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terça-feira, 26 de novembro de 2019

O que fazer com o Pet? Animais mortos, machucados: triste realidade aa queima de fogos








     





Não são só os animais que sofrem pelo susto, idosos com idades avançadas e doentes, bebes, também são vítimas do descaso.

A festa logo após a conquista da Taça Libertadores pelo Flamengo, jogo que mobilizou quase todo o país, mostrou uma dura realidade para com os animais: a queima de fogos de artifício ensurdecedora matou animais e causou ferimentos sérios em outros. Um total desrespeito já que esse tipo de atitude é proibida em muitas cidades. Com a chegada de outro jogo importante, pela copa mundial de clubes, novamente deverá se repetir a bagunça. Sem contar a passagem de ano, com nova queima de fogos. O que fazer para proteger o seu pet?

A Polícia Rodoviária Federal do Espírito Santo divulgou que a cadela farejadora Lua morreu de parada cardíaca no sábado (16/11). O ataque se deu por causa dos fogos de artifício utilizados na comemoração da conquista da Libertadores pelo Flamengo diante do River Plate. Com 4 anos, a cachorra foi encontrada já sem vida pelos policiais. Em nota, a corporação lamenta e diz que ela "vai deixar saudades".

Em algumas casas o desesperos dos animais foi tanta que alguns chegaram a raspar as portas, abrindo buracos na madeira. Outros tiveram der ser socorridos, pois se machucaram tentando escapar de tanta barulheira.  Cachorros, gatos e animais silvestres sofrem muito.

Preocupação com animais silvestres

De acordo com o veterinário Antônio Micai, além de cães e gatos, há de se ter, também, a preocupação com animais silvestres, por terem uma audição sensível a barulhos. “É de conhecimento de todos que os animais sofrem bastante por conta dessas explosões, bem como o brilho desses fogos. Os ruídos e  estouros, causam pânico. Imaginem esses animais, na mata, à noite, querendo fugir. Há casos de animais com problemas neurológicos ou cardíacos e o estresse pode causar vômito, falta de ar, convulsões e arritmia cardíaca. Além dos animais, também tem crianças pequenas, bebês, idosos, que sofrem bastante com esse som ensurdecedor. É importante deixar livre o acesso em casa, apartamento, locais em que o animal possa se esconder. Tentar abafar o som com cobertores, portas e janelas também funciona e, se possível, nunca deixar o animal de estimação sozinho”, sugere o veterinário.
   
Veja o passo a passo para minorar o sofrimento dos bichinhos

Priscila Brabec, médica veterinária e gerente de produtos da unidade de pets da Ceva Saúde Animal, preparou três dicas que ajudam a melhorar o bem-estar dos cães durante a queima de fogos:

1 - Não deixe o animal sozinho: é indicado que o tutor deixe o cão em quarto preparado e aconchegante e fique junto ao pet. Isso evita acidentes e, muitas vezes, serve como ferramenta para minimizar o medo do animal.

2 - Coloque algodão no ouvido: a medida é simples, basta enrolar um chumaço de algodão e colocar no ouvido do pet. O item deve ficar firme para não cair da orelha durante o momento de agitação, porém, é preciso tomar cuidado ao introduzir o algodão para não machucar o animal.
   
3 - Prepare o ambiente: para segurança do pet, prepare um quarto com os brinquedos preferidos e as comidas/petiscos de que ele goste. Mantenha as janelas e as portas fechadas. Como muitos animais se escondem por conta do barulho e podem acabar buscando abrigo em locais perigosos, a melhor saída é criar um refúgio em um ambiente seguro.

Orientações

Veja abaixo alguns conselhos da Julia Oliveira de Camargo, médica veterinária pela Universidade Anhembi Morumbi, para agir com os pets:

    1 - Sedativos e medicações naturais: atualmente, existem alguns sedativos que podem ser dados aos animais e que ajudam a acalmar e a relaxar. Porém, nem todos os animais podem tomar esse tipo de medicação. “Os riscos aumentam em algumas situações e precisam ser verificados, principalmente com animais idosos”, afirma Julia. Por isso, o ideal é que eles passem por um veterinário antes, para verificar se estão realmente aptos a tomar sedativos. “Existem também outras medicações que são mais naturais, como florais e remédios feitos de flores e frutas”, esclarece a veterinária.

    2 - Atenção às reações dos pets: Julia afirma que as reações mais comuns do animal são ficar bastante agitado, pular e latir muito, como se estivesse muito estressados. Porém, há casos mais graves, em que os pets chegam a se debater e a se cortar. “Há relatos ainda de rojões que caem dentro de algumas casas, os donos nem percebem, os animais colocam o rojão na boca e ele estoura, causando ferimentos extremamente graves ou até mesmo a morte”, lamenta.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Que frutas você deve dar para o seu Pet

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Você sabia que as elas também podem ser inseridas no cardápio dos cães, por exemplo?

Embora sejam carnívoros, eles também podem consumir frutas frescas ocasionalmente na forma de petiscos, porém, assim como nos humanos algumas frutas podem desencadear reações alérgicas, nos cães pode ocorrer o mesmo.

Diversas matérias veiculadas na mídia e posts em redes sociais tratam sobre esse assunto e a nossa dica é seguir apenas as recomendações vindas dos veterinários, pois são eles os melhores entendedores sobre os animais.

Em artigo publicado no site do centro veterinário Pacaembu, a médica veterinária Adriane Tomimassu explica que as frutas possuem um tipo de açúcar que fez bem ao metabolismo, a frutose, que ajuda a reduzir o risco de diabetes. Mas, embora sejam boas para a saúde, frutas em excesso podem ser tóxicas e fazer com que o animal sinta-se saciado e deixe de se alimentar com o que realmente necessita. Ração é fundamental.

Recomenda-se que as frutas sejam oferecidas apenas para pets acima de seis meses de vida e sempre como petiscos durante o dia, não ultrapassando 20% de sua alimentação. Importante também é que as frutas sejam servidas em pedaços, sem casca e preferencialmente sem sementes.

No site do centro veterinário Da Vinci, as frutas indicadas como frutas permitidas são:

1 -  Banana: auxilia no sistema imunológico e é rica em potássio, fibras e vitaminas A e C, mas não vale exagerar.

2 - Maçã: pode ser servida com casca, mas sem o talo; é rica em vitaminas e ajuda na limpeza da língua e da dentição.

3 - Manga: indicada para os casos de falta de nutrientes é rica em fibras alimentares e vitamina C; deve ser servida em pedaços, sem a casca e o caroço;

4 - Morango: deve ser servido em pequenas quantidades e com a casca; rica fonte de vitaminas A e C, ajuda na função cerebral.


Agora, atenção às frutas que não são indicada:

1 - Abacate: possui a persina, uma substância tóxica para os cães e por ser gorduroso, pode gerar problemas estomacais e intestinais;

2 - Abacaxi: é ácido e pode ocasionar problemas gastrointestinais

3 -  Uva: há estudos que afirmam que podem causar graves lesões renais.


Em artigo publicado no site Liberal, o veterinário Jorge Morais acrescenta ainda na lista dos permitidos o caju (sem a castanha), o caqui, a pêra, o kiwi e a goiaba e orienta que não sejam oferecidos, também, a laranja e a carambola.


Importante:

Assim como acontece conosco, mesmo com propriedades positivas, pode ser que alguma fruta recomendada não caia muito bem ao seu animal. Esteja atento e na dúvida, consulte seu veterinário de confiança. Seu cãozinho agradece!


Temperatura caiu muito? Saiba que os Pets precisam de cuidados especiais

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Casinhas, camas e roupinhas ajudam a mantê-los aquecidos. Mudança de comportamento, como tremores, são indicativos de que seu peludo pode estar com frio. Veja também no painel ilustrativo, as dicas que os cachorros dão para os seus donos sobre os seus sentimentos de momento.

O inverno ainda chegou, e a temperatura já caiu bastante. Assim como nós, os pets sentem essa mudança no tempo. Não pensem que, por terem pelos, eles estão protegidos os os protegem. Uma caminha, casinha e cobertorzinho é sempre bem vindo. Se eles já adoram um aconchego imaginem no frio! Mas, como saber se seu cão ou gato está com frio? Quem dá as dicas é a veterinária Juliana Velloso.

Ficar atento ao comportamento do seu peludo é a principal recomendação de Juliana. Se seu cão está tremendo ou seu gato se entocou em algum lugar que não seja o hábito dele porque eles podem estar com frio. Segundo Juliana, esses são alguns dos sintomas que os pets apresentam quando estão com frio. Ela explica que os tremores são comuns nos cachorros, principalmente nos de pelo curto. Deitar no cobertor ou na cama deles ou dos tutores também são alguns sinais de frio.

Gatos e cães

Os felinos não tremem, o que dificulta um pouco a percepção do tutor. Além de se esconder, eles também gostam do quentinho da cama deu seus tutores, deu seus cobertorezinhos. Então, se ele estiver em algum desses lugares, já sabe: ele está tentando de aquecer. Mas, roupinha em felino, nem pensar. Eles não gostam. É o alerta que Juliana dá.

Já os cães, têm uns que gostam e outros, não. Também vai da percepção do tutor. E a veterinária avisa: se o pet não gostar de roupa não coloque. Não é porque você acha que ele está com frio que deve encasacá-lo. Nesse caso, uma cobertinha já resolve. Como nosso frio não é muito congelante igual ao europeu, é preciso ter cuidado na hora de aquecer seus pets. Não os encha de roupas, cobertores e edredons. Um mantinha ou um aconchego na cama já resolve, de acordo com Juliana.

E, para quem tem pet que fica do lado de fora da casa, não esqueça da casinha com cobertor.


segunda-feira, 22 de abril de 2019

Pet & Saúde : Saiba o que fazer com o seu Pet no avião

        

Se você ama de paixão seus pets e não aguentaria ficar longe deles, aqui vão algumas dicas para viajar com eles:

- Para viagens domésticas com cães e gatos, você vai precisar de um atestado de saúde emitido por um veterinário. Com outros animais, é exigida a Guia de Trânsito Animal – GTA;
- Para trazer os bichinhos de outros países, providencie o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), emitido pela VIGIAGRO;
- Para levar o seu pet em uma viagem internacional, consulte os requisitos sanitários do país de destino.

É importante que você também confirme com a sua companhia aérea a forma de transporte. E depois? É só curtir a viagem com seu filhote!

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Vai viajar e não sabe onde deixar o seu pet?

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Hotel é boa opção para quem vai viajar e não pode levar o pet, mas escolha exige cuidados. Tem também os aplicativos de ajuda.

Aplicativos como o Dog Hero, que pode ser baixado gratuitamente, ajudam a conectar quem tem animal e anfitriões. Estes últimos passam por rigoroso processo seletivo e recebem orientação sobre atendimento. Além disso, quem contrata pode verificar a avaliação dada por outros usuários. O serviço existe desde 2014, atua em mais de 750 cidades e possui mais de 18 mil candidatos a anfitriões cadastrados. A negociação de preços é direta entre eles e o contratante.

Mas já que o feriadão está se aproximando, você vai viajar e não sabe com quem deixar o seu animal de estimação? A solução é um hotel prá cachorro e gato. No Rio, cada vez mais isso tem deixado de ser um problema devido as inúmeras opções oferecidas a quem tem um bichinho de estimação. Elas vão dos hotéis específicos para os pets aos aplicativos que conectam donos com candidatos a anfitriões. Porém, em ambos os casos, é necessários alguns cuidados para evitar dor de cabeça.

— O primeiro passo para escolher a melhor opção de hotel para animais é conhecer bem o bichinho. Pets mais agitados e que precisam de constantes gastos de energia devem ficar em lugares que proporcionem isso a eles (com agilitys e piscinas). Da mesma forma, os animais mais calmos precisam de um ambiente adequado para a sua rotina — explica Diogo Alves da Conceição, membro da Academia de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro, vice-presidente da Associação Nacional de Clínicos de Pequenos Animais e integrante do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-RJ).

Ele recomenda uma visita antecipada para verificar as condições do local, como limpeza, higiene, iluminação, cuidados e manejo do animal. Para o conselheiro do CRMV-RJ, os hotéis para pets devem oferecer ao seu animalzinho de estimação conforto, tranquilidade, ótima alimentação, atividades físicas e, claro, ótimos cuidados.

A recomendação dele é que se dê preferência a locais com câmeras de monitoramento. Como alguns exigem que todas as vacinas necessárias sejam tomadas com pelo menos duas semanas de antecedência, aconselha também entrar em contato com o veterinário pelo menos um mês antes, para se programar. É bom também fazer uma visita de surpresa ao estabelecimento.

Foi o que fez o casal de aposentados Paulo Roberto da Silva, de 63 anos, e Cristina Souza da Silva, de 65, moradores de Campo Grande. Apesar de o estabelecimento ter sido uma recomendação do dono da veterinária onde a cadela Meg era tratada, a visita sem hora marcada foi fundamental para que os dois se decidissem pelo Home’s Vet, onde o animal passa longas temporadas, ao menos uma vez no ano, quando os dois vão visitar um filho que mora no Canadá.

— Não queria mais ficar incomodando meu irmão, pedindo para cuidar dela e alimentar toda vez que viajava. Me indicaram este hotel que estava sendo aberto por uma veterinária que trabalhava na clínica e estou satisfeito. O ambiente é arejado e todo azulejado, além de ter sistema de câmaras. Também são muito cuidadosos com alimentação. Além disso, quando a Meg fica lá, eles costumam me mandar diariamente vários vídeos dela pelo WhatsApp, para sabermos como ela está. A Meg fica mais satisfeita que a gente. Chega lá e parece que está em casa — diz Paulo sobre a pet, da raça dashound.

A veterinária a qual o aposentado se refere é Paloma Machado da Rocha. Formada há dez anos, há pelo menos cinco ela resolveu abrir a Home’s Vet numa casa espaçosa na Rua Josué de Barros 16, em Campo Grande. O estabelecimento possui 14 canis individuais para receber com conforto cães.

Também tem espaço para gatos, que ao lado dos cães são o principal público do hotel. Isso não os impede de receber outros animais, como coelhos, papagaios e até mesmo calopsitas. As diárias variam entre R$ 65 (felinos) e R$ 95 (cães de grande porte). A procura não se restringe à Zona Oeste.

— Temos procura por clientes de diferentes pontos da cidade. O papagaio, por exemplo, veio da Penha. O coelho e uma cadela, da Ilha do Governador — explica Paloma.

Os animais ficam em espaço individuais. Todo o hotel é monitorado por câmeras. A procura maior é nos feriadões. Mas há também aqueles que precisam de local para deixar o pet por apenas um dia e recorrem ao serviço day care.

Fonte O Globo

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Nossos animais caninos e felinos nos levam ao segundo mercado mundial

Segundo maior mercado mundial de pets (cães, gatos e aves), atrás apenas dos EUA, Brasil movimentará quase R$ 20 bilhões em ração e cuidados veterinários. O brasileiro tem 52 milhões de cachorros e o País é o segundo maior mercado mundial de pets.

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No dia  9 de setembro, celebrou-se o Dia do Veterinário. Poderia ser apenas mais uma data no calendário. Se não fosse pelo fato do Brasil ser o 2º. maior mercado de pets do mundo (dados do IBGE), atrás apenas dos EUA. Sim, o melhor amigo do homem é o cão: o brasileiro tem 52 milhões de cachorros (para 206,4 milhões de habitantes, à proporção de um animal para cada quatro pessoas no País). 

E o gato é o segundo melhor amigo do homem: são 22 milhões de bichanos. Ou seja, 74 milhões de bichos (sem contar as aves, que também são pets e outros animais de pequeno porte) que requerem ração, medicação, banho, tosa, prevenção e acompanhamento. Sim, o melhor amigo do homem – e do bolso do homem – é o cão, seguido meio à distância pelo gato (já que as sete vidas são uma lenda): até o final deste ano, esse mercado, que tem a ver mais com afetividade e, por isso, não mede gastos, deve girar recursos de R$ 19,2 bilhões. Esse montante abrange ração (pet food), cuidados (pet care), veterinário (pet vet) e serviços (pet serv).

Nos últimos cinco anos, as vendas do setor cresceram 40%, conforme dados do Euromonitor, consolidados pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). É muita coisa. Mas, na relação global, o Brasil ainda tem muito a se desenvolver: na proporção, o País, apesar de ser o segundo mercado pet, vende apenas 12% do total mundial. Nos EUA, as vendas representam 44% do mundo, por exemplo, e a Europa, 27%. 

“Em 1994, havia menos de dez empresas de ração. Este ano, temos entre 120 e 130 fabricantes de ração, inclusive 20 grandes empresas nacionais e estrangeiras. Temos um potencial de vender 7,5 milhões de toneladas de ração, mas vendemos 2,530 milhões de toneladas. O índice de penetração de alimentos industrializados ainda é muito baixo. Na Europa, chega a 95% de industrialização”, explica o presidente-executivo da Abinpet, José Edson Galvão de França.

Outro obstáculo, pontual, é o cenário de retração econômica: nos últimos anos, diz França, o mercado cresceu acima de dois dígitos, ou seja, mais do que a inflação. Mas, já no ano passado sobre 2014, a crise chegou ao segmento pet: a expansão foi de 7,6%. Para este ano, a previsão é que esse número seja de 6,7%. “Quem tem segurado uma queda mais brusca é a área de pet care (medicamentos, veterinários e clínicas). No setor de rações, a queda do faturamento deve-se à substituição de produtos mais caros pelos mais baratos – quem pagava R$ 2 pelo quilo de ração, passou a pagar R$ 1,50”, analisa o presidente da Abinpet.

Restos de comida

Se o proprietário de cães e de gatos não abre mão dos cuidados básicos – carrapaticidas, anti-pulgas e visitas periódicas ao médico veterinário (reduzidas de semanais para mensais) -, é comum substituir alimento industrializado (rações e petiscos) pela comida doméstica (ou seja, restos de refeições). A Abinpet calcula que apenas 34,5% da população canina e felina são alimentadas com comida industrializada. Quase 60%, portanto, comem alimentação caseira (que podem ser preparadas especialmente para os animais) ou restos de refeições de almoço e jantar. Nos EUA, o uso de ração chega a 70%.

Os felinos – assim como cães de menor porte – apresentam tendências de crescimento na preferência entre os animais por conta da redução das residências

O mercado pet é bastante pulverizado no Brasil, com pequenos, médios e grandes produtores (que podem envolver as quatro vertentes do setor – alimentação, cuidados, produtos veterinários e serviços). Mas, são as multinacionais que dominam a área. Uma das maiores é a Mars Petcare, que detém as marcas Pedigree, de alimentos para cães, que tem 28,7% do mercado brasileiro (dado Nielsen), e Whiskas, para gatos, com 44,1% do market share (Nielsen). A Mars é proprietária, ainda, da Eukanuba, que trabalha exclusivamente com veterinários, adquirida recentemente, e da Royal Canin, marca premium de ração para cães e gatos. 

Outra multinacional que compete por esse bilionário setor é a Purina, divisão pet da Nestlé. Procurada repetidas vezes pela reportagem de Meio & Mensagem, a empresa não concedeu entrevista. Também a alemã Bayer, forte player da indústria farmacêutica, disputa a fatia de care (cuidados animais) por meio do braço Bayer Pet.

A Mars Petcare tem duas fábricas no Brasil (Mogi-Mirim/SP e Recife/PE) e constrói a terceira, em Ponta Grossa/PR, com previsão de operação entre 2017 e 2018.  “O Brasil tem potencial gigante para crescer. Se você analisar a quantidade de ração que os pets consomem, ainda é muito pequena: apenas 34% dos cachorros recebem calorias de ração. O restante, quase 2/3, vem de comida humana. Para os gatos, 50% do alimento é humano. Na França, esse percentual é de 100%!”, afirma o diretor de marketing da Mars Petcare (Pedigree e Whiskas), Daniel Calderoni. 

É um potencial alto porque, diz Calderoni, há um trabalho de convencimento a ser feito com os proprietários que dão restos de comida “achando que é a melhor coisa do mundo e isso afeta a saúde dos animais”, alerta. A empresa fez, recentemente, uma pesquisa para entender a interação do brasileiro com os pets e concluiu que a incidência de idas ao veterinário é baixa: são 2,8 idas anuais para os cachorros e apenas 2,3 para os gatos. “Temos que conscientizar os donos dos animais para cuidar da saúde do pet”, afirma o diretor da Mars.

Uma das formas de se fazer isso é a comunicação da marca. Pedigree, por exemplo, é uma marca atendida pela AlmapBBDO (off-line) e pela Bold (digital). Também a AlmapBBDO atende Whiskas. E a parte digital da marca é de responsabilidade da SA365. Em geral, o trabalho de comunicação pode envolver campanhas globais, como a de Whiskas, que está o ano inteiro no ar e envolve Silver, o gato símbolo da marca. Para Pedigree, foi trabalhado o efeito positivo que o cachorro traz aos seres humanos, desde o ano passado, com a continuidade, este ano, do conceito “Alimente o que há de melhor”, com campanhas de massa. 

A divisão Eukanuba recebeu especial atenção digital na Olimpíada e fez uma relação do cachorro com esportes. Ainda, diz Calderoni, a Mars é envolvida com causas: “Adotar é tudo de bom” e “Ampara Animal” (parceria com ONGs) que, desde 2008, encontrou lares para mais de 50 mil cachorros. “O Brasil é um dos principais países atualmente nessa iniciativa”, afirma. 

“O cenário problemático de dois anos de recessão provocou certa desaceleração. O segmento pet não está imune ao cenário macroeconômico. O pet, por ser considerado membro da família, é uma das últimas coisas que o consumidor vai cortar. A ração e o cuidado com o cachorro até desacelera, mas continua a crescer”, pontua o executivo, sobre as perspectivas.

As campanhas de marcas como Pedigree, Bayer e Royal Canin focam na prevenção de doenças e tentam educar a população para o bem-estar dos animais

Menos espaço, mais animais pequenos

“É um momento econômico em que as pessoas estão mais cautelosas para gastar e a Royal Canin vê ainda como mais importante a comunicação com seu público – promotores de pontos de venda”, explica a gerente de marketing veterinário da Royal Canin, Glaucia Gigli. A executiva diz que existe a tendência forte no Brasil de crescimento da população de gatos, que é menos da metade dos animais caninos. Na Europa e nos EUA, os gatos são mais numerosos do que os cães. Também os cães de porte pequeno ganham a preferência dos proprietários. Esse apreço pelos animais pequenos deve-se aos espaços (residências) também menores. Glaucia chama a atenção para o fato de a Royal Canin trabalhar com foco na prevenção, o que garante longevidade e qualidade de vida ao pet. “Trabalhamos com produtos para atender necessidades nutricionais específicas dos animais. 

O veterinário é um pilar importante nesse processo porque é influenciador na decisão de definição dos alimentos. Começamos o programa Vet Vantagens este ano com 500 clínicas e mais de 700 veterinários”, diz a gerente. Em 2017, a Royal Canin dá continuidade a esse programa.

A mudança de comportamento do brasileiro em relação aos cuidados preventivos dos seus pets, aparentemente, tem acontecido. “O mercado pet de medicamentos apresenta crescimento constante ao longo dos anos, com média de avanço de 18% entre 2010 e 2015 e projeções de movimentação que se aproximam de R$ 550 milhões no último ano. Estes dados refletem a mudança do status dos animais, antes criados no quintal e sem muitos cuidados. Atualmente, porém, são considerados parte da família e gozam dos cuidados, bem-estar e saúde dada aos humanos”, atesta a gerente de marketing de animais de companhia da Bayer, Ana Lúcia Senatore Rivera. A Bayer Pet é atendida pela W3Haus (digital) e Tugarê (off-line) e, a despeito de ter liberdade de vender medicação veterinária sem prescrição, prefere concentrar-se no principal influenciador do setor, o veterinário (assista ao vídeo abaixo). 

“Como os animais geram uma relação emocional forte, as pessoas tendem a não medir investimentos. E isso é oportunidade tanto para o mercado quanto para a qualidade de vida dos animais. Por isso, trabalhamos diretamente com os veterinários”, afirma Ana Lúcia. Para tentar melhorar a relação do humano com o pet, a Bayer tem um projeto que educa crianças e as ensina a não tratar os bichos como brinquedos.

Mudança podereosa

Mas, esse é um caminho a ser trilhado passo a passo. “Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal, pesquisas anuais com veterinários e consumidores finais e estudos de mercado que temos feito com a FGV para o desenvolvimento desse mercado, a educação para a prevenção, mostram que há uma mudança mais poderosa: o crescimento populacional dos animais é mais rápido do que o de tratamento. E isso representa um risco. Temos um trabalho educativo para fazer, que é sobre a responsabilidade com o tratamento e o bem-estar animal”, ressalta a gerente de produtos da saúde animal da Bayer, Ana Letícia Gulin.

Uma das maneiras que a Bayer tem encontrado para mudar a postura do proprietário com o pet é aproximar-se de quem mais beneficia-se de um pet numa casa, a criança. “Temos um trabalho educativo infantil, ‘Tratar Bem’, que é um projeto do bem-estar animal, pelo qual visitamos escolas. Nos últimos três anos, impactamos 15 mil crianças de 6 anos a 10 anos. Usamos material com pedagogos para falar numa linguagem que a criança entenda e falamos sobre a responsabilidade de ter um animal: a prevenção, o uso de produtos, a frequência correta da visita ao veterinário. Animal não é um brinquedo”, recorda Ana Letícia.

Fonte Meio & Mensagem