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quarta-feira, 26 de junho de 2019

0% álcool: Bares onde não se vende bebida alcoólica estão crescendo

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    Nonalcoholic Bar Getaway

Este tipo de estabelecimento está ganhando popularidade ao redor do mundo, principalmente em Nova Iorque e em Londres. É o movimento 0% álcool.

Quando você entra no Getaway, um bar estiloso perto da avenida principal de Greenpoint, no Brooklyn, você pode imaginar que vai encontrar ali todos aqueles drinques de Nova York que fazem sucesso no Instagram.

As paredes verde e azul são de bom gosto, o espaço é aconchegante o suficiente a ponto de você participar da conversa na mesa vizinha, e o cardápio apresenta uma lista de coquetéis de US$ 13 com ingredientes como xarope de tabaco, groselha e pimenta jalapeño.

Há ainda um aviso amistoso dos proprietários comunicando que laptops não são permitidos.

Mas há uma diferença crucial entre o Getaway e outros bares do Brooklyn: o Getaway não vende drinques com álcool.

Um bar sem bebida alcoólica soa como um paradoxo, como um aquário sem peixe ou uma padaria que não vende pão.

Mas em cidades como Nova York e Londres, onde os bares costumam funcionar como uma segunda sala de estar para quem mora em apartamentos com pouco espaço, uma opção de vida noturna sem álcool pode atrair uma clientela que, por algum motivo, prefere não beber.

Sam Thonis, coproprietário do bar junto a Regina Dellea, teve a ideia de abrir o Getaway há três anos, quando ele e o irmão, que não bebem, estavam tentando encontrar um lugar para sair à noite.


"Não havia muitas opções de vida noturna em Nova York que não girassem em torno do álcool ou não estivessem tentando te forçar (a beber) de alguma forma", diz Thonis.

"Quanto mais eu conversava com as pessoas, mais eu sentia que elas queriam esse tipo de espaço".

Em resposta, Thonis e Dellea fizeram do seu bar cuidadosamente um espaço com 0% de álcool, o que significa que nem mesmo cervejas sem álcool, que têm uma quantidade mínima de álcool, são permitidas no cardápio.

Nos EUA, o termo "não alcoólico" pode ser aplicado a bebidas com 0,5% de álcool por volume ou menos, o que significa que muitas cervejas sem álcool famosas na verdade não são totalmente livres da substância.

"É 0%, tanto quanto for humanamente possível, por isso, se você está sóbrio e isso é um problema para você, ou você nem quer sentir o cheiro de álcool ao seu redor, você estará seguro", esclarece Thonis.

Mas ainda assim o lugar se parece com um bar - só abre à noite, tem pouca luz e ninguém parece estar trabalhando.

O Getaway, inaugurado em abril, faz parte de uma onda mundial crescente de casas noturnas que atendem especificamente pessoas que estão evitando o álcool, mas ainda querem sair e socializar em espaços tradicionalmente dominados pela bebida.

Nos EUA, há ainda o Vena's Fizz House, em Portland, e o The Other Side, em Crystal Lake, subúrbio de Illinois. Em Londres, a rede Redemption Bar, que tem três filiais, além de não vender álcool conta com um cardápio de comida vegana, sem açúcar e sem trigo. Em janeiro, o The Virgin Mary, um pub sem álcool, foi inaugurado em Dublin, na Irlanda.

Espaços copiados

Bares que não vendem álcool não são um conceito novo. No fim do século 19, uma série de bares sem álcool, conhecidos como temperance bars ("bares de temperança") foram estabelecidos no Reino Unido, na esteira do movimento de temperança, que pregava a abstinência.


O Temperance Bar de Fitzpatrick, fundado em 1890 em Rawtenstall, ao norte de Manchester, serve ainda hoje cerveja de raiz sem álcool e doses de dandelion and burdock, bebida não alcoólica à base de dente-de-leão e bardana.

Mas a diferença em relação à onda atual de bares sem álcool é que eles não estão enraizados na ideia de abstinência total.

No Getaway, por exemplo, a clientela não é formada apenas por pessoas que não bebem, mas por qualquer um que queira se divertir em um ambiente de bar sem o risco de acordar de ressaca no dia seguinte.

"Nada no nosso espaço diz que você precisar ficar sóbrio, ou que você não deve virar a esquina e entrar em outro bar para tomar uma dose de tequila depois que sair aqui", explica Thonis.

"Não é exclusivamente para quem não bebe."

Dessa forma, o Getaway dialoga com o movimento que faz com que a geração millennial das grandes cidades reconsidere o papel do álcool em suas vidas.

Lorelei Bandrovschi, de 32, se enquadra nessa categoria. No ano passado, ela começou a organizar eventos sem álcool, chamados Listen Bar, para pessoas que queriam se divertir sem consumir bebida alcóolica. Ela costumava atuar como consultora para marcas como YouTube e o Museu de Arte Moderna de Nova York, mas agora o Listen Bar é seu trabalho em tempo integral.

"Os bares são um espaço de relaxamento, e fomos levados a acreditar que o álcool precisa fazer parte disso", diz Bandrovschi.

"É muito libertador criar espaços em que uma festa animada não seja sinônimo de ressaca e memórias fora de foco."

Bandrovschi não é abstemia, mas depois de um mês sem beber ela notou a falta de opções para pessoas que queriam sair com os amigos sem ter que pedir um refrigerante, enquanto todos os outros tomavam drinques elaborados.

"Acho que a cultura do bar, desde o cardápio aos funcionários e clientes, tende a fazer com que quem não bebe se sinta deslocado", avalia.

"Minha filosofia pessoal é de que a bebida deve ser opcional. Para chegar a uma cultura de bebida opcional, em oposição à cultura atual de que beber é a regra, temos que celebrar a escolha de não beber."

"Deve haver tanto espaços (para quem não bebe) quanto para quem bebe, espaços que sejam legais e divertidos. Eu queria criar algo que estava faltando, queria muito mudar essa cultura", completa.

Bebida opcional

Essa ideia de que a "bebida deve ser opcional" pode não ser ainda o padrão, mas há indicadores de que os jovens não estão bebendo mais tanto quanto costumavam.

Em 2016, entre os adultos com mais de 16 anos entrevistados pelo Escritório Nacional de Estatísticas, o IBGE britânico, apenas 56,9% haviam bebido na semana anterior, o menor percentual já registrado desde que o órgão começou a fazer a pergunta em 2005.

Em fevereiro, o International Wine and Spirits Record afirmou que 52% dos adultos americanos estavam tentando ou já haviam tentado reduzir o consumo de álcool.

Uma série de artigos sobre tendências recentes sugere que os millennials estão reconsiderando quando e como eles bebem.

As vendas de cerveja estão em declínio nos EUA e, embora isso possa significar que os consumidores estão se voltando para outros tipos de bebida, a indústria do álcool respondeu à crise introduzindo mais opções com baixo teor e sem álcool.

As bebidas não alcoólicas podem se converter em um grande negócio, inclusive em espaços que não são livres de álcool.

Cada vez mais, restaurantes sofisticados incluem opções de bebida sem álcool para acompanhar seus menus, assim como vinhos ou coquetéis.

"Muitos clientes pediam opções sem álcool e não queriam beber apenas água", diz Chelsea Carrier, diretora de bebidas dos restaurantes O Ya, Covina e The Roof Top, em Nova York.

Ela estima que atualmente as bebidas sem álcool correspondam a cerca de 20% dos pedidos - e acredita que coquetéis não alcoólicos fazem com que os clientes que não bebem se sintam incluídos.

"Você pode estar sentado ao lado de alguém que está bebendo uma garrafa de vinho de mais de mil dólares, tomar um coquetel sem álcool e sentir que pertence àquele lugar", diz ela.

Seguindo uma tendência


No Existing Conditions, um bar no Greenwich Village de Nova York conhecido pelos drinques criativos, os coquetéis sem álcool são um destaque no menu. E, de acordo com o diretor de bebidas Bobby Murphy, são alguns dos itens mais caros que eles oferecem, tanto em termos de ingredientes quanto de mão de obra.

Um drinque, o Stingless, leva mel de melipona, produzido por minúsculas abelhas no México, que pode custar US$ 100 o quilo.  "Servir só refrigerante já não é mais suficiente", diz Murphy.

"Quando fazemos drinques sem álcool, queremos que sejam algo que você não vai conseguir encontrar em nenhum outro lugar."

Ele estima que de 20% a 30% do total de bebidas vendidas no Existing Conditions são não alcoólicas. Resta saber se a onda de "bares sóbrios" continuará a proliferar e prosperar. Em 2015, um bar que não vende álcool foi desativado após apenas cinco semanas em Auckland, na Nova Zelândia. Mas não há dúvida de que o interesse por bebidas não alcoólicas para adultos está aumentando em toda a indústria - o que torna improvável que despareça em breve.

No Getaway, o negócio se manteve estável no último mês.

"Todos os dias me preocupo com o fato de que ninguém vai aparecer e, 20 minutos depois, está cheio", conta Dellea.

Entre seus clientes, estão vizinhos curiosos, mulheres grávidas e abstêmios, mas Dellea e Thonis esperam que o apelo do bar seja amplo. "Pode ser para todos, mas não precisa ser", diz Thonis.

"Há um milhão de opções. Se as pessoas não gostam da gente, tudo bem. Elas têm direito. Para quem quiser estar aqui, estamos abertos."

Fonte BBC


sábado, 18 de maio de 2019

São Paulo tem bar secreto de gim dentro de floricultura

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Marca Pernod Ricard inaugura sua primeira grande ativação no Brasil, criada em parceria com artistas de diversas áreas.

A Beefeater, marca de gim da Pernod Ricard, com origem na Inglaterra, apresenta esta semana um bar secreto em São Paulo, situado dentro de uma floricultura da cidade. O bar será inaugurado nesta terça-feira, 14/5, e é inspirado na cultura de Londres, onde o produto é fabricado, e nas misturas botânicas que constituem o gim. O bar fica ativo entre 17 de maio e 8 de junho, sempre às sextas e sábados a partir das 19h.

   
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Chamado Beefeater Secret Garden, o espaço é a primeira grande ativação da Beefeater no Brasil e reflete o momento do consumo de gim e da popularização da coquetelaria entre os brasileiros. “É um processo que ainda está acontecendo, vem crescendo ano a ano e é uma oportunidade de mercado extremamente interessante para nós. O consumidor brasileiro está mais aberto para conhecer drinks clássicos e experimentar novidades”, conta Igor De Castro, Head de Beefeater na Pernod Ricard Brasil.

Para se ter ideia, a Pernod Ricard, que também é dona dos gins Beefeater 24, Plymouth, Seagrams e Monkey 47, teve aumento de 115% em vendas de seus gins nos últimos dois anos no País.

Ambientes instagramáveis: onde o marketing e a arte se encontram

O Beefeater Secret Garden foi construído de forma colaborativa com o apoio de artistas e criativos de diferentes áreas. A ideia é dialogar com a cultura londrina e ressignicar espaços urbanos, como, neste caso, uma floricultura. “A proposta vai de encontro com a tendência de ambientes ‘instagramáveis’ e inusitados aos contextos urbanos. Convidamos o público a desbravar todos os elementos do espaço, desde seu endereço até drinks personalizados pelos próprios clientes”, conta o diretor.

Entre os profissionais que atuaram na concepção do espaço estão a arquiteta e ilustradora Adriana Marto, especialista em composições naturais; o bartender Ale D’Agostino, responsável pela concepção dos drinks; o arquiteto e artista visual João Vitor Lage, que assina a cenografia junto ao artista plástico Fábio Martinusso; o fotógrafo Breno da Matta e a DJ e empresária Lily Scott.

“Queríamos que a co-criação com a marca resultasse num clima de pertencimento entre o grupo. Por isso, foram desenvolvidas rodadas criativas para os alinhamentos de cada área do projeto”, conta Igor. O projeto foi encabeçado e coordenado pelas agências Hood e Glass – unidade criada pela CuboCC e Soko para atender à Pernod Ricard. O bar fica ativo entre 17 de maio e 8 de junho, sempre às sextas e sábados a partir das 19h.

Fonte Merio & Mensagem

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Barrichello tem restaurante próprio inspirado em vivências da carreira

                     A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas e barba

Ex-piloto da Fórmula 1, atuando na Stock Cars brasileira, dá nome a pratos e se apoia no conhecimento adquirido em suas viagens.

O piloto Rubens Barrichello agora concilia o volante com as panelas, pratos e cuidados de um novo empreendimento gastronômico. Desde dezembro ele é um dos sócios do restaurante Cutello Fire and Drink, no bairro Jardins, em São Paulo. A casa tem como enfoque a cozinha italiana e carnes, com itens no cardápio com referência a Barrichello e às suas preferências gastronômicas.

O restaurante é o primeiro empreendimento do atual piloto da Stock Car fora do automobilismo. Apesar de morar nos Estados Unidos, Barrichello é um dos oito sócios e participou da formatação do projeto ao apresentar experiências e indicações inspiradas nas viagens e refeições feitas por diferentes países. "No Cutello eu trago as experiências da vida, as boas experiências que tive ao longo desses anos viajando com categorias de automobilismo e dos grandes restaurantes que passei", disse o piloto ao Estado.

Um dos sócios de Barrichello, o chef de cozinha Rafael Leão, afirmou que a ligação do restaurante com o piloto tem atraído vários fãs. "O Rubens contribuiu com a nossa proposta e nosso cuidado com os clientes", disse.

Quando o Cutello definiu o cardápio, Rubinho fez questão de batizar uma das seções como "Reserva Barrichello", dedicada a cortes de carne especiais, como Angus, T-Bone e opções dry-aged. "Eu achava que teria que ter algo indicando as minhas preferências", disse. "Sou muito mais da carne do que do carboidrato", completou.

A referência a Barrichello está presente também nas sobremesas. A principal da casa é o pudim de leite condensado batizado de Dolce#111. O número é o utilizado pelo piloto na Stock Car. O doce é um dos preferidos dele e leva na receita itens como limão siciliano e capim-limão.

O piloto é fã de gastronomia desde cedo, incentivado principalmente pela mãe, e aprendeu a cozinhar aos 16 anos, quando se mudou sozinho para a Europa para começar a carreira. Em dezembro do ano passado, Barrichello aproveitou a reunião de pilotos para a etapa final da Stock Car, em Interlagos, para levar alguns dos colegas para conhecerem o restaurante. No fim de semana também chegou a reunir outro grupo de pilotos para que ele próprio cozinhasse para os convidados.

Além de carnes e massas, o local tem opções vegetarianas, frutos do mar, pratos asiáticos e drinks. O prato mais pedido é o maialino, um corte suíno assado em forno especial de alta temperatura para formar a pururuca. Como acompanhamentos, lentilhas vermelhas, cenoura e o molho da própria carne.

O intuito dos sócios é completar a decoração do local com macacões, capacetes e adereços da carreira de Barrichello. O piloto diz ter como principal preocupação no empreendimento propiciar um ambiente agradável. "Os que estão trabalhando ou os que estão sendo servidos têm que estarem bem, felizes e satisfeitos", comentou.

Rio tem o Gin & Tonic Mixology Festival 2019

                        A imagem pode conter: comida
Evento vai ocupar os jardins do Planetário da Gávea, na Zona Sul carioca, a partir desta quinta-feira (24/1) até o domingo. Uma boa oportunidade para reviver momentos deliciosos com essa bebida, ou conhecer melhor se você não tem a mínima ideia do que está acontecendo em bares e restaurantes da moda.

                
A imagem pode conter: bebida e planta

Mas afinal, como se deu esse sucesso tão repentino deste que é um dos mais velhos drinks de todos os tempos, o Gin Tônica?

Segundo a organização do evento, o Gin tônica é uma bebida leve, saborosa e que permite diferentes combinações. E a Mixologia? " O Gin veio para ficar e frequentemente percebemos bartenders treinados para te impressionar com este drink...E agora, chamaremos os mestres, os Mixologistas e diferentes marcas de Gin, para apresentarem os mais deliciosos drinks a base de Gin que você possa imaginar. Aliás. Você nem imagina!", ex´licam.

No último final de semana de Janeiro acontecerá o 2º Ano do festival que, novamente, acontecerá gratuitamente, dessa vez, em um dos locais mais lindos da cidade, os Jardins do Planetário. Ano passado aconteceu nos Jardins da Tribuna Social no Jockey Club Brasileiro, também na Gávea.

Beatles nos tributos

No palco a platéia terá o "Gin On The Rocks" com bandas tributo em homenagem a Dave Mathews Band, Marisa Monte e Beatles. E no Baixo Planetário, o Tropical Gin Stage onde alguns dos melhores DJs da cidade como Nepal, Mary Lou, Felipe Guga estarão se apresentando e dando o recado.

Do outro lado, no Gávea Ice Park, ainda estará rolando Pista de Patinação de Gelo para toda a família, além de salão de jogos e muito mais. É tudo gratuito.

P festival terá opções para os amantes dos vinhos, cervejas artesanais, e Gastronomia de Rua.

Mais do que um festival de Gin, a organização do evento pretende que seja um encontro de amigos, moradores da Gávea e adjacências.

Aproveite para colocar seu nome no mural dos eventos para fazer parte da lista. Também funciona se fizer a inscrição pelo Facebook (recurso novo).

Então,m fique ligado: " Estamos sujeitos à lotação e a prioridade de entrada é para quem possui nome na lista. Se tivermos com espaço, quem não tiver nome na lista, não terá problema algum. No Gavea Wine&Jazz, lotamos dois dias e muita gente ficou de fora. Se programa, ok?", alerta os organizadores.

Começando cedo, a partir de 15h, com deliciosas opções gastronômicas e desde cedo DJs, que ficam mais apimentados a partir de 18h. Os Shows acontecerão por volta das 20:00.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Roteiro para as festas em São Paulo

                           Resultado de imagem para ‘Potter Tiki’, do High Line Bar

Uma seleção de bares com drinques inusitados e outros com pacotes para o fim do ano. O Blog Divirta-se apresenta um roteiro para aproveitar os bares da cidade de São Paulo  no fim de ano. Enquanto algumas casas apostam nos drinques curiosos, outras montam pacotes para as confraternizações com os amigos.

‘Potter Tiki’, do High Line Bar:

Servido em um pequeno vaso de porcelana branca, o ‘Potter Tiki’ (R$ 28,90; foto acima) é uma das opções do High Line Bar. A receita leva rum, cachaça, xarope de abacaxi, limão taiti e ginger ale. R. Girassol, 144, V. Madalena, 3032-2934. 18h/3h (6ª, 18h/5h; sáb., 15h/3h; dom., 16h/3h; fecha 2ª).

‘The Life’, criação do The Juniper 44º:

O coquetel ‘The Life’ (R$ 38), criação do The Juniper 44º, é apresentado numa caixa de vime e feito com uísque, licores, suco de grapefruit, angostura de laranja e vaporizado com baunilha. R. Dr. Renato Paes de Barros, 115, Itaim Bibi, 3078-1540. 18h/últ. cliente (dom., 15h/0h).

‘Frozen Dog’, do Fortunato Bar:

O ‘Frozen Dog’ (R$ 28), drinque com carinha de cachorro, do Fortunato Bar, é preparado com tequila, licor Curaçau Fino, suco de limão ou morango e gelo batido. R. Joaquim Távora, 1.356, V. Mariana, 2371-9041. 17h/23h30 (6ª, sáb.e dom., 12h/23h30).

‘Pure Love’, servido no Frank Bar:

A decoração do ‘Pure Love’ (R$ 35), servido no Frank Bar, leva um jornal japonês e um biscoito da sorte. Na receita, gim, shochu (destilado japonês), limões taiti e galego, coalhada de framboesa, açúcar da palma de coco e o ‘Frank’s Spicy Cream Ginger Ale’ – um suco de gengibre fresco, de limão e pimenta da Jamaica. Maksoud Plaza. R. São Carlos do Pinhal, 424, Bela Vista, 3145-8000. 18h/2h (dom. e fer., até 0h).

‘Better Single Then’, do SubAstor:

Que tal um drinque com sobremesa? O ‘Better Single Then’ (R$ 32), do SubAstor, leva uísque, vinho branco, limão-cravo, mel de Jerez e, para arrematar, um canudo de doce de banana sobre gelo. R. Delfina, 163, V. Madalena, 3815-1364. 20h/3h (6ª e sáb., até 4h; fecha dom. e 2ª).

‘Qual a Sua Origem?’, do Guarita Bar:

Servido numa garrafinha dentro de um globo de vidro, o ‘Qual a Sua Origem?’ (R$ 31), do Guarita Bar, leva destilado de mandioca, cachaça, bálsamo, calda de raízes, suco de limão e licor francês. R. Simão Álvares, 952, Pinheiros, 3360-3651. 18h/1h30 (6ª, até 3h; sáb., 17h/3h; dom., 17h/0h; fecha 2ª).

‘Moscow Mule na Banheira’, do Seu Bibi:

No Seu Bibi, o ‘Moscow Mule na Banheira’ (R$ 32), feito com vodca, suco de limão, cerveja de gengibre e espuma, é apresentado de um jeito bem diferente: na banheira, com um pato de borracha. R. Pedroso Alvarenga, 668, Itaim Bibi, 3938-4276. 12h/0h (2ª, até 17h).

‘Wilson Visita Olívio’, do Olívio Bar:

O Olívio Bar tem no cardápio o ‘Wilson Visita Olívio’ (R$ 30), inspirado no “personagem” do filme ‘Náufrago’. O drinque vem à mesa dentro de uma bola de vôlei. R. Delfina, 196, Pinheiros, 2372-6477. 12h/15h e 17h/1h (3ª, até 0h; 6ª e sáb., 12h/2h; dom., 12h/18h, fecha 2ª).

‘Capeta’, do Boteco São Conrado:

No Boteco São Conrado, comandado pelo barman Laércio Zulu, as batidas são servidas em lâmpadas. Entre os sabores, o ‘Capeta’ (R$18,90) leva vodca, abacaxi, guaraná em pó e leite condensado. R. Aspicuelta, 51, Pinheiros, 3074-4389. 17h/3h (6ª, 16h/3h; sáb. e dom., 12h/2h).

‘Um Jardim para Amar’, do Trabuca Bar:

Servido com buquê de ervas no Trabuca Bar, ‘Um Jardim para Amar’ (R$ 37) leva gim, flor de sabugueiro, água tônica e energético. Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1.444, Itaim Bibi, 3044-7060. 12h/15h e 18h/1h (5ª, até 2h; 6ª, 12h/2h; sáb., 13h/2h; 2ª, 12h/15h; fecha dom.).

PARA CONFRATERNIZAR

Bar Léo:

No tradicional Bar Léo, há três tipos de pacote para, no mínimo, dez pessoas. O ‘Escritório Central’ custa R$ 149 (por pessoa) e dá direito a seis tipos de petisco, água, refrigerante, chope e caipirinha. Há também opção de comanda individual. R. Aurora, 100, S. Ifigênia, 3221-0247. 11h/21h (2ª e 3ª, 11h/20h30; sáb. e fer., 10h/18h.).

O ‘Mini Choripán Los Hermanos’, sanduíche típico da Argentina, faz parte do combo da Pracinha do Seu Justino. Cerveja, caipirinhas, porção de batata frita e até ceviche estão no pacote, que custa R$ 160, por pessoa. R. Harmonia, 117, V. Madalena, 2305-0938. 18h/2h (sáb. e dom., 12h/2h30; fecha 2ª).

A Cervejaria Nacional criou o pacote ‘Evento do Mestre’ (R$ 190, por pessoa) para reservas a partir de dez lugares. Além de provar as cinco cervejas da casa, mais entrada, prato e sobremesa, o cliente faz um passeio pela fábrica. Av. Pedroso de Morais, 604, Pinheiros, 4305-9368. 17h/0h (6ª e sáb., 12h/0h; dom., 12h/18h; fecha 2ª).

Brewdog Bar:

Em um combo para mínimo de oito pessoas (R$ 160, cada), o simpático Brewdog Bar serve os rinques mais pedidos da casa (foto acima). Também não faltam petiscos como batatas rústicas e sanduíche. R. dos Coropés, 41, Pinheiros, 3032-4007. 18h/0h (5ª, 18h/1h; 6ª, 18h/2h; sáb., 14h/2h; dom., 14h/22h).

Due Bar:

Nos períodos de 19 a 22/12 e de 27 a 29/12, o Due Bar (foto) vai servir chope em dobro da marca Baden Baden, entre 19h e 20h. A bebida custa R$ 12. Para acompanhar, uma das opções do cardápio é o croquete de cordeiro (R$ 29, 6 unid.). R. Manuel Guedes, 85, Itaim Bibi, 3167-4817. 12h/15h e 19h/0h (sáb. e dom., 12h/1h).

Diversas bebidas, como a caipirinha de saquê, foram incluídas no pacote do Boteco São Bento, que custa R$ 155 por pessoa, para grupos a partir de dez. Bolinho de bobó de camarão e outros petiscos também vêm à mesa. R. Mourato Coelho, 1.060, V. Madalena, 3074-4389. 15h/últ. cliente (6ª a dom., 12h/últ. cliente).

Um pacote com feijoada, caipirinha e outros mimos – para, no mínimo, dez clientes – está entre as opções do Bar Brahma. O preço é R$ 185, por pessoa. Fora isso, a casa também conta com opção de comanda individual. Av. São João, 677, República, 2039-1250. 11h/1h (6ª e sáb., até 2h; dom., 11h/0h).

Lambe-Lambe:

O ‘Camarão Paulistinha’ (foto) é servido ao lado do bolinho de arroz e de outros quitutes do Lambe-Lambe. O valor do pacote, para o mínimo de dez pessoas, é R$ 45 (cada). O chope é cobrado à parte (R$ 8, 300 ml). R. Aracaju, 239, Higienópolis, 3473-9782. 12h/23h (dom., 12h/17h; fecha 2ª).

No Empório da Cerva, há pacote para 15 pessoas por R$ 93, cada. No cardápio, estão porções de coxinha e de filé aperitivo, batatas fritas, refrigerantes e também 75 unidades de chope artesanal Pilsen. R. Pirapora, 98, Paraíso, 3051-4311. 12h/23h30 (2ª, 12h/16h; 3ª, 12h/22h; fecha dom.).

Pasquim Bar e Prosa:

Dadinho de tapioca (foto), pastéis de queijo e carne, refrigerante e chope fazem parte do pacote do Pasquim Bar e Prosa, servido de 3ª a 6ª para, no mínimo, cinco pessoas (R$ 155, cada). R. Aspicuelta, 524, V. Madalena, 2337-9487. 17h/últ. cliente (sáb. e dom., 12h/últ. cliente, fecha 2ª).

Dois pacotes, com valores entre R$ 140 e R$ 180 (por pessoa), estão disponíveis no Pátio SP. O de maior valor inclui mojito, chope, hamburguinho, pastéis, bolinho de bacalhau e coxinha. R. Mourato Coelho, 1.272, V. Madalena, 2386-0908. 17h/1h (6ª, até 2h; sáb., 12h/2h; dom., 12h/23h).

Riviera:

O bar Riviera (foto) tem combos para, no mínimo, 20 pessoas. Um deles, a R$ 103 por cliente, traz petiscos como bruschettas e minissanduíches. As bebidas serão cobradas à parte. Av. Paulista, 2.584, metrô Paulista, 3258-1268. 12h/ 15h e 18h/0h (5ª, até 1h; 6ª, até 3h; sáb., 18h/3h; fecha dom.).

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Destilado, qual é o seu?

Coquetéis clássicos e novidades feitas com gim, rum, tequila, uísque, vodca ou cachaça estão cada vez mais criando adeptos. Veja também um roteiro etílico sofisticado na capital carioca que vai te animar.

Antigamente, o drinque era coisa refinada, geralmente pedida por mulheres: e ainda com aquele guarda-chuva colorido como guarnição. Ou, claro, servidos nos chamados "pés sujos", os botequins populares de São Paulo, por exemplo, como o "rabo de galo", que particularmente gosto muito. Em tempos recentes  começamos a ver cada vez mais homens preferindo drinques antes considerados femininos, com volume alcoólico entre 35% e 50%.

Bom, isso mudou e existe até programa na TV fechada falando sobre o assunto.

                 Antes de levar alguém para a cama, o personagem 007 apelava para o Dry Martini.
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Então, veja os destilados e seus drinques:

   1- Old Fashioned: uísque (tradicionalmente bourbon), açúcar, água gaseificada, angostura, cereja e casca de laranja.

    2- Tamarindo sour, de André Paixão, do Londra: american whiskey, tamarindo e sour mi.

    2 -Rabo de Galo. Cachaça e bitter (cachaça e bitter (infusão amarga de raízes, folhas, frutos e especiarias em bebida alcoólica neutra). Essa receita é mais sofisticada, já que a verdadeira, popular, leva limão, mel, vodka ou cachaça, mais gelo. Apenas isso.

    3- Cravo & Rosa, de Alex Miranda e Lelo Forti, da Mixxing: cachaça, mel de cravo, sour mix e bitter de laranja.

    4- Margarita. tequila, limão e licor de laranja com borda crustada de sal.

    5- West Hot West, de Ricard Tafur, do Vinil Rio: tequila prata, limão, alecrim, cointreau com infusão de limão siciliano tabasco.

    6- Espresso Martini: vodca, café, licor de café e xarope de açúcar.

    7- Sweet About Me, do Sub Astor: vodca infusionada em capim- limão, licor St. Germain, pera, limão e ginger beer.

    8- El Presidente: rum, vermute e laranja. Esse é tipicamente cubano.

    9 - O Pensador, de Tai Barbin, do Nosso: rum envelhecido infusionado com especiarias, vermute rosso, licor herbal, bitter artesanal de charuto, envelhecido 21 dias em barril de carvalho americano.

    10- Dry Martini: gim, vermute seco e azeitona. O lendário agente 007 adorava tomar um junbto com o seu par, antes de levá-la para cama.

    11- El Jef, de Igor Renovato, do Garoa: gim, tônica, cardamomo, pimenta jamaica e limão-siciliano desidratado.

Roteiro etílico sofisticado no Rio

A cidade tem cada vez mais bares dedicados exclusivamente aos coquetéis, de estilos e para bolsos diferentes. Do outro lado do balcão, é cada vez mais raro encontrar alguém que tenha parado ali para completar a renda. Ser bartender deixou de ser um bico, exige estudo, dedicação e comprometimento como todas as outras profissões. Gente boa não falta. O cliente também mudou, e como. Ele não quer mais beber qualquer coisa ou o que está mais gelado. O paladar do carioca amadureceu, ficou mais exigente. Gosta de saber das novidades e substitui o “lá fora” por “no bar que eu fui outro dia”. Se você mora aqui e não percebeu nada disso, relaxa, no caminho a gente te explica.

1 - Uísque


“Ivaaaaannnn!”. Quando esse grito invadia as residências brasileiras em 1988, nos capítulos de “Vale tudo”, era sinal de que Heleninha Roitman tinha exagerado no uísque. Naquela época, as opções eram cowboy (sem gelo), água de coco ou com gás, e como a filha da melhor vilã de todos os tempos gostava, on the rocks.

Por sorte, a vida real é bem mais saborosa e o que não faltam são estilos diferentes de uísque, a começar pela grafia. Whisky só pode ser escrito dessa forma se for escocês. Todos os outros destilados de grãos fermentados produzidos mundo afora devem ter um “e” a mais, whiskey, como em “Whiskey In The Jar”, tradicional canção irlandesa, famosa nas versões do Thin Lizzy e do Metallica. Outra categoria é a dos single malt, produzidos a partir de uma mistura de grãos maltados, destilada em um único local.

E os bourbons, são uísques? Sim e não. É um tipo de uísque americano com, no mínimo 51% de álcool de milho na composição, envelhecido em barril virgem e de sabor agressivo. Por 13 anos, durante a Lei Seca, apenas o estado de Kentucky tinha autorização para produzir o destilado. A emblemática marca Jack Daniel’s não é exatamente um bourbon, é um Tennesse whiskey. Isso porque, além de seguir as normas básicas, ele ainda por um processo extra, de filtragem em carvão de maple. Outro estilo é o Rye Whiskey, com 51% de álcool de centeio em sua composição e muito comum no Canadá.

Para os que querem se iniciar na bebida, a pedida vem da Irlanda. O mais comum por aqui é o Jameson, à base de cevada, mais leve. Os mais intensos podem se aventurar no Laphroaig, um single malt extremamente defumado. Para um bom drinque, não precisa muito. Menos é mais, como o Old Fashioned: uísque (tradicionalmente bourbon), açúcar, água gaseificada, angostura, cereja e casca de laranja. André Paixão, no Londra (Av. Vieira Souto 80, Ipanema, 3202-4000), também sabe disso e criou o Tamarindo sour (R$ 58): american whiskey, tamarindo e sour mix.

2- Cachaça


É o nosso destilado, feito a partir do caldo de cana fermentado. Pode ser envelhecida ou não, industrial ou artesanal — produzida em quase cinco mil alambiques. Só que a gente demorou um pouco a descobrir que ela poderia fazer muito mais do que caipirinha — que, bem-feita, é um excelente drinque, diga-se de passagem.

O mais longe que fomos foi nos anos 1950, quando uma fábrica de vermute se instalou em São Paulo. Os donos não demoraram a perceber que não tinha espaço para aquele negócio amargo que faziam e trataram de botar a cabeça para funcionar. O jeito foi misturar com cachaça! Surgia o Rabo de Galo, um dos coquetéis mais vendidos no país até hoje nos botequins mais humildes, e um fetiche entre os bartenders e os modernos que têm como missão de incluir a criação na lista da Associação Internacional de Bartender (IBA, na sigla em inglês), onde estão apenas 62 coquetéis reconhecidos internacionalmente e suas receitas oficiais.

Do Brasil, por enquanto, só a caipirinha. Lá fora, a cachaça já tem amantes. O francês Nico de Soto, do Mace, em Nova York, eleito o 28º melhor bar do mundo, tem um drinque com cachaça: infusão de cachaça e kimchi seco, xarope de batata-doce, ovo, sal e coco tostado. Ainda no cenário internacional, a cachaça tem se destacado por ser pioneira no uso de barris de amburana e jequitibá para envelhecimento, enquanto o o resto do mundo apenas usa o carvalho, cada vez mais raro e caro devido a explosão da produção de destilados.

Na Mixxing (Rua Visconde de Caravelas 22, Botafogo, 2225-7555), Alex Miranda e Lelo Forti criaram o Cravo & Rosa: com cachaça, mel de cravo, sour mix e bitter de laranja.

— A ideia era criar um sour com o espírito brasileiro — conta Alex.

3- Tequila

Nos anos 1990, uma moda de tequileiras boazudas tomou conta do Rio. Quem entrou nessa ou gostava de fazer competições com shots do destilado hoje passa batido pelos drinques com a bebida. Hora de rever os conceitos. Feita à base de agave-azul, uma suculenta nativa do México, a tequila era pouco conhecida fora de seu país de origem e do Texas, nos EUA, até a Copa do Mundo de 1970.

Nessa época, a bebida era feita com álcool 100% de agave-azul, que demora de oito a 12 anos para chegar no ponto de colheita. Desde que caiu nas graças do povo, a produção passou a não dar conta, e a lei teve que mudar. Foi quando surgiu a tequila mista, com 51% de álcool de agave. A partir daí, as variações se limitam ao envelhecimento, e vão desde a prata, engarrafadas logo após a destilação; a ouro, também jovem, de tom dourado geralmente dado pelo caramelo, extrato de carvalho ou xarope de açúcar, a até a extra anejo, mais escuras, envelhecidas em barris de carvalho.

Moda nos anos 1980, a Margarita (tequila, limão e licor de laranja com borda crustada de sal) foi imortalizada pelo fanfarrão Charlie Harper, personagem de Charlie Sheen na série “Dois homens e meio”. Sempre com uma boa sugestão com tequila na manga, Richard Tafur , do Vinil (Rua Dias Ferreira 247, Leblon, 3598-8714), tem uma pedida fixa no cardápio, o West Hot West (R$ 33): tequila prata, limão, alecrim, cointreau com infusão de limão-siciliano e tabasco).

Vodca

Até hoje, Rússia e Polônia brigam pela paternidade da vodca. Único destilado que não precisa de envelhecimento, fica pronto em 72 horas, é neutro e é usado quando os bartenders não querem interferência de aromas da base etílica em suas criações.

Versátil, a vodca pode ser feita a partir de qualquer matéria-prima que produza açúcar, desde batata e cana-de-açúcar, a até grãos, como trigo, cevada e centeio — que são os mais comuns.

Seu grande auge foi na década de 1970, quando a indústria começou a investir forte na exportação da bebida, transformando marcas em objetos do desejo. Uma delas chegou a chamar Andy Warhol e Keith Haring no auge do sucesso para customizar garrafas.

Foi também quando surgiram os novos clássicos como o Cosmopolitan, o drinque da Madonna (vodca, sucos de limão e cranberry, licor de laranja), o Screwdriver (suco de laranja e vodca), o drinque preferido de Truman Capote. Dizem que o escritor carinhosamente chamava o coquetel de “meu drinque laranja”.

De textura e aroma invejáveis, o Espresso Martini (foto), vodca, café, licor de café e xarope de açúcar; é da mesma época, mas pode ser visto com frequência nos balcões atualmente. Não sai de moda, e nem deve.

Por aqui, a vodca sempre sempre teve o ingrato papel de concorrer com a cachaça na mistura com frutas. Uma deselegância. Caipirinha é com cachaça. E quanto a isso não há discussão.

Para os dias de hoje, Plínio Silva, do SubAstor ( Av. Vieira Souto 110, Arpoador, 2523-0085), sugere o Sweet About Me (R$ 31): vodca infusionada em capim- limão, licor St. Germain, pera, limão e ginger beer.

— Cítrico, aromático e picante. O frescor e o picante do gengibre se revela nos primeiros goles, enquanto o aroma do capim-limão aparece no retrogosto — define Plínio.

Rum

A bebida dos marujos do Novo Mundo, de Ernest Hemingway, de Cuba... É borogodó puro, só que engarrafado. O primo moreno da nossa cachaça é feito também da cana-de-açúcar, só que do melaço. Uma bebida quente, para lugares mais quentes ainda, que vai bem em copos grandes, com bastante gelo, para se divertir na beira da piscina, como o mojito (rum branco, limão, hortelã), um dos preferidos do autor de “O velho e o mar”.

Outra sugestão são os batidos muito, mas muito gelados, como o daiquiri (rum, limão e açúcar), um clássico traído pela sua simplicidade que completa dois séculos este ano, criado em um bar de Havana que ficou famoso exatamente por uma frase do escritor: “Meu mojito em La Bodeguita, meu daiquiri em El Floridita”. Em sua aparição mais moderna na coquetelaria, o rum voltou mais temperado, com mais suingue, mais cor e uma gama sem fim de sabores.

Uma outra boa forma de explorar o rum, que tem tudo para ser o próximo gim (ou seja, a bebida da moda), é investir nos divertidos coquetéis tikis, com inspirações polinésias, com suas guarnições exageradas e copos com carrancas, e sabores frutados, picantes e refrescantes, cheios de maldade. Coisa que até bem pouco tempo atrás não se via nas gôndolas brasileiras. Rum, aqui, era carta branca, e só.

Aos poucos, as versões escuras vão chegando nos bares, como é o caso do Nosso (Rua Maria Quitéria 91, Ipanema, 99619-0099), com uma carta invejável do destilado, mais de 35 rótulos. O Pensador (R$ 36) é um dos destaques entre os autorais: rum envelhecido infusionado com especiarias, vermute rosso, licor herbal, bitter artesanal de charuto, envelhecido 21 dias em barril de carvalho americano. Dos clássicos, a pedida é o El Presidente: rum, vermute e laranja.

Gim

E a bebida da rainha da Inglaterra, pasmem, nasceu na Holanda. Mas isso hoje é apenas um detalhe. O gim conquistou o mundo e é a bebida do momento. Só em 2016, surgiram quatro gins nacionais que não deixam nada a dever aos estrangeiros. Para ser chamado de gim, é preciso que o destilado a base de álcool de cereais tenha pelo menos 51% de zimbro em sua infusão. A partir daí, nem o céu é o limite para combinação de botânicos que entram na fórmula final. O alemão Monkey 47, considerado um dos melhores do mundo, por exemplo, tem, como o nome sugere, 47 itens em sua composição, como canela, pomelo e coentro.

Mais do que uma base etílica para coquetéis, o gim tem personalidade. As cenas do espião James Bond recomendando que seu dry martíni (gim, vermute seco e azeitona) fosse batido, não mexido não habitam o imaginário das pessoas à toa. Mas, talvez pela péssima qualidade de gins existentes por aqui até os anos 90, o Brasil demorou a cair nas graças da bebida. O gim foi fundamental para nos apresentar os sabores amargos, com a chancela do negroni (gim, Campari e vermute). No Rio, os gins tônicas são imbatíveis. A dica é o El Jef (R$ 32), criação de Igor Renovato, do Garoa (Rua Dias Ferreira 50, Leblon, 3591-7617): gim, tônica, cardamomo, pimenta jamaica e limão-siciliano desidratado.

— Escolhi botânicos frescos, que liberam primeiro aroma, e sabor nos últimos goles, como o frescor do cardamomo — explica Igor.

Fonte Globo.