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quarta-feira, 21 de março de 2018

Moradias no estilo dormitório para a classe média

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O experimento da Starcity, empresa de San Francisco (EUA), tem como foco jovens adultos que não se importam em dividir o banheiro e a cozinha

À procura de um aluguel razoável, a classe média de San Francisco - maîtres, professores, gerentes de livrarias, músicos de restaurantes, redatores publicitários e organizadores de mercadorias - tenta um experimento inusitado de vida em comum: está se mudando para dormitórios de estudantes.

Compartilhar banheiros comunitários no final do corredor e não ter mais cozinhas ou salas de estar individuais está se tornando algo menos estranho para alguns que trabalham na cidade graças à Starcity, uma nova companhia de urbanização que cria dormitórios expressamente para a população que não está ligada à área tecnológica.

A Starcity inaugurou três imóveis com 36 unidades e mais nove estão sendo construídos com uma lista de espera de 8 mil pessoas. A companhia, que está adquirindo mais dez edifícios (inclusive hotéis de uma estrela, garagens de estacionamento, prédios de escritórios e antigas lojas varejistas), captou US$ 18,9 milhões em capital de investimento e contratou uma equipe de 26 pessoas. A Starcity informou que deverá dispor de centenas de unidades ao redor da Bay Area de San Francisco ainda este ano, e milhares em 2019.

Os residentes da Starcity podem ocupar um quarto de 10 a 20 metros quadrados. Muitos edifícios terão algumas unidades com banheiro privativo por um aluguel mais alto. Mas Jon Dishotsky, um dos fundadores e principal executivo da Starcity, disse que um banheiro para cada dois ou três quartos faz mais sentido em termos de acessibilidade de preços em larga escala.

O aluguel de um apartamento médio de um quarto em San Francisco é de US$ 3.300 por mês, mas a Starcity oferece quartos por US$ 1.400 a US$ 2.400 por mês, totalmente mobiliados, com todos os serviços, incluindo Wi-Fi.

“As coisas mais íntimas de que necessitamos estão relacionada em grande parte ao banheiro”, disse Dishotsky, 34.

“Por isso, provavelmente esta é a parte mais difícil”.

O público-alvo da Starcity ganha de US$ 40 mil a US$ 90 mil ao ano. A maioria dos habitantes está na faixa etária de pouco mais de 20 a pouco mais de 50 anos. Mudar para esta nova modalidade é uma decisão prática que estas pessoas podem tomar. Mas depois de chegar, elas ficam surpresas com a mudança que estes edifícios produzem em sua vida.

Recentemente, a casa da Mission Street se reuniu para festejar vários aniversários, entre eles o de Carla Shiver, 38.

No ano passado, a Verizon eliminou o emprego de Carla em Albany, Georgia, mas lhe ofereceu uma transferência para San Francisco para trabalhar em uma loja. Carla, que ganha cerca de US$ 85 mil ao ano, jamais poderia alugar uma casa aqui, mas se mudou mesmo assim. “As pessoas falam o tempo todo de seus sonhos, e eu decidi parar da falar sobre isso e tratar de agir”, afirmou. “Comecei a procurar algo que fizesse mais sentido”.

Divorciou-se do marido, pôs seu cachorrinho mestiço de Yorkshire e Lulu da Pomerânia no carro e partiu rumo ao oeste.

Inicialmente, a ideia de compartilhar um banheiro foi alarmante, mas as fotos da casa pareciam muito interessantes, e Carla queria conhecer novos amigos. Por US$ 2.200 ao mês, ela agora aluga um quarto com uma cama "queen size", uma mesinha e uma cadeira. Os inquilinos podem solicitar à Starcity o uso da lavanderia por US$ 40 por mês, a limpeza dos quartos por US$ 130 por semana, e há até quem cuide do cachorro durante o dia.

Carla disse que não imagina outra vida. “Quanto mais moro aqui, mais livre eu me sinto”.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Boa oportunidade para sair dessa crise brasileira

Conheça dez cidades que pagam milhares de dólares para você morar lá. A cidade de Baltimore, nos Estados Unidos, oferece R$ 16 mil para a construção de casas.

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Quem tem alma de viajante e adoraria morar num país diferente pode contar com uma ajuda especial. É que existem cidades no mundo que pagam para as pessoas viverem lá. Parece sonho, mas é a realidade desses locais que precisam de moradores porque nos últimos anos viram suas populações diminuírem drasticamente.

Algumas dessas cidades estão nos Estados Unidos e oferecem a partir de 5 mil dólares, cerca de R$ 16 mil, para a construção de um imóvel. Há também aqueles que oferecem incentivos para recém-graduados pagarem a faculdade e, ainda terras para que sejam construídas casas.

1) Harmony, no Minnesota, nos EUA

Com o slogan “Um bom lugar para visitar, melhor ainda para viver”, a cidade criou, em 2014, um programa de incentivo econômico que dá dinheiro para quem construir casas. A Autoridade de Desenvolvimento Econômico dá um bônus que varia de 5 mil a 12 mil dólares para os moradores, e não há restrições sobre idade ou nível de renda do requerente. As inscrições podem ser feitas pelo site da prefeitura.

2) Niagara Falls, Estados Unidos

Milhares de pessoas visitam anualmente as cataratasdo Niagra na fronteira dos Estados Unidos com o Canadá, mas a população da cidade está encolhendo. Por isso, há um programa para incentivar jovens, com uma oferta de ajuda para pagar empréstimos estudantis.

Há um programa que reembolsa recém-formados com um diploma de bacharel ou de um grau técnico de dois anos até 3.492 dólares por ano ao longo de dois anos para o pagamentos de empréstimos em troca de que a pessoa more em bairros do centro por um período de dois anos. As inscrições são recebidas pela internet.

3) Baltimore, Estados Unidos

Baltimore, nos Estados Unidos, também tem um programa de incentivo e a cada dois meses oferece 5 mil dólares para a construção de casas em qualquer lugar da cidade. São 100 incentivos a cada ano, e há eventos para explicar como funciona a cidade e a construção. Na página do programa na internet é possível se inscrever. Outro programa da cidade, o Vacants to Value, oferece até 10 mil dólares de incentivo para quem faz reformas numa casa.

4) Alasca, nos Estados Unidos

Os moradores do Alasca recebem dinheiro referente aos royalties do petróleo. Para isso, basta viver por lá e não se ausentar mais de 180 dias por ano ou não ter sido condenado ou preso. Anualmente, os moradores se inscrevem no site e recebem o valor que, em 2015, foi de pouco mais de mil dólares.

5) Curtis, Nebrasca

Esta pequena cidade tem menos de mil habitantes e não oferece dinheiro, mas está oferecendo lotes livres em áreas específicas em que você pode construir novas casas ou mover uma casa modular. Todos os lotes disponíveis estão em ruas pavimentadas (informações no site)

6) New Haven, Connecticut

Os novos moradores recebem até 10 mil dólares de ajuda de custo e 30 mil dólares para reformas em imóveis. Além disso, a cidade garante ensino gratuito em qualquer faculdade pública no estado para qualquer aluno que se forma a partir de uma escola pública de New Haven, em boa situação acadêmica. Informações na página da cidade.

7) New Richland, Minnesota

A cidade no Centro-Oeste americano oferece terras de graça. Para isso é importante construir uma casa dentro de um ano após receber a escritura. A cidade fica próxima de um campo de golfe e de um lago. Informações sobre os terrenos estão disponíveis no site da cidade.

8) Marquette, Kansas

A cidade dá terras para atrair novos moradores. Os lotes estão localizados no lado oeste da cidade na Westridge Addition. Para se qualificar para a terra livre, você deve concordar em construir uma casa sobre a terra dentro de um ano, e se comprometem a viver lá por pelo menos um ano depois de sua casa está concluída. Informações na página ww.freelandks.com.

9) Lincoln, Kansas

Essa é outra cidade do Kansas que oferece terra livres. Mais uma vez, é preciso construir uma casa em um prazo de um ano após a permissão. Para isso, basta entrar em contato com a prefeitura pela página www.lincoln.gov.uk.

10) Saskatchewan, Canadá

O objetivo da cidade é atrair graduados e, para isso, oferece um bônus de 20 mil dólares para quem se formou a partir de 2010. Informações pelo site do programa.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

TURISMO & BEM ESTAR : Capital do Espírito Santo é 2ª melhor cidade para se viver

Pesquisa da ONU avaliou a qualidade da educação, renda e expectativa de vida..Cidade só ficou atrás da capital de Santa Catarina, Florianopólis. A cidade de Niterói (RJ) ficou em quinto lugar na classificação.

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Antes considerada violenta, Vitória aparece numa pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que Vitória, região Metropolitana, é a segunda melhor cidade do litoral brasileiro para se viver, ficando atrás somente de Florianópolis.

A ONU avaliou a qualidade da educação, renda e expectativa de vida dos municípios brasileiros. Os três critérios compõem o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), que varia de 0 a 1.

De acordo com o estudo, a capital do Espírito Santo, oferece alto IDHM a seus moradores: com índice de 0,845 em desenvolvimento humano, 0,805 em educação, 0,855 em expectativa de vida (76 anos) e 0,876 em renda.

Em outra pesquisa realizada pelo Delta Economics & Finance, em março, a cidade já havia sido classificada como a terceira melhor cidade do Brasil para criar e educar os filhos.

Para o prefeito Luciano Rezende, as classificações são ótimas, mas ainda é preciso fazer mais pela cidade e seus moradores.

"Este é mais um importante indicador recebido por nossa linda cidade. Vitória está cada dia melhor. Uma cidade mais acolhedora, limpa e bem cuidada. Ainda temos desafios, mas estamos no rumo certo", disse.

Ranking

Na pesquisa da ONU,  o município de Florianópolis  ficou em primeiro lugar, seguido de Vitória. Em terceiro lugar ficou outra cidada catarinense, Balneário Camboriú. Em quarto, Santos, em São Paulo, e em quinto Niterói, no estado do Rio de Janeiro.

Empreendorismo

Mas Vitória não é só um lugar bom para se viver. Um outro estudo feito Endeavor, uma organização mundial que atua no desenvolvimento econômico de vários países por meio do crescimento de pequenas e médias empresas, apontou que a cidade tem a melhor infraestrutura da Região Sudeste, com nota 7,15, à frente de São Paulo (7,21), Rio de Janeiro (6,36) e Belo Horizonte (5,29).