadas 12 viagens.

Muitos visitantes aproveitam para contemplar a Baía de Guanabara e as belezas naturais do seu entorno. É muito comum encontrar pessoas tirando fotos de dentro do veículo de transporte enquanto aguardam o desembarque. Ao desembarcar em Paquetá, existem duas opções de passeio: os Ecotaxis (bicicletas elétricas) e as Charretes Elétricas - carrinhos de até 5 lugares que substituíram os cavalos.

Ambos os veículos de transporte da cidade oferecem dois tipos de pacote: um roteiro completo por todos os pontos turísticos da cidade e um segundo pacote mais modesto que também contempla uma viagem pelos principais encantos da Ilha. As charretes cobram R$ 100 pelo primeiro pacote e R$ 70 pelo segundo. Já os Ecotaxis cobram R$ 50 por 1 hora de passeio e R$ 35 por 30 minutos.

O trajeto pode seguir o mapa cultural oferecido pelos condutores ou o que for escolhido pelo passageiro. Ambos os veículos de transporte não poluem o meio ambiente e não fazem barulho. Existe a opção de pagar R$ 5 por passageiro para se deslocar para algum ponto turístico específico. Também é possível alugar uma bicicleta comum por R$ 5.

Existe ainda um trenzinho, considerado como um "ônibus" para os moradores, com partidas programas de acordo com os horários de saída e chegada das barcas. O veículo realiza uma volta em praticamente toda a orla da ilha, gratuitamente.

Apesar do grande número de atrações, os charreteiros afirmam que houve uma queda no número de visitantes. O presidente da Associação dos Charreteiros, Thiago Araújo, 32, pede que a prefeitura inclua Paquetá no roteiro turístico da cidade.”A crise financeira afetou muito o turismo aqui na ilha. A prefeitura precisa criar um calendário de eventos para promover Paquetá”, cobrou.

O presidente da Associação de Moradores e Amigos de Paquetá, Alfredo Gomes, festejou o fato da Riotur ter inserido a Ilha de Paquetá na página Visit.Rio, que é o canal oficial do órgão de turismo da cidade. No entanto, ele cobra obras de infraestrutura na região.

“As ruas estão em péssimas condições e o serviço de esgoto está deixando a desejar. A segurança é um ponto positivo, mas percebemos que o consumo de drogas aumentou e está chegando perto das crianças. Essa situação nos causa uma preocupação para o futuro”, comentou. A Polícia Militar informou que  agentes do 5° BPM (Centro) realizam rondas a pé e a cavalo.

A segurança ainda é um grande atrativo para a ilha. Mesmo com a crise econômica, os comerciantes decidiram investir em melhorias. Marca registrada da cidade, o Restaurante do Zeca, ampliou sua capacidade e colocou uma variedade de pratos no cardápio. Além de peixes, churrasco, massas e frango, tem espaço até mesmo para os adeptos de comida vegana (sem carne).

No entanto, o dono do estabelecimento, José Augusto da Fonseca, conhecido como Zeca, de 82 anos, demonstrou preocupação com a baixa no turismo. “Fazemos tudo com muito carinho para servir bem os nossos visitantes. Precisamos de divulgação para que a ilha fique cheia com mais frequência”, avaliou.

O dono da pousada Acordes do Luar, Conrado Gonçalves, 26,  também investiu na ampliação do espaço. Segundo ele, existe a expectativa de aumento de demanda no próximo verão. A Ilha também conta com outros restaurantes, hotéis e pousadas com preços variados.

A falta de um caixa eletrônico 24horas também foi motivo de queixa dos comerciantes. Os estabelecimentos comerciais aceitam cartão de crédito, mas os passeios nos ecotaxis e nas charretes, por exemplo, só podem ser pagos em dinheiro.

A Riotur prometeu incluir a Ilha de Paquetá no roteiro turístico da cidade e nas redes sociais usadas pela prefeitura para divulgar os pontos de maior interesse do Rio. Em até dois meses, segundo o órgão, será lançada uma campanha para conscientizar os moradores sobre a importância de receber bem os visitantes.

“ O melhor cartão postal do Rio é o carioca”, avaliou Marcelo Alves, presidente da Riotur. Ainda segundo ele, o desejo de divulgar Paquetá partiu da primeira dama da cidade, Sylvia Jane. O bairro será contemplado com um roteiro cultural para atrair um número maior de turistas nos finais de semana.

Outras atrações turísticas de Paquetá

Árvore Maria Gorda: Espécie de Baobá, de origem africana, que mede mais de 7 metros de circunferência.

Ponte da Saudade: localizada na Praia José Bonifácio.

Casa de José Bonifácio: O patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrade e Silva, teria residido nesta propriedade entre os anos de 1829 e 1831, antes de ser tutor dos filhos de D. Pedro I. A casa está localizada na Praia José Bonifácio.

Capela de São Roque : É a padroeiro do bairro, construída em terras da Fazenda São Roque e inaugurada em 1698. A construção abriga importante obra de Pedro Bruno.

Canhão de Saudação a D. João VI: A peça, localizada na Praia dos Tamoios, fazia parte de uma bateria de canhões usada para saudar a chegada de D. João VI ao bairro a partir de 1808.

Casa de Artes Paquetá: Localizado na Praça de São Roque, o centro cultural de Paquetá promove eventos artísticos e culturais no bairro. 

    
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                Ilha de Paquetá e o Romance A Moreninha

Em 1843, Joaquim Manuel de Macedo escreveu o romance "A Moreninha", que é considerado o iniciador do "romantismo" na literatura brasileira. O livro se tornou um grande sucesso e muitos acreditam que a estória poderia ser real, ter realmente acontecido na Ilha de Paquetá, o que a tornou nacionalmente conhecida. Até onde vai a fantasia, até onde vai a realidade?

O livro foi escrito em 1843 por Joaquim Manuel de Macedo e publicado em 1844, sendo tido como o primeiro marco do "romantismo" na literatura brasileira. Um estilo literário que tem como caracteristicas linguagem simples, exatidão de descrições de costumes, incentivo à virtude e respeito à decência, e geralmente de um conteúdo sentimental e açucarado beirando o exagero, mas que agradava bastante.

Macedo era estudante de medicina quando escreveu o livro. O romance foi um grande sucesso, e se tornou um dos livros mais lidos de todos os tempos no Brasil. O livro só foi equiparado ou talvez superado por "O Guraraní", escrito por José de Alencar. Tanto Macedo como Alencar se tornaram nomes muito conhecidos à sua época e também nos dias de hoje. Macedo abandonou posteriormente a medicina, foi deputado, e se tornou inclusive amigo próximo da familia do Imperador Pedro II, tendo lecionado para os filhos do mesmo. Além de deputado e professor, foi sócio -fundador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e eleito patrono da cadeira nº 20 da Academia Brasileira de Letras.

Fonte O Dia

quinta-feira, 27 de abril de 2017

ESPECIAL COMIDA DE MÃE : Conquiste o "pudim ideal"


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Não, não é nenhuma simpatia que diz "trazer o seu amor de volta em três dias". É mais além. Fomos procurar inspiração em especialistas no assunto e trazer para você a maneira ideal de fazer um pudim. Muita gente tenta, mas poucos conseguem chegar perto. Aproveitando então que maio, que está chegando, é o mês das mães, o Blog Qsacada promete ensinar como se faz, através do Especial COMIDA DE MÃE, que também estará no blog CeasaCompras, onde apresentaremos receitas para almoço e jantar.  

Em dias de tempos bicudos, como se dizia no Século passado, nada melhor que agradar a quem você ama.  Esqueça essa tal de dieta e a silhueta do corpo. Valorize o que você tem no seu coração. 

O Qsacada, nesta matéria, estará ensinando como fazer vários tipos de pudim. E separou para a nossa página no Facebook deliciosas receitas. Então, mãos a obra?

PUDIM: ORIGEM DO NOME

O que no Brasil chamamos de pudim é conhecido como flã no resto do mundo. Sempre uma combinação de leite, ovos e açúcar, a receita apresenta variações, conforme o país - o nosso tem origem na receita portuguesa. Ele se popularizou na França com o nome de crème caramel, que leva somente ovos, açúcar, leite e favas de baunilha misturadas à calda de caramelo. Os espanhóis fazem a crema catalana, em que casca de limão e canela são usados para aromatizar o leite. A receita italiana similar chama-se crema al caramello. 

Na América Latina, o pudim clássico é feito com leite e leite condensado. Na Argentina e no Uruguai, é bem comum o flã de dulce de leche. No Reino Unido e nos EUA, "pudding" é sinônimo de sobremesa - mas, para os americanos, a palavra não indica qualquer sobremesa e sim um creme feito com leite, maisena e chocolate. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

 OS LEITES

O universo do pudim se divide entre o leite e o leite condensado. A receita clássica leva somente leite, ovos e açúcar - é o crème caramel francês. Com essa fórmula, o doce ganha em leveza, mas perde em textura. Não é pudim, é flã. Para deixar o pudim cremoso, o leite tem de ser bem gordo. O leite condensado, por sua vez, deixa o pudim com a massa firme e untuosa - e inevitavelmente mais doce. Por isso, a receita dispensa açúcar extra.  Feito com doce de leite, o pudim também fica cremoso. Mas ainda mais doce. O creme de leite traz densidade, mas descaracteriza o pudim. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

PUDIM: COM FURINHO OU SEM FURINHO?

O que faz o pudim de leite ter furinhos, ou não, é o cozimento em alta temperatura - acima de 240ºC. Isso ocorre porque, quando submetida ao calor, a proteína do ovo coagula mais rápido e o ar se expande, formando "bolhinhas" que se rompem mais rapidamente com o aumento da temperatura. O pudim perde água e fica granuloso. Bater bastante deixa a massa espumosa, e quanto mais aerada, mais furinhos. A maneira de potencializar os furos é combinar as duas técnicas. Você é um antifuros? Então, depois de bater a massa, coe para eliminar a espuma. Mantenha o forno em temperatura abaixo de 200°C e cozinhe em banho-maria em assadeira funda.

 INGREDIENTES:

Anote os ingredientes: 3 latas de leite condensado, 800 ml de leite e 6 ovos. E para a calda: 500g de açúcar e 500 ml de água.

1º PASSO:

Cozinhe em fogo baixo o açúcar e a água por cerca de 20 minutos (ou até chegar ao ponto de fio). Despeja a calda na fôrma de modo uniforme.

2º PASSO

Bata no liquidificador os ovos, o leite e o leite condensado, por 20 segundos. Coe para retirar a espuma e reserve em uma tigela.

3º PASSO

Distribua a mistura na fôrma de buraco, por cima do caramelo (que já deve estar firme para não incorporar). Cubra com papel alumínio.

4º PASSO

Encha uma assadeira com água morna e acomode ali a fôrma. Cozinhe no forno em banho-maria a 180°C por 50 minutos.

5º PASSO

Espete o pudim com uma faca - se sair limpa e ele estiver gelatinoso, está pronto. Deixe esfriar e leve à geladeira por 12 horas.

OBSERVAÇÃO: Vá até a página do Qsacada no Facebook e confira as receitas que foram preparadas para você.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Faça exercícios em jejum

Quer queimar calorias? Estudo britânico mostra que praticar atividade física ainda em jejum pode estimular a queima de gorduras. Os resultados variam entre homens e mulheres.

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Você com certeza já deve ter ouvido falar que não adianta nada se exercitar de estômago vazio. No entanto, segundo os pesquisadores da Universidade de Bath, no Reino Unido, ir à academia em jejum pode ajudar, sim, a queimar mais calorias e, até mesmo, obter maiores resultados a longo prazo.

Depois de comer, o corpo se ocupa em digerir o alimento e acaba deixando a queima de calorias gerada pelos exercícios à parte. Isso significa que realizar refeições logo antes do treino pode não ser o recomendado. Em vez de queimar gordura já existente no tecido adiposo, o corpo consumirá os carboidratos recentemente ingeridos como fonte de energia.

Queima de calorias

Os pesquisadores acreditam que praticar atividade física ainda em jejum pode estimular a queima de gorduras e o aumento da massa muscular. Segundo Dylan Thompson, autor do estudo, o exercício não estimulará os mesmos benefícios no tecido adiposo do que em jejum. “Isso significa que o exercício em estado de jejum pode provocar mais mudanças favoráveis no tecido adiposo, e isso pode ser benéfico para a saúde no longo prazo”, disse o pesquisador ao Daily Mail.

A pesquisa, publicada no periódico American Journal of Physiology, Endocrinology and Metabolism, teve como objeto de análise um grupo de homens acima do peso. Em jejum, eles caminharam por 60 minutos e, para comparar, caminharam por mais uma hora depois de ter uma café da manhã rico em carboidratos. Múltiplas amostras de sangue e tecido adiposo foram colhidas após comer e jejuar, bem como antes e após os exercícios. O estudo mostrou que a expressão genética do tecido adiposo diferiu significativamente entre os dois ensaios.

Tanto as expressões genéticas PNK4 e HSL, que participam da síntese de proteínas, aumentaram quando os homens jejuaram e se exercitaram. No entanto, seus níveis diminuíram nos homens que haviam se alimentado antes de caminhar. O resultado do jejum mostrou que a gordura armazenada, em vez dos carboidratos da última refeição, foi utilizada como combustível para o metabolismo durante os exercícios.

Diferença entre homens e mulheres

Antes dessa descoberta, pesquisadores da Universidade de Surrey encontraram uma maneira para que homens e mulheres fossem capazes de queimar mais calorias sem precisar de exercício extra. A pesquisa, publicada em janeiro, mostrou que definindo um momento ideal para as refeições seria possível queimar até 22% mais gordura.

No entanto, eles descobriram que os padrões poderiam ser muito diferentes entre homens e mulheres. Enquanto os homens queimavam mais se exercitando antes de comer, em jejum, para as mulheres a situação era oposta. Segundo o estudo, o corpo feminino tende a queimar gordura mais facilmente do que os homens. Comer antes da academia, por exemplo, é a melhor pedida. Porém, as mulheres são muito melhores na conservação de carboidratos durante o exercício. Sendo assim, comer logo após o treino, para as mulheres, pode comprometer a capacidade do corpo de queimar as calorias no futuro.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Bacalhau fresco confitado, creme de abóbora, agrião e parmesão

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A montagem é um dos pontos altos do prato da chef Ligia Karazawa, do Brace. Comece colocando os pedaços de bacalhau em um prato fundo. Depois, acomode as vagens, as nozes picadas e as lascas de queijo. Decore com os brotos e o agrião. O creme de abóbora vai como acompanhamento em um recipiente à parte e é despejado no prato à mesa.

Ingredientes

350g de bacalhau fresco
500g de abóbora kabotcha em cubos 
500g de abóbora pescoço em cubos
2 litros de caldo de verduras
270g de creme de leite
70g de queijo parmesão em lascas
100g de cebola branca picada
2 dentes de alho
20g de nozes
2g de broto de beterraba
40g de vagem holandesa 
30g de miniagrião 
100g de manteiga 
Tomilho
Sal 

Preparo

Pique a cebola e refogue na manteiga. Acrescente os dentes de alho inteiros e as abóboras. Refogue bem e acrescente o caldo de verduras. Cozinhe até que esteja bem macia.
 
Acrescente o creme de leite e ferva levemente. Leve tudo para o liquidificador e bata até que esteja uma textura homogênea.
 
Corte o bacalhau fresco em cubos grandes. Confite em azeite de oliva com uns ramos de tomilho. Reserve.
 
Cozinhe as vagens al dente e dê choque térmico para que fiquem bem verdes. 
 
Disponha em um prato fundo 4 pedaços de bacalhau, as vagens, nozes picadas e lascas de parmesão. Decore com os brotos e o agrião. Esquente o creme, retifique de sal e pimenta e sirva numa jarra à parte. 

terça-feira, 11 de abril de 2017

ESPECIAL FÉRIAS E FERIADÕES : As cidades mais baratas para turistas

O site de planejamento e reserva de viagens TripAdvisor divulgou o índice TripIndex Cidades, que identifica as cidades mais baratas e mais caras do mundo para turistas. Os valores médios de cada cidade incluem três noites de hospedagem, três almoços com refrigerante, três jantares com vinho, táxi e passeios, tudo para duas pessoas. Moscou não exige visto para brasileiros. Uma boa pedida.

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Confira a lista decrescente: 

Viena, Áustria

A capital austríaca é a 10ª cidade na lista de destinos turísticos mais em conta do planeta, segunda a lista divulgada pelo índice anual TripIndex Cidades: R$ 3.152 

Berlim, Alemanha

O portão de Brandemburgo é o cartão-postal máximo de Berlim, a cidade amada pelos modernos e ligados em cultura urbana. No levantamento do TripAdvisor, ficou em 9º lugar entre as mais baratas do planeta para viajantes: R$ 2.846 

Madri, Espanha

Capital espanhola é o 8º destino mais barato para turistas (R$ 2.363), segundo o ranking do TripAdvisor.

Bali, Indonésia

Querida de surfistas e dos turistas que curtem, a ilha de Bali é também um destino com boa relação custo-benefício. Por isso, é o 7º mais em conta, R$ 2.186.

Moscou, Rússia

A capital russa aparece no ranking como a 6ª cidade no mundo mais em conta para turistas (R$ 2.115). Com uma vantagem adicional: desde 2011, a Rússia não exige mais visto dos turistas brasileiros.

Bangcoc, Tailândia

5ª cidade mais barata do mundo para turistas - R$ 2.078 -, a capital da Tailândia tem templos e parques, comida boa e barata e é uma parada obrigatória para turistas no país.

Kuala Lumpur, Malásia

A capital da Malásia tem um dos edifícios mais altos do mundo - as Torres Petronas - e é a 4ª cidade do mundo mais em conta para visitantes: R$ 2.021 

Cidade do Cabo, África do Sul

Dona de natureza exuberante, praias lindas, culturalmente vibrante e a um custo de R$ 1.880, a Cidade do Cabo ainda é um destino de preços bastante amigáveis: foi a 3ª colocada na lista de cidades mais baratas para viajantes.

Mumbai, Índia

A cidade indiana é a 2ª mais barata do mundo para turistas: custa R$ 1.822 para três dias, duas pessoas, em média.

Hanói, Vietnã

Pelo segundo ano consecutivo, a vietnamita Hanói é a cidade com melhor custo-benefício do mundo para turistas: R$ 1.629.

VIAGENS PARA FÉRIAS E FERIADÕES

Rio está entre as cidades mais caras para turistas

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O índice TripIndex Cidades também listou as cidades turísticas mais caras do mundo para viajantes - e uma delas está no Brasil. O levantamento dos preços foi feito para viagens entre junho e setembro, e os valores médios de cada cidade incluem três noites de hospedagem, três almoços com refrigerante, três jantares com vinho, táxi e passeios, tudo para duas pessoas. 

A "Cidade Maravilhosa" está na décima colocação enquanto Nova York lidera como a cidade mais cara do mundo para se visitar.

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Confira a lista pela ordem decrescente:

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro da corrupção, violência, falta de segurança e de locais belíssimos, como praias e montanhas,  é o 10º colocado na lista de cidades mais caras do planeta: R$ 3.318.

Roma, Itália

A Itália é um dos destinos turísticos mais queridos dos brasileiros na Europa - e sua capital, Roma, a 9ª cidade mais cara de 2016 para viajantes, média de R$ 3.342.

 Sydney, Austrália

Com design único, a Ópera de Sydney atrai milhões de turistas a cada ano. Visitar a cidade, no entando, não é barato: a cidade é a 8ª mais cara do planeta (R$ 3.618), segundo o TripIndex.

Hong Kong, China

Hong Kong, a cidade independente que fica em território chinês, pode ser uma ótima porta de entrada para desbravar a Ásia. Mas prepare o bolso: trata-se da 7ª cidade mais cara do mundo para turistas: R$ 3.658.

Cingapura

Está na mesma situação de Hong Kong: é uma ótima introdução à Ásia, mas cobra caro por isso. Cingapura é a 6ª cidade mais cara para turistas, média de R$ 3.829, segundo o TripIndex Cidades.

Paris, França

Os muitos fãs brasileiros da capital francesa sabem: todo aquele charme e elegância tem um preço não exatamente amigável. Mas Paris vale a pena, mesmo sendo a 5ª cidade mais cara do mundo para viajantes, concorda? Em média, custa R$ 3.972.

Cancún, México

Há motivos de sobra para visitar Cancún (listamos alguns aqui), mas a cor da água do mar, sem dúvida, é o mais convincente deles. Dica: apesar dos preços altos, que tornam a cidade a 4ª mais cara do mundo para turistas (R$ 4.396), vários resorts têm pacotes all-inclusive a valores bastante aceitáveis.

Londres, Inglaterra

Mesmo prestes a abandonar a União Europeia, a Inglaterra ainda tem uma das capitais mais cosmopolitas do planeta, e sem deixar de conviver com rainhas, princesas e príncipes. A principal característica de Londres é ser diversa - e cara, graças ao valor da libra. É a 3ª do mundo mais salgada para turistas, com média de R$ 4.550 

Tóquio, Japão

Os preços em Tóquio são tão inflacionados para visitantes - é a 2ª mais cara do ranking do TripAdvisor desse ano, com média de R$ 4.897 - que a cidade criou um tipo específico de hotel, um pouco mais em conta, os hotéis-cápsula.

Nova York, Estados Unidos

Irresistível e carésima: assim é Nova York, a cidade mais cara do mundo para turistas no mundo. Ém três dias, duas pessoas gastam, em média, R$ 5.887.

Que tal um "detox" na arrumação da casa?

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Veja um Guia prático da organização. Cômodo por cômodo, confira dicas de especialistas para colocar ordem em cada canto da casa.

“Uma residência diz muito sobre seus moradores. Não são os armários que estão desorganizados, somos nós. Eles são reflexos do nosso estilo de vida”, defende a personal organizer Ingrid Lisboa. Segundo ela, a tarefa pode não ser fácil, mas a satisfação é garantida. 

O primeiro passo é escolher o “alvo”, que pode ser um cômodo, um móvel ou um tipo de objeto específico. O critério para a seleção pode ser a facilidade (por obter resultado mais rapidamente) ou a necessidade (para organizar o que for mais importante). “Todo mundo precisa mudar uma série de coisas. Eu nunca indico pegar um armário inteiro e tirar tudo, por exemplo. Mas, sim, ir aos poucos, gaveta por gaveta. Tirar, analisar, dar um destino. 

Se você demorar um mês para fazer, não tem problema porque aí será definitivo. Uma boa organização vai melhorar aspectos como conservação, economia, agilidade e tempo”, defende a profissional de decoração Anna Ziccardi, conselheira da Associação Nacional de Profissionais de Organização e Produtividade (ANPOP).

A etapa seguinte é separar os objetos em três grupos específicos envolvendo o que pode ser guardado imediatamente, o que precisa de conserto ou limpeza e o que vai ser descartado (doado, vendido ou jogado fora). 

“Se você é uma pessoa que costuma consertar, a dica é separar o item, mas nunca guardá-lo desse jeito. Faça uma marca, pode ser um pequeno adesivo, para indicar o que deve ser feito. Por outro lado, se esse não for o caso, passe adiante, não há porquê guardar o que não podemos mais utilizar”, indica Anna.

Vale também exercitar a memória e questionar tempo e falta de uso, utilidade, gosto, necessidade e relevância. Ingrid contesta, por exemplo, a ideia de preservar determinados itens para uso posterior. “Por que tem que ter um momento especial para usar uma coisa que você gosta?”, questiona.

Depois de separar o que vai e o que fica, é necessário pensar em como cada item vai agrupado. O principal critério a ser considerado é a função. Cada peça deve ser guardada em um local próximo de onde for utilizada. Em seguida, pode-se pensar em otimizar os espaços e tornar tudo de fácil visualização e acessível, para ser pego rapidamente e sem interferir na ordem.

“Na hora que você abre uma gaveta que está organizada, você tem noção do que você tem, vai direto no que quer”, explica Anna.

Veja, a seguir, dicas das organizadoras para cada ambiente doméstico:

Sala de estar

Tenho um lugar para agrupar todos os controles remotos. Se for preciso, use etiquetas para identificar o uso de casa um. Existem organizadores de fio no mercado. Isso pode facilitar a organização dos aparelhos eletrônicos.

Tenha porta-copos sempre a mão, isso evita manchas nos móveis. Uma bandeja em cima da mesa de centro também funciona para organizar itens decorativos e úteis no ambiente.

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Cozinha

Use separadores de talhetes dentro das gavetas. Guarde os utensílios agrupados por função e formatos semelhantes. Deixe os objetos mais frágeis e pesados em locais mais acessíveis, os que você não usa tanto deixe em prateleiras e armários mais altos. 

Uma boa forma de organizar os mantimentos é usando potes de vidro transparente, isso facilita para ver o que tem em cada um deles. Use etiquetas para identificar o que é e também o prazo de validade de cada um deles. Guarde tudo na geladeira dentro de sacos ou potes com tampa. 

Banheiro

O que é utilizado diariamente deve ficar à mão. Deixe as maquiagens e outros cosméticos agrupados por tipos de uso. O que não é usado sempre deve ter um lugar na gaveta, em cima da pia, deixe apenas o necessário.

Quarto

No criado-mudo, guarde apenas o que for utilizado quando você estiver na cama, como óculos, livro e carregador de celular. Mantenha as roupas dentro do armário, e se for preciso, compre um mancebo de apoio para as coisas do dia a dia.

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Closet

Os armários de roupa são os campeões da desorganização. Aqui, o segredo é criar padrões: separe tudo por cores, tipos, uso, estações...

Não dobre uma peça sobre a outra, nem utilize tipos de dobras difíces de fazer. Guarde as peças uma ao lado da outra, deixando o detalhe mais marcante de cada uma delas visível, isso facilita na hora de escolher o que usar. Se possível, use cabides difrentes para cada tipo de roupa, deixando os mais robustos para peças pesadas, como casacos de inverno. Cabides infantis funcionam bem para guardar calças. 

Guarde nas partes altas dos armários apenas aquilo que você não usa sempre. Guarde os sapatos intercalados, com um pé para frente e outro para trás, isso faz com que o espaço seja melhor aproveitado. Guarde as bolsas em estantes, e deixe a que mais usa na frente. Deixe os armários abertos pelo menos uma vez por semana, para ventilar. Use vinagre de vinho branco para tirar cheiros indesejados.  

Quartos de criança

Prateleiras, estantes e muitas caixas organizadoras. Invista em acessórios que ajudem a criar espaços para cada brinquedo que a criança tem. Para as miudezas, vale até usar estojos escolares.

Caixas grandes de plástico são boas para armazenar os brinquedos mais usados no momento. Se a criança for pequena, prefira cestos de tecido, são mais seguros nesse caso. Escrivaninha com gaveta é ideal para guardar o material escolar. Use porta-objetos para organizar a bancada de estudos .