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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Veja dicas para atrair boa sorte na passagem de ano

Para os supersticiosos vale tudo para conquistar um novo ano pleno. De tarefas simples, como usar roupa branca na virada do ano, até rituais trabalhosos, como comer lentilha em cima de uma cadeira, acreditar no poder transformador move as pessoas no dia 31 de dezembro.
Sal grosso é um ótimo banho mágico

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Os ritos tomam conta de boa parte dos símbolos de ano-novo. Na mesa não entram animais que ciscam, no guarda-roupa apenas peças novas, na praia são jogadas rosas ao mar. E o que dizer das cores? Escolhidas a dedo para ter um desejo realizado. Na dúvida entre fazer ou não a simpatia para ter bons fluídos, vale a boa intenção, logo, mal não fará.


A advogada Maria Eugenia Sahagoff, autora de "Feliz Ano-Novo! Faça tudo para consegui-lo", da Editora Cultrix, reuniu uma série de rituais praticados no Brasil e no exterior para atrair boa sorte. Veja dicas da autora para conquistar um excelente 2012.


Roupa nova:

a roupa está próxima do corpo, por isso deve ser nova. Neste ritual, coerente com o começo de outra etapa da vida, é alegre e gostoso vestir algo ¿novinho em folha¿. Acredita-se que há um sentimento de recomeço.


Cores:

As cores sempre provocam uma reação, sendo capaz de influenciar o humor e o comportamento das pessoas. Além disto, estão carregadas de misticismo.


Vermelho:

Cria a sensação de vitalidade e agilidade. É associado ao amor e à capacidade de fazer os sonhos se realizarem harmonicamente.


Amarelo:

Aspectos positivos, de brilho e contato com Deus que levam à escolha do amarelo. A cor também está ligada com atração pela riqueza.


Branco:

O costume de vestir roupa branca está ligado aos negros e as religiões africanas. O branco representa luz, pureza e bondade.


Rosa:

A cor remete à beleza e à sedução. Ligada à imaginação, rosa tem o poder de criar novos pensamentos possíveis de se concretizar na vida.


Verde:

Reacende a chama da esperança de transformar situações ruins em boas.


Comida:

A fartura à mesa nesta época do ano reflete a expectativa de abundância no futuro. A quantidade e a qualidade dos comes e bebes extrapolam as necessidades do dia a dia, comemorando vida com otimismo e felicidade. Comer certos alimentos requer a realização de um ritual.


Uva:

Na Bahia, é costume comer três uvas brancas, virando-se de costas para a lua. Antes de comer, elevam-se cada uma aos céus e faz um pedido para cada fruta. Em São Paulo, o mesmo ritual é feito com 12 uvas. Já em Minas Gerais, elas devem ser comidas com os pés fora do chão, sobre uma cadeira.


Porco:

Alimento portador da sorte durante a ceia. O predicado é dado porque o animal fuça para frente, levando a vida adiante.


Lentinha:

Aparece entre os alimentos que trazem fortuna e ao renascimento. A leguminosa deve ser consumida na ceia, em cima de um banco.


Romã:

A quantidade de sementes a faz símbolo de fartura e fertilidade. Sete caroços devem ser chupados e as sementes guardadas na carteira.


Rituais:

Os supersticiosos praticam rituais para dar uma forcinha no amor, na vida profissional e na sorte.


Amor:

Para as questões do coração se resolverem, toma-se um banho com champagne e pétalas de rosas vermelhas.


Boa sorte:

Ao mar, também podem ser jogadas flores brancas, pentes, espelhos, perfumes e colares brancos para Iemanjá.


Pedidos:

Com os pés dentro d¿água, próximo à arrebentação pula-se sete ondas. Cada uma corresponde a um pedido. Antes da chegada da oitava onda, retorna para a areia, sem voltar as costas para o mar.


Harmonia no lar:

Lavar a casa inteira, tirar a poeira morta do ano velho, passar aromatizador e até mesmo pintar as paredes renova o ambiente, devolvendo harmonia, saúde, dinheiro e alegria ao lar.


Proteção contra o mal:

Tomar banho de sal grosso no dia 31. Mistura-se sal em água quente e joga-se do pescoço para baixo, para limpeza e proteção contra o mal.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Sampa continua ditando a moda

Do público LGBT a Geeks, hamburguerias temáticas invadem São Paulo.Busca pela identidade é estratégia de negócio para diferenciar o produto.

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A luta contra a homofobia é uma das bandeiras mais emblemáticas do bairro Castro, em São Francisco (EUA). Harvey Milk, morador da região na década de 1970, foi o primeiro homossexual assumido a ser eleito a um cargo público na Califórnia, como supervisor da cidade de São Francisco. E a inspiração de lutas do lugar trouxe para os empreendedores Luiz Felipe Granata e Fausto Almeida uma ideia de negócio.

Eles decidiram trazer referências do logradouro para a Castro Burguer, hamburgueria inaugurada na primeira semana de dezembro em São Paulo. O local chega com a proposta de pertencer a todas as tribos, sem qualquer tipo de discriminação. Parece ter funcionado, já que apenas no primeiro fim de semana de funcionamento, a casa recebeu cerca de 100 clientes em cada dia.

Castro Burger

Para que a filosofia da Castro Burger fosse disseminada de dentro da hamburgueria para os clientes, a contratação dos funcionários foi feita a partir de sites de emprego direcionados ao público LGBT. Para preencher as 16 vagas de trabalho na lanchonete, os sócios Luiz Felipe Granata e Fausto Almeida receberam 400 currículos.

O preconceito, seja ele qual for, não é bem vindo na Castro Burguer. Inaugurada no início do mês em São Paulo, a hamburgueria chega com a proposta de pertencer a todos os públicos. A principal inspiração do ambiente é no bairro norte-americano Castro, ícone da luta pela causa LGBT na cidade de São Francisco. 
    
A ideia de abrir uma hamburgueria com a temática medieval e voltada para o público geek surgiu para o casal de empreendedores Ellen Lepiani e Nelson Ferreira durante um mochilão pela Europa. A Taverna Medieval tem cardápio inspirado em referências da cultura nórdica e a decoração traz nuances da triologia Senhor dos Anéis, da série Game of Thrones e do jogo RPG.
    
Em dois meses de funcionamento, a hamburgueria já acumula filas de espera de até duas horas aos fins de semana, o que fez com que os empreendedores instalassem um jogo de arco e flecha na entrada da Taverna Medieval. "Assim, os clientes já se sentem imersos no ambiente da hamburgueria antes mesmo de entrar", comenta Ellen.
    
Os fãs da saga Star Wars têm uma hamburgueria para se sentir em casa. A decoração da Jeti’s Burger and Grill é toda inspirada em referências á obra, o que inclui até sabres de luz e trilha sonora do filme. Darth Vader, um dos maiores vilões da história do cinema, está bem representado em um sanduíche que leva seu nome, feito em pão preto, conforme a cor de suas vestimentas.
    
Atenção, cinéfilos 

Se você já assistiu ao filme Pulp Fiction, dirigido pelo cineasta norte-americano Quentin Tarantino, a Big Kahuna pode facilmente se tornar sua hamburgueria do coração. Citada no filme e, à época, fictícia, a lanchonete homenageia a célebre obra de Tarantino, bem como os personagens do filme.
    
Miles Davis, John Coltrane e outros jazzistas de gerações passadas estão presentes não apenas na trilha sonora e nas opções do cardápio da Jazz Restô & Burgers, mas também nos instrumentos musicais espalhados pela casa, em meio às mesas. Por lá, é possível também ouvir o som de pianistas convidados.

"A questão de receber bem o cliente parece que é obrigatória entre empreendedores e pessoas serem educadas. Mas existe, sim, um desconforto com alguns estabelecimentos, ainda mais com o publico LGBT", comenta Granata. Essa percepção veio de conversas com amigos e do próprio sócio Fausto Almeida, que é homossexual.

"Não vamos ser 'friendly', vamos ser de nascença. É para que as pessoas pertençam ao ambiente. Não é simples aceitação, é uma identidade que vem de dentro para fora", explica Granata que, junto com o sócio, investiu por volta de R$ 400 mil na Castro Burger e já pensa em, no futuro, expandir o negócio por meio de franquias.

A busca pela identidade não é apenas uma questão de ideologia para as hamburguerias paulistanas. Trata-se de uma estratégia de negócio para diferenciar o produto, que pode ser encontrado em todos os formatos possíveis pela cidade.

O movimento recente tem feito pipocar pela cidade lanchonetes voltadas para todos os públicos, desde aficionados por cinema, passando pela tribo dos metaleiros até lugares que preparam sanduíches para os legítimos nerds, como a Taverna Medieval.

Inaugurada pelos sócios Ellen Lepiani e Nelson Ferreira em outubro, a Taverna reúne todas as referências que possam atrair o público geek, o que inclui um cardápio com inspirações medievais, réplicas de espadas da série Game Of Thrones e uma mesa em formato de barco viking.

Conforme apontam os empreendedores, segmentar o atendimento implica investir em uma fatia específica da clientela e, por outro lado, abrir mão de outra faixa que não se comunica com a identidade do negócio. "Nosso foco é no entretenimento. Por isso, percebemos que uma pessoa mais séria, que sai com a familia para ter um atendimento clássico, não fica tão à vontade", explica Ferreira. "Mas também tem muita gente que se solta e se diverte", pondera. Juntos, Nelson e Ellen investiram R$ 500 mil na Taverna Medieval.

Mesmo com o pouco tempo de existência, a hamburgueria da dupla já acumula aos fins de semana filas de espera que podem chegar a duas horas para entrar na Taverna. "Já recebemos pedidos para abrir unidades em outros bairros e até mesmo em outras cidades. Mas ainda precisamos estar com as rédeas do negócio nas mãos, querendo ou não temos apenas dois meses de casa", pontua Ellen.