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quarta-feira, 26 de junho de 2019

Cidades do Rio de Janeiro agitam seus festivais de inverno

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   Hotel Quitandinha - Petrópolis

A praiana Búzios, na Região dos Lagos; Paraty, na Costa Verde fluminense e Teresópolis, na Região Serrana,  são alguns dos municípios que se destacam.

Mal o inverno chegou e, junto com ele, vem também um calendário repleto de festivais e eventos pelo interior do estado, que vão animar o mês de julho. Há opções gastronômicas e culturais no litoral , no Vale do Café e na Serra Fluminense .

1 - Búzios. De 5 a 14 de julho acontece a 18ª edição do Festival Gastronômico de Búzios, que reunirá cerca de 80 restaurantes, que vão apresentar pratos em versões de degustação, nas calçadas em frente dos estabelecimentos. Na Orla Bardot, o Altto e o Salt são alguns dos participantes.

2 - Vale do Café. As cidades históricas que compõem o Vale do Café promovem a 16ª edição do Festival do Vale do Café, com atrações musicais, artísticas e gastronômicas em diversas das antigas fazendas da região. Além das apresentações e atrativos, há cursos de instrumentos musicais. As fazendas Alliança e União são algumas das que participam. De 18 a 28 de julho.

3 - Vassouras. A cidade recebe, de 5 a 7 de jullho, a 4ª edição do Devoart Gastro Beer, que reúne food trucks, música e cerveja artesanal, além de workshops de cutelaria, queijos, fotografia, vinho, café, trufas e outros temas.

4 - Paulo de Frontin. O Jardim Ecológico Uaná Etê realiza, até o dia 14/7, a 2ª Festa das Luzes da Mata Atlântica. A iluminação especial, no meio da Mata Atlântica, acontece às 17h30 e o ingresso dá direito a conhecer os 22 jardins do local, grande atração do parque. Além da iluminação especial, show de música, DJs e exposições de arte animam o públuico.

5 - Serra Fluminense. As cidades de Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburo e Três Rios recebem a 18ª edição do Festival Sesc de Inverno, que acontece nos 4 municípios dos dias 19 a 28 de julho, com atrações gratuitas de música, teatro, dança, literatura e arte, entre outros temas.

6 - Teresópolis. Dos dias 12 a 21 de julho, Teresópolis sediará o festival Vinho nas alturas, quando vinícolas e distribuidores apresentam seus rótulos acompanhados de degustações de alguns restaurantes da cidade. Acontece no hotel Le Canton.


sexta-feira, 24 de maio de 2019

Sexta edição do Vinhos de Portugal terá mais produtores e agenda de shows

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Foto: CBN

Evento vai acontecer no Rio, mas precisamente na Barra da Tijuca, e em São Paulo, capital. Vinhos de Portugal 2019 terá 78 produtores de todas as regiões lusas e mais de 600 rótulos à prova.

A sexta edição do Vinhos de Portugal, que, no Rio, acontece de 31 de maio a 2 de junho, no CasaShopping, está concorrida. Muitas das aulas e provas esgotaram em horas. Dessa vez, serão 78 produtores de todas as regiões lusas e mais de 600 rótulos. Há ainda provas verticais, como a de vinhos da Pêra-Manca, comandada pelo colunista de vinhos do jornal “Valor” Jorge Lucki e o enólogo Pedro Baptista.

Uma das grandes novidades do evento é o espaço Vinhos com, um palco para shows, como o de Adriana Calcanhotto, e ainda bate-papos sobre temas que estão no entorno do vinho, como “Viver em Portugal”, “Sustentabilidade” e “Produtoras”, que vai reunir mulheres que se destacam na cena vitivinícola lusa.

Entre as provas, enólogos e especialistas comandam degustações de vinhos do Alentejo, Dão, Douro e Porto. Há opção para todos os gostos. Os encontros “Tomar um copo” continuam no mesmo formato. São gratuitos e com inscrições no local meia hora antes. Neles, especialistas explicam, de maneira descontraída, os vinhos e as suas regiões. Há ainda o Salão de Degustação, onde os produtores apresentam suas novidades e conversam com o público. Na loja oficial do evento é possível comprar bons rótulos para levar para casa ou degustar ali mesmo, na área de convivência, que conta ainda com comidinhas boas para harmonizar.

Mais Portugal erm São Paulo

Assim como nas edições anteriores, o Vinhos de Portugal acontece também em São Paulo, de 7 a 9 de junho, no JK Iguatemi. Lá, o salão de degustação tem 75 produtores e mais de 600 rótulos participantes. Os ingressos à venda contemplam o salão de degustação (R$ 130 pela manhã e R$ 155 à tarde), onde por um período de duas horas é possível provar vinhos ao lado dos produtores; as provas, cursos e harmonizações (R$ 155) e, para os experts,as provas especiais (R$ 195), incluindo uma vertical do célebre Pêra-Manca.

As inscrições para participar da edição 2019 do Vinhos de Portugal devem ser feitas pelo site: vinhosdeportugal2019.com.br .

Vinhos de Portugal é uma realização dos jornais O Globo, Público e Valor Econômico, com patrocínio de CasaShopping, parceria de Vinhos de Portugal, apoio de Instituto do Vinho do Douro e Porto, Comissão Vitivinícola do Alentejo, Comissão Vitivinícola do Dão e TAP, rádio oficial CBN, apoio institucional de SindRio e Experimenta SP, Hotel Oficial LSH no Rio e Mercure JK em SP e curadoria de Out of Paper.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Restaurantes entram na onda de harmonizar sushi com vinho

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Saiba que o Saquê não é mais a única opção de bebida para acompanhar a mais popular das comidas japonesas.

Há quem acredite, porém, que sushi e saquê nem formem, assim, um par perfeito. Por conta do paladar americano - cujo aperfeiçoamento é recente - e da tradição nipônica, o saquê é desde sempre a companhia costumeira de receitas orientais. Mas se você não é fã da bebida fermentada de arroz, saiba que vinhos podem harmonizar muito bem com seu tempurá de camarão ou seu nigiri de salmão, como sugere essa matéria traduzida da página de Nova York do guia MICHELIN.

Confira a seguir, dicas de sommeliers de restaurantes renomados nova-iorquinos e aprenda a combinar vinhos com cada tipo de peixe, fruto do mar, vegetal e rolinho.

Frutos do mar crus

De maneira geral, peixes mais gordurosos precisam de vinhos com alta acidez e concentração de taninos, enquanto peixes mais magros pedem rótulos mais delicados e redondos. Para peixes em preparos mais simples, como sashimi, o segredo é adicionar acidez para cortar a gordura.

“Gosto de combinar Chablis ou versões mais secas de Riesling. A mineralidade de um e a acidez do outro, respectivamente, fazem despontar a riqueza do peixe”, afirma Chelsea Carrier, diretor de bebidas do nova-iorquino o ya.

O leque de vinhos para harmonizar com atum, por exemplo, é vasto, uma vez que o estilo da bebida varia conforme a espécie do peixe - do delicado yellowfin (mais magro) ao robusto fatty tuna (atum gordo). As possibilidades vão dos brancos da Borgonha a rosés de boa estrutura, ou até um Pinot Noir com alta acidez para apreciar o cobiçado bluefin (o mais gordo dos atuns).

Peixes mais magros como o hamachi (do Pacífico) e alguns frutos do mar, a exemplo do amaebi (tipo de camarão) e do hotate (vieira), também caem bem com Chablis bem frescos, de acordo com Frank Cisneros, diretor de bebidas do estrelado Ichimura at Uchu.


Para harmonizações com salmão, é fácil lembrar: vá com rosés. Ou, mais especificamente, um rosé da Provença, como sugere Yuki Minakawa, diretor de bebidas do Sushi Ginza Onodera, duas estrelas MICHELIN.


Peixes com personalidade forte, como a cavalinha, pedem vinhos que equilibrem, ou até disfarcem, o forte sabor do pescado, evitando o retrogosto de peixe. Vá com uma taça de Alsace ou de um moscatel seco. “Vinhos com expressivo buquê de flores brancas e toque de pêssego no paladar tornam o sabor da cavalinha muito mais delicado”, afirma Jonathan Charnay, diretor de bebidas do restaurante Masa, três estrelas MICHELIN.

Minakawa também indica uma taça de Grüner Veltiner, que tem complexidade, salinidade e um toque de pimenta-branca que complementa o sabor da cavalinha, além de ter acidez, que equilibra a gordura do pescado.

Frutos do mar cozidos

Frutos do mar cozidos como caranguejo, enguia grelhada e polvo marinado pedem rótulos que complementem sua riqueza de sabores. Vinhos brancos, especialmente Chablis e Riesling, funcionam bem com carne de caranguejo. “Vinho etéreos, com alta acidez, notas de maracujá e baixo teor de álcool casam perfeitamente com o sabor do caranguejo”, explica.

Enguia, quando grelhada, tem sabor caramelizado e defumado. Trata-se, portanto, de uma das poucas vezes que um tinto com taninos aveludados terá vez em um restaurante especializado comida japonesa. Invista em rótulos de corpo leve e potente mineralidade.

Beaujoais (Denominação de Origem Controlada francesa) faz bom par com polvo. Levemente terroso, esse rótulo incrementa o sabor do fruto do mar marinado.

Lula

Os sabores sutis da lula ficam “escondidos” por trás de sua textura naturalmente firme, quase borrachuda. A recomendação de Charnay para harmonizar é escolher um Pigato da Ligúria, que tem notas de frutas cítricas e certa mineralidade, que potencializam o sabor da fruto do mar.

Uni

Para Charnay, as ovas de ouriço (uni) são praticamente o “sorvete do mar”. Tem sabor adocicado e salgado, intenso e concentrado, com textura cremosa e sedosa. Por semelhança, harmonize uni com Champagne ou, se preferir outro tipo, vá com um vinho verde.



Ovo (omelete agridoce)

O tradicional omelete japonês tem sabor agridoce e textura delicada. Pode ser servido com sashimi, sem arroz ou alga marinha, ou como base do sushi, “amarrado” no arroz por uma tira de nori. Minakawa, do Sushi Ginza Onodera, sugere harmonizar com um Riesling para associar as notas adocicadas de um e de outro.

Vegetais

Vinhos frescos e limpos, com um toque de acidez, são ideais para rolls de vegetais, como pepino e avocado. Charnay indica rótulos de baixo teor alcoólico, como um vinho verde português, para harmonizar com pepino, e um rosé seco de Provença para sushis de avocado. “Vinhos bem frescos e ácidos incrementam o sabor do avocado”, explica.

Tempura

Devido à gordura resultante da fritura, harmonizações com tempura pedem vinhos com alta acidez e boa presença de taninos. Dependendo do tipo de tempura, Charney sugere rótulos de vinho branco da Borgonha.

Já Chealsea Carrier, do restaurante o ya, prefere vinhos com perfil mais seco, como os demi-sec. “O açúcar presente nesse tipo de vinho dá sensação de corpo à bebida, enquanto sua acidez refrescante corta a gordura do tempura.

Você também pode optar por um Champagne para limpar o paladar do sabor da fritura, mas passe longe das versões muito alcoólicas.

Sashimi x niguiri x maki

A harmonização muda ligeiramente se o prato for de sashimi (sem arroz nem alga marinha), nigiri (peixe, marisco ou carne por cima de arroz com vinagre) ou maki (arroz com fruto do mar ou vegetal enrolado em alga marinha). É preciso levar tudo em conta: o arroz, o tipo de vinagre utilizado no tempero, a variedade do peixe. A alga marinha acrescenta salidade e crocância, portanto, quando utilizada, prefira vinhos mais untuosos, como os brancos fruto de fermentação malolática.

Regras gerais

Ao harmonizar sushis com vinhos tenha duas palavras em mente: simplicidade delicadeza. Dispense vinhos com muita personalidade, dando preferência a rótulos equilibrados e sutis. Vinhos com baixo teor alcoólico e cítricos são sempre boa pedida. E se está à procura de um vinho coringa que possa acompanhar todas as etapas da refeição, vá com os franceses, especialmente um Champagne.

“Acredito que muitos comensais se surpreenderiam como a versatilidade do champagne, principalmente se combinado a sushis. Em breve, esse tipo de harmonização deve tornar-se mais popular”, afirma Cisneros, do estrelado Ichimura at Uchu.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

" Fontes " de Prosecco na Austrália e de vinho na Itália, que tal?

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Mais uma dica para você que está pensando em tirar umas férias  e quer se esbaldar na bebida.

O restaurante Darling and Co, em Brisbane (Austrália), surpreendeu o seu clientes com uma novidade. A partir de agora, eles terão à disposição uma "fonte de Prosecco". Sim, uma fonte, com direito à clássica imagem da cabeça de leão, na qual os clientes podem se servir da bebida livremente, sem limite, todos os domingos a partir das 14h.

O refil liberado vale por duas horas para clientes que paguem o buffet (R$ 160).

A iniciativa é considerada pioneira em restaurantes no mundo. Entretanto a cidade de Caldari di Ortona (Itália) foi além: disponibilizou uma fonte de vinho tinto totalmente grátis, em local público, para atrair visitantes à região.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Escolha o seu roteiro para comemorar o Dia do Vinho

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               Videiras do Vale do São Francisco

As celebrações da cultura da uva e do vinho abrangem cinco regiões produtoras espalhadas pelo Rio Grande do Sul, São Paulo e Vale do Rio São Francisco.

A partir desta sexta-feira (18/5) e até o próximo dia 3 de junho (Dia do Vinho) - comemorado sempre no 1º domingo de junho , 255 empreendimentos voltados para o enoturismo, em diferentes regiões do Brasil, vão celebrar a data com muita festa. São mais de 350 atividades espalhadas por 22 cidades das regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Os principais eventos estão marcados para a Campanha Gaúcha, o Vale Central e Vale dos Vinhedos na Região Uva e Vinho da Serra Gaúcha, todos no Rio Grande do Sul; no Roteiro do Vinho de São Roque (SP); e no Vale do Rio São Francisco.

O Instituto Brasileiro do vinho (Ibravin) tem registros de atividades vitivinícolas em 11 estados brasileiros, entre eles Pernambuco e Bahia. Sim, acredite, o semiárido nordestino é a única região do planeta que produz vinho nessa latitude. As vinícolas de Terra Nova, na Bahia, também estão em festa para celebrar a data. O roteiro, no Vale do São Francisco, está engajado no mundo do vinho, da gastronomia e da hotelaria, contribuindo para o crescimento do enoturismo no Brasil.

Já no caso do Rio Grande do Sul, mais do que uma atividade econômica, a produção vitivinícola é considerada especial, uma herança italiana e expressão cultural dos gaúchos. A data será comemorada ao longo de duas semanas com degustações de vinhos, espumantes e sucos de uva elaborados nas regiões produtoras de uva. Serão montadas ilhas de gastronomia, com exposições históricas, mostras de produtos regionais, apresentações culturais e de artistas locais, além de cursos de degustação, jantares harmonizados, encontros de confrarias, olímpiada de conhecimentos em vinho e até passeio ciclístico pelas paisagens das vinícolas gaúchas.

Além de incentivar o consumo de vinhos brasileiros, as comemorações são indutoras do enoturismo, atividade que amplia a produção de uva e vinho e os negócios nas vinícolas, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social das regiões produtoras com a geração de muitos empregos e de renda. O Dia do Vinho é realizado pelo Ibravin, por meio do projeto Vinhos do Brasil e faz parte do Projeto Eventos Integrados e Integradores da Região Uva e Vinho (RS).

AGENDA - Com uma ferramenta que permite refinar a busca, o site oficial é o melhor caminho para quem deseja escolher e armar o próprio roteiro entre tantas combinações possíveis. Tem até a tradicional meia maratona Wine Run, para os atletas apreciadores de vinho ou para quem se exceder nas atividades de enogastronomia recompor a forma.


quarta-feira, 18 de abril de 2018

Se prepare para o Fondue e Vinho

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Saiba mais sobre a história desta iguaria e como harmoniza-la com vinhos, aproveitando que os dias frios já estão se instalando em algumas partes nesse outono brasileiro.

O inverno é a época perfeita para degustar essa iguaria tão saborosa como calórica. Não se sabe precisar onde ela teria surgido, mas presume-se que tenha sido na região do Jura/Savoie, na fronteira franco-suíça.

A receita mais antiga de que se tem notícia encontra-se num livro de cozinha escrito em Zurique, em 1699. Uma teoria diz que, contrariamente à crença popular, a fondue não teria sido inventada por pessoas que viviam nos alpes suíços, pois, naquela época, o queijo utilizado era caro e fora do alcance da população em geral, ainda mais para camponeses vivendo em modestas habitações no campo e nas montanhas. Assim, durante os séculos 18 e 19, a fondue teria sido apreciada principalmente por pessoas que viviam nas cidades.

Outra teoria diz que a fondue teria surgido do derretimento no fogo de duras cascas de queijo, que eram descartadas pelos mais abastados, por pessoas do povo. Na década de 1950, a fondue entrou nas cozinhas do exército suíço, tornando-se conhecida dos soldados, que, então, levaram a receita para suas casas.

Até hoje, na Suíça, a preparação da fondue é considerada tradicionalmente como “coisa de homem”. Foi na década de 1950 que a iguaria ganhou o mundo, após o chef Conrad Egli, do restaurante nova-iorquino Chalet Suisse, ter começado a servi-la. Os italianos possuem a sua versão, a fonduta.

Os queijos utilizados em seu preparo, porém, variam de acordo com as diferentes regiões da Suíça. No sul, é frequente o uso do Gruyère, com o qual é servido o tradicional pão picado. Ou, então, uma mistura meio a meio – o “moitié-moitié” de Gruyère e Vacherin Fribourgeois, outro queijo produzido na região. Nesse caso, é servido com batatinhas cozidas.

Mais para o centro do país é comum o uso do Gruyère misturado ao Emmental. No norte, há a fondue de Appenzeller, à base do delicioso e pungente queijo de mesmo nome, produzido na região suíça alemã de Appenzell.

Geralmente, fondues vão bem com vinhos brancos leves, frutados e delicados. Se a opção for um tinto, a recomendação é que seja um vinho jovem e frutado, de preferência sem passagem por barrica.


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Vinho, cerveja, uísque, aguardente. Qual beber?

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Qual faz você se sentir sexy, agressivo ou emotivo? Estudo identifica efeito de cada tipo de bebida alcoólica. Destilados tendem a fazer as pessoas se sentirem agressivas ou emotivas, enquanto vinho tinto e cerveja relaxam, aponta pesquisa com mais de 30 mil pessoas em 21 países.

Uma pesquisa feita em 21 países, entre eles o Brasil, indica que os efeitos do álcool no comportamento variam de acordo com o tipo de bebida consumida. Cerveja e vinho normalmente relaxam. Já os destilados podem fazer a pessoa se sentir mais agressiva, sexy ou emotiva. Para esse estudo, divulgado na publicação acadêmica de medicina BMJ Open, foram entrevistadas cerca de 30 mil indivíduos com idade entre 18 e 34 anos.

Os resultados indicam ainda que a probabilidade de apresentar comportamento agressivo é maior entre os que potencialmente podem apresentar dependência do álcool, por consumirem uma grande quantidade com frequência. As evidências identificadas pelo estudo podem, segundo os pesquisadores, ajudar a entender melhor o alcoolismo e o que motiva as pessoas a beberem.

Com o tempo, as pessoas adquirem tolerância ao álcool e podem acabar bebendo mais para sentir os mesmos "efeitos positivos", avaliam os cientistas. Mas o aumento no consumo também atrai os efeitos negativos, explica o professor e pesquisador britânico Mark Bellis.

As entrevistas para o estudo foram feitas por meio de formulários online que garantiam o anonimato dos participantes, recrutados em sites de notícias e nas redes sociais.

Se comparado a outros tipos de bebidas, o consumo de destilados - como tequila, rum e gim, por exemplo - está mais associado a comportamentos agressivos, mal-estar, inquietação e choro.

A pesquisa também indica que:

1 - Vinho tinto faz as pessoas se sentirem mais letárgicas que vinho branco;

2 - Beber cerveja e vinho tinto relaxa mais;

3 - Mais de 40% dos entrevistados disseram que beber destilados os fazem se sentir sexy;

4 - Mais da metade dos que bebem destilados se sentem energéticos e confiantes, mas um terço se percebe agressivo quando consome esse tipo de bebida;

5 - Homens são mais propensos que mulheres a apresentarem comportamento agressivo com todos os tipos de álcool, em especial os que bebem mais.

Variação entre países

As diferenças nas emoções também variam a depender do país do entrevistado. Participantes da Colômbia e do Brasil relataram uma maior associação com as emoções positivas de sentir-se com mais energia, relaxado e sexy, por exemplo.

Entre as emoções negativas, a Noruega apresentou índices maiores ligando consumo de álcool e relatos de agressividade. A França, por sua vez, foi o país com mais reportes de inquietude. O pesquisadores salientam, porém, que é necessário cautela para interpretar esses resultados, devido à pequena amostra para cada país.

Apesar de o estudo indicar associações entre cada tipo de bebida e mudanças no comportamento, não apresenta uma explicação sobre o porquê das alterações.

Bellis afirma que o local onde a bebida é consumida também pode fazer diferença, e que a pesquisa tentou levar em consideração se a ingestão de álcool acontece dentro ou fora de casa.

"Jovens muitas vezes bebem destilados em uma noitada, enquanto o vinho é mais consumido em casa, com uma refeição", observa.

Ele diz ainda que há o fator "expectativa". "Alguém que quer relaxar vai escolher uma cerveja ou um vinho."

O professor acredita ainda que as diferentes formas que bebidas são comercializadas ou promovidas encorajam as pessoas a escolher um determinado tipo delas na expectativa de se comportar de uma certa forma ou de sentir algo específico. Isso, segundo ele, pode desencadear sentimentos e comportamentos negativos.

"As pessoas podem beber para se sentirem mais confiantes ou relaxadas. Mas também acabam se arriscando a ter reações ruins."

Segundo os pesquisadores da universidade britânica King's College London, os resultados do levantamento indicam que os dependentes do álcool confiam à subtância a função de gerar sentimentos positivos: têm cinco vezes mais chances de se sentirem com mais energia em relação às que bebem com menos frequência. "O estudo mostra a importância de entender por que as pessoas escolhem beber certos tipos de bebidas e o efeito que esperam ter ao consumi-las", diz John Larse, da Drinkaware, entidade sem fins lucrativos que alerta para os riscos e atua para reduzir o consumo de álcool no Reino Unido.

No país, a recomendação é ingerir menos de 14 unidades por semana para manter os riscos à saúde em um nível mais baixo. Isso equivale a 12 doses de destilados, seis pints (473 ml) de cerveja ou seis taças de 175ml de vinho a cada sete dias.

Especialistas defendem a adoção de políticas como a que estabelece um preço mínimo para cada grau de álcool. Isso significa que bebidas com teor etílico mais alto, como uísque, ficariam ainda mais caras - o que em tese ajudaria a combater o alcoolismo.

A Escócia irá a adotar um preço mínimo, estipulado em 50 centavos de libra (cerca de R$ 2,18) por unidade padrão, que mensura o volume de álcool puro em cada bebida. O País de Gales e a Irlanda também discutem legislação específica para estipular regra semelhante.

Brasil

No Brasil, o governo federal estabeleceu um novo modelo de tributação para vinhos, espumantes, uísques, vodcas, cachaças, licores, sidras, aguardentes, gim, vermutes e outros destilados, aplicado desde dezembro de 2015. O principal objetivo da medida, contudo, era aumentar a arrecadação.

O mais recente estudo da OMS sobre a ingestão de álcool no país, publicado em 2014, detectou uma queda no consumo per capita entre os anos de 2003 e 2010 (de 9,8 para 8,7 litros). Mas o volume está acima da média mundial, de 6,5 litros per capita, e mais do que dobrou desde 1985, quando o índice era inferior a quatro litros.

A OMS coloca o Brasil no 53º lugar em um ranking de 191 países - liderado por nações do Leste Europeu, sendo Belarus e Moldova os dois primeiros colocados.

Já o último Levantamento Nacional de Álcool de Drogas da Universidade Federal de São Paulo, baseado em pesquisas em 143 municípios de todo o país, também divulgado pela última vez em 2014, mostrou que quase quatro em cada 10 brasileiros bebem pelo menos cinco doses de bebida em uma mesma ocasião, em um intervalo de duas horas.

Segundo o Ministério da Saúde, entre 2010 e 2013 foram contabilizadas mais de 313 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) decorrentes do alcoolismo. São gastos, em média, cerca de R$ 60 milhões por ano com pessoas dependentes do álcool.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Sem culpa: Chocolate e vinho para retardar o envelhecimento

Segundo um novo estudo, o antioxidante resveratrol, encontrado na uva e no cacau, contribui para o processo de renovação e rejuvenescimento celular. Vinho para combater o diabetes.

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De acordo com um novo estudo publicado no periódico científico BMC Cell Biology, o polifenol resveratrol, um componente do chocolate amargo e do vinho tinto, pode ajudar no processo de renovação celular. A substância antioxidante também pode ser encontrada em outros alimentos, como o mirtilo e o amendoim.

Segundo os cientistas da Universidade de Exeter e da Universidade de Brighton, ambas no Reino Unido, esse pode ser um grande avanço nas descobertas sobre envelhecimento e rejuvenescimento de células senescentes – células que atingiram seu limite de divisão, mas permanecem inativas, sem a morte celular natural. Uma das possíveis explicações para o fato de as pessoas mais velhas serem mais suscetíveis a doenças é o acúmulo dessas células senescentes, que não mais funcionam como deveriam.

Em uma pesquisa anterior, os cientistas identificaram uma classe de genes, chamados de “fatores de empalme”, que garantem o funcionamento das células, mas eles se desligam natural e progressivamente à medida que envelhecemos. As células senescentes, por exemplo, possuem menos “fatores de empalme” do que as outras.

Resveratrol

No entanto, o novo estudo mostrou que o resveratrol pode inibir esse efeito. Segundo os pesquisadores, depois de algumas horas de observação, as células mais antigas começaram a se dividir e alongar os telômeros – estruturas que protegem o cromossomo, mas se esgotam com o tempo -, em um claro sinal de rejuvenescimento.

“Quando vi algumas das células rejuvenescerem, não consegui acreditar. Essas células inativas pareciam células jovens. Era como mágica”, disse Eva Latorre, uma das cientistas do estudo, ao jornal britânico The Independent. “Repeti os experimentos várias vezes e em todos os casos as células rejuvenesceram.”

Qualidade de vida

Os pesquisadores esperam que o novo achado estimule outras pesquisas no campo, como o desenvolvimento de terapias para que as pessoas tenham uma qualidade de vida melhor conforme envelhecem – sem problemas neurodegenerativos, por exemplo.

“Este é um primeiro passo na tentativa de fazer as pessoas viverem uma vida normal e com a saúde para toda a vida”, disse Lorna Harries, professora de genética molecular da Universidade de Exeter. “Nossos dados sugerem que o uso dessas substâncias pode fornecer um meio para restaurar as funções das células antigas.”

Vinho contra o diabetes

Em um outro estudo publicado recentemente no periódico científico Diabetologia, mulheres que consumiam moderadamente vinho tinto tinham menos probabilidade de desenvolver diabetes. Segundo a pesquisa, feita pelo Centro de Pesquisa em Epidemiologia e Saúde da População, na França, essas mulheres apresentaram 27% menos casos do que as outras, com um consumo mais leve da bebida.

De acordo com os cientistas, isso se deve ao fato de a bebida feita da uva conter alto teor de antioxidantes que reduzem o impacto dos radicais livres nas células, os mesmos encontrados no chocolate amargo, em frutas silvestres, castanhas e no amendoim.

No entanto, o vinho não é o único benfeitor. Os alimentos e bebidas que mais contribuíram para os altos índices de antioxidantes nas mulheres foram frutas, vegetais, chás e chocolate amargo (cacau).

Para chegarem aos resultados, os pesquisadores acompanharam o consumo e a dieta de 64.000 mulheres entre os 40 e 65 anos que não tinham diabetes, durante quinze anos.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Vinho e trutas em festival no Rio

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Visconde de Mauá, na Região Serrana fluminense, se prepara para dar início à 15ª Temporada da Truta. O evento começa amanhã, 27 de outubro, e se estenderá até o dia 26 de novembro. No total, serão 35 bares, restaurantes e pousadas participantes, que vão oferecer almoços e jantares. Paralelamente, acontecerá também o 4º Bebavinho, que vai contar com 21 estabelecimentos, promovendo degustações e palestras.
Criada pela Associação Turística e Comercial da Região de Visconde de Mauá (Mauatur), a Temporada da Truta tem como objetivo a valorização da gastronomia local e, claro, do próprio peixe. Não por acaso, a truta vai estar presente nas mais variadas receitas, que serão preparadas por chefs renomados da região.
"Além de atrair turistas para cá, é claro, a importância de um evento como a 15ª Temporada da Truta é capacitar os chefs daqui, trazendo novidades da gastronomia", avalia Dani Keiko, chef do Babel Restaurante e uma das coordenadoras do evento.
A 15ª Temporada da Truta ainda terá uma série de palestras durante a programação. Entre elas, uma sobre harmonização com direito à degustação de vinho com truta, que será dada pelo professor e consultor Paulo Nicolay. Haverá também palestra sobre azeites, com a especialista Luisa Bernacchi.
Já o 4º Bebavinho vai reunir enófilos, importadores, produtores e amantes em geral da tradicional bebida. No total, vão ser 21 hotéis, pousadas e restaurantes participantes. O evento também contará com palestras, degustações e feira de vinhos importados e nacionais.
"Os turistas vão ter a oportunidade de estar não só numa feira de vinho, com uma imensa variedade, mas também de poder identificar e aprimorar o paladar de uma forma simples, elegante e com grandes especialistas", adianta Paulinho Gomes, do Terras Altas Enoteca e Pousada, e presidente da Associação Turística e Comercial da Região de Visconde de Mauá.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

In Vino, São Paulo

O tempo está permitindo. Então, aproveite o Festival de degustação em restaurantes e feira Expovinis que são destaques na cidade. É vinho para todos os gostos.

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É bom anotar na sua agenda e reservar alguns dias neste início de junho. A começar pela primeira edição da São Paulo Wine Week, espécie de “festival de flights” em 30 restaurantes participantes. Em cada um deles, de segunda (5) a domingo (11), será possível provar três vinhos por R$ 45 ou R$ 65, a depender do rótulo. O Esquina Mocotó, por exemplo, vai oferecer um flight de R$ 45 com Jaja de Jau Rosé (França), Portillo Sauvignon Blanc (Argentina) e Aquitania Cabernet Sauvignon (Chile).

Segundo o argentino Leonardo Sanchez, sócio do SPWW, a ideia é fazer um evento para que mais jovens provem vinhos que não pediriam normalmente, um grand reserva ou um de sobremesa. A ideia é que esta primeira seja uma edição teste, um “esquenta” para 2018, com mais restaurantes inscritos, palestras e outros eventos. A lista completa dos participantes está no www.spww.com.br.

      

É também temporada de Expovinis, maior feira do País dedicada à bebida, que nesta edição abre para o consumidor final logo no primeiro dia (6). Com foco cada vez mais no grande público – e não no especializado –, terá um winebar e uma loja onde rótulos apresentados em cada stand podem ser comprados com 10% de desconto. Cursos e palestras, que desde a última edição são o carro-chefe da feira, incluem desde noções básicas de degustação e harmonização até o impacto das taças na apreciação da bebida.

A lista de participantes, além das vinícolas brasileiras reunidas pelo Ibravin, inclui Portugal, Chile, Itália, Eslovênia, Reino Unido, Argentina e Espanha, e sete importadoras.

O concurso Top Ten, que elege os dez melhores vinhos da feira tem novos critérios: os expositores inscreverão um número de amostras de acordo com a metragem de seu espaço na feira: a cada 10m², dois vinhos. Segundo a diretora da Expovinis, Clélia Iwaki, a ideia é ser justo com as importadoras que representam muitas vinícolas e acabavam inscrevendo tantos rótulos quanto vinícolas brasileiras que chegavam sozinhas ao evento. “Vimos que era o único jeito de equalizar a participação”, afirma. Há uma segunda lista, capitaneada por Cesar Adames, que busca vinhos de até R$ 70.

O ingresso (de R$ 30 a R$ 150) dá direito a uma taça, que permite degustações e palestras. Mas para participar destas, é preciso fazer inscrições prévias no site da feira. O evento vai até o dia 8 no Pavilhão Branco do Expo Center Norte. Informações no www.expovinis.com.br.

Outra feira, a da Grand Cru, será realizada na próxima quarta (7) com mais de 200 rótulos divididos por tema na Casa da Fazenda do Morumbi (Av. Morumbi, 5.594). O ingresso custa R$ 280. Informações pelo eventos@grandcru.com.br.
Fonte Estadão

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Portugal aqui e lá, no Alentejo

O Enoturismo no sul de Portugal é um convite para uma viagem à tradição e à modernidade.  Piquenique em meio à plantação de flores silvestres, pomar e horta é programa imperdível.

                  
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A notícia é bem oportuna, por isso o título meio brincalhão da matéria. Enquanto o "Portal da Europa", como é conhecido pelo mundo, promove seu turismo com garra e força, aqui no Brasil, mas precisamente no Rio, teremos a chance de estar bem perto das delícias da terrinha. Na próxima sexta-feira, quando estiverem abertas as portas do evento Vinhos de Portugal, no CasaShopping, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio,  não espere apenas mais uma oportunidade para simples degustações. Pelo contrário, prepare-se para um autêntico desfile de modas no copo, com direito a cores e tendências, estilos e elegâncias, com uma variedade de vinhos que combinam com seu paladar. O evento segue para São Paulo.

                  
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EnoTurismo em Portugal

Esqueça a movimentação intensa de Lisboa e de outras capitais europeias. Viajar para o Alentejo é como voltar ao passado e se deparar com uma Europa rural, calma e aconchegante. É nessa região, à margem Sul do rio Tejo – que corre vindo da Espanha até Lisboa, - e se estende até ao extremo sul do país onde faz fronteira com o Algarve – que se esconde um Portugal profundo, onde o tempo segue seu próprio ritmo. Trata-se de uma zona agrícola portuguesa, que soma a boa comida e os excelentes vinhos a uma atmosfera de paz e tranquilidade, onde se vive a tradição aliada à modernidade.

Apesar de ocupar mais de um terço do território do país, o Alentejo concentra apenas um décimo de sua população. Dá para entender porque o silêncio, um luxo nas grandes cidades, é tão marcante por lá. Alia-se a isso os cerca de 22 mil hectares de vinhedos e uma média de 300 dias de sol por ano, e pronto: nasce o destino ideal para quem quer fugir do burburinho durante as férias.

É também no Alentejo que se produz quase metade do vinho certificado de Portugal, o que faz com que muitos classifiquem a região como uma “nova Toscana” – em uma versão bem mais acessível que a original italiana. A classificação se justifica pelo clima marcado por verões quentes com noites frias e o solo, formado por cal, argila, areia e magnésio. Essas condições proporcionam a produção de uvas especiais, que dão o sabor, a maciez e a cor viva que distinguem os vinhos alentejanos. Merecem destaque as castas tradicionais portuguesas Trincadeira e Aragonez.

Engana-se quem pensa que é preciso ser um especialista em vinhos para desvendar os segredos do Alentejo. A região, que em 2014 foi considerada a melhor no mundo para o enoturismo pelo jornal USA Today, abre as portas para todos os tipos de turistas. Do simples apreciador ao verdadeiro connoisseur, há opções de passeios completos, que funcionam como visitas guiadas em um museu. De carro, a pé ou bicicleta, é possível conhecer as vinícolas e o processo de fabricação da bebida desde a origem. Assim como a língua, os sabores também nos aproximam de nossos ancestrais portugueses. Cheia de personalidade, a comida do Alentejo é substanciosa, casando perfeitamente com os encorpados vinhos da região.

Herdades

Para quem busca viver a experiência na terrinha de forma completa, a melhor opção é se hospedar e provar os sabores das herdades, nome dado às grandes áreas rurais, como quintas e fazendas. Cada propriedade pode contar com vinhas, nas quais estão as parreiras e também as oliveiras; vinícolas, onde são produzidos os vinhos; e ainda podem ter hotéis, restaurantes, spas e áreas dedicadas apenas à degustação e visitas guiadas.

No Alentejo são cinco herdades com hospedagem (Casa de Santa Vitória, Malhadinha Nova, Sobroso, Monte do Vau, São Lourenço do Barrocal e Grous) e quatro com restaurante (Servas, Ribafreixo Wines, Quinta do Quetzal e Esporão). Veja abaixo mais informações de cada uma delas:

Herdade da Malhadinha Nova

Localizada a 1 km da Auto-Estrada IP2, a Malhadinha Nova oferece um verdadeiro descanso cinco estrelas com piscina panorâmica, spa, banheira de hidromassagem e banho turco. Tudo isso em um ambiente totalmente rural. Exclusivo, o hotel possui apenas 10 quartos.

Os hóspedes podem desfrutar dos tradicionais pratos da região, como bacalhau com azeite orgânico, lombinho de porco preto e galinha do campo. As refeições são servidas no belo restaurante do hotel, com vista para o campo, ou ao ar livre, junto às videiras. O bar serve vinho de produção própria.

Entre as opções de programas, além da degustação e visita à adega, estão passeios a cavalo, canoagem e de balão.

Saiba mais: https://www.malhadinhanova.pt/pt/

Herdade do Sobroso

Localizada no município da Vidigueira, a 9 km do lago do Alqueva, a propriedade, que tem 1600 hectares, produz o próprio vinho, tinto em sua maioria. Entre as vinhas dominantes estão Aragonez, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Syrah, Alfrocheiro e Trincadeira. Já os vinhos brancos provêm essencialmente das castas Antão Vaz, Arinto e Perrum. São oferecidas diferentes modalidades de visitas guiadas e degustações e também cursos de iniciação.

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A herdade oferece aos hóspedes passeios pelas redondezas da propriedade, para que conheçam as paisagens do Alentejo. É possível ainda conhecer a região livremente, de bicicleta, ou fazer um passeio de balão sobre o lago do Alqueva.

Saiba mais: http://www.herdadedosobroso.pt/

Casa de Santa Vitória

Focada na produção e comercialização de vinhos alentejanos, a Casa de Santa Vitória foi projetada para receber o visitante com conforto. O local tem sala de exposições, logo acima da adega, e uma sala de provas com posição privilegiada, onde se pode admirar o pôr do sol na planície do Alentejo.

A propriedade também conta com o Vila Galé Clube de Campo, hotel da rede com arquitetura e decoração inspiradas na paisagem alentejana. O hotel oferece opções para o lazer de casais e famílias com filhos – incluindo piscinas, quadra de tênis e atividades como passeio de jipe, canoa e até mesmo de balão.

Saiba mais: http://www.santavitoria.pt/

Herdade Monte do Vau

Ao hospedar-se na Herdade Monte do Vau, o visitante tem a oportunidade de desfrutar do conceito de propriedade “biochic”, que alia o conforto à sustentabilidade, proporcionando uma simplicidade elegante.

A Herdade Monte do Vau produz vinhos e organiza sessões de degustação em uma sala com vista para os vinhedos e o lago. É possível desfrutar de um piquenique à beira do lago ou relaxar junto à lareira aconchegante da sala de estar, ideal para ler um livro ou conversar.

Localizada próximo ao Rio Guadiana, essa propriedade está no centro de um triângulo formado por três cidades históricas – Beja, Serpa e Mértola, e a apenas 30 minutos da fronteira com a Espanha.

Saiba mais: http://www.herdadedovau.com/pt/index.html

Herdade dos Grous

A Herdade dos Grous é uma propriedade rural isolada, com mais de 687 hectares, com vinhas próprias e florestas de cortiça. Conta também com um moderno bar de vinhos para degustação. Além disso, o visitante tem a chance de conhecer as plantações de oliveiras.

Nos dias de calor, os hóspedes podem passear pelos jardins, onde tem um lago artificial, ou aproveitar a piscina. São oferecidos passeios a cavalo, quadras de tênis, sauna e sessão de massagem relaxante.

Saiba mais: http://www.herdade-dos-grous.com/

Herdade São Lourenço do Barrocal

Localizado aos pés de Monsaraz e próximo ao lago Alqueva, está uma propriedade de 780 hectares que pertence a uma mesma família há mais de 200 anos. A herdade abriga vinhas centenárias, que dão origem a vinhos de primeira categoria sob marca exclusiva. São Lourenço do Barrocal conta com hotel de luxo despretensioso, que dispõe de quartos e casas para a estadia.

Cercado por flores silvestres, pomar e horta, o hotel oferece passeios a cavalo e de bicicleta, além de piqueniques e degustação de vinhos. Há também um SPA, com tratamentos que utilizam apenas produtos naturais. Na mesma linha, o restaurante do hotel resgata o conceito farm to table, sempre com alimentos frescos produzidos nas melhores quintas locais.

Saiba mais: https://barrocal.pt/pt/

Herdade das Servas

A Herdade das Servas abriga uma das mais antigas famílias produtoras de vinho no Alentejo. Os irmãos Serrano Mira partilham a experiência e tradição na criação de vinhos típicos da região. Na Herdade, são feitas visitações da adega, cave, vinhas e jardins. Os horários das atividades estão disponíveis no site.

Saiba mais: http://www.herdadedasservas.com/pt/restaurante

Ribafreixo Wines

Eleito o melhor projeto de enoturismo do Alentejo, o Ribafreixo dispõe de loja de vinhos, área de lazer com vista para as vinhas, sala de provas e restaurante. O atendimento bilíngue e personalizado atrai turistas do mundo todo.

Saiba mais: http://ribafreixo.com/home/

Quinta do Quetzal

A Quinta do Quetzal fica na encosta da Vidigueira, perto da mais antiga adega romana de que há registro na Península Ibérica. Devido ao clima da região e das características do solo, rico em xisto, produz uvas diferenciadas, sempre em quantidades limitadas. Apesar de moderna, a adega preserva antigas tradições e técnicas de produção romanas e alentejanas. É possível agendar uma visita à Quinta e às adegas, e o Quetzal ainda conta com galeria de arte, loja e restaurante próprios.

Saiba mais: https://quintadoquetzal.com/pt-pt/estate/

Herdade do Esporão

A Herdade do Esporão recebe visitantes diariamente, prontos a caminhar pelas vinhas e hortas da propriedade, onde são desenvolvidas técnicas de plantação sustentáveis. Durante o passeio, o guia conta um pouco da história da região e desvenda os segredos da produção de vinhos. Ao final da visita, é possível conhecer a adega e colocar o paladar à prova com três diferentes vinhos e azeites. O passeio também pode ser feito de bicicleta, mediante reserva.

Saiba mais: https://www.esporao.com/pt-pt/sobre/herdade-do-esporao/

Além dessas, a região possui, de norte a sul, outras 60 vinícolas abertas à visitação. Para saber mais, acesse o site das rotas dos vinhos. Os vinhos do Alentejo poderão ser encontrados no evento Vinhos de Portugal, que acontece de 2 a 4 de junho no Rio de Janeiro e de 9 a 11 de junho em São Paulo

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Que tal tomarmos um bom vinho no Rio?

Está chegando o RIO WINE AND FOOD FESTIVAL que vai ser realizado na capital carioca.

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                              Copacabana Palace abrigará o festival

Está chegando um dos maiores eventos de vinhos do Brasil e da América Latina! De 17 a 23 de outubro, o Rio de Janeiro recebe dezenas de ações espalhados por toda cidade. Do Copacabana Palace ao CADEG, passando por vários cartões postais, o foco será sempre nos melhores vinhos do mundo. Assista a palestras e seminários, participe de degustações, compre os melhores rótulos e assista a apresentações em alguns dos lugares mais emblemáticos do Rio de Janeiro, além de rodar a cidade no Wine Bus. Confira a programação central:

1º Dia - 17/10:
-Abertura oficial no Copacabana Palace
Horário: 19:00h às 23:30h
Entrega dos troféus Vinha Velha e Sommelier do Ano

2º Dia 18/10:
-Seminário Vinho e Mercado na FGV
Horário: 08:30h às 17:00h
Entrada gratuita mediante inscrição
-Degusta Talk Show
Local: Copacabana Palace
Horário: 18:30h às 21:00h
Ingressos na Ingresso Certo

3º Dia 19/10:
-Seminário Viña Santa Rita sobre Cabernet Sauvignon + Degustação às cegas ( só para convidados)
Local Copacabana Palace
Horário: 9h às 13:00h
Exclusivo para convidados
-Feira Exclusiva de Vinhos de Colchagua-Chile
Local Copacabana Palace
Horário: 15:00h às 20:00h
Ingressos na Ingresso Certo

4º Dia 20/10:
Feira Show de Vinhos + MasterClasses
Local: Clube Naval Piraquê - Lagoa
Horário: 13:30h às 20:00h
Ingressos na Ingresso Certo

5º Dia - 22/10:
--Wine Bus - 14:00h às 19:30h
Ingressos na Ingresso Certo

6º Dia - 22/10:
-Wine Bus - 14:00h às 19:30h
Ingressos na Ingresso Certo
-Wine OUT
Horário: 14:00h às 19:30h
Ingressos na Ingresso Certo

7º Dia - 23/10:
-Wine Bus - 14:00h às 19:30h
Ingressos na Ingresso Certo
-Wine OUT
Horário: 14:00h às 19:30h
Ingressos na Ingresso Certo