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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O que é o "Chester"?

Todo ano é o mesmo questionamento quando chega o Natal: afinal de contas que ave é essa que substitui o peru no Natal? A resposta parece que está aqui nessa matéria. O chester é uma ave real, mas as especulações em torno de sua origem e existência crescem a cada ano.

The New York Times

As lendas urbanas proliferam: eles de fato migram para o Brasil todos os anos, vindos do Polo Norte? E é verdade que são empanturrados de hormônios? E, mesmo, têm cabeça?

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                                   É um "frangão" como mostra essa foto .


Há tanto mistério em torno dessa espécie de frango encontrada nas mesas brasileiras que geneticistas, escritores científicos e cozinheiros têm dificuldade para responder à mesma pergunta exasperante: afinal, o que é o chester?

Alguns dizem que é uma aberração criada pelo cruzamento de peru com avestruz. Para outros, são filhos de galos cuja altura chega a 90 centímetros. E há aqueles que vão mais longe, achando que foram criados em laboratório. Fotos e imagens de vídeo de um chester vivo são curiosamente escassas, o que estimula a especulação fantasista.

O conglomerado BRF, que opera com processamento de alimentos e vende o chester, dá algumas pistas sobre as reais origens da ave. Em 1979, a Perdigão, empresa absorvida pela BRF num processo de fusão, enviou pesquisadores aos Estados Unidos para tentar achar uma ave grande e carnuda o suficiente para competir com o peru na época de Natal. Eles então trouxeram aves reprodutoras ancestrais do chester.

Trabalhando em um local secreto para evitar misturas genéticas com outras aves, a equipe da Perdigão desenvolveu o “superfrango”, com 70% do peso constituído por peito e coxas, em comparação com os 45% no caso de frangos normais. Esse superfrango foi chamado de chester, pseudoanglicismo usado para representar o enorme físico da ave (chest, em inglês é "peito").

A BRF prefere descrever sua imponente criação do mesmo modo que são descritas criaturas míticas como “a majestosa fênix” ou “o misterioso homem das neves”.

“O chester é apenas um frango”, diz a empresa. “Do mesmo modo que Pelé é simplesmente um jogador de futebol.”

Por que fotos do chester vivo são raras? Roberto Tenório, porta-voz do BRF, diz que é por causa das complicações legais. Mas também tem a ver com o ar de mistério que a companhia quer manter em torno da ave. Mas Roberto esclareceu um ponto: disse que os chesters não recebem antibióticos ou hormônios para estimular seu crescimento.

Os brasileiros podem ficar confusos no tocante às origens do chester, mas não quanto ao que fazer com ele. A ave é muito procurada na época das festas natalinas; pode ser servida recheada com castanhas portuguesas ou envolta em bacon. Os sommeliers recomendam degustá-lo com um vinho Chardonnay ou um espumante brut.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

ESPECIAL PIQUENIQUE - Duas receitas:


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Tapenade (pasta de azeitonas pretas)

Ingredientes

2 xícaras de azeitonas pretas sem caroço
4 colheres (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de rum
1 colher (sopa) de tomilho
2 colheres (sopa) de alcaparras
2 files de anchovas em conserva
1/2 dente de alho

Confira essa receita que fica ótimo com mussarela de búfala, fatia de pão torrado e/ou tomate bem maduros

É difícil decidir qual a melhor combinação para esta pasta perfumada de azeitonas pretas. Ela fica ótima com mussarela de búfala, sobre uma fatia de pão torrado, com tomates bem maduros ou com todos eles juntos. Na pizza, na focaccia, no sanduíche. Mas acho que uma das melhores e mais surpreendentes combinações da tapenade é com um prato de espaguete – o.k., um prato de espaguete combina com quase tudo, eu sei, mas experimente colocar umas colheradas de tapenade sobre ele. Simples, rápido e sublime.

Ah, e você pode prepará-la e guardar na geladeira, num pote de vidro tampado por duas ou três semanas. É só cobrir com uma camada de azeite. Depois de uns dias, fica ainda melhor.

Tapenade costuma ter bastante alho, prefiro com pouco, para que não encubra os outros sabores. E o ideal é usar azeitonas pretas grandes e carnudas, que são menos amargas.

Preparo

1- Tire o caroço das azeitonas e ponha-as num processador.

2- Junte no processador os demais ingredientes: alho, azeite, tomilho, alcaparras lavadas e escorridas, anchovas e rum. Bata, pulsando, até formar uma pasta rústica (não um creme homogêneo).

Dica da sommelière Daniela Bravin 

É um bom aperitivo e por isso recomendo um Jerez do tipo fino, que casa perfeitamente com elementos salgados, como o Manzanilla La Gitana (R$ 88,58, na Mistral, tel. 3372-3400) e o Inocente (R$ 138, na Zahil, tel. 3071-2900). Outra aposta é um Vin Jaune, vinho rico, complexo, seco e marcante. O Château d’Arlay (R$ 310,90, na Franco-Suissa, tel. 5549-7599) é uma excelente amostra desse tipo de vinho.

Empadinha de queijo

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Ingredientes

Massa:
300g de farinha de trigo
200g de manteiga
2 gemas
1 pitada de sal

Recheio:
250g de queijo minas
2 ovos inteiros
1 colher (sopa) de manteiga derretida
1 copo de leite
Sal a gosto
Pimenta-do-reino branca a gosto


Empadinha de queijo

Essa receita possui uma massa bem sequinha e recheio quase cremoso

Parente distante do pastelão português (uma torta salgada que no século 19 ganhou versão reduzida e apelido de empada de caixa) a empadinha faz grande sucesso por todo o Brasil, preparada das mais variadas maneiras, coberta ou aberta, com recheio seco ou cremoso.

Esta versão é feita com pâte brisée (a massa amanteigada e quebradiça que no Brasil é mais conhecida como massa podre). É aberta e tem recheio de queijo de minas fresco.

Fica sequinha, esfarelenta e com recheio macio, quase cremoso, bem delicado. É coisa de dia a dia. Perfeita para acompanhar carnes. E facílima de fazer.

Preparo

1- Misture a farinha de trigo, a manteiga, o sal e as gemas, apertando com as mãos, sem trabalhar muito a massa.

2-Unte forminhas com água e coloque a massa cobrindo o fundo e as laterais. Reserve.

3- Amasse o queijo de minas com um garfo, para separar bem. Junte os ovos, misture.

4- Adicione o leite, tempere com sal e pimenta-do-reino branca moída na hora a gosto. Por último, adicione a manteiga derretida.

5- Despeje o recheio nas forminhas com a massa.

6Leve ao forno a 180°, preaquecido por 10 minutos, e asse por cerca de 20 minuto ou até dourar.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Costanza Pascolato: " Pseudo igualdade entre homens e mulheres"

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Consultora famosa abre dicionário fashion e fala da moda sem gênero, e também comentou a nova onda de blogueiras.

"Com apenas dois anos, eu reclamava do comprimento da minha saia. Aos três anos, eu não gostava de decote. Minha mãe conta que eu chorava por causa das minhas roupas. Eu já tinha uma noção estética sobre o corpo e o jeito que os outros se vestiam desde criança", afirmou Costanza Pascolato, ícone da moda brasileira.

Em passagem por Campinas (SP), ela conversou sobre a polêmica das peças sem gênero, o papel da mulher no universo fashion e a reestruturação da moda no Brasil.

Sem gênero

Para a consultora, a mulher começou a ganhar espaço no mundo da moda quando a estilista Coco Chanel quebrou paradigmas levando para o guarda-roupa feminino calças e ternos. "A Chanel foi revolucionária em uma época em que a mulher nem votava. Ela trouxe a praticidade do traje masculino para a mulher, que vivia dentro de um espartilho. Na década de 60, funcionou a questão de homens e mulheres se vestindo de uma maneira casual, isso para dizer que ambos tinham a mesma liberdade sexual e política. Hoje em dia, essa discussão voltou", explica.

Grifes de alta de costura têm apostado na moda sem gênero, ou seja, na criação de peças e coleções sem rótulos, que podem ser usadas tanto por homens quanto por mulheres, onde palavra final acaba sendo do consumidor.

Apesar de polêmico, para a consultora de moda, o movimento não é nenhuma novidade. "É pendular, já está integrado em nossa vida. A mulher já usa calça, moletom e outras peças masculinas, não há mais frescura. A jaqueta bomber [jaqueta simples com toque fashion] é um exemplo, porque no último ano tornou-se um ícone dos estilistas, de coleções tanto masculinas, como femininas. Isso significa uma pseudo-igualdade entre homens e mulheres", afirmou Costanza.

"A juventude que nasceu depois da internet tem experiências que independem do sexo"
Costanza Pascolato

Segundo a consultora, o momento atual diferencia-se dos anos 60 devido às novas gerações. "A juventude que nasceu depois da internet tem experiências que independem do sexo, não tem o mesmo preconceito que existia antes. Os mais antenados da moda querem refletir isso. A nossa vida já é difícil e a roupa masculina é tão mais prática", brinca.

Look do dia

Questionada pelo G1 sobre a onda de blogueiras que "pipocam" nas redes sociais e viram formadoras de opinião em um piscar de olhos, Costanza diz que concorda com o movimento e que isso é fruto da liberdade que a internet trouxe.

"Antes tínhamos apenas o impresso. No minuto em que começou a abertura da internet, as pessoas, sobretudo os jovens, começaram a dar opiniões. As pessoas precisam de referências. As blogueiras se inspiravam nas atrizes durante seus papeis, mas essa coisa da personagem acabou ficando para trás. A blogueira que virou a referência", afirma.

Além do "Look do Dia", a consultora afirma que as "digital influencers" saciam a necessidade das pessoas em terem uma referência.

"Camila Coelho é um exemplo de uma delas que tem milhões de seguidores. Elas são referência de um grupo, elas são você no espelho. Antes, se você queria ter um panorama do futuro, tinha que ir a um desfile. Hoje, você vai a um desfile e as blogueiras já estão usando as peças que estão sendo desfiladas ali", explica.

Livro

Com três livros lançados, o último deles "O Essencial – O que você precisa para viver com mais estilo", Costanza conta que o processo de escrita é um desafio, já que passar conhecimentos por meio de um livro para diferentes públicos requer cuidado. 

"Eu tenho três livros e é um esforço, porque para você conseguir se concentrar e achar uma maneira simples de ensinar as pessoas não é fácil. Achar uma forma objetiva de dizer algo para um público abrangente requer esforço. Eu tenho bastante ajuda da editora", conta.

Moda nacional

Sobre a reestruturação da moda no Brasil, a consultora afirma que as peças devem ser pensadas localmente, já que cada país vive as estações do ano em diferentes intensidades.

(...) para fazer sucesso, você tem que fazer uma moda que combina com o lifestyle das pessoas que você sabe que são o seu público"
Costanza Pascolato

"A gente faz moda nos países para um público determinado. A produção é focada no mercado nacional, passou esse romance da exportação. [...] Para fazer sucesso, você tem que fazer uma moda que combina com o tipo de 'lifestyle' das pessoas. O que ele faz, o que busca, como se veste. E isso não tem nada a ver com uma americana, uma russa ou chinesa", explica.

Aos 76 anos, Costanza olha para sua trajetória com alegria e lembra que teve muita sorte, mas também foi preciso muito esforço, para chegar onde está.

"Sempre tive esse olhar voltado para a moda. Ela reflete a questão política e social do mundo. Basta olhar para ela para entender o que está acontecendo com as pessoas. Não há como aprender tudo sobre esse universo em um único dia. As coisas mudam rapidamente", conclui.

Fonte G1/Campinas.