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quinta-feira, 6 de junho de 2019

Rio das Ostras realiza o maior festival de jazz e blues da América Latina

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Segundo, depois do lendário festival de Nova Orleans (EUA), a 16ª edição do evento será realizado entre os dias 20 e 23 de junho, nessa belíssima cidade da Região dos Lagos no Rio de Janeiro. 

As belezas naturais de Rio das Ostras servirão de moldura para o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival – maior festival de jazz e blues gratuito da América Latina, que em 15 anos já reuniu mais de 550 artistas de todo o mundo. Para a edição 2019, nomes como Dianne Reeves, Romero Lubambo, Roy Rogers, Serginho Trombone e Bixiga 70 integram um elenco responsável por 34 shows, trazendo o melhor do jazz e blues nacional e internacional em quatro diferentes palcos espalhados pela cidade: Praça São Pedro, Lagoa de Iriry, Praia de Tartaruga e Costazul.

Novas bandas

Integrante da programação, a Casa do Jazz, em Costazul, abrigará shows de novas bandas que estão se destacando no Rio de Janeiro, com apresentações nos intervalos dos shows principais, além de uma homenagem póstuma ao músico Arthur Maia. O evento contará com duas praças de alimentação com 18 restaurantes da cidade (na área do palco principal) e área para comercialização de artesanato local com 15 stands de ONGs ligadas a comunidades de Rio das Ostras, como a Saúde da Criança, que busca apoiar e reestruturar famílias de bebês com lábio leporino e fenda palatina. O festival traz ainda o Clube do Vinil, espaço onde os aficionados e colecionadores das famosas “bolachas” poderão trocar ideias, comprar e trocar seus discos.

“O Festival também contribui para incentivar o turismo, gera empregos e incrementa a economia da cidade graças à injeção de capital durante os quatro dias de Festival, com média de R$ 10 milhões por edição, comprovados por pesquisas que são realizadas há quatro anos pela FGV”, explica Stenio Mattos, responsável pela organização do festival.

Sobre o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival

O Rio das Ostras Jazz & Blues Festival atrai um público de aproximadamente 80 a 100 mil pessoas por edição durante os quatro dias de sua realização. Tem como essência a mistura de estilos e tendências musicais, formando um painel do que há de mais importante no cenário do blues, jazz e da música instrumental no Brasil e no exterior.

O Festival está sendo considerado o espaço musical mais democrático do país e mais importante do segmento na América Latina, além de ser destaque na mídia internacional, citado pela revista americana DOWNBEAT (a mais importante revista do segmento do mundo, considerada a “Bíblia do Jazz”) como um dos melhores festivais do planeta, se destacando pela qualidade musical, gratuidade, organização e capacidade em atrair um grande público.

Programação: 

VOX SAMBOU (20/6), a partir das 20h, no Costazul. Já foi chamado de “embaixador do hip hop haitiano” e de “a eterna voz do Haiti”. Letrista habilidoso e perspicaz, o artista apresentará o repertório do seu recente CD The Brasil Session. Com letras em criolo, francês, inglês, espanhol e português, Vox Sambou envolve o público com melodias contagiantes e letras sobre unidade, solidariedade e o legado dos seus ancestrais. Musicalmente, faz uma mistura de hip hop com afrobeat, grooves latinos e batidas de reggae, além de buscar elementos de gêneros do Haiti.

CHICO CHAGAS ACORDEON TRIO (20/6), a partir das 20h, Costazul. Chico Chagas é acordeonista, pianista, baixista, compositor e arranjador. Em suas apresentações, Chico faz uma combinação entre música brasileira com releitura de jazz. O músico mostra um repertório que varia entre o clássico, jazz e a MPB. O Acordeom Trio criado por ele propõe criar um som que tenha uma “cara nova” na música instrumental brasileira. Com a formação de acordeom, baixo e bateria, Chagas começou então a compor temas que saíssem da música folclórica e, como resultado, os músicos trazem boleros, tango e baiões com uma pegada menos tradicional, frevo com pitadas de jazz e outras fusões. Com Chico Chagas (acordeom), Alexandre Cavallo (baixo) e Cristiano Galvão (bateria).

SERGINHO TROMBONE (20/6), a partir das 20h, Costazul. Trombonista e arranjador, possui uma enorme folha de trabalhos realizados na música brasileira. Músico original desde os sete anos de idade, quando recebeu um dos mais antigos registros da Ordem dos Músicos do Brasil. Autodidata, toca vários instrumentos, como trombone, teclados e baixo. Serginho Trombone transformou-se num símbolo da MPB dada a variedade de estilos e artistas com os quais trabalhou, como, por exemplo, Luiz Melodia, Tim Maia e Ed Motta. Participou de turnês pela Europa, Japão e Estados Unidos, incluindo o festival de Montreux (quatro edições) com Moraes Moreira, Gilberto Gil e Jorge Ben Jor. No Brasil, tocou nos festivais Rock in Rio, Rock in Rio II, Hollywood Rock e quase todas as versões do Free Festival.

FLÁVIO GUIMARÃES E BLUES GROOVERS, e participação especial de FERNANDO MAGALHÃES (20/6), 14h15, no Iriry. Blues contemporâneo com uma pegada rock `n`roll é o que se espera desse show inédito juntando expoentes da música brasileira. Flávio Guimarães é gaitista, cantor e pioneiro do blues no Brasil. Com mais de 30 anos de carreira, lançou 25 álbuns entre sua carreira solo e o Blues Etílicos. Gravou e tocou com Alceu Valença, Djavan, Cássia Eller, Ed Motta, Erasmo Carlos, Frejat, Luiz Melodia, Paulo Moura, Renato Russo, Rita Lee, Titãs, Zeca Baleiro e Zélia Duncan, entre outros. Realizou shows de abertura para Ben Harper, B. B. King e Robert Cray, além de compartilhar o palco com algumas lendas vivas do blues, como Buddy Guy, Charlie Musselwhite e Taj Mahal. Apresenta-se em importantes festivais em todo Brasil, Europa e Estados Unidos.

BIG JAMES & THE SIMI BROTHERS (EUA) (21/6), 17h, na Tartaruga. Cantor e trombonista de Chicago, Big James tem uma voz tão grande quanto sua cintura. Vindo pela primeira ao Brasil, ele combina blues, soul, R&B e funk em sua música encharcada de grooves. Sua música é fortemente influenciada por James Brown, Little Milton, Albert King, Bobby "Bland Blue" e Prince. Já tocou com Little Milton, Albert King, Otis Rush, Buddy Guy e também dividiu o palco com Eric Clapton, Lou Rawls, Koko Taylor, Derek Trucks e muitos outros. Big James foi por 3 vezes vencedor do Critic's Choice Award da Revista Living Blues pela Most Outstanding Horn Player na Blues Industry!. Vem acompanhado pela banda “The Simi Brothers”, formada pelos irmãos guitarristas e produtores Danilo e Nicolas Simi, em um show que promete agitar toda a galera.

LUCKY PETERSON (21/6), a partir das 20h, Costazul. Gravou seu primeiro disco aos 5 anos de idade, produzido por ninguém menos que Willie Dixon. Americano, nascido em Buffalo (NY), ele traz consigo a mistura do canto Gospel com o Soul e o sentimento Blues. Lucky Peterson é um dos artistas mais proeminentes da era moderna, um guitarrista escaldante, organista fantástico e vocalista de primeira linha. É um dos mais influentes artistas no cenário de Blues atual. São muitos talentos num só artista. Com mais de 18 discos gravados e participações em praticamente todos os grandes festivais de Blues do mundo, ele não poderia deixar de aportar no Rio das Ostras Jazz & Blues Festival.

ROMERO LUBAMBO CONVIDA DIANNE REEVES QUARTETO (21/6), a partir das 20h, na Costazul. A ideia do show “Romero Lubambo convida Dianne Reeves” é mostrar o desenvolvimento do trabalho que já completou mais de 20 anos com shows, gravações, viagens e diversas experiências musicais entre os artistas. Nesses últimos anos, Dianne ganhou 5 Grammys Awards em CDs com participação do Romero, além de terem feito juntos centenas de shows em formatos variados como “duo” ou com orquestras sinfônicas.

BOB FRANCESCHINI ALL STAR BAND (21/6), também a partir das 20h, na Costazul. O quinteto do saxofonista americano, Bob Franceschini, vai mostrar a força do jazz contemporâneo. O jazz que rompe fronteiras, com forte influência do be-bop, do blues e do rock. Essa é uma das características do jazz de NY. Essa cidade, que é o berço do jazz no mundo. Na sua banda formada por estrelas internacionais nos seus instrumentos, há participações de dois músicos de destaque no cenário mundial: o baterista Rodney Holmes e o guitarrista Romero Lubambo. Um quinteto composto por vencedores de 9 Grammy’s.

ROY ROGERS (21/6), 14h15 – Iriry. Com duas indicações ao Grammy, Roy Rogers é um dos nomes da guitarra slide, conhecido por suas performances ao vivo. Além de tocar no circuito Europa, EUA e Canadá, ele tem participado de festivais como o Montreux Jazz (Suíça), North Sea Jazz Festival (Holanda), Notodden (Noruega), Byron Bay (Austrália), New Orleans Jazz & Heritage Festival (EUA) e o Montreal Jazz (Canadá). Em 2003, Rogers foi indicado ao prêmio W.C. Handy como melhor guitarrista de blues. Seu virtuosismo e seu estilo “slide guitar” são reconhecidos internacionalmente. Californiano, começou a tocar com 12 anos e logo foi seduzido pelo blues. Participou da John Lee Hooker 80’s Coast to Coast Band por quatro anos e mais tarde gravou com a banda os dois álbuns vencedores do Grammy "The Healer" e "Mr. Lucky".

BIXIGA 70 (21/6), a partir das 20h, na Costazul. Com 10 integrantes, a banda é conhecida por quebrar o que muitos chamam de “sisudez” do gênero instrumental. Fazendo um som com influências do Afrobeat, é marcada por uma dançante mistura de estilos, transitando dos ritmos africanos aos latinos e mesclando elementos do funk, jazz, reggae e música eletrônica, sem jamais impor limites de gêneros.

THE JIG (HOLANDA) (22/6), a partir das 20h, na Costazul. Banda de jazz-funk instrumental de Amsterdã. Com o seu novo álbum Aargh!, o grupo THE JIG estabelece a sua reputação como uma banda original, quente e com um jazz-funk próprio. THE JIG é uma das poucas bandas do jazz-funk genuíno na Europa. É uma máquina instrumental com uma atitude Rock & Roll, conhecida por seus shows poderosos e emocionantes. Inspirado por heróis como Bootsy Collins, Lettuce e James Brown, The JIG cria seu próprio som original, vintage e atual ao mesmo tempo. Soul, Afro, Jazz e Rock & Roll são mantidos de perto. Nos últimos dois anos, The JIG atuou em mais de 100 shows por palcos de renome e festivais na Holanda, Espanha, Inglaterra e Leste Europeu.

JONATHAN FERR (22/6), a partir das 20h, Costazul. É um dos novos talentos da música instrumental carioca. Já fez shows em clubes e festivais na Europa e é uma das atrações confirmados no Rock in Rio 2019. Primeiro de seu gênero, Ferr lidera um movimento de música instrumental urbana no Rio de Janeiro, junto com o projeto Jazz Out. Em março/19, o artista abriu o show do consagrado Kamasi Washington, no Circo Voador (RJ), com uma performance arrebatadora. Ferr vem a Rio das Ostras lançar seu último trabalho Trilogia do Amor, uma suíte de urban jazz afrofuturista.

Relação dos palcos:

CONCHA ACÚSTICA DA PRAÇA DE SÃO PEDRO - Palco criado para a apresentação de novos talentos do jazz e do blues. Fica no centro de Rio das Ostras, ao ar livre e em frente ao mar.

LAGOA DE IRIRY - No palco da Lagoa de Iriry, o público estará lado a lado com o artista em um anfiteatro circundado por vegetação típica de restinga. A Lagoa de Iriry fica no Jardim Bela Vista, em Costazul.

PRAIA DA TARTARUGA - Localizada em uma pequena enseada, situada entre as praias do Abricó e Praia do Bosque, a Praia da Tartaruga abriga o palco mais charmoso do festival. Na Tartaruga, o público assiste aos shows sob o pôr-do-sol. O palco é montado sobre uma pedra que, literalmente, invade o mar.

COSTAZUL - Palco principal do festival, abriga uma praça de alimentação com restaurantes e bares, quiosques de produtos artesanais da cidade, venda de CDs, revistas e camisetas e telão que transmite os shows ao vivo, uma área especial de acessibilidade e área para motorhomes. Ainda em Costazul, há a Casa do Jazz e do Blues, que receberá shows de bandas locais.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Rio terá edição do Montreux Jazz Festival em junho

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Produção geral do evento tem assinatura da Dream Factory, Gael e MZA Music; Marcello Serpa assina pôster de divulgação.

Entre os dias 6 e 9 e junho a capital fluminense será palco do Rio Montreux Jazz Festival, primeira edição nacional do evento consagrado na Suíça. Ao longo dos quatro dias, serão 40 atrações nacionais e internacionais com um cast que inclui nomes como Maria Rita, Zeca Baleiro, Pitty, Frejat, Hermeto Pascoal, Andreas Kisser, Stanley Clarke, Steve Vai e Al Di Meola. A produção geral do festival tem assinatura da Dream Factory e da Gael, incorporada este ano pelo Grupo Artplan, além da MZA Music. O evento  é apresentado pela Mastercard, através da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal, e pela Claro.

“A realização do Rio Montreux Jazz Festival é um enorme reconhecimento para a importância do Brasil no roteiro mundial dos eventos musicais. Teremos os grandes nomes da música brasileira e internacional, junto com as grandes promessas e novas descobertas, em apresentações históricas nesse cenário único que é o Rio de Janeiro”, comentou Gaetano Lops, sócio da Gael, em um comunicado.

Criado em 1967, o Montreux Jazz Festival chegará pela primeira vez na América Latina e terá uma programação variada, seguindo os moldes do evento suíço. Ele contará com uma série de espetáculos gratuitos espalhados pela cidade, além de alguns shows pagos. Três palcos serão montados no Pier Mauá nomeados em homenagem a grandes estrelas da música brasileira: Ary Barroso, Tom Jobim e Villa-Lobos. Juntos, eles terão capacidade para receber até seis mil pessoas, por dia de evento. Além dos shows, o público terá a sua disposição uma área de convivência com bares e food trucks. Já no Parque Madureira estará o Palco Pixinguinha, com uma área para receber um público de até 5 mil pessoas. Em outros quatro pontos da cidade estarão os palcos batizados Montreux Urbano.

“O Rio Montreux Jazz Festival reforça todo o potencial da cidade na promoção de grandes eventos e na acessibilidade para a cultura. Esse festival vai entrar para o calendário, junto a outros eventos como a Árvore da Lagoa e o Carnaval de Rua. Importante reforçar o impacto econômico positivo, incluindo a geração de empregos e a vinda de turistas de todas as regiões”, observou Cláudio Romano, CEO da Dream Factory, no mesmo texto.

Seguindo a tradição do festival, a cada ano o evento lança um pôster da edição, criado especialmente por um artista. O pôster da primeira edição do Rio Montreux Jazz Festival tem a assinatura do publicitário Marcello Serpa. Para trazer um pouco da história do evento, o Pier Mauá também irá sediar uma exposição com os pôsteres de edições passadas; nomes como Keith Haring, Andy Warhol, Giovanni Riva, David Bowie, Phil Collins, Julian Opie e Malika Favre já assinaram esta iniciativa anteriormente.

Fonte Meio & Mensagem


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Clube Blue Note abre filial no Rio

Unidade será a primeira do lendário espaço dedicado ao jazz e ao blues a funcionar no hemisfério sul. Outras três deverão ser inauguradas no Brasil até 2019.  A promessa é de seguir padrões da sede em NY.

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Foram seis meses de uma longa e difícil negociação. Em alguns momentos, o empresário Luiz Calainho até duvidou de que o acordo iria mesmo acontecer. No entanto, depois muita insistência, o contrato foi fechado e o objetivo, alcançado: o Rio de Janeiro receberá uma filial do clube Blue Note – a primeira a funcionar em um país do hemisfério sul.

Um dos mais disputados e tradicionais espaços dedicados à apresentação de músicos de jazz e blues no mundo – onde se já apresentaram nomes como Dizzy Gillespie, Oscar Peterson, Ella Fitzagerald, John McLaughlin, Stevie Wonder, Liza Minelli e Tony Bennett – o Blue Note de Nova York terá um braço carioca estabelecido no complexo Lagoon, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, espaço que, entre 2012 e 2016, abrigou a casa de shows Miranda.

"Fui executivo da Sony Music por 10 anos. Durante aquele período, ao longo da década de 1990, frequentava muito o Blue Note de Nova York. Desde aquela época, desejava trazer o clube para o Brasil. Depois que montei minha empresa, essa ideia se tornou uma obsessão. Foi uma negociação complicada, os proprietários são muito exigentes para permitir o uso do nome. Mas no fim eles entenderam que iríamos fazer um trabalho sério", disse Calainho, que investiu R$ 4,1 milhões na reforma do espaço.

A nova casa – que vai abrir para convidados na quarta-feira (30) e para o público geral na quinta (31) – seguirá à risca as exigências técnicas e de funcionamento da matriz em Nova York, determinadas pela família Bensusan, fundadora e proprietária do Blue Note: acústica perfeita, ambiente intimista, público reduzido e preocupação com a qualidade da gastronomia servida no local. No Rio, a carta será assinada pelo chef Pedro de Artagão.

O Blue Note Rio, com capacidade para um público de 400 pessoas, terá três bandas residentes – um duo, um trio e um quarteto. De quarta a sábado, promoverá apresentações de grandes nomes do jazz, do blues e da MPB. O local abrirá sempre às 18h30 com um happy hour seguido por duas apresentações musicais. O local também vai oferecer almoços e cafés da manhã.

A filial carioca será a primeira de uma série de outras Blue Notes que serão abertas em cidades do Brasil. Segundo o planejamento de Calainho, a meta é inaugurar uma unidade em São Paulo em junho de 2018, outra em Porto Alegre, em novembro de 2018, e ainda mais uma no Recife, em janeiro de 2019.

Um investimento incomum em tempos de recessão – sobretudo no Rio de Janeiro, que possui um histórico de falências de casas com perfil semelhante. Apesar de terem feito sucesso por tempo variado, locais como o Jazz Mania, o Mistura Fina e a própria Miranda acabaram sucumbindo à aridez econômica.

"Isso não vai acontecer com o Blue Note Rio. Essas casas que você citou dependiam excessivamente da bilheteria para sobreviver. No nosso plano de negócios, a venda de entradas representará apenas 30% das receitas – 40% virão de patrocinadores e os outros 30%, da gastronomia. Ou seja, estamos muito mais equilibrados", explicou Calainho.

A casa já tem programação garantida até o fim deste ano – estão previstos shows de Chick Corea & Steve Gadd Band, Maceo Parker, Chris Botti, Hermeto Pascoal, Spyro Gyra, Teresa Salgueiro, vocalista do grupo Madredeus, Anne Paceo, Baby do Brasil, Didier Lockwood e Sergio Mendes.

"É bom demais saber que haverá um Blue Note no Rio de Janeiro. Acho que a cidade, diante de tantos problemas que enfrenta, merecia uma notícia boa como essa. O Rio ainda é a capital cultural do Brasil. Mal posso esperar para tocar lá", disse o pianista, compositor e arranjador Sérgio Mendes, radicado nos Estados Unidos desde a década de 1970, e veterano de apresentações na matriz em Nova York.

Histórico

O Blue Note foi fundado em 1981 em Nova York por Danny Bensusan. A ideia era criar um um clube de Jazz de primeira qualidade, transformando-se, ao longo do tempo, em patrimônio cultural da cidade. O objetivo era garantir uma atmosfera intimista e aconchegante para o público e para os músicos.

Alguns dos maiores nomes do blues e do jazz já passaram pela casa – muitas vezes saíram da plateia para sessões de improviso históricas. Nos clubes de jazz é comum que, após o número principal, os músicos presentes sejam convidados para subir ao palco e tocar junto com a banda sem ensaio prévio, o que garante uma experiência única em cada show.

O Blue Note tem filiais na Califórnia, Havaí, Milão, Pequim, Tóquio e Nagoya.