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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Orelhões que fazem ligações grátis e carregam celular

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Em Londres, telas nas calçadas anunciam ligações telefônicas grátis para todo o Reino Unido. Meio escondido, na lateral do anúncio, está o aparelho para fazer as chamadas. Em Nova York a idéia é instalar 7.500 aparelhos desse tipo.

Os totens, que juntam duas telas de 55 polegadas, um tablet e um roteador wi-fi, prometem substituir as tradicionais cabines telefônicas vermelhas da cidade. Estes dispositivos, chamados de InLink, começaram a ser instalados no ano passado em algumas ruas da capital inglesa.

Além das chamadas, o aparato também oferece portas USB para carregar celulares, acesso wi-fi a velocidade de até 1 Gb por segundo e acesso a informações como mapas e serviços nos arredores.

Para fazer ligações, os usuários devem conectar seus próprios fones de ouvido. O serviço é pago com a renda gerada pelos anúncios. Além de propaganda, as telas grandes exibem a previsão do tempo e a situação das linhas de metrô.

O InLink é inspirado em um projeto similar de Nova York, chamado LinkNYC e iniciado em 2016, com a meta de instalar ao menos 7.500 unidades ao longo de oito anos.

O wi-fi oferecido pelo serviço norte-americano foi usado para enviar 14 bilhões de e-mails e ouvir 239 milhões de músicas em seus primeiros 18 meses de operação, de acordo com a empresa fornecedora.

Nos EUA

Em Nova York, inicialmente os aparelhos permitiam acesso livre à internet, mas a navegação foi restrita depois que pessoas foram flagradas usando eles para ver pornografia.

Apesar de alguns problemas, a iniciativa ajudou a democratizar o uso da tecnologia. Moradores de rua passaram a usar os novos orelhões para recarregar seus celulares e assistir a vídeos de música, segundo a agência Associated Press. No entanto, alguns se excederam: levaram cadeiras e passaram horas vendo conteúdos, monopolizando o acesso ao aparelho.


terça-feira, 7 de março de 2017

São Paulo tem celular pré-pago dos Correios

Inspirada em exemplos europeus, estatal vai vender chips e recargas em busca de nova receita; infraestrutura ficará a cargo da EUTV. Chip da Correios Celular, que será vendido a partir desta segunda-feira, 6, em 12 agências de São Paulo, por R$ 10. Notícia foi dada pelo Estadão.

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Cartas, encomendas, selos, chips e recargas para celular. A partir desta segunda-feira, 6, os Correios lançam sua operação de telefonia móvel, vendendo chips e recarga para planos pré-pagos de celular em 12 agências da cidade de São Paulo. Há quatro anos com prejuízos e após passar recentemente por um programa de demissão voluntárias, a empresa espera encontrar uma nova fonte de receitas com a telefonia móvel, atuando no modelo de operadora virtual, bastante popular na Europa. 

Para 2017, as expectativas do projeto são conservadoras: faturar 14 milhões, com 500 mil usuários até o final do ano. Em 2018, a meta é de receita de R$ 60 milhões. “Esperamos que, em cinco anos, faturemos R$ 300 milhões e tenhamos 8 milhões de usuários. É uma progressão que pode fazer a diferença para a empresa”, disse Guilherme Campos, presidente dos Correios, durante entrevista coletiva realizada na manhã da segunda-feira, em São Paulo. No ano passado, a estatal registrou prejuízo em torno de R$ 2 bilhões. 

A operação começa nesta segunda com o plano Alô 30: por uma recarga mensal de R$ 30, os usuários terão 100 minutos para qualquer celular e fixo de qualquer DDD, franquia de dados de internet de 1 GB e WhatsApp gratuito, sem cobrança na franquia. Cada chip, por sua vez, vai custar R$ 10. 

Por enquanto, o serviço será vendido apenas em São Paulo. A meta é atingir o público das classes C, D e E. “Começamos por São Paulo para garantir viabilidade comercial. Não estamos fazendo Vale Celular, não há subsídio: quem não puder pagar R$ 30, não vai poder usar a Correios Celular”, disse Campos. Além das 12 mil agências que têm os Correios hoje pelo País, as recargas poderão ser feitas em 1,6 mil pontos de venda da Cielo – em breve, também haverá recarga pela internet e pelo celular. 

Nos próximos meses, a empresa deve começar a oferecer chips em Brasília e Belo Horizonte -- a meta é alcançar todos os Estados do Brasil até o fim do ano. Em 2018, os Correios vão começar estudos para definir a viabilidade de oferecer planos pós-pagos. 

Operadora virtual. Ter uma operadora é um projeto antigo dos Correios, desde que, em 2010, a Anatel liberou o modelo de operadoras virtuais no País. Nesse sistema, uma empresa ou organização pode vender chips e planos de telefonia móvel, sem precisar se preocupar com a infraestrutura de telecomunicações – tarefa que cabe a uma operadora parceira. É o que vai acontecer na Correios Celular: enquanto os Correios cuidam do atendimento, a infraestrutura será responsabilidade da EUTV, empresa que venceu licitação realizada pela estatal em maio do ano passado. 

O aspecto curioso do processo é que a EUTV também é uma operadora virtual – só que do tipo autorizada, que tem de investir em infraestrutura e cuida de parte das conexões dos usuários. A EUTV utiliza a rede da TIM, como é o caso de outras operadoras virtuais brasileiras, como a Porto Seguro Conecta. 

“Por enquanto, usamos a cobertura da TIM. Além disso, compramos um espectro da frequência do 4G no último leilão da Anatel em São Paulo e estamos analisando investimentos para ir além da cobertura da TIM no resto do País”, disse Yon Moreira, presidente da EUTV. Segundo ele, a meta de cobertura da Correios Celular é de 3,6 mil municípios até o final do ano.