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terça-feira, 11 de abril de 2017

Que tal um "detox" na arrumação da casa?

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Veja um Guia prático da organização. Cômodo por cômodo, confira dicas de especialistas para colocar ordem em cada canto da casa.

“Uma residência diz muito sobre seus moradores. Não são os armários que estão desorganizados, somos nós. Eles são reflexos do nosso estilo de vida”, defende a personal organizer Ingrid Lisboa. Segundo ela, a tarefa pode não ser fácil, mas a satisfação é garantida. 

O primeiro passo é escolher o “alvo”, que pode ser um cômodo, um móvel ou um tipo de objeto específico. O critério para a seleção pode ser a facilidade (por obter resultado mais rapidamente) ou a necessidade (para organizar o que for mais importante). “Todo mundo precisa mudar uma série de coisas. Eu nunca indico pegar um armário inteiro e tirar tudo, por exemplo. Mas, sim, ir aos poucos, gaveta por gaveta. Tirar, analisar, dar um destino. 

Se você demorar um mês para fazer, não tem problema porque aí será definitivo. Uma boa organização vai melhorar aspectos como conservação, economia, agilidade e tempo”, defende a profissional de decoração Anna Ziccardi, conselheira da Associação Nacional de Profissionais de Organização e Produtividade (ANPOP).

A etapa seguinte é separar os objetos em três grupos específicos envolvendo o que pode ser guardado imediatamente, o que precisa de conserto ou limpeza e o que vai ser descartado (doado, vendido ou jogado fora). 

“Se você é uma pessoa que costuma consertar, a dica é separar o item, mas nunca guardá-lo desse jeito. Faça uma marca, pode ser um pequeno adesivo, para indicar o que deve ser feito. Por outro lado, se esse não for o caso, passe adiante, não há porquê guardar o que não podemos mais utilizar”, indica Anna.

Vale também exercitar a memória e questionar tempo e falta de uso, utilidade, gosto, necessidade e relevância. Ingrid contesta, por exemplo, a ideia de preservar determinados itens para uso posterior. “Por que tem que ter um momento especial para usar uma coisa que você gosta?”, questiona.

Depois de separar o que vai e o que fica, é necessário pensar em como cada item vai agrupado. O principal critério a ser considerado é a função. Cada peça deve ser guardada em um local próximo de onde for utilizada. Em seguida, pode-se pensar em otimizar os espaços e tornar tudo de fácil visualização e acessível, para ser pego rapidamente e sem interferir na ordem.

“Na hora que você abre uma gaveta que está organizada, você tem noção do que você tem, vai direto no que quer”, explica Anna.

Veja, a seguir, dicas das organizadoras para cada ambiente doméstico:

Sala de estar

Tenho um lugar para agrupar todos os controles remotos. Se for preciso, use etiquetas para identificar o uso de casa um. Existem organizadores de fio no mercado. Isso pode facilitar a organização dos aparelhos eletrônicos.

Tenha porta-copos sempre a mão, isso evita manchas nos móveis. Uma bandeja em cima da mesa de centro também funciona para organizar itens decorativos e úteis no ambiente.

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Cozinha

Use separadores de talhetes dentro das gavetas. Guarde os utensílios agrupados por função e formatos semelhantes. Deixe os objetos mais frágeis e pesados em locais mais acessíveis, os que você não usa tanto deixe em prateleiras e armários mais altos. 

Uma boa forma de organizar os mantimentos é usando potes de vidro transparente, isso facilita para ver o que tem em cada um deles. Use etiquetas para identificar o que é e também o prazo de validade de cada um deles. Guarde tudo na geladeira dentro de sacos ou potes com tampa. 

Banheiro

O que é utilizado diariamente deve ficar à mão. Deixe as maquiagens e outros cosméticos agrupados por tipos de uso. O que não é usado sempre deve ter um lugar na gaveta, em cima da pia, deixe apenas o necessário.

Quarto

No criado-mudo, guarde apenas o que for utilizado quando você estiver na cama, como óculos, livro e carregador de celular. Mantenha as roupas dentro do armário, e se for preciso, compre um mancebo de apoio para as coisas do dia a dia.

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Closet

Os armários de roupa são os campeões da desorganização. Aqui, o segredo é criar padrões: separe tudo por cores, tipos, uso, estações...

Não dobre uma peça sobre a outra, nem utilize tipos de dobras difíces de fazer. Guarde as peças uma ao lado da outra, deixando o detalhe mais marcante de cada uma delas visível, isso facilita na hora de escolher o que usar. Se possível, use cabides difrentes para cada tipo de roupa, deixando os mais robustos para peças pesadas, como casacos de inverno. Cabides infantis funcionam bem para guardar calças. 

Guarde nas partes altas dos armários apenas aquilo que você não usa sempre. Guarde os sapatos intercalados, com um pé para frente e outro para trás, isso faz com que o espaço seja melhor aproveitado. Guarde as bolsas em estantes, e deixe a que mais usa na frente. Deixe os armários abertos pelo menos uma vez por semana, para ventilar. Use vinagre de vinho branco para tirar cheiros indesejados.  

Quartos de criança

Prateleiras, estantes e muitas caixas organizadoras. Invista em acessórios que ajudem a criar espaços para cada brinquedo que a criança tem. Para as miudezas, vale até usar estojos escolares.

Caixas grandes de plástico são boas para armazenar os brinquedos mais usados no momento. Se a criança for pequena, prefira cestos de tecido, são mais seguros nesse caso. Escrivaninha com gaveta é ideal para guardar o material escolar. Use porta-objetos para organizar a bancada de estudos .

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Duas faces da moeda do Suco detox

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Isso mesmo:  quando ele faz bem ou mal para a saúde O suco ajuda na alimentação saudável. Mas, em ecxesso, pode até acarretar ganho de peso


O suco verde, natural, de vegetais vem ganhando cada vez mais espaço em restaurantes de comida saudável, hortifrútis e também dentro das casas de boa parte da população brasileira e ficou conhecido como “suco detox”.

Muitos acreditam que esse suco é milagroso. Segundo alguns, bastaria consumi-lo pela manhã e em pouco tempo ele promete emagrecimento e boa saúde. Também se diz que, consumido dessa forma, o suco seria capaz de limpar ou desintoxicar o organismo de substâncias nocivas.

A palavra detox vem do inglês, originada da palavra detoxication, que traduzida para o português seria desintoxicação. Essa introdução se faz necessária para entendermos o contexto distorcido ao qual frequentemente nos referimos a nossa alimentação.

Segundo a Anvisa, alimento consiste em toda substância ou mistura de substâncias, no estado sólido, líquido, pastoso ou qualquer outra forma adequada, destinadas a fornecer ao organismo humano os elementos normais à sua formação, manutenção e desenvolvimento. Portanto, não é costume comermos qualquer coisa que cause uma intoxicação. A intoxicação do nosso corpo se dá com a ingestão de substâncias nocivas, como venenos, por exemplo.

Além disso, não há evidências científicas de que o consumo de qualquer alimento tenha o potencial de limpeza ou purificação, ou seja, nenhum alimento por si só é capaz de eliminar substâncias nocivas do nosso organismo. O corpo humano tem condições para reconhecer e trabalhar para excretar substâncias que devem ser eliminadas do meio, principalmente através do fígado. Por que então o suco ganhou esse nome rebuscado,“detox”?

O suco detox é nada mais, nada menos, do que a fruta batida com vegetais e, portanto, assim como o suco natural, proporciona benefícios do consumo desses alimentos. As frutas e vegetais devem fazer parte da rotina alimentar dos indivíduos, pois contêm nutrientes (vitaminas, minerais, fibras) importantes para diversas funções orgânicas, para o sistema imunológico, funcionamento regular do intestino, entre outros. O suco fresco de frutas e vegetais pode ser uma boa alternativa para quem tem aversão a esses grupos de alimentos na forma original, por exemplo. O consumo do suco, então, pode garantir que a ingestão de frutas e vegetais seja suprida. Vale ressaltar que, batida no liquidificador, parte das fibras das frutas e vegetais é perdida e o açúcar das frutas fica concentrado no suco.

Na alimentação, nem tudo é regra. Boa parte dos alimentos que ganham destaque serve para algumas pessoas, mas não para outras tantas. É importante entender que nenhum alimento isolado tem o poder de promover emagrecimento, mas, associado a um conjunto de fatores, pode contribuir para esse processo. Uma pessoa que não costuma realizar o café da manhã e passa a tomar suco pode sentir-se mais satisfeita ao longo do dia e, portanto, comer menos e dessa forma, sim, pode favorecer o emagrecimento. Outro exemplo seria o de uma pessoa que troca um café da manhã rico em alimentos calóricos e pesados por um copo de suco que também o mantém saciado por algum período após a refeição. Tal substituição poderia ajudar na perda de peso e sensação de bem-estar. Esses efeitos não seriam diferentes se a mesma pessoa comesse uma fruta e outro complemento no café da manhã, pois o mecanismo em questão é a menor fome durante o dia e o consumo aumentado dos nutrientes necessários.

Por outro lado, o excesso desse suco também pode acarretar ganho de peso, pois líquidos em geral proporcionam curto período de saciedade, aumentando-se então o volume necessário do mesmo para atingir a saciedade. [[e é necessário ingerir um volume maior para atingir a saciedade/ficar saciado. Existe também uma falsa impressão de que líquido não engorda, podendo haver um exagero no consumo do mesmo.

Assim, o suco pode ajudar, claro! Mas tanto quanto comer frutas e vegetais diariamente. O importante mesmo é buscar formas eficazes e gostosas de garantir o consumo desses alimentos regularmente.

Fonte blog-letra-de-medico-claudia-cozer-kalil