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terça-feira, 21 de agosto de 2018

Dieta com pouco carboidrato pode reduzir expectativa de vida

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Por outro lado, uma ingestão igual ou superior a 70% desse tipo de alimento também é prejudicial à saúde.

PARIS - Um estudo publicado nesta sexta-feira (17/8), na revista científica sobre medicina The Lancet colocou em dúvida a moda das chamadas dietas “low-carb”, que evitam a ingestão de carboidratos e reforçam a de proteínas e gorduras animais, ao apontar que essa escolha pode reduzir a expectativa de vida.

A pesquisa concluiu que as pessoas de meia-idade que obtêm quase metade de suas calorias diárias de carboidratos vivem em média vários anos a mais do que aquelas que seguem dietas com muita carne e pouco carboidrato.

Os defensores das "dietas paleolíticas" alegam que a mudança rápida, há 10 mil anos com o surgimento da agricultura, dos grãos, dos laticínios e dos legumes, não deu tempo suficiente ao corpo humano para se adaptar a estes alimentos ricos em carboidratos.

Uma alimentação com poucos carboidratos fornece menos de 40% do total de energia, embora muitas dietas deste tipo diminuam esta proporção a 20% ou menos, de acordo com o estudo.

No lado oposto, um porcentual igual ou superior a 70% de energia procedente dos carboidratos - massa, arroz, entre outros - também pode reduzir a longevidade, mas de maneira menos intensa, segundo os cientistas.

O que tem dentro das barras de proteínas?

"As dietas com poucos carboidratos que os substituem por proteínas ou gorduras são cada vez mais populares como estratégia saudável ou de perda de peso", destaca Sara Seidelmann, coordenadora do estudo e pesquisadora no Brigham and Women's Hospital de Boston. "Nossos dados, no entanto, sugerem, que uma dieta com base em produtos animais e baixa em carboidratos pode estar associada a uma expectativa de vida menor e não deveria ser incentivada.”

Método

Sara e outros cientistas examinaram os históricos médicos de 15,5 mil pessoas com idades entre 45 e 64 anos quando iniciaram uma pesquisa sobre saúde - entre 1987 e 1989 - em quatro pontos diferentes dos EUA.

Os participantes responderam questionários detalhados sobre seus hábitos alimentares. Ao longo de 25 anos, mais de 6 mil deles morreram.

Os homens e mulheres que obtinham entre 50% e 55% de suas calorias dos carboidratos viveram em média quatro anos a mais do que as pessoas com dietas reduzidas nesses alimentos, e um ano a mais do que aquelas cuja alimentação tinha índice elevado de carboidratos.

sábado, 23 de junho de 2018

Quem tem fé vive mais, afirma pesquisa

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Apesar de exemplos constatados pela própria medicina, ateus afirmam o contrário e discutem essa possibilidade.

Pessoas que acreditam em Deus vivem, em média, quatro anos a mais do que ateus. É o que aponta uma pesquisa recente a Universidade de Ohio, nos Estados Unidos. O estudo, publicado na revista científica “Social Psychological and Personality Science”, foi baseado em 1.601 obituários. 

Os pesquisadores apontam diversos fatores para a correlação entre fé e longevidade. Entre eles, o fato de a maioria das religiões levar os fiéis a um estilo de vida mais saudável, com restrições a ingestão de álcool e uso de drogas, por exemplo.

Não foi surpresa para a maranhense Marina Pereira Lopes, que completou 88 anos. Após celebrar a data em uma missa na Igreja de Sant’Anna, no Centro do Rio, ela contou que pretende alcançar a marca da avó, uma senhorinha muito devota que viveu 110 anos.

— A fé me ajuda a superar os problemas e ajudar meus irmãos, pela oração. Todos os dias rezo o terço e, sempre que posso, participo das atividades da igreja — conta dona Marina, que se mudou para o Rio há dez anos, para ficar mais perto da família de sete filhos, 13 netos e cinco bisnetos.

Para o reverendo anglicano Abimael Rodrigues, reitor da Catedral Anglicana do Redentor, o trunfo dos religiosos está no comprometimento com o próximo.

— Nessa sociedade em que as pessoas estão com o coração estranhamente apegado ao ter, ao possuir, o ato de servir e adorar a Deus compromete a pessoa com o próximo, com a necessidade do mais frágil. Você deixa de pensar só em si ao se envolver com coisas da fé — afirma.

Já o babalowo Ivanir dos Santos, representante de religiões de matriz africana, ressalta a união entre o corpo e o espírito.

— No ocidente, é muito comum separar o corpo do espírito. Mas a espiritualidade está ligada ao cuidado corporal. Ao olhar para as duas coisas ao mesmo tempo, a tendência é que a pessoa viva ainda mais. Na Nigéria, é muito comum ter religiosos que vivem mais de cem anos — diz.

Padre Omar Raposo, reitor do Santuário Cristo Redentor destaca que a religiosidade transforma as pessoas.

— A fé é capaz de gerar uma requalificação integral do ser humano. Uma fé equilibrada é saudável, terapêutica. Ao longo da vida, a pessoa de fé é capaz de agregar à sua existência valores que geram consistência e, com isso, a prevenção de fatores que poderiam minimizar o tempo de sua estada nesse mundo.

A Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro acredita ser “mais fácil para uma pessoa de fé conviver com os problemas e infortúnios pelos quais todos passam, tendendo a uma vida mais leve e livre de doenças advindas da infelicidade ou do estresse”.

Evidências

Coautor do estudo, Baldwin Way, professor de psicologia na Universidade de Ohio, afirma que o resultado vai ao encontro de um número crescente de pesquisas que mostram um efeito positivo da religião na saúde.

“Embora possa parecer uma tolice para os ateus, o estudo fornece fortes evidências de que existe relação entre a vivência religiosa e a quantidade de anos que uma pessoa vive”, afirma.

A pesquisa foi composta de dois estudos. O primeiro envolveu 505 obituários publicados na cidade de Iowa, entre janeiro e fevereiro de 2012. O segundo analisou 1.096 obituários publicados de agosto de 2010 a agosto de 2011, em 42 cidades do país. Considerando só os dados de Iowa, religiosos tiveram 9,45 anos a mais de vida do que ateus.

Ateu questiona estudo

Presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, Daniel Sottomaior questiona a pesquisa.

— A estatística é uma ótima ferramenta, mas com frequência é utilizada para distorcer e não, esclarecer os fatos — diz ele, criticando o fato de o estudo se basear em obituários: — Quem garante que a pessoa que fez o obituário sabia a religião do morto? Sabe-se que grande parte dos ateus está no armário. Isso leva à sub-representação dos ateus e introduz um viés na amostra.

Daniel argumena ainda que correlação não é sinônimo de causa.

— Ainda que o estudo não tivesse nenhum desses problemas, não mostraria que ateus vivem menos porque são ateus — afirma ele.


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Siga o que disse Stephen Hawking para se ter uma carreira feliz

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Físico britânico morreu aos 76 anos. Mesmo com problemas sérios de saúde, ele incentivava os filhos a procurar um trabalho com significado e propósito. Tente controlar a ansiedade o que é muito pior para você. O que os especialistas acham dessa recomendação do cientista?

Stephen Hawking deixou um legado que transcende a academia, de livros que se tornaram best-sellers a um filme sobre sua trajetória indicado ao Oscar. A paixão do físico britânico pela ciência e por desvendar os segredos do Universo despertou curiosidade sobre o cosmos em milhões de pessoas ao redor do mundo.

Em 2010, a jornalista americana Diane Sawyer, da ABC World News, perguntou a Hawking que conselhos ele daria a seus filhos. E uma das respostas foi:

"O trabalho proporciona significado e propósito, e a vida é vazia sem isso."

Mas será que essa filosofia em relação ao trabalho pode se aplicar a todo mundo? A vida fica realmente vazia sem um emprego que não apenas pague as contas, mas também propicie realização e satisfação pessoal?

"Se você ama o que faz, os pequenos problemas que aparecem não te afetam nem fazem você desistir. É bom para o indivíduo e para a organização", avalia Sally Maitlis, professora de comportamento organizacional e liderança na Universidade de Oxford, no Reino Unido.

"Mas pode ser prejudicial se você ama a ponto de (o trabalho) ser absolutamente essencial para a forma como você entende a si mesmo e a sua contribuição para o mundo", adverte.

Maitlis explorou esse conceito, no ano passado, em parceria com Kira Schabram, professora de administração na Universidade de Washington. Elas fizeram um estudo com 50 pessoas que trabalhavam em abrigos de animais na América do Norte, atraídos para o emprego por causa do amor de infância pelos animais ou pela crença de que tinham as habilidades necessárias para fazer a diferença.

Como resultado, eles acumulavam horas extras, se ofereciam para turnos difíceis e invariavelmente resolviam problemas. Mas, no fim das contas, se sentiam estafados ou frustrados. Não era raro se depararem com a eutanásia de animais ou terem que lidar com a dura realidade dos recursos escassos, além da má gestão que rondava muitos abrigos. Uma parte acabava desistindo.

Ainda assim, Maitlis e outros especialistas concordam que escolher uma carreira com propósito tem, sem dúvida, efeitos positivos.

Não importa o tamanho

Em fevereiro, a Associação Americana de Psicologia publicou um artigo que resume as descobertas desse campo desde 1993. Um estudo da professora Teresa Amabile, da Universidade de Harvard, mostrou que "não importa o tamanho do objetivo - encontrar a cura do câncer ou ajudar um colega -, ter um senso de significado e uma sensação de progresso podem contribuir para a felicidade no local de trabalho".

Mas encontrar um emprego com propósito pode ser uma tarefa difícil para muita gente.

Anat Lechner, professora de administração da Universidade de Nova York, diz que é simplesmente uma questão de estar ciente do que você gosta de fazer. É quando você está tão entusiasmado com algo, que é difícil distinguir o trabalho real de um hobby ou passatempo.

"Você não pode separar Elon Musk de tudo o que ele está construindo", compara.

Em outras palavras, são atividades com as quais você tem uma afinidade natural - e poderia desempenhar apenas por prazer fora do horário do expediente. Porém, embora muitas pessoas consigam identificar esses interesses, acabam não investindo em suas verdadeiras paixões na hora de construir uma carreira.

"Preferem ir trabalhar no (banco de investimentos) J.P. Morgan porque acham que é uma aposta segura", afirma Lechner. "E deixam de fazer coisas em que, de outro modo, poderiam prosperar, crescer e agregar valor, e o mundo poderia retribuir de uma maneira positiva."

Amy Wrzesniewski, professora de comportamento organizacional na Universidade de Yale, sugere uma técnica chamada "job crafting", que consiste em identificar as partes de que você gosta no seu trabalho atual, para em seguida transformar em algo mais gratificante como um todo.

Esse exercício pode ser útil para quem conseguiu o emprego dos sonhos, mas viu que não correspondia às expectativas - como os funcionários do abrigo de animais analisados no estudo de Maitlis e Schabram.

"Existe alguma maneira de se envolver com música, ou seja lá o que for, que te permita se conectar com os elementos (do trabalho) que são mais significativos, em vez de se basear apenas na definição da sua função?", questiona Wrzesniewski.

Alguns empregados do abrigo, por exemplo, fizeram isso e buscaram outras ocupações também centradas em animais, como adestramento e treinamento.

Wrzesniewski alerta ainda para as visões de mundo autossabotadoras, que impedem as pessoas de encontrar o que realmente gostam.

"(Há quem pense que) você tem que descobrir isso, quase como se fosse uma identidade concreta que habita no mundo e você precisa revirar diversas pedras para encontrar", diz.

"Isso pode gerar uma tonelada de ansiedade."

Em vez disso, o processo pode ser mais experimental: de tentativa e erro.

Focar no que você ama é a chave para combinar carreira e identidade. Ou seja, permite que o seu trabalho tenha mais significado e propósito - além de pagar as contas e fazer você crescer profissionalmente.

"Quando você está tão imerso no que faz, você se torna aquilo", afirma Lechner. "Eu acho que Hawking tinha isso."

Fonte BBC/G1


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Saiba os segredos dos países com maior expectativa de vida

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Uma boa oportunidade para quem pretende morar fora ou apenas passear por lugares onde a qualidade de vida em muito melhor. A longevidade começa pela alimentação, como a dieta Mediterrânea, por exemplo. Claro, outros fatores também contribuem para o melhor envelhecimento.


São conhecidas as histórias de exploradores que têm buscado a lendária fonte da eterna juventude. Esse mito ainda não se confirmou, mas existem algumas populações que conseguem viver substancialmente mais do que a média mundial de expectativa de vida, que é de 71 anos. Cada um desses lugares tem sua própria fonte secreta de vitalidade.

A BBC - empresa britânica de comunicação - falou com habitantes de alguns de países como a Suíça, Espanha, Japão, Cingapura e Coreia do Sul, que se destacam no Índice Mundial de Felicidade 2017, para descobrir as razões que ajudam esses locais a proporcionar uma vida longa.

Japão: dieta e comunidade

Os japoneses vivem em média 83 anos, uma das mais altas expectativas de vida no mundo. A região de Okinawa, ilhas ao sul chamadas com frequência de "a terra dos imortais", converteu-se em um centro mundial de pesquisa sobre longevidade graças às 400 pessoas com mais de 100 anos que vivem no local.

Muitos atribuem essa condição à dieta local, que tem muito tofu - uma espécie de queijo feito de leite de soja - e batatas e uma pequena quantidade de peixes. Círculos sociais de idosos e uma comunidade forte também contribuem para diminuir os níveis de estresse e aumentar uma sensação de pertencimento.

Para os estrangeiros poderem aproveitar esses benefícios sem dificuldades, é fundamental aprender o idioma japonês, segundo Daniele Gatti, diretor-executivo da Velvet Media e que vive no Japão há muitos anos.

"Esse país tem uma maravilhosa qualidade de vida se você conseguir pular o obstáculo da língua para entender melhor a mentalidade (dos japoneses), que é muito mais diferente da cultura ocidental do que pensa a maior parte dos turistas", explicou Gatti à BBC.

"Os estrangeiros que querem se mudar para cá devem considerar seriamente que terão de dedicar grande parte de seu tempo para aprender o idioma. Essa é a chave para uma integração mais profunda na sociedade japonesa e para conseguir vida plena de sentido", diz.

Espanha: tempo para comer, digerir e caminhar

A dieta mediterrânea, rica no saudável azeite de oliva, vegetais e vinho, tem contribuído há muito tempo para prolongar a vida dos espanhóis (cuja expectativa de vida é de 82,8 anos).

Mas o país tem outro segredo para a longevidade: a "siesta", uma espécie de pausa para descanso depois do almoço.

"A gente acredita que todos os espanhóis estão dormindo a 'siesta' quando as lojas estão fechadas entre às 14h e 17h, mas isso simplesmente obedece à forma como os horários estão organizados", afirmou Miquel Àngel i Besora, guia turístico e morador de Barcelona.

"Se você tem apenas meia hora de pausa para almoçar, então come algo bem rápido. Mas se você pode parar duas ou três horas, então vai até sua casa ou a um restaurante, onde pode se sentar, comer dois pratos e sobremesa, e ainda tem tempo suficiente para fazer uma boa digestão. Isso vai ser mais saudável", disse Besora.

Além disso, a própria configuração das cidades espanholas facilita o exercício. As lojas e os restaurantes tendem a ser mais próximos das casas das pessoas, o que ajuda a optar pela caminhada.

"Quando me mudei de Moscou para Barcelona, me dei conta de que aqui as pessoas preferem não dirigir seus carros. Elas preferem caminhar, ir de bicicleta ou mesmo andar algumas ruas para chegar ao transporte público", afirmou Marina Manasyan, uma das fundadoras da empresa Barcelona Eat Local Food Tours, que organiza turismo gastronômico na cidade. "Você oxigena suas células e reduz o carbono", diz.

Cingapura: exercício e prevenção

Com amplo acesso à medicina de alta tecnologia e um sistema de saúde considerado "milagroso", os habitantes de Cingapura estão vivendo cada vez mais: hoje, a expectativa de vida chega a 83,1 anos.

O país tem uma das menores taxas de mortalidade infantil e materna do mundo. E tem um competente sistema de prevenção em saúde.

Um ambiente urbano acessível e inclusivo também contribui para uma vida mais longa.

"Você vê um monte de gente indo a ginásios ou fazendo exercícios em parques públicos", diz Bino Chua, que atualmente mora no país e escreve um blog de viagens.

Recentemente, o país inaugurou seu primeiro parque terapêutico, pensado para reduzir o estresse e melhorar a saúde dos idosos.

Em Cingapura também é mais difícil manter hábitos de vida menos saudáveis. "Os estrangeiros devem saber que os vícios são muito mais caros aqui. Os cigarros e as bebidas alcoólicas são taxados com impostos muito mais altos que em outros países", explica Chau.

Suíça: equilíbrio e queijo

Entre homens, nenhum país tem expectativa de vida mais alta que a Suíça, onde vivem em média 81 anos de idade.

Sendo um dos países mais ricos da Europa, a Suíça oferece uma rede de saúde de alta qualidade e elevados níveis de segurança, que contribuem para uma sensação de bem-estar.

Além disso, alguns estudos colocam o alto consumo de queijo e de leite como um dos fatores determinante para a longevidade no país.

A localização da Suíça, no centro da Europa, tem levado muitas multinacionais a instalarem suas sedes no país, o que tem aumentado o fluxo de trabalhadores estrangeiros. Assim, eles podem desfrutar da qualidade de vida e melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

"É um ponto profissional muito bem localizado", diz Daniele Gatti, que também viveu na Suíça. "Viver ali te permite desfrutar de uma maravilhosa semana de viagens pela Europa e a passar um tempo ao ar livre nos encantadores Alpes", acrescentou.

Coreia do Sul: tradições e fermentados

A Coreia do Sul está caminhando para se tornar o primeiro país a ter uma expectativa de vida de 90 anos, de acordo com pesquisas recentes. Os estudos atribuem o feito a uma economia em forte crescimento, um amplo acesso ao sistema de saúde e menos problemas de tensão arterial que nos países do Ocidente.

O país também tem uma dieta rica em alimentos fermentados, que ajudam a diminuir o colesterol e a aumentar as defesas imunológicas.

"No conjunto, a comida coreana tem um alto conteúdo de fibra e é rica em nutrientes", diz Camille Hoheb, fundadora da empresa de turismo Wellness Tourism Worldwide.

Quem vive na Coreia do Sul afirma que um dos elementos que contribui para a qualidade de vida é a cultura focada na comunidade.

"Os jimjilbang (banheiros públicos com banheiras de hidromassagem, água quente, mesas de massagem e saunas) oferecem a oportunidade para as pessoas se encontrarem, se conhecerem e, assim, reduzirem o estresse", explica Hohed.

Ela diz, também, que a população da Coreia do Sul tem uma capacidade de se concentrar no presente, "o que é um dos ensinamentos budistas, bem como uma atitude que favorece a cultura de cooperação sobre o individualismo".


segunda-feira, 12 de junho de 2017

Verifique sua urina, ela vai dizer muita coisa

Cor e aspecto da urina podem indicar doenças renais."É importante ressaltar que se essas doenças não forem diagnosticadas precocemente, podem ser irreversíveis", alerta especialista

Quanto mais beber água melhor
    
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O primeiro sinal de algum problema de saúde decorrente da ingestão de pouca quantidade de água está na urina. “As pessoas deveriam criar o hábito de prestar atenção na cor da urina. Um simples olhar pode prevenir doenças como uma insuficiência renal”, explica o nefrologista Marcos Vieira

O primeiro sinal de algum problema de saúde decorrente da ingestão de pouca quantidade de água está na urina. “As pessoas deveriam criar o hábito de prestar atenção na cor da urina. Um simples olhar pode prevenir doenças como uma insuficiência renal”, explica o nefrologista Marcos Vieira Foto: edusoft/Pixabay

Prestar atenção no xixi pode parecer bem estranho, mas uma simples 'olhadinha' pode evitar problemas futuros. "É importante saber identificar características que possam revelar algum problema, especialmente nos rins", alerta o Dr. Marcos Vieira, presidente e nefrologista da Fundação Pró-Rim.

O funcionamento do organismo depende, em grande escala, da ingestão diária de água. A hidratação estimula a atividade dos rins, elimina as toxinas do organismo e evita doenças. O bom aspecto da urina pode ser mantido com a ingestão adequada de água, por isso nada de exageros. O ideal é consumir de 1,5 a 2 litros de água por dia. "Se uma pessoa não bebe água, é, sim, mais propensa a apresentar algum tipo de patologia, como doença renal crônica ou cálculo renal", explica Vieira.

A estudante Marilia Maaz revela que não bebe a quantidade de água sugerida pelos médicos, mas que costuma ter uma garrafa em mãos. "Ando sempre acompanhada de uma garrafinha de 800 ml e normalmente tomo ela inteira no decorrer do dia", comenta. Ela afirma que já sentiu um certo mal-estar causado pela falta de água. "Ando sentindo falta de uns tempos para cá. Notei que ando ficando muito mais cansada, com a pele mais ressecada e maior queda de cabelo. Associei a desidratação e comecei a me cuidar mais", completa.

Alguns alimentos podem auxiliar aqueles que não costumam beber muita água. A melancia e a abobrinha possuem 92% e 93% de água, respectivamente. "A boa alimentação e a hidratação correta são extremamente benéficas para a eliminação correta da urina e para o bom funcionamento dos rins", indica o médico.

Se estes hábitos não se mantiverem de forma adequada, os problemas logo começam a aparecer. E o primeiro sinal está na cor e no aspecto da urina. "A urina pode ter variações de cores por diversos motivos. Além de alterações pelo consumo de corantes, alimentos de coloração forte ou pelo uso de certos medicamentos, é possível indicar alguns problemas de saúde", explica o dr. Marcos Vieira.

Entre as principais complicações estão os problemas no fígado, na vesícula e nos rins, os populares cálculos renais. Quaisquer anormalidades devem ser reportadas a um nefrologista. "Prestar atenção na cor da urina deve ser um hábito simples e que a qualquer suspeita é importante procurar um médico, pois um exame de urina pode alertar sobre algo mais sério", completa o médico.

Fique atento às cores e seus sinais:

- Urina bem clara: pode indicar excesso de água. A ingestão exagerada de líquidos pode sobrecarregar os rins e provocar a perda de sais.

1- Amarelo claro: essa é a cor ideal.

2- Amarelo escuro: pode ser considerado normal, mas é um sinal de que é necessário beber mais água.

3- Âmbar ou mel: esse é um sinal de desidratação.

4- Laranja: pode ser falta de água ou reflexo de pigmentos da comida. Se a cor persistir, pode ser que haja algum problema na vesícula ou no fígado.

5- Espuma ou efervescente: com frequência, pode indicar o excesso de proteína ou a existência de algum problema renal.

6- Rosa ou avermelhada: se for persistente, pode ser um sinal de problemas no fígado, rim, próstata, infecção ou até mesmo um tumor.

7- Acastanhada: indica desidratação grave ou problemas no fígado.

8- Azulada ou esverdeada: pode ser provocada por pigmentos na comida, uso de medicamentos ou ainda uma infecção bacteriana.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Treino de força com exercício aeróbico, melhor opção para idosos obesos

Estudo avaliou que combina duas modalidades é melhor do que escolher apenas uma das duas. Estratégia levou a proteção contra perda muscular e óssea. Equipamentos usados para prática de exercícios físicos: estudo concluiu que combinação de exercícios aeróbicos e de resistência é melhor opção para idosos obesos 

                
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Para pessoas obesas com mais de 64 anos, a combinação entre exercícios aeróbicos e treinamento com peso é a melhor opção para aprimorar a função física, superando os benefícios de se praticar só uma das duas formas de atividade. A conclusão é de um novo estudo publicado na revista "New England Journal of Medicine".

Cada uma das modalidades de atividade física e a combinação das duas levou a reduções de 9% no peso corporal em um período de seis meses. Mas a combinação levou ao melhor resultado, promovendo proteção contra perda muscular e óssea e melhora da capacidade aeróbica.

O exercício aeróbico e o treinamento com peso, também conhecido como treinamento de resistência, "tem efeitos complementares em melhorar sua função física", disse o principal autor do estudo, o médico Dennis Villareal, do DeBakey VA Medical Center, em Houston, nos Estados Unidos. "De modo geral, o paciente sente isso, e conseguimos documentar objetivamente".

As descobertas têm um significado importante porque um terço dos adultos mais velhos dos Estados Unidos são obesos e sofrem de todos os riscos de saúde associados à obesidade. No entanto, existe uma preocupação de que a perda de peso possa torná-los ainda mais frágeis porque osso e músculo também poderiam sofrer perdas.

Os resultados sugerem que esse temor não tem fundamento.

O estudo avaliou 160 voluntários do Novo México com um IMC igual ou maior que 30, o que os coloca na categoria de obesos, que não tinham histórico de praticar atividades físicas. Do total, 141 participantes seguiram no estudo até o fim.

Os voluntários que participaram de sessões de 60 minutos de treino aeróbico ou treino com peso três vezes por semana por seis meses tiveram melhora de performance em 14%.

Já os que fizeram uma combinação das duas atividades tiveram uma melhora de 21%. "Em essência, o grupo que combinou as duas atividades.

"Todos os atletas de competição sabem que os melhores resultados vêm de uma combinação de força, resistência e treino técnico", disse o médico Benjamin Levine, diretor do Instituto para Exercício e Medicina Ambiental em Dallas. Ele não participou do estudo. "Espero ver a continuidade do seguimento desses pacientes para ver como eles vão se sair a longo prazo, já que seis meses é um período curto."

terça-feira, 4 de abril de 2017

O carro é a segunda casa do brasileiro

Todo mundo sabe que o carro é uma das paixões nacionais. O que ninguém faz ideia, porém, é o tempo que passamos dentro dele. 

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Uma pesquisa global encomendada pela Citroën ao Instituto CSA Research, da França, revela um dado espantoso: o brasileiro é o campeão de permanência no automóvel. Ao longo da vida, permanecerá quatro anos e 11 meses a bordo do veículo – três anos como motorista e um ano e onze meses como passageiro. Se o uso do automóvel for diário, então a média sobe para sete anos e meio, ou seja, 10% de sua existência, levando-se em conta que a expectativa de vida no país é de 75 anos.

No evento realizado em seu Centro de Estilo, em São Paulo, a Citroën divulgou os resultados do levantamento que, além do Brasil, foi feito em sete países europeus, na China, no Japão e na Argentina. Batizada de “Nossas vidas num carro”, a pesquisa faz parte da nova campanha institucional da marca francesa: “Inspired by you” (inspirada por você), que tem o objetivo de se aproximar cada vez mais do cliente e potenciais compradores dos modelos Citroën.

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A amostragem aconteceu em todos os Estados do Brasil, de 26 de janeiro de 2016 a 3 de janeiro de 2017, com 500 pessoas acima de 15 anos, donas ou não de carro. “Trata-se de mais uma etapa do trabalho de reposicionamento da imagem da marca, que tem a meta de conversar mais diretamente com nossos clientes”, revela Paulo Solti, diretor geral da Citroën do Brasil.

O que os motoristas querem

Em 2016, a Citroën ergueu três pilares na construção da sua nova imagem: o programa de manutenção a R$ 1 por dia, o Citroën Advisor – canal online para o cliente falar sobre o atendimento na rede de concessionárias – e o St@rt, programa que consiste na venda dos modelos C3 e Aircross pela internet em apenas três passos.

Agora, a pesquisa dá subsídios para a fabricante saber o que os motoristas pensam e qual é o comportamento deles em seus carros. “É surpreendente como o brasileiro passa muito tempo no automóvel”, diz Nuno Coutinho, diretor de marketing da Citroën do Brasil. Como comparativo, a média do argentino é de quatro anos e três meses, enquanto a do europeu fica em quatro anos e um mês. Na China, o tempo é de três anos e um mês e no Japão, dois anos e cinco meses. “Isso nos motiva a querer conhecer em detalhes as experiências e os hábitos das pessoas. Se é para passar tanto tempo dentro de um carro, que seja em um modelo da Citroën.”

Dessa forma, a nova campanha procura transmitir a ideia de como o padrão de qualidade, o conforto e a tecnologia presentes nos produtos da marca são capazes de tornar a vida a bordo mais agradável e divertida. Além dessa informação, a pesquisa proporcionou farto material que pode orientar na oferta de alguns itens. Afi nal, uma das coisas que o brasileiro mais faz no carro é se pentear, se barbear e se maquiar (veja quadro). Ou seja, o veículo é extensão do banheiro da própria casa. “Esse dado pode levar a Citroën a criar novos espelhos pensando nessas atitudes”, afirma Paulo Solti. “É muito importante lançar produtos diferenciados sabendo o que os clientes pensam e o que desejam.”

De posse dos resultados da pesquisa, a agência Havas produziu quatro fi lmes que mostram como é agradável passar o tempo nos carros da Citroën. Eles serão veiculados em canais de TV paga e portais da internet. O principal, com 45 segundos de duração, mostra vários tipos de comportamento que as pessoas têm dentro do automóvel, como cantar, beijar e namorar. Os demais, de 15 a 20 segundos, expõem situações do cotidiano enfrentadas pelos motoristas, como passar em buracos ou sentir que estão sendo enganados ao receber o orçamento de um conserto na oficina.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Envelhecimento: Perda muscular pode comprometer qualidade de vida

  
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Por isso é fundamental combater a perda muscular, que pouca gente conhece pelo nome utilizado pelos médicos: sarcopenia. Esta é uma condição que vai definir a qualidade de vida de cada um. O médico João Toniolo Neto, geriatra com mestrado e doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) fala sobre o tema:
“Normalmente, no processo do envelhecimento, fala-se muito dos ossos, por causa do risco de fraturas. Mas é indispensável dar a devida importância aos músculos, porque, da mastigação à locomoção, todos os órgãos dependem do seu bom funcionamento”, diz ele. E acrescenta: “a sarcopenia engloba perda de massa muscular, de força muscular e de desempenho, como uma reação em cadeia. Embora as pessoas não tenham uma percepção muito clara do problema, isso vai impactar a qualidade de vida do indivíduo. Pode ser uma dor na coluna, outra no joelho, gerando um comprometimento progressivo, porque o músculo é que segura tudo”.

Pesquisa liderada pelo Núcleo de Estudos Clínicos em Sarcopenia (NECS) da Unifesp, realizada em novembro de 2016, mostrou que apenas 7% diziam ter ouvido falar em sarcopenia, mas 88% sabiam o que significava perda muscular. Um questionário on-line foi respondido por 836 pessoas acima dos 35 anos nas principais cidades brasileiras: 58% eram mulheres e 42% homens, sendo que 50% estavam entre 35 e 49 anos; 30% entre 50 e 64 anos; e 20% acima dos 65. No levantamento, embora  os exercícios físicos tenham sido indicados como importantes para a manutenção da saúde (51%), a maioria alegou ser sedentária (22%) ou realizar atividades físicas raramente (38%). Para os que estavam acima dos 50 anos, essas atividades eram cada vez mais raras. No entanto, eles relacionavam a perda muscular a quedas frequentes, fragilidade óssea, caminhada mais lenta e câimbra.

“A perda muscular aumenta com a idade e vai interferir na funcionalidade do paciente. Num estudo realizado com adultos de 40, 60 e 80 anos submetidos a exercícios durante 90 dias, o ganho de massa muscular foi relevante em todas as faixas etárias. Não houve tanta diferença entre elas, ou seja, o ganho de quem tinha 60 foi apenas ligeiramente inferior ao de quem tinha 40. Em seguida, o mesmo grupo ficou inativo durante 90 dias e a perda mais significativa foi a do grupo na faixa dos 80 anos. Por isso o exercício correto e a alimentação balanceada são fundamentais”, afirma o dr. Toniolo.

A perda muscular está em torno de 8% entre 40 e 70 anos. Já entre os mais velhos a perda é por volta de 15%. Isso ficou claro na pesquisa NECS/Unifesp, quando, entre aqueles que estão com mais de 65 anos, 54% achavam que suas condições de saúde tinham piorado. É que aí fica mais clara a percepção de velocidade e tempo de caminhada, mudança que pode estar relacionada à piora na disposição física. Curioso é que, numa projeção daqui a 15 anos, mesmo com avanços tecnológicos na área da saúde, 89% disseram que alimentação saudável continuará sendo um diferencial e 79% apontaram o exercício físico como indispensável. Então, se todo mundo sabe qual é a fórmula para envelhecer bem, não há mais tempo a perder.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

OUTUBRO ROSA - Câncer de mama também pode afetar homens

                     

Por ser pouco conhecido, a maioria dos casos são identificados em estágio avançado. Cerca de 1% dos casos de câncer de mama são diagnosticados em homens. Cerca de 1% dos casos de câncer de mama são diagnosticados em homens. 

Outubro é o mês de conscientização sobre o câncer de mama, doença que corresponde a cerca de 25% dos casos de câncer diagnosticados em mulheres por ano. Em 2012, segundo a Organização Mundial da Saúde, 1,7 milhão de pessoas foram afetadas. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados 57.960 novos casos.

O que muitas pessoas não sabem é que, apesar de afetar majoritariamente as mulheres, o câncer de mama também pode atingir pessoas do sexo masculino. Pelo fato de a glândula mamária masculina ser geralmente atrofiada, com baixa produção de hormônios femininos, cerca de 1% dos casos são diagnosticados em homens.

Segundo Marcelo Bello, diretor médico do INCA, o câncer que atinge homens e mulheres é basicamente o mesmo, mas no caso deles há algumas particularidades: devido à demora no diagnóstico, 72% dos casos são identificados já nos estágios 2 e 3. “Pelo fato de não ser uma doença comum, o homem não tem o hábito de olhar para as suas mamas. Normalmente, quando ele descobre, o câncer já está evoluído”, afirma. Em 2013, segundo o INCA, 181 homens morreram com a doença no Brasil.

Para Cristiane Nimir, médica associada ao Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio Libanês, existe uma ideia na sociedade de que o homem não tem mamas, o que dificulta a prevenção e o tratamento. “As pessoas acreditam que o mastologista é um médico apenas para mulheres e, por isso, há um preconceito e uma resistência masculina em procurar ajuda”, aponta.

Quais são os principais sintomas da doença?

Assim como nas mulheres, os sintomas são o aparecimento de nódulos na região das mamas e abaixo das axilas, além de secreção nos mamilos. “Para o homem, é mais fácil perceber um nódulo porque a sua glândula mamária é muito menor. Caso ele sinta alguma alteração nessas regiões, é preciso buscar um mastologista”, afirma Max Senna Mano, chefe do Grupo de Câncer de Mama do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP). Segundo ele, em cinco anos, foram encontrados 33 casos da doença no Instituto.

Quais são os fatores de risco?

Geralmente, o câncer de mama masculino atinge homens mais velhos, a partir dos 60 anos. Em alguns deles, a doença está ligada a mutações genéticas e, por isso, é preciso investigar se existe uma predisposição familiar. “A conscientização dos homens é muito importante para identificar casos ligados a mutação de genes. Todo paciente que tiver um histórico de câncer de mama na família precisa avaliar essa possibilidade e conhecer os riscos”, aponta Bello.

Além disso, a doença pode estar relacionada com o aumento de hormônios femininos no corpo, o uso de determinados medicamentos, como antidepressivos e remédios para o câncer de próstata, e também com a obesidade. “O aumento da gordura abdominal é um fator extremamente importante ligado ao câncer de mama, já que aumenta a produção de hormônios como estrógeno e progesterona”, comenta Cristiane.

Como funciona o tratamento?

O tratamento é o mesmo para homens e mulheres e pode incluir a mastectomia, quimioterapia, radioterapia ou até mesmo bloqueadores hormonais. Além disso, existe também a chamada “terapia alvo”, um novo tipo de tratamento que usa substâncias para identificar e atacar especificamente as células cancerígenas, provocando menos efeitos colaterais no paciente.

“É importante que os pacientes perguntem ao médico sobre os tipos de tratamento para que ele seja mais individualizado. Por mais que os tumores sejam parecidos, dentro de cada organismo eles funcionam de maneira diferente”, diz Cristiane.

Fonte Estadão

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Tecnologia para "organizar" você

              

Aplicativos ajudam a organizar a vida doméstica e a economizar tempo e dinheiro. É possível ter um controle maior das atividades. Existem aplicativos que permitem cadastrar os gastos e também o que foi recebido.

Com a correria do dia a dia e a agenda cada vem mais cheia de atividades está cada vez mais difícil dar conta de tudo. É preciso conciliar os compromissos profissionais, lembrar de organizar a vida pessoal, deixar as finanças em dia e manter a casa em ordem, sem contar em cuidar dos afazeres das crianças, quando se tem filhos. Para ajudar e facilitar a vida das pessoas que têm a agenda atribulada, mas não podem deixar os compromissos de lado, existem muitos aplicativos que ajudam a organizar a vida doméstica. Com eles, é possível, inclusive, economizar tempo e dinheiro.

Tudo começa com a organização do tempo. Normalmente, ele é curto para a quantidade de atividades que precisam ser cumpridas. Desde compromissos pessoais, como ir ao salão ou ao supermercado, como profissionais, como reuniões, até as atividades dos filhos, como cursos e esportes, é difícil lembrar de tudo que se tem para fazer. Alguns aplicativos ajudam a organizar a agenda, fazendo com que nenhuma atividade seja esquecida.

Outra questão que é custosa tanto em tempo quanto no bolso é a ida ao supermercado. Com tantas opções disponíveis, é possível perder mais tempo quando não se sabe o que vai levar para casa. Ali também é o local ideal para cair em tentação e comprar e gastar mais do que devia. Existem disponíveis aplicativos que organizam a lista de compras. “A ausência da lista de compras é a vilã na hora de ir ao supermercado, afinal de contas, ela evita comprar o desnecessário. Ou seja, também ajuda na hora de economizar”, alerta Amanda Aires, economista e professora da Faculdade Boa Viagem (FBV/DeVry).

Ajustar as finanças pessoais também é importante. Ter o controle dos gastos gera mais tranquilidade para saber onde e como está investindo o dinheiro, evitando gastar com coisas desnecessárias. Existem aplicativos que permitem cadastrar os gastos e também o que foi recebido e, desta forma, é gerado um relatório sobre como andam as finanças. Se o bolso estiver apertado, é um ótimo aliado para saber onde se está investindo em vão. Com esse tipo de app, é possível ajudar a tirar a conta do vermelho.

“Tudo que gera controle, ajuda a economizar e estes são aplicativos vinculados a finanças pessoas mesmo”, acrescenta a economista.

E são inúmeras as possibilidades de apoio digital. Existem aplicativos que auxiliam quem quer reformar ou mudar a decoração da casa. Outros facilitam a vida de quem quer aprender a cozinhar. Há ainda os que auxiliam aqueles que são desorganizados e nunca sabem onde estão guardados os objetos na casa. E os apps que ajudam as pessoas que dividem um imóvel a dividir as tarefas e contas. Tem de tudo um pouco e todos eles excluem as desculpas de que faltou tempo, dinheiro, organização ou controle para cumprir todas as tarefas domésticas.

Confira os aplicativos que podem ajudar na vida doméstica:

Boa Lista

Organiza a lista de compras. Ideal para não esquecer nenhum item e precisar voltar depois no supermercado. E também, no caminho inverso, ajuda a pessoa a não comprar mais do que deve, afinal de contas, supermercado é sempre um local tentador. O aplicativo ainda compara os preços e indica os locais onde os produtos estão mais baratos. Ou seja, é um sistema que ajuda a economizar tempo e dinheiro.

Yadahome

Através deste aplicativo, é possível organizar as tarefas e agendas de compromissos. Ótimo para quem tem muitos afazeres no dia a dia, mas acaba esquecendo de alguns deles. Ele também possibilita fazer uma lista de compras. E ainda tem uma ferramenta que permite compartilhar as informações com os familiares.

Home Decorator

Cansou da cor da parede da sua casa, mas ainda não conseguiu decidir por qual tonalidade trocar? Ou qual combina melhor com a decoração do ambiente? Este aplicativo vai ajudar na hora de tirar esta dúvida. Basta tirar uma foto e fazer o teste de como ficará com a futura cor.

Receitas fáceis

Você tem habilidade, mas não tem muito conhecimento do que fazer na cozinha? Este aplicativo é perfeito, já que, através dele, é possível ter acesso a centenas de receitas. Vai cozinhar para a família no almoço do domingo ou receber os amigos em casa com petiscos ou até mesmo elaborar uma receita mais leve? Tudo isso é possível, já que o app oferece todo tipo de cardápio, desde bolos, saladas, carnes, risotos, massas, pães, sopas, sobremesas e muito mais.

Photo Measures

Você é daqueles que não tem uma relação amigável com trenas e réguas? Isso não é mais motivo de preocupação na hora que decidir trocar a decoração, comprar um móvel novo ou reformar a casa. Este aplicativo é capaz de calcular as dimensões do ambiente automaticamente.

Yupee

Chega de dificuldades para organizar a vida financeira. Este aplicativo vai monitorar os gastos e controlar onde e como o dinheiro foi gasto. Ele possibilita cadastrar os gastos e recebimentos e ainda gera relatórios. E se você tem um sonho que custa caro, o app tem uma ferramenta chamada “Sonhos” que ajuda no planejamento financeiro para economizar e alcançar o objetivo desejado.

Sortly

Se você é daqueles que não sabe onde guardou os objetos dentro de casa, pode baixar este aplicativo, afinal de contas, ele vai te ajudar a organizar a bagunça e a encontrar o que você procura. O app ajuda na organização de diferentes espaços da casa, determina as categorias, como armário ou despensa, e lista os itens que estão guardados em cada lugar com fotos. Porém, só tem versão em inglês.

HomeSlice

Este aplicativo é ideal para quem divide o imóvel, mas não tem tempo ou habilidade para organizar a vida em grupo. Ele tem várias funções, como uma lista de compras, uma aba relacionada à limpeza e outra que diz respeito às contas. Ele é capaz de mostrar os produtos que têm em estoque ou os que estão em falta; se as contas estão pagas ou se as tarefas de limpeza foram realizadas. Em cada compra ou conta é permitido colocar o valor gasto e, ao final, o app divide o valor entre todos do grupo.

Fonte ZAP