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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

ESPECIAL SAÚDE 2 - Farinha de trigo: encontramos pelo de roedor

                        Resultado de imagem para pó de café traz inseto morto e farinha de trigo tem pelo de roedor

O achado aconteceu em testes da instituição Proteste de defesa do consumidor.  E mais uma vez aparece como o pior a farinha da marca Sol, que foi denunciada pelo mesmo motivo em agosto de 2017. Em reportagem anterior falamos das marcas de café.

Entre as farinhas de trigo avaliadas, a da marca Sol foi considerada imprópria para consumo, pois nela detectamos um fragmento de pelo de roedor. Isso mostra grave falha no processo de fabricação do produto. Vale destacar ainda que, segundo a legislação, pelos de roedores, como os de rato, os de ratazana e os de camundongo, são potenciais transmissores de doenças.

Embora para alguns produtos o regulamento da Anvisa seja tolerante em relação à presença de pelo de roedor, como é o caso do ketchup (1 fragmento em 100 g do alimento), essa regra  não se aplica à farinha de trigo: de acordo com a legislação, é permitido que existam 75 fragmentos de insetos em 50 g do alimento.

As outras farinhas de trigo avaliadas, Renata, Dona Benta e Rosa Branca, apresentaram, respectivamente, 33, três e cinco fragmentos de insetos em 50 g de amostra. Ou seja, elas estão dentro do que exige a Anvisa. Mas aqui vale o mesmo já dito sobre o café: bom mesmo seria se não tivéssemos encontrado matérias estranhas nos produtos.

Proteste pede providências

" É importante ressaltar que os resultados deste teste retratam uma fotografia do momento. Portanto, refletem o cenário atual e relacionado às amostras analisadas. Dessa forma, frente aos problemas, pedimos a retirada dos lotes do café Melitta e da farinha de trigo Sol do mercado. Além disso, continuamos na luta por uma legislação mais rigorosa em relação à presença de matérias estranhas nos alimentos oferecidos aos consumidores: na prática, pedimos a revisão do regulamento técnico da Anvisa que trata desse assunto (RDC 14/2014)" .


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Teste identifica problemas em hambúrguer do Habib’s e do Giraffa’s

A PROTESTE - uma entidade de Defesa do Consumidor - esteve nas filiais dessas empresas na capital carioca, e constatou falha de higiene em uma e encontrou espécie animal de carne diferente da informada em outra loja. Confira todos os estabelecimentos analisados.

                  Resultado de imagem para Teste identifica problemas em hambúrguer do Habib’s e do Giraffa’s

A PROTESTE fez uma parceria com o Procon Carioca e o Procon Santa Catarina para realizar teste em hambúrgueres congelados de fast-foods, em que a maioria deles apresentou bom desempenho. Mas houve problemas de higiene em uma loja e de espécie animal de carne diferente da informada em outra rede do Rio de Janeiro.

Dos 12 estabelecimentos avaliados, apenas o Habib’s do Rio de Janeiro apresentou falhas de higiene na manipulação/fabricação dos alimentos. Havia coliformes termotolerantes em quantidade 100 vezes superior ao limite permitido por lei. A presença destes microrganismos indica que há a necessidade de melhorias na higienização de equipamentos, utensílios e mãos dos manipuladores de alimentos, já que estes são os formas mais frequentemente passíveis às contaminações.

Carne do Giraffa's  contém espécies diferentes

Já o Giraffa´s  do Rio de Janeiro apresentou problemas no hambúrguer, onde além da carne bovina foi constatada a presença do DNA de espécies animais diferentes (frango e porco) da informada. O que é perigoso ao consumidor que é alérgico principalmente à carne de porco, pois fica vulnerável e pode desencadear reações alérgicas, ao consumir o produto.

PROTESTE cobra fiscalização

Em relação aos problemas de higiene encontrados foram pedidas providências à Vigilância Sanitária para mais fiscalização nos estabelecimentos e ao Ministério da Agricultura foi informada a presença de espécies diferentes da indicada pelo estabelecimento para apurar se houve falha na produção ou um indicativo de fraude econômica, afim de reduzir o custo do produto.

Além dos hamburgueres, testes recentes realizados pela PROTESTE também identificaram problemas em tapiocas e a reprovação de marcas de azeites por fraude na composição do produto. 

Como fizemos o teste

Para as análises foram coletadas 42 amostras de hambúrguer congelado em cada uma das cozinhas de 12 estabelecimentos: MC Donald’s, Bob’s, Burguer King, Giraffa’s, Habib’s e Subway, localizados no Rio de Janeiro e em Florianópolis. Eles foram levados ao laboratório para testes de Identificação da espécie animal (DNA) – para avaliar qual tipo de espécie animal de carne continham: boi, cavalo, cachorro, gato, porco e frango; para conferir a presença de organismos geneticamente modificados (OGM); avaliar a presença de antibióticos e verificar as condições microbiológicas. 

Este teste foi produzido graças ao apoio de mais de 250 mil associados em todo o Brasil. Junte-se a esta luta para termos produtos de qualidade! Associe-se agora a PROTESTE!

Foram feitas análises para detectar se havia também os microrganismos: Estafilococos coagulase positiva, Clostridium sulfito redutor, Salmonella sp. e Bacillus cereus. Nesses quesitos, todas as marcas atenderam aos limites estabelecidos por lei. Todos os produtos avaliados apresentaram resultado negativo no teste que verificou se havia a presença de OGM nas amostras. Também não foi encontrado problema em relação aos antibióticos. 

Consumo de fast-food deve ser moderado

A PROTESTE alerta que apesar dos bons resultados das análises trata-se de um produto cujo consumo  deve ser moderado.  Os hambúrgueres, especialmente os sanduíches prontos, contêm grandes quantidades de gorduras e sódio, prejudiciais ao sistema cardiovascular, aumentando o risco de hipertensão. Além disso, contribuem para o ganho de peso, podendo levar à obesidade, em caso de consumo elevado.

domingo, 28 de agosto de 2016

A vergonha da fraude nos azeites continua

Nós, daqui do Qsacada já havíamos alertado para o problema que parece persistir.  A Proteste, órgão que defende os interesses dos consumidores, publicou uma lista apontando as marcas que devem ser rejeitadas pela boa cozinha.

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Em quatro marcas analisadas – Figueira da Foz, Tradição, Quinta d`Aldeia (reincidentes) e Pramesa – a análise em laboratório comprovou adulteração do produto, com adição de outros óleos vegetais, o que não é permitido por lei. Isso significa que esses azeites não tinham apenas a gordura proveniente da azeitona – o que os classifica como extravirgens – e coloca em risco uma das propriedades primordiais do azeite: favorecer a saúde.

Nos outros 15 azeites extravirgens testados, uma surpresa quando revelados os que são realmente extravirgens e os que são apenas virgens. As sete marcas que estão NOS ENGANANDO pelo rótulo e tem qualidade inferior às exigidas são:

Carbonell,
Galo,
Borges,
La Espanhola,
Serrata,
Beirão e
Pramesa.

E para lembrar aquele lance de “não julgar o livro pela capa”, as 8 marcas REALMENTE SINCERAS com o consumidor são:

Carrefour,
Qualitá,
La Violetera,
Vila Flor,
Andorinha,
Cardeal,
Cocinero e
Olivas do Sul.

Visto que a grande atratividade dos azeites extravirgens são suas propriedades antioxidantes e benéficas à saúde, estas fraudes são um abuso, falta de respeito e deveriam ser consideradas crimes.

Faça sua parte e espalhe a notícia. Quanto mais gente souber o quanto estas marcas de renome estão nos enganando, estaremos menos vulneráveis a pagarmos de “trouxa”. Principalmente tratando-se de saúde.

Proteste – Azeites: extravirgens só no rótulo.