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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Canecão: Exemplo de Vergonha para o turismo do Rio

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Era uma das maiores casas de shows do país, que está em ruínas depois de oito anos de total abandono por parte da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O local foi destroçado por estudantes vândalos em protestos partidários, e mal uso do ambiente. Fechado desde 2010, o palco por onde passaram os maiores nomes da MPB, como Roberto Carlos e Elymar Santos, e onde tinha o maior carnaval carioca, se deteriora. A reitoria da UFRJ afirma que lançará edital mês que vem. A mesma ladainha e promessas já feitas e que nunca aconteceram.

'Eu evito passar em frente. É complicado", desabafa o cantor Elymar Santos. "O meu coração fica apertado", emenda a atriz, cantora e diretora Bibi Ferreira. "Fico muito triste. Depõe contra o Rio de Janeiro", completa o sambista Martinho da Vila. Ícones da música popular brasileira, os três artistas dividem a mesma angústia: o abandono do Canecão, em Botafogo, na Zona Sul.

Cobiçado por músicos, o espaço, de 116 mil metros quadrados, entre a Avenida Venceslau Braz e a Rua Lauro Muller, está fechado desde outubro de 2010. O encerramento ocorreu após uma briga judicial de quase 40 anos entre a Universidade Federal do Rio (UFRJ) e o antigo inquilino, o empresário Mário Priolli. Desde então, nada foi feito no local.

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Procurada pelo DIA, a UFRJ informou que, no mês que vem, a reitoria lançará edital para encontrar um modelo de uso do espaço. No entanto, não deu previsão de reabertura.

Enquanto isso, os ferros dos painéis da fachada estão enferrujados. Os refletores, destruídos, ameaçam cair. Há lixo, cheiro de urina e fezes, entulho, fiação elétrica exposta e móveis antigos espalhados. Vidros e espelhos foram quebrados.

Os muros e os portões estão pichados. Na bilheteria, o reboco do teto tem buracos e pode desabar. A calçada virou ponto de táxis. Na saída dos camarins, o cenário também é de filme de terror. Dois seguranças impedem a entrada de curiosos.

O Canecão foi inaugurado em 23 de junho de 1967. Ziraldo pintou um painel de 23 metros representando a Santa Ceia. A transformação de cervejaria em casa de espetáculos se deu dois anos depois, com show de Maysa, dirigido por Bibi Ferreira.

Pelo palco, passaram artistas nacionais e internacionais consagrados em longas temporadas até a UFRJ conseguir o direito de retomar o lugar. A universidade recebeu o terreno da União nos anos 1960. A instituição argumentava o não pagamento do aluguel pelo ex-dono.

"Defendi a manutenção do Canecão para o artista brasileiro. Quem não se apresentasse lá, estava fora do mundo da MPB", afirma musicólogo Ricardo Cravo Albin.

Com o fim do Canecão, o Instituto Ricardo Cravo Albin recebeu o acervo da casa. A última apresentação foi de Bibi Ferreira. Ela sofre com o abandono do Canecão.

"Eu vi ali uma parte importante, significativa e inesquecível da nossa boa música popular brasileira passar. Fiz amigos. Naqueles bastidores, trabalhei muito. Me apresentei e dirigi inúmeras vezes", recorda-se Bibi.

O sucesso de Elymar Santos começou graças a sua primeira apresentação no Canecão, em 12 de novembro de 1985. À época, morador da Ilha do Governador, ele se desfez do carro, fez vaquinha, vendeu ingressos de porta em porta e conseguiu alugar o espaço.

"Queria uma noite maravilhosa e consegui", conta Elymar.

Em 2010, o cantor comemoraria 25 anos de carreira no próprio Canecão. No entanto, o show foi cancelado porque a casa fechou no mês anterior. Em 2015, já sob os escombros, Elymar Santos realizou uma missão para celebrar três décadas de estrada.

"O público sabe que a minha história faz parte do Canecão. É triste", lamenta.

Martinho da Vila gravou na casa de shows, em 1998, o CD ao vivo "3.0 Turbinado". Ele sugeriu terceirizar o espaço para empresários.

"Fechou-se o Canecão e até hoje não fizeram nada", ressalta o sambista.

Culpa da reitoria

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, ataca a atual gestão da UFRJ pelo abandono do Canecão.

"O imóvel é da universidade. Qualquer mudança, é a instituição a responsável. Procurei o reitor (Roberto Leher) e pus o ministério à disposição. A postura é lamentável. É um descaso com um patrimônio cultural do Rio e do Brasil".

Roberto Leher não atendeu ao pedido de entrevista. Em nota, a assessoria de imprensa da UFRJ informou que não há previsão de reabertura, mas que já "foram investidos R$ 500 mil na recuperação do telhado e a universidade tem feito a manutenção predial".

Segundo a assessoria, "a reitoria lançará edital no mês que vem com o modelo de uso do espaço".

Mãe de Cazuza, Lucinha Araújo relembra o último show do filho no Canecão, em 16 de outubro de 1988. Ela distribuiu rosas nas mesas para que o público as jogassem no palco. Já doente, Cazuza se apresentou vestido todo de branco e com uma faixa na cabeça.

"Não me conformo. Passo em frente todos os dias. Cazuza fez uma temporada linda e lotada. Quem perdeu foi a música brasileira", diz Lucinha Araújo.

Diretora artística do Canecão entre 2000 e 2010, Valéria Colela revela que a casa tinha cem funcionários e um faturamento bruto mensal de R$ 1 milhão.

"As empresas de som e de luz não receberam (o dinheiro) que tinham o direito de receber", lembra ela.

Fonte O Dia

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Fonte do Ibirapuera, o espetáculo de Natal em São Paulo

As apresentações de Natal acontecerão diariamente, até 6 de janeiro, em três sessões, 20h30, 21h e 21h30. A iluminação contará com quase 2 milhões de lâmpadas de LED. Se você, carioca, tem saudade da árvore da Lagoa, esta é uma boa dica que fica bem perto do Rio.

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A apresentação simboliza a origem, com um jogo de imagens, que mescla estrelas, planetas, galáxias indo à cena do nascer do Sol que com o decorrer se transforma em uma árvore de Natal formada pelos elementos celestiais. Nesse momento, apenas uma árvore do bosque se acende representando a primeira árvore plantada no parque.

Na sequência do espetáculo, símbolos representam a humanidade e a união. A apresentação segue com uma mensagem de paz mundial e, então, as árvores são acesas e, ao som de “Happy XMas (War Is Over)”, de John Lennon.

Árvore de Natal

A fonte do Ibirapuera fica perto do local onde foi instalada a árvore de Natal inaugurada no último sábado (25/11). Tradicional símbolo do Natal da capital paulista, a árvore tem 40 metros de altura e 15 de largura em sua base. A estrela que fica no topo tem 8 metros de altura por 6 metros de largura. Neste Natal, ela fica dentro do parque junto ao lago do Ibirapuera. Até então, ficava na praça Escoteiro Aldo Chioratto, do lado de fora e perto do Obelisco.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Canecão completa 50 anos cheio de vergonha

Por Jorge Luiz Lopes (jorgeseraphini@gmail.com)

A maior casa de espetáculos da América Latina, entregue ao governo federal que não teve a capacidade de manter o espaço, tão tradicional e tão bem localizado na Zona Sul, fez aniversário nesta terça-feira sem motivo algum para comemorar. 

                   O Canecão está assim por incompetência petista
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O resto que fica é a enganação quando a UFRJ mais uma vez sai mentindo ao dizer que tem planos de começar a reabrir o espaço em fevereiro de 2018. Fechada desde 2010, no auge do governo petista e do imbróglio chamado Sérgio Cabral, casa, segundo dizem em reportagem do G1, ganharia também laboratório de restauro e café-concerto. A reitoria acredita entregar ex-Canecão reformado até 2020. Basta ver o teatro da UFF, em Niterói: o que é aquilo?

Mas cabe uma pergunta que não foi feita: se o governo federal não tem dinheiro para salvar os hospitais públicos, se a UFRJ vive quase a míngua, para que mentir novamente ao informar que vai reabrir o Canecão?

                    UFRJ não controla nem os vândalos
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O Rio vive momentos para a a inauguração do novo Hipoppotamus, em Ipanema, boate que deu o que falar nos anos 60 e 70, sob a batuta do empresário Ricardo Amaral. A casa retorna espetaculosa, tendo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni; o empresário Omar Catito Perez (Fiorentina, Bara Lagoa entre os mais tracionais restaurantes carioca) e o próprio Amaral.  Não precisa de uma mentira da UFRJ. 

Já basta também o que irão fazer, o governo da cidade, com o Carnaval: destruindo financiamento do maior espetáculo da Terra, que rende mais de R$ 1 bilhão com o turismo para a cidade, com a desculpa de que vai fazer creche. Quanto custa um espaço de 30" no Jornal Nacional? Basta comparar a enganação da Prefeitura. 

Reportagem

Ele chega aos 50 anos, neste dia 20 de junho, alquebrado pelos males do tempo e principalmente da inatividade que já o tortura há sete anos. Mas apesar da idade, ainda é capaz de encantar, emocionar e fazer parte dos sonhos de artistas nacionais e até internacionais. Afinal, a casa de espetáculos Canecão, em Botafogo, na Zona Sul, que durante 43 anos foi o palco mais cobiçado do Rio de Janeiro, está prestes a, tal qual uma fênix, renascer das cinzas. Ou melhor, dos escombros. A ideia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – proprietária do espaço - é começar reabrir a casa ao público em fevereiro 2018, em um processo que pode levar até 2 anos.

A previsão é de Carlos Vainer, coordenador do Fórum de Ciência e Cultura, da UFRJ. A reabertura se daria em três etapas: a primeira com um Laboratório Público de Restauro até o carnaval de 2018; a segunda com a criação de um café-concerto integrado com a já existente Livraria da UFRJ, ainda no primeiro semestre de 2018; e a reativação da casa de shows em 2020, que ganharia um novo nome.

“Em 2020, a UFRJ completa 100 anos de existência. E a grande festa do centenário vai ser lá, tenho certeza. Vamos concretizar esse sonho de reativar esse espaço de arte para a cidade. A universidade reconhece que tem uma dívida com a cidade, que não pode ficar sem um espaço importante para a cultura”, disse Vainer, lembrando que inicialmente tentou-se restaurar o Canecão para a Copa do Mundo de 2014.

Depois de uma disputa judicial pelo espaço que se arrastou por 39 anos, a UFRJ tem planos para restaurar completamente a casa. Fechada desde 2010, o espaço teve arquibancadas, camarins e banheiros destruídos, não tem mais sistemas de ar nem iluminação ou isolamento acústico. Poeira e pichações podem ser vistas em todas as paredes e vidros dão um ar de abandono ao prédio. Não seria nenhuma remodelação tão radical quanto uma plástica que transformaria o Canecão num centro cultural exclusivamente acadêmico. Mas uma espécie de lifting, que permitisse sua reestruturação, mesclando atividades acadêmicas com casa de shows para grandes artistas.

Financimamento ainda incerto

“A primeira estimativa de custo, feita há três anos, era de que seriam necessários R$ 10 milhões para tornar o espaço utilizável, para colocá-la em funcionamento, mas de forma minimalista, com uma estrutura muito simples. Mas a UFRJ não tem esse dinheiro. Por isso, estuda formas de buscar apoio da iniciativa privada, através da Lei Rouanet”, disse Vainer, explicando que a espaço não pode ser alugado, já que por lei, a universidade não poderia ter atividades com fins lucrativos e que não dispensaria nem uma “vaquinha” para ajudar a reabrir o Canecão.

Para a volta da casa, este jovem senhor já ganhou um trato no cabelo. Ou melhor, teve o antigo telhado, que estava cheio de infiltrações, trocado por telhas de metal, que ajudam a impedir que goteiras acelerem a ação do tempo no interior daquela que chegou a ostentar o título de maior e mais moderna casa de espetáculos da América Latina, segundo o musicólogo Ricardo Cravo Albin.

                    A capacidade que a UFRJ diz ter
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“A destruição do Canecão foi uma inconsequência, um pensamento torto, que acha que é melhor ter a casa fechada e em ruínas. Acho que a UFRJ poderia ter feito um acordo para evitar o desastre que foi fechar a casa que era ponto de referência da cultura carioca. Torço para que algo seja realmente feito. Esses sete anos fechados representam um prejuízo de toda a classe artística. Não se pode perder um espaço tão importante como aquele para nada”, lamentou Albin.

Os projetos já estão sendo elaborados pela UFRJ, que está buscando apoio da iniciativa privada para tirá-los do papel. O primeiro, orçado em cerca de R$ 1,5 milhão, seria a criação de um Laboratório Público de Restauração, que além de ser um espaço de estudos, ajudaria a restaurar o painel “A última ceia”, que Ziraldo pintou para a antiga cervejaria em 1967. O mural de 32 metros extensão e 6 metros de altura teve parte tampada pela instalação de uma arquibancada – na lateral direita da casa – e foi destruído ao ser azulejado para a construção de banheiros e cozinha no local. O laboratório daria uma nova cara ao antigo Canecão.


E se o laboratório funcionaria como uma maquiagem, com mais R$ 2 milhões, a cinquentenária casa de espetáculos começaria a entrar em forma ao ganhar um café-concerto, uma sala com 120 lugares para pequenos eventos, peças teatrais, performances, rodas de leituras, no espaço anexo.

A UFRJ também quer dar uma nova roupagem à antiga cervejaria. Para isso, está buscando apoio para retirar da fachada o antigo arco – instalado anos atrás pela Petrobras – e que segurava o letreiro da casa. E por fim, abriria o palco não só para grandes nomes da música brasileira e até internacional, mas também para produções culturais acadêmicas, a preços mais populares.

                     Elymar já faz planos
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Só de pensar em voltar a pisar no Canecão, o cantor Elymar Santos, diz que sente o corpo arrepiar. Afinal, há 32 anos, antes de se tornar um ídolo, ele hipotecou o apartamento no qual morava na Ilha do Governador e vendeu um carro, para alugar o espaço e realizar seu sonho de cantar no palco mais importante do Rio. Ele conta que a casa transformou sua vida.

“Existe o Elymar A.C. (antes do Canecão) e D.C. (depois do Canecão). O fechamento do Canecão em 2010 me deixou órfão, não sabia como ia viver sem o templo das canções. Acho que toda a classe artística poderia ajudar muito a reerguer o Canecão. Os maiores nomes da música nacional pisaram naquele palco e devem muito a ele. O Rio merece ter aquela casa de volta”, disse o cantor.

E entusiasmado com a possibilidade da reabertura do Canecão, Elymar vai ainda mais longe:

“Vou lhe confidenciar uma coisa: seria capaz de vender o imóvel que tenho no Leblon, para ajudar a abrir o Canecão. Digo sempre que ganho menos que mereço e tenho mais do que preciso. E devo tudo o que sou àquele lugar. Qualquer sacrifício vale para voltar àquele palco. Ele é mágico”.

                             Canecão 1972
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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Rodeio agita Americana nesse início de junho

Lembrada em prosa e verso, a cidade do interior paulista tem o rodeio dos mais tradicionais. Este ano contará com as presenças de artistas como Maiara & Maraísa e Marília Mendonça, Gustavo Lima, Wesley Safadão, Alok e Mateus e Kauan. Festa começa agora. Prepare sua agenda.

A organização da Festa do Peão de Americana liberou a programação deste ano. O rodeio começa em 9 de junho e vai até o dia 18, no Parque de Eventos CCA. A edição deste ano contará com shows do DJ Alok, da dupla sertaneja Simone e Simaria e o "Show das Patroas" com Marília Mendonça e Maiara e Maraísa.


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                      Simone e Simaria vão brilhar

Serão três palcos com shows que acontecem simultaneamente durante todos os dias do evento. Além dos destaques, haverá apresentações de Matheus e Kauan, Wesley Safadão e Jorge e Mateus. 
Confira programação completa abaixo:

Programação
Sexta (9) - Simone e Simaria e Gusttavo Lima
Sábado (10) - Matheus e Kauan, Wesley Safadão e Israel e Rodolfo
Domingo (11) - Luan Santana e Guilherme e Santiago
Quarta (14) - Henrique e Juliano e Zé Neto e Cristiano
Sexta (16) - "Festa das Patroas" com  Marília Mendonça e Maiara e Maraisa
Sábado (17) - Jorge e Mateus, Alok e Gustavo Mioto
Domingo (18) - "Clássicos" com Bruno e Marrone e Chitãozinho e Xororó

Serviço
Festa do Peão de Americana
Data: sexta (9) a domingo (18) de junho
Local: Parque de Eventos CCA que fica na Rua Caminho de Servidão, 245, no bairro São Sebastião, em Americana (SP)
Mais informações: Festa do Peão de Americana
Ingressos: Total Acesso

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Se prepare para agitação total em Sampa


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Descentralizada, Virada Cultural de SP terá Daniela Mercury, Molejo, É o Tchan e Titãs, como destaques. Haverá eventos no Centro, mas shows principais serão espalhados por diferentes regiões. Sambódromo, Parque do Carmo e Jockey receberão atrações.

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta segunda-feira (8;5) que a Virada Cultural deste ano será descentralizada e terá entre as principais atrações Daniela Mercury, Erasmo Carlos, Molejo, É o Tchan e Titãs. A maioria dos grandes shows não ocorrerá no Centro, ao contrário de outras edições. O evento deste ano ocorrerá entre 18h de 20 de maio (sábado) até 18h do dia 21 (domingo).

Em dezembro de 2016, antes de assumir a Prefeitura, Doria chegou a anunciar a transferência da Virada para Interlagos, na Zona Sul da cidade. A medida gerou polêmica e revolta. À época, internautas criaram no Facebook o evento Virada Cultural “Clandestina”, em protesto à decisão.

Nesta segunda (8), porém, o prefeito informou que ficou definido que o Autódromo de Interlagos será o local de atrações mais familiares, e que vão ocorrer somente no domingo (21). "Interlagos será o grande centro da família, [para que] a criançada e adolescentes possam entrar com facilidade e segurança", disse Doria.

Sob a gestão do tucano, grandes palcos, como o Júlio Prestes, responsável por receber as principais atrações em anos anteriores, foram eliminados. Em 2016, no local, o cantor Ney Matogrosso abriu a programação de shows daquela edição e atraiu milhares de pessoas.

A Prefeitura afirma, porém, que o Centro de São Paulo continuará sendo o foco principal do evento, com atrações 24 horas em locais como o Theatro Municipal, o Largo do Paissandu e o Vale do Anhangabaú.

No entanto, algumas das atrações principais farão shows em locais como Chácara do Jockey, na Zona Oeste, Parque do Carmo, na Zona Leste, Sambódromo, na Zona Norte, e Campo Limpo, na Zona Sul.

De acordo com o prefeito, não haverá um palco gigante como em outras edições, mas palcos menores que serão montados tanto no Centro como em bairros periféricos. "Não teremos mais os palcos gigantes, mas vários palcos, chamados de tablados, para que a pessoa possa se deslocar pela cidade seguindo o programa, visitando a área central da cidade", disse Doria.

A Prefeitura informou que a ideia de espalhar as principais atrações pela cidade busca retomar caráter da Virada que faz o público passear e conhecer o Centro. "A gente acredita que as pessoas virão para o Centro para passear e olhar. Não teremos mais os grandes palcos com 40 mil pessoas saindo ao mesmo tempo. Um dos motivos para a mudança é a maior segurança das pessoas ", afirmou o secretário de Cultura, André Sturm.

A Prefeitura estima R$ 13 milhões para o orçamento do evento, contra R$15 milhões gastos em 2016, segundo o secretário de Cultura. Na coletiva de imprensa desta tarde, foi anunciado o patrocínio do Bradesco, que destinou R$ 2 milhões à Virada.

Metrô e ônibus

O Metrô e a CPTM terão funcionamento 24 horas e este ano será criada uma linha da Estação Tietê do Metrô até o Sambódromo. A Prefeitura afirma que também irá reforçar a linha que vai da Estação Butantã do Metrô até a Chácara do Jockey.

As regiões

No Vale do Anhangabaú, haverá um musical com Zélia Duncan e 15 atores e musicais infanto-juvenis.

No Centro, serão 30 tablados com atividades de rua. O cortejo ocorrerá pelas ruas Xavier de Toledo, Conselheiro Crispiniano, e as Avenidas São João, Ipiranga e São Luís. A região também será palco para os shows das bandas É o Tchan, Molejo e Gretchen.

No tablado Tributos, no boulevard São João, haverá Roberta Miranda. Na esquina da Avenida São João com a Ipiranga programação será voltada para o samba. Já na Praça do Patriarca, o gênero contemplado será o forró.

No Largo São Bento o foco será hip hop. No Sambódromo do Anhembi: Daniela Mercury, Fafá de Belém e Olodum. Na Chácara do Jockey: rap, performances e shows.