Mostrando postagens com marcador #Paraty. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #Paraty. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020
Refúgio no Carnaval Saco de Mamanguá: o único fiorde tropical do mundo fica em Paraty
Poucas pessoas sabem disso, o Rio de Janeiro, mas precisamente na Região da Costa Verde, tem um autêntico fiorde. Um fiorde é uma grande entrada de mar cercada por altas montanhas rochosas. Paisagens assim são comuns nos países escandinavos como Dinamarca e Noruega, mas não restritas a eles. Como publicamos aqui, lá também tem uma cachoeira que brota à beira-mar na rocha, formando um lago de água doce.
No município de Paraty, é onde encontramos o único fiorde tropical do mundo: o Saco de Mamanguá. Considerado como tal por não estar cercado de montanhas nevadas, como os encontrados ao norte do planeta, mas sim, da incrível biodiversidade da Mata Atlântica.
O mar esverdeado invade o continente por 8km. O Saco do Mamanguá banha uma enorme reserva ambiental que só pode ser acessada por trilhas ou embarcações sem motor. A região protegida conta ainda com 10 rios, 30 praias e dezenas de cachoeiras escondidas entre as matas.
Ali é onde vivem diversas espécies de tartarugas, peixes, cavalos-marinhos e golfinhos. Porém, a maior atração só aparece depois de anoitecer, com ausência total de luz. Os plânctons presentes na água, quando agitados, brilham fluorescentes como vaga-lumes aquáticos.
O sucesso da preservação do local se deve aos esforços dos moradores das comunidades caiçaras, únicos habitantes da região, e ambientalistas. Por isso, há poucas opções de acomodações, se resumindo a apenas algumas pousadas ecológicas e campings.
Um dos passeios mais populares para quem visita o único fiorde tropical do mundo é a trilha do Pão de Açúcar. Uma subida íngreme, mas sem grandes riscos, que leva ao topo do pico de 420 metros, revelando uma vista privilegiada do Saco de Mamanguá.
Para chegar a esse refúgio de Mata Atlântica o mais indicado é ir de carro até o vilarejo de Paraty-Mirim e, de lá, pegar um barco até a atração.
Marcadores:
#costaverdedorio,
#dicasdecarnaval,
#dicasdelazer,
#DicasDeTurismo,
#Paraty,
#qsacada,
#refugiodecarnaval,
#Rio,
#turismocostaverde,
#TurismoNoBrasil,
#turismonorio
Local:
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
FÉRIAS DE VERÃO Paraty tem cachoeira magnífica que poucos já viram
Poucas pessoas conhecem e ao chegar lá ficam deslumbradas com a beleza do lugar, só comparado às melhores áreas turísticas na Itália. Mas o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) estabelece normas de visitação para a cachoeira do Saco Bravo, na Reserva Ecológica Estadual da Juatinga, em Paraty. O objetivo é aumentar a segurança dos visitantes e reduzir o impacto ambiental na trilha
Desde o início de janeiro de 2020, o número de visitantes na Cachoeira do Saco Bravo, localizada na Reserva Ecológica Estadual da Juatinga, em Paraty, no litoral Sul Fluminense, fica limitado a 140 pessoas por dia. Também passa a ser obrigatória a contratação de guia de turismo ou condutor de visitantes credenciado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para acessar a trilha que leva à queda d’água.
Estas e outras determinações fazem parte da Resolução Inea nº 192/2019, publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro. Instituída a fim de aumentar a segurança dos visitantes e reduzir o impacto ambiental na trilha, a norma prevê ainda a instalação de um portão para controle do acesso aos visitantes e limita a entrada na trilha até meio-dia, exceto no Verão, quando o horário será estendido até 13h. A entrada na piscina natural fica restrita a 20 pessoas por vez, evitando aglomerações no costão rochoso.
A trilha para a Cachoeira do Saco Bravo é considerada pesada, com um percurso total de 8,4 km que pode ser concluído em até seis horas de caminhada, considerando ida e volta. O atrativo é um dos mais procurados por turistas que querem conhecer um ambiente de rara beleza, onde uma cachoeira deságua no mar.
Segurança e desenvolvimento local
A demanda cada vez maior de turistas na região e a preocupação com a segurança dos visitantes levou o Inea a iniciar uma ação de ordenamento da visitação do atrativo. Com as novas regras, o instituto espera aumentar a satisfação dos visitantes e gerar renda para a comunidade caiçara da Ponta Negra, região onde a cachoeira está situada.
O Inea capacitou e credenciou 17 novos condutores da comunidade caiçara, que poderão auxiliar grupos de visitantes no acesso à cachoeira, os quais serão limitados a dez pessoas por condutor ou guia.
Representantes da comunidade caiçara que vivem no local participaram ativamente da construção da resolução, apresentando propostas que foram incorporadas à norma. A comunidade também se colocou à disposição para auxiliar na orientação aos visitantes, que a partir de hoje terão de assinar um termo de responsabilidade, no qual constam as normas para uma visitação segura e ambientalmente sustentável.
Agências e guias de turismo interessados em obter mais informações sobre as normas de visitação na Cachoeira do Saco Bravo devem entrar em contato com a equipe da Reserva da Juatinga, pessoalmente, na sede da unidade, ou pelo telefone (24)3371-9654 ou pelo e-mail reservajuatinga@gmail.com.
Marcadores:
#cachoeiras,
#costaverde,
#DicasDeTurismo,
#dicasdeviagem,
#feriadão,
#feriasverão,
#Paraty,
#qsacada,
#Rio,
#RioSantos,
#sacobravo,
#turismonorio
Local:
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
quarta-feira, 17 de julho de 2019
Flip perde fôlego e PM tem de tomar conta de Paraty contra a violência

A 17ª edição da Flip, que terminou neste domingo (14/7), teve 41 autores convidados que participaram dos cinco dias de evento. A edição teria novidades, mas foi morna, na opinião de especilistas. Nas ruas de pedras centenárias e casarios históricos, muita gente e a ocupação por parte do Batalhão de Choque (BPChoq) da PM do Rio temendo ação de traficantes que tomaram os municípios da Costa Verde, como Angra dos Reis e Mangaratiba. Paraísos de nossa costa marítima, e Balneário mais lindo e cheio de histórias, que foi ocupado por bandidos sanguinários dos morros da capital carioca que foram para lá atrás do dinheiro milionário que vem do tráfico de drogas para o turismo. Triste realidade de nossas cidades que poderiam crescer com o setor turístico e hoteleiro. Estavam sendo esperadas 200 mil pessoas.

Quanto à A Flip 2019, dos 41 convidados, participaram 22 mulheres e 19 homens. Além disso, houve um pequeno aumento no percentual de autores e autoras negras em relação aos últimos dois anos, quando houve um recorde de participação (30%). Em 2019, o percentual foi de 31,7%. Na avaliação divulgada pela organização. Teve de tudo, até troca de socos, sendo o objetivo maior o fato de querer denegrir a imagem do governo brasileiro.
Não houve discussão sobre a violência e o q ue deveria ser feito para acabar com essa realidade. Não houve discussão sobre o aumento do turismo da região, usando a Flip como pólo de atração para a Costa Verde. Apenas temas, alguns atuais e outros desgastados pelo tempo, a começar pela homenagem à Euclides da Cunha, autor de "Os Sertões", com debates sobre resistência e luta: quase requisito da edição. Não se falou sobre a destruição do país por governos anteriores.

Não se debateu nem o fato do fechamento de grandes livrarias no Rio, principalmente, e nem na necessidade de se promover o aumento da leitura entre os indivíduos. De como atrair uma geração que mal sabe ler ou interpretar um texto.
Outros temas
Na noite de quinta (11/7), Kalaf Epalanga e Gaël Faye divertiram a plateia falando de temas sérios como guerra, imigração e racismo. Os autores criticaram a pouca presença de negros e mestiços na literatura e expuseram a realidade da imigração na Europa e dos conflitos africanos, mas não perderam a oportunidade de fazer piadas durante as falas.
O encontro entre Jarid Arraes e Carmen Maria Machado também foi marcado por temas sérios, como a escassez de autoras negras e o que se espera da literatura LGBT. As escritoras também cativaram o público, mas com emoção e sensibilidade. Com homenagem a Conceição Evaristo, teve até choro durante a apresentação.
Marcadores:
#acontecimentos,
#dicas,
#flip,
#FLIPParaty,
#informação#notícias,
#Paraty,
#PM,
#qsacada,
#RJ,
#segurança,
#violência
Local:
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
quarta-feira, 10 de julho de 2019
Armando Nogueira vai estar na Flip em Paraty

O jornalista, professor universitário e escritor Paulo Cesar Guimarães (PC Guimarães) levará histórias interessantes e picantes sobre esse monstro que ajudou a crescer o jornalismo da Rede Globo de Televisão. Já outro jornalista, também carioca e muito importante, dono de uma das maiores agências de assessoria de imprensa do país, criador do Museu da Pelada, apresentador de televisão, estará na feira literária lançando mais um selo, a Approach Editora.
São os Heróis da Resistência inseridos no tema principal da Festa Literária Internacional de Paraty, que chega em sua décima sétima edição, sendo realizada entre os dias 10 e 14/7. Ou seja, começa nessa quarta-feira (10), em um dos locais mais bonitos e cheios de história da Costa Verde fluminense.
Uma Flip que promete ser ainda mais ativista, suplantando um encontro de autores para intensificar o debate político, abordando o massacre de Canudos, narrado por Euclides da Cunha, jornalista do então Estado de São Paulo e autor do mais famoso relato sobre a guerra de Canudos " Os Sertões".
Homens de imprensa e do futebol
Pra quem for a Flip e quiser prestigiar o PC Guimarães que vai falar do seu Armando: o papo sobre a biografia de Armando Nogueira, que será lançada em março de 2020, vai rolar na Off-Flip da Casa Gastromar, rua da Capela, 34. Será nos dias 11 e 12, quinta e sexta, às 15h. " A casa, um charme por sinal, estava acabando de ser restaurada quando estive em Paraty pra fazer mais uma das 200 e tantas entrevistas do livro", lembra o escritor e jornalista que promete histórias muito interessantes para a platéia.

No sábado (13), a partir das 18hs, será a vez dos "Heróis da Resistência", orquestrado pelo jornalista Sérgio Pugliese, que lança na Flip o selo Approach Editora, conduzindo conversas com empreendedores, como Cello Camolese, dono de quatro casas culturais e gastronômicas no Rio, e o escritor Pedro Salomão.
Sobre a feira
A 17ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty pretende exibir as marcas das perturbações que o Brasil sofreu na última década. De acordo com analistas, já não se trata de um conclave de literatos fundado em 2003 pela editora inglesa Liz Calder, então moradora da cidade histórica. Com o passar das crises, Liz foi embora, os grandes escritores sumiram, as verbas minguaram e a programação alternativa se incorporou à festa. “Hoje a Flip é a fusão da programação principal com a de casas parceiras”, diz a editora Fernanda Diamant, curadora da festa. “O público mudou a relação com a atenção. Por isso, optamos por mesas de 45 minutos, com formatos variados: palestras, performances e entrevistas.”

Marcia Peltier e PC Guimarçães
Outra mudança se deu na densidade literária, que se diluiu para dar lugar à politização e à invasão de autores militantes dos movimentos negro, indígena, LGBTQ+ e feminista. “A Flip é um evento educativo e politico”, afirma Fernanda. “Ao fazer cultura, você faz política.” Nada mais politizado que o autor homenageado deste ano, Euclides da Cunha (1866-1909), e seu “livro vingador”, “Os sertões” (1902), mistura de tratado antropológico-topográfico e relato da destruição do arraial de Canudos, em outubro de 1897, pelo exército brasileiro. É um tema que convém ao novo modelo da festa.
A atualidade de “Os sertões” será discutida por 33 escritores de dez nacionalidades em várias áreas, da sociologia à fotografia, roçando até a literatura. Fernanda escolheu nomes de locais do interior da Bahia para ilustrar as 21 mesas, nem sempre ligadas ao tema.
Marcadores:
#atrações,
#dicadelivro,
#dicas,
#feiradolivro,
#flip,
#Informação,
#leitura,
#livros,
#museudapelada,
#notícias,
#palestras,
#Paraty,
#Paratyflip,
#qsacada,
#RJ
Local:
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
FÉRIAS 2019 : Paraty lança calendário de eventos

A mais conhecida e internacional cidade do litoral da Costa Verde é uma ótima opção para as férias de início de ano. São muitas atrações, praias paradisíacas e uma gastronomia caiçara e francesa de dar água na boca. Festivais do Bourbon e da Cachaça, além da Flip, claro, são as grandes opções para o ano que chega.
Esporte, fé, gastronomia e música. Estas são algumas das atrações que estão presentes no Calendário de Eventos de Paraty 2019 lançado pela Prefeitura do município. O calendário mantém em sua essência eventos tradicionais e já aclamados por turistas e moradores, que reforçam a vocação da cidade como referência em turismo cultural.
Serão mais de 20 atrações que prometem movimentar a cidade histórica durante o ano todo e agradar pessoas de todas as idades. O secretário de estado de Turismo, Nilo Sergio Felix, acredita que o lançamento antecipado do calendário de eventos é um passo importante para qualquer município.
Trindade
- O turismo possui uma importância vital na economia de muitos municípios e os eventos ajudam a alavancar os números. Dentre eles, destaque para o aumento da arrecadação de impostos e da taxa de ocupação hoteleira. Por isso, a elaboração de um calendário de eventos é algo primordial, uma vez que ajuda a motivar e orientar os turistas, em especial, em épocas de grandes movimentos.
Um dos eventos mais aguardados do calendário é o Bourbon Festival Paraty. O evento que acontece em maio, traz musicalidade para as ruas do Centro Histórico, apresentando artistas consagrados do cenário da música nacional e internacional. No mesmo mês, Paraty também celebra a Festa do Divino, que reúne muitos turistas.
Charrete e fenômeno da maré em Paraty - Foto : Jornalista Luiz Morier
Em 2019 o município ainda recebe o 13° Encontro de Ceramistas, que valoriza o trabalho artesanal da região e o tradicional Festival do Camarão, em sua 26° edição, que atrai visitantes de diversos locais. Além desses eventos, Paraty ainda vai sediar o Festival da Cachaça, Cultura e Sabores, que valoriza os produtores da bebida e artistas locais; o Festival de Aves; o festival internacional de fotografia, Paraty em Foco; e a 14ª edição do Fest Juá de futebol caiçara, realizado entre as seis equipes da Zona Costeira de Paraty.
Marcadores:
#2019,
#anonovo,
#calendário,
#dicas,
#eventos,
#férias,
#ilha,
#IlhadeParaty,
#Informação,
#notícias,
#Paraty,
#qsacada,
#RJ,
#rotas,
#TRIP,
#viagens
Local:
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
quinta-feira, 29 de novembro de 2018
Depois das belezas naturais, Brasil tem a atenção voltada para sua culinária
O Rio de Janeiro está representado pela histórica Paraty e sua cozinha caiçara e internacional. Organização Mundial do Turismo lança concurso para este setor. Processo seletivo, aberto a empresas e pessoas físicas de qualquer país, busca identificar e reconhecer experiências que relacionam a culinária ao mercado de Viagens.
A gastronomia é um dos itens mais bem avaliados por estrangeiros que visitam o Brasil. Segundo estudo do Ministério do Turismo, 95,7% dos viajantes internacionais que estiveram no país em 2017 avaliaram positivamente a culinária dos destinos brasileiros. Os destinos que mais se destacaram foram São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo e Brasília.
Florianópolis, capital catarinense, com sua culinária à base de massas e frutos do mar; Paraty (RJ), onde a culinária reúne elementos da cozinha caiçara e uma fartura de peixes, e Belém (PA), onde predominam pratos ligados à cultura indígena, além de influências africana e portuguesa, possuem o título de Cidades Criativas para a Gastronomia, concedido pela Unesco.
OMT e a inovação no turismo gastronômico
Empreendedores com ideias inovadoras na área de gastronomia associada ao turismo terão a chance de conquistar visibilidade internacional e ainda aprimorar o seu negócio. Estão abertas até 5 de março de 2019 as inscrições no 1º Concurso de Startups de Turismo Gastronômico da Organização Mundial do Turismo (OMT), organizado em conjunto com o Centro Culinário Basco, da Espanha. As inscrições podem ser feitas por este link: www.gastronomytourismventures.
A ideia da seleção, aberta a empresas e pessoas físicas de todos os países, é destacar e reconhecer exemplos capazes de integrar as duas áreas, de forma a indicar novas possibilidades e inspirar a realização de viagens. Os concorrentes devem apresentar modelos de trabalho relacionados à sustentabilidade, ao respeito à cadeia produtiva local e à oferta de narrativas autênticas, além de agregar valor ao patrimônio cultural da região onde estão inseridos.
O ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, estimula a participação de brasileiros no processo. “A gastronomia é um dos quesitos que melhor ilustram a rica identidade do país e constitui um forte fator de atração de visitantes. A inclusão de projetos nacionais no prêmio reforça o nosso trabalho pela inovação em turismo, consolidando o mercado de Viagens como importante propulsor de desenvolvimento e da geração de emprego e renda”, enfatiza.
A competição vai permitir identificar projetos pioneiros na implementação de tecnologias emergentes e disruptivas, voltados à superação de desafios e problemas do setor. As propostas devem estar comprometidas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS), a exemplo da erradicação da pobreza e da redução de desigualdades, bem como a introdução ou adaptação de elementos digitais.
O secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, observa que o prêmio contribui para a melhoria da qualidade de vida de todos os povos. “Investimentos em inovação e turismo não são fins em si, mas são meios para promover melhores produtos turísticos, melhorar a governança do setor e aproveitar sua comprovada capacidade de promover a sustentabilidade, criar empregos e gerar oportunidades”, ressalta.
FINALISTAS - Os cinco finalistas serão conhecidos no dia 1º de abril do próximo ano. Já o anúncio do vencedor ocorrerá durante a quinta edição do Fórum Mundial de Turismo Gastronômico, que vai acontecer de 2 a 3 de maio na cidade de San Sebastián, na Espanha. O primeiro colocado na seleção poderá ostentar um selo internacional e participar de um programa de acompanhamento personalizado oferecido pelo Centro Culinário Basco (CCB). O CCB, instituição acadêmica pioneira no mundo e filiada à OMT, compreende a Faculdade de Ciências Gastronômicas da Universidade Mondragon e uma unidade de inovação e pesquisa. Possui um Conselho com 11 dos principais chefs do mundo e tem como objetivo o ensino superior, a pesquisa e a promoção da gastronomia como alavanca de desenvolvimento socioeconômico.
Marcadores:
#caiçara,
#culinária,
#dicas,
#gastronomia,
#Informação,
#notícias,
#Paraty,
#qsacada,
#RJ,
#rotas,
#turismo
Local:
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
Depois das belezas naturais, Brasil tem a atenção voltada para sua culinária

O Rio de Janeiro está representado pela histórica Paraty e sua cozinha caiçara e internacional. Organização Mundial do Turismo lança concurso para este setor. Processo seletivo, aberto a empresas e pessoas físicas de qualquer país, busca identificar e reconhecer experiências que relacionam a culinária ao mercado de Viagens.
A gastronomia é um dos itens mais bem avaliados por estrangeiros que visitam o Brasil. Segundo estudo do Ministério do Turismo, 95,7% dos viajantes internacionais que estiveram no país em 2017 avaliaram positivamente a culinária dos destinos brasileiros. Os destinos que mais se destacaram foram São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo e Brasília.
Florianópolis, capital catarinense, com sua culinária à base de massas e frutos do mar; Paraty (RJ), onde a culinária reúne elementos da cozinha caiçara e uma fartura de peixes, e Belém (PA), onde predominam pratos ligados à cultura indígena, além de influências africana e portuguesa, possuem o título de Cidades Criativas para a Gastronomia, concedido pela Unesco.
OMT e a inovação no turismo gastronômico
Empreendedores com ideias inovadoras na área de gastronomia associada ao turismo terão a chance de conquistar visibilidade internacional e ainda aprimorar o seu negócio. Estão abertas até 5 de março de 2019 as inscrições no 1º Concurso de Startups de Turismo Gastronômico da Organização Mundial do Turismo (OMT), organizado em conjunto com o Centro Culinário Basco, da Espanha. As inscrições podem ser feitas por este link: www.gastronomytourismventures.
A ideia da seleção, aberta a empresas e pessoas físicas de todos os países, é destacar e reconhecer exemplos capazes de integrar as duas áreas, de forma a indicar novas possibilidades e inspirar a realização de viagens. Os concorrentes devem apresentar modelos de trabalho relacionados à sustentabilidade, ao respeito à cadeia produtiva local e à oferta de narrativas autênticas, além de agregar valor ao patrimônio cultural da região onde estão inseridos.
O ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, estimula a participação de brasileiros no processo. “A gastronomia é um dos quesitos que melhor ilustram a rica identidade do país e constitui um forte fator de atração de visitantes. A inclusão de projetos nacionais no prêmio reforça o nosso trabalho pela inovação em turismo, consolidando o mercado de Viagens como importante propulsor de desenvolvimento e da geração de emprego e renda”, enfatiza.
A competição vai permitir identificar projetos pioneiros na implementação de tecnologias emergentes e disruptivas, voltados à superação de desafios e problemas do setor. As propostas devem estar comprometidas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS), a exemplo da erradicação da pobreza e da redução de desigualdades, bem como a introdução ou adaptação de elementos digitais.
O secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, observa que o prêmio contribui para a melhoria da qualidade de vida de todos os povos. “Investimentos em inovação e turismo não são fins em si, mas são meios para promover melhores produtos turísticos, melhorar a governança do setor e aproveitar sua comprovada capacidade de promover a sustentabilidade, criar empregos e gerar oportunidades”, ressalta.
FINALISTAS - Os cinco finalistas serão conhecidos no dia 1º de abril do próximo ano. Já o anúncio do vencedor ocorrerá durante a quinta edição do Fórum Mundial de Turismo Gastronômico, que vai acontecer de 2 a 3 de maio na cidade de San Sebastián, na Espanha. O primeiro colocado na seleção poderá ostentar um selo internacional e participar de um programa de acompanhamento personalizado oferecido pelo Centro Culinário Basco (CCB). O CCB, instituição acadêmica pioneira no mundo e filiada à OMT, compreende a Faculdade de Ciências Gastronômicas da Universidade Mondragon e uma unidade de inovação e pesquisa. Possui um Conselho com 11 dos principais chefs do mundo e tem como objetivo o ensino superior, a pesquisa e a promoção da gastronomia como alavanca de desenvolvimento socioeconômico.
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Paraty tem calendário agitado de eventos o ano todo

A cada evento, os casarões históricos, as ruas fofinhas de pedras desreguladas (esqueça o salto alto), as eventuais poças d’água e os restaurantes diversificados ajudam a transformar Paraty para surpreender até quem já passou por lá. Circule as datas no calendário e aproveite.
O carnaval, que em 2019 será entre os dias 2 e 5 de março, já dá a primeira amostra. Entre os desfiles dos característicos bonecos gigantes de papel machê e as bandas que tocam marchinhas e outros hits, um grupo entoando “Uga, uga, rá, rá” chama atenção. É o Bloco da Lama. Os foliões se banham no mangue do Jabaquara para cobrir o corpo, adicionam adereços, como plantinhas, e performam pela cidade como os pré-históricos. Daí vem o hino do bloco.
O banho de lama vale pela farra, ou por acreditar que faz bem à pele
— É uma forma diferente, ecológica e barata de cair na folia — diz Ney Santos, um dos organizadores do movimento, que até já viu Nanda Costa farrear com eles.
Para quem é de reza, a festa do Divino Espírito Santo, em maio, e a de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira da cidade, em agosto, são tradicionais por mesclarem missas com programas culturais e quermesses. E onde tem espaço para o axé e para cantos religiosos tem também para o jazz, o soul e o blues. No fim de maio, ou início de junho, músicas que ajudam a viajar no tempo, com o improviso característico desses gêneros, compõem o Bourbon Festival. Em setembro, é a vez do Mimo, que também conta com shows gratuitos em palcos e artistas se apresentando pelas esquinas.
O pico mesmo é na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), que costuma receber mais de 25 mil pessoas por edição. Há sempre um autor brasileiro homenageado e um time de escritores, jornalistas e artistas discutindo teatro, cinema e literatura, em diferentes espaços da cidade. A de 2019 já tem data marcada: será entre os dias 10 e 14 de julho.
Para agosto não viraro mês do desgosto e ter movimento em época de baixa temporada, os alambiqueiros da cidade criaram, em 1982, o Festival da Pinga. Cachaça lá é tradição.
— Com a canequinha de porcelana, o pessoal passa de estande por estande. Tem quem não saia sem beber todas — brinca Angelo Calegario, do alambique Coqueiro.
E como saco vazio não para em pé, aproveite que Paraty é reconhecida pela Unesco como “cidade criativa para a gastronomia” e coma bem. Já dá para conhecer pratos típicos, como a farofa de feijão, este mês. Do dia 30 de outubro ao dia 4 de novembro, ocorre a Folia Gastronômica. São aulas de culinária gratuitas e restaurante com pratos a preços especiais.
Local:
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
sexta-feira, 8 de junho de 2018
PARATY - Flip 2018 anuncia a programação
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/K/m/y3XXXuTkauJduO6AOVfQ/fernanda-montenegro-foto-eurivaldo-bezerra.jpg)
Curadora diz que há 17 mulheres e 16 homens entre os 33 convidados; percentual de negros foi mantido. Festa Literária Internacional de Paraty homenageia Hilda Hilst e acontece de 25 a 29 de julho.
A organização da 16ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) anuncia na terça-feira (5), em São Paulo, a programação do evento, que acontece de 25 a 29 de julho. Dos 33 convidados, há 17 mulheres e 16 homens, destacou a curadora da Flip 2018, a jornalista Joselia Aguiar.
"E mantemos o mesmo percentual de autores e autoras negras", afirmou, citando a edição anterior, quando houve recorde de convidados negros (30%).
Destaques internacionais da programação:
O autor americano Colson Whitehead, ganhador National Book Award de Ficção de 2016 e do Prêmio Pulitzer de 2017 pelo livro "The underground railroad". Em 2002, ele recebeu a bolsa de gênio da Fundação MacArthur; Leïla Slimani, escritora franco-marroquina autora do premiado "Canção de ninar"; André Anciman, egípcio autor de "Me chame pelo seu nome", que inspirou o filme de mesmo nome ganhador do Oscar de melhor roteiro adaptado; a russa Liudmila Petruchévskaia, autora de "Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha" (Companhia das Letras), lançado no Brasil no ano passado; Alain Mabanckou, escritor franco-congolês chamado de "Samuel Beckett da África"; Isabela Figueiredo, escritora portuguesa autora de "A gorda".
Destaques brasileiros da programação:
A atriz Fernanda Montenegro, que vai participar da mesa de abertura ao lado da maestrina, compositora e pianista Jocy de Oliveira; Sérgio Sant'anna, considerado um dos principais autores do país; Geovani Martins, jovem autor brasileiro que escreveu o elogiado "O sol na cabeça" (Companhia das Letras), lançado neste ano. Ele vai debater com Cotton Whitehead; Djamila Ribeiro, autora do livro "O que é lugar de fala?" (, ela vai debater com a autora argentina Selva Pimental; o cantor e compositor Zeca Baleiro; a atriz Iara Jamra.
Já a segunda mesa da da programação vai ter participação da cineasta brasileira Gabriela Greeb e do diretor de som português Vasco Pimentel.
Marcado para a manhã da quinta-feira (26 de julho), o encontro mostrará gravações da própria Hilda Hilst feitas na Casa do Sol, no final da década de 1970. Gabriela Greeb assina o longa-metragem "Hilda Hilst pede contato", que acaba de ser concluído. De acordo com o material de divulgação, a obra mistura documentário, ficção e literatura.
Já Vasco Pimentel é diretor de som e trabalhou com os diretores Wim Wenders, Manoel de Oliveira, Raul Ruiz e Daniela Thomas (em "Vazante").
Veja, abaixo, a programação da Flip 2018
Quarta-feira (25 de julho)
20h – Mesa 1 (Sessão de abertura): Fernanda Montenegro e Jocy de Oliveira
Quinta-feira (26 de julho)
10h – Mesa 2 (Perfomance Sonora): Gabriela Greeb e Vasco Pimentel
12h – Mesa 3 (Barco com Asas): Júlia de Carvalho Hansen, Laura Erber e Maria Teresa Horta
15h30 – Mesa 4 (Encontro com livros notáveis): Christopher de Hamel
17h30 – Mesa 5 (Amada vida): Djamila Ribeiro e Selva Almada
20h – Mesa 6 (Animal Agonizante): Gustavo Pacheco e Sérgio Sant'anna
Sexta-feira (27 de julho)
10h – Mesa 7 (Poeta na torre de capim): Lígia Ferreira e Ricardo Domeneck
12h – Mesa 8 (Minha Casa): Fabio Pusteria e Igiaba Scego
15h30 – Mesa 9 (Memórias de porco-espinho): Alain Mabanckou
17h30 – Mesa 10 (Interdito): André Aciman e Leila Slimani
20h – Mesa 11 (A Santa e a Serpente): Eliane Robert Moraes e Iara Jamra
Sábado (28 de julho)
10h – Mesa 12 (Som e Fúria): Jocy de Oliveira e Vasco Pimentel
12h – Mesa 13 (O poder na alcova): Simon Sebag Montefiore
15h30 – Mesa 14 (Obscena, de tão lúcida): Juliano Garcia Pessanha
17h30 – Mesa 15 (Atravessar o sol): Colson Whitehead e Geovani Martins
20h – Mesa 16 (No par do incomum): Liudmila Petruchévskaia
Domingo (29 de julho)
10h – Mesa Zé Kleber de Malassombros: Franklin Carvalho e Thereza Maia
12h – Mesa 17 (Sessãode encerramento 'O escritor seus múltiplos'): Eder Chiodetto, Iara Jamra e Zeca Baleiro
15h30 – Mesa 18 (Livro de cabeceira): convidados leem trechos de livros marcantes
Fonte G1
segunda-feira, 21 de maio de 2018
Marginais atacam no Centro Histórico de Paraty

Uma das cidades do Rio de Janeiro conhecida internacionalmente pelo seu turismo e gastronomia voltou a ser alvo de bandidos que invadiram uma joalheria na noite de sábado (19/5). Tudo isso feito na presença de turistas que circulavam pelo lado de fora. Este é mais um ataque para destruir o turismo e a imagem do Rio, com a conivência da polícia que nada fez. Em relação à esse governo (municipal, estadual e federal) que aí está: sem comentários.
Bem armados e encapuzados, ladrões assaltaram uma joalheria na rua Domingos Gonçalves de Abreu, no Centro Histórico de Paraty, na Costa Verde do Rio, no início da noite de sábado. A ação dos bandidos foi filmada por câmeras de circuito interno do estabelecimento. Os ladrões chegaram em gol preto, renderam funcionários da loja e começaram a esvaziar prateleiras. Uma funcionária foi ameaça com uma arma e obrigada a abrir algumas vitrines. Um homem saiu carregando um suporte de joias. O assalto durou menos de dois minutos e uma funcionária do local foi agredida. Os bandidos fugiram tranquilamente sem serem molestados pela polícia.
As imagens também mostram que, durante o assalto, turistas passavam pela rua. O crime foi registrado na 167ª DP (Paraty). Veja o vídeo:

Delegacia Fica na entrada da cidade
De acordo com a Polícia Civil, os três homens levaram cerca de R$ 41 mil em mercadorias do estabelecimento comercial. A polícia está ouvindo funcionários da loja e vão analisar imagens de câmeras de segurança instaladas na região para tentar identificar os autores do crime.
Acabou?
Antes considerada uma cidade pacata, Paraty vem sofrendo com o crescimento dos índices de violência. Um dos crimes que vem aumentando é o roubo de rua (roubo a transeunte, roubo de aparelho celular e roubo em coletivo). Segundo dados do Instituto de Segurança Pública, (ISP), as Áreas Integrada de Segurança Pública (AISP) 09 e 33 (Mangaratiba, Angra dos Reis, Paraty e Rio Claro) tiveram o maior aumento de vítimas em abril, com 19 e 17 a mais.
Cidade entrou na rota do tráfico internacional
Famosa por abrigar a maior feira literária do país, por suas beleza naturais e pelas ruas com calçamento pé de moleque, Paraty, na Costa Verde, vem ganhando outra marca — a da violência. Em março, O municípo viveu uma madrugada de terror quando homens armados com fuzis explodiram duas agências bancárias e incendiaram dois veículos. Os bandidos foram presos uma semana depois.
Ano passado, uma operação da Polícia Federal revelou que o município entrou na rota do tráfico internacional de drogas. O esloveno Rataj Milan foi preso com 50,8 quilos de cocaína pura dentro de um veleiro. A droga, que estava escondida sob o assoalho da embarcação, seria levada para Cabo Verde, na África. Quando os policiais chegaram, Milan já estava em mar aberto, saindo com o veleiro, que é de fabricação alemã. Ele não estava armado. O estrangeiro foi autuado em flagrante por tráfico internacional de drogas.
Assassinatos inexplicáveis para uma cidade tão pequena
Levantamento feito pelo jornal O GLOBO revela que o número de casos cresceu 27% entre 2017 e 2016. De janeiro a novembro de 2017, foram registrados 108 roubos, contra 79 no mesmo período do ano retrasado. Já o número de assassinatos apresentou queda de 28 para 21 casos, mas ainda assim o município tem uma taxa de 56 homicídios por cem mil habitantes, a oitava maior do Estado do Rio. A população de Paraty é de cerca de 40 mil pessoas.
quarta-feira, 25 de abril de 2018
Um passeio pela rica gastronomia de Paraty e Angra dos Reis
Banana da Terra Paraty
De restaurantes sofisticados a tradicionais alambiques, os sabores da Costa Verde e também de suas ilhas.
Costa Verde, região que liga o litoral sul do Estado do Rio ao norte de São Paulo, flanqueada pelo verde da Mata Atlântica, de um lado, e os vários tons de suas muitas baías, de outro. É também um lugar de múltiplos sabores, como a cidade de Paraty, conhecida mundialmente. Onde a culinária francesa se encontra despretensiosamente com o sotaque mineiro. E onde a banana da terra vira iguaria sofisticada pelas mãos dos chefs locais; a cachaça dos alambiques pinga em cafés e arde em peixes flambados. Sem contar o camarão na moranga que ganha um tempero especial e pode ser saboreado à sombra de amendoeiras.
A vizinha Angra dos Reis, tem suas dezenas de ilhas e encantadoras paisagens. Se rivaliza com Paraty, de tantas Histórias, culturas, belezas e bons restaurantes.
Ao falarmos de Paraty é bom lembrar dos alambiques que produzem as famosas cachaças da região. O mais antigo em funcionamento foi fundado no século XIX. A diversificada gastronomia envolve uma cadeia que passa por produtores, cozinheiros, restaurantes, moradores e turistas. Não à toa, em 2017, Paraty recebeu o título de Cidade Criativa para a Gastronomia da Unesco, selo que valoriza e incentiva a cultura e a economia locais. "Aqui, o visitante sempre encontrará uma experiência culinária rica", diz a secretária de Cultura do município, Cristina Maseda.
Mas há muito mais a se descobrir na cidade. Criatividade não falta. Principalmente, quando o assunto é a boa mesa.
Paraty na mesa
No Pingado, é possível tomar café coado no caldo de cana (R$ 9,50) — sem açúcar ou adoçante, claro. O costume, comum nas roças da região, ganhou ares modernos na casa. O café com cana é preparado na mesa, em frente aos clientes, em um coador especial — sua estrutura de ferro foi criada por um ferreiro local, e o pano, confeccionado por uma costureira da cidade. Para acompanhar, doces feitos de marzipã, iguaria trazida na bagagem pelos portugueses, muito consumida pelos caiçaras.
E o tradicional café pingado ganhou uma versão, digamos, mais ousada: o leite dá lugar à cachaça local. Para completar, chantilly e geleia caseira de gengibre (R$ 12).
Já para as refeições principais, o preparo dos pratos é um espetáculo à parte no restaurante Casa do Fogo, onde a maioria das receitas é flambada com cachaças artesanais. O dono do restaurante é o chef Paulo César (conhecido como Caju), que começou a carreira como garçom. Nas mesas, enquanto exibe habilidade com o fogo, para deleite dos clientes, as luzes são apagadas, e as chamas dão um show à parte.
Boa pedida na casa é o filé de peixe com banana, legumes flambados e arroz com palmito (R$ 68). De entrada, vale pedir a lula flambada, com papaia e hortelã (R$ 38).
Um dos restaurantes mais tradicionais da cidade é o Banana da Terra, da chef Ana Bueno. Entusiasta da culinária saudável e sustentável, Ana é uma das criadoras de um projeto que revolucionou a merenda escolar do município: saíram dos cardápios das crianças os pratos industrializados (e sem graça), e no lugar entraram receitas tradicionais da cidade.
Além disso, Ana promove a Folia Gastronômica, festival anual que acontece em novembro nas ruas do centro, com o que a culinária local tem de melhor.
O Banana da Terra é reflexo da alma da cozinheira: moderno, mas fiel às origens de Paraty. Experimente o filé de peixe em crosta de pimenta limão e risoto de palmito pupunha (R$ 96). Outra pedida é o lombo de peixe selado, com manteiga de alho e ervas sobre banana assada e ninho de alho poró (R$ 94).
Estrada surreal
A dez minutos de carro do Centro Histórico, na Estrada Paraty-Cunha, não se assuste se por acaso se deparar com uma simpática senhora conversando com duas bruxinhas de pano, que até nome têm — Fúcsia e Salomé. Luciana Marinho é fã do universo fantástico. Em seu restaurante, batizado de Bistrô Alquimia dos Sabores, pratos ganham nomes como Merlin, Avalon, Rei Arthur e Harry Potter. O cardápio, escrito à mão e cheio de desenhos, encanta os clientes.
A chef parece ter mesmo uma varinha de condão, capaz de transformar receitas tradicionais em pratos requintados. Os doces da casa são divinos. Exemplos perfeitos são os bolinhos de paçoca de banana, bacon e geleia de pimenta-biquinho (R$ 35). A inspiração para a receita vem dos escravos.
"A banana é típica da região. Os escravos pegavam as frutas que sobravam e testavam com bacon, que era descartado pelos senhores de engenho. O doce tradicional é pastoso. Minha versão é mais rígida, com farinha para dar liga", explica Luciana, que fez pesquisa de campo em quilombos e junto a famílias antigas da região, em busca de pratos tradicionais.
O bistrô, pequeno e aconchegante, abre apenas à noite. Para garantir, o ideal é reservar. Atrás do restaurante, a chef abriu a Estalagem Solar Real, que tem somente um quarto, de frente para o rio.
França presente
A gastronomia de Paraty também é internacional. O Voilà Bistrot, que fica na Estrada Paraty-Cunha, próximo ao Alquimia dos Sabores, tem sotaque francês — e bem carregado. Natural de Paris, o chef Christophe Legond se mudou para Salvador em 1997. Há 11 anos vive na bela cidade da Costa Verde.
No pequeno e charmoso restaurante, decorado com quadros, revistas e um piano trazidos da Europa, a culinária é tipicamente francesa, feita com produtos regionais. Bom exemplo são os tomates tartin et glace à la moutarde (R$ 38), tipo de torta folhada de tomates com sorvete de mostarda Dijon.
Outra estrela do cardápio de Legond é o tournedor Dijon aux deux moutardes et l’aligot du chef: filé ao molho de duas mostardas francesas e purê de batata com queijo raclette (R$ 170).
Aulasd de culinária
Aprender a cozinhar e, ao mesmo tempo, conhecer um pouco mais sobre a História do Brasil, experimentando receitas deliciosas regadas a um bom vinho. Essa é a proposta da Academia de Cozinha & Outros Prazeres, que funciona na casa da mineira Yara Castro e do franco-americano Richard Roberts, em Paraty.
Yara é uma estudiosa dos alimentos. Em Boston (Estados Unidos), onde morou após conhecer o marido em uma livraria no Leme, apresentou seminários sobre a História do mundo por meio da alimentação. Depois, estrelou um programa de culinária na televisão.
As aulas na aconchegante casa do casal reúnem, no máximo, 12 pessoas e podem ser ministradas em quatro idiomas: português, inglês, francês ou espanhol.
São servidos sempre uma entrada, um prato principal e uma sobremesa. Para harmonizar, vinho, e, ao final, degustação de cachaça envelhecida.
Influência dos imigrantes
Cada encontro tem um tema definido, que passeia por regiões do país: Paraty, Rio São Francisco, Amazonas, Minas e a Revoada do Rei, que fala sobre a influência dos imigrantes.
No início, Richard ensina a preparar uma caipirinha divina, com todos os macetes sobre os cortes e a extração do suco, além do armazenamento. O franco-americano é um apaixonado por Paraty:
"Eu sinto o passado nas ruas dessa cidade, que sempre oferece uma descoberta. O mundo passa por aqui".
Bela vista do alto
A poucos quilômetros da entrada de Paraty, na Serra da Graúna. No alto da estrada de terra que dá acesso ao local, se esconde uma preciosidade: a pousada e restaurante Le Gite d’Indaiatiba, do casal Olivier e Valéria Decorta. Ele, francês. Ela, mineira. Não é preciso dizer que o encontro resultou em uma profusão de sabores.
As receitas da casa têm base francesa e pitadas regionais. Exemplo é o raviole caseiro feito com folhas de taioba, verdura muito usada para substituir a couve. O palmito de pupunha, um clássico de Paraty, também está presente, em pratos como o peixe au coeur de palmier (filé grelhado de robalo servido com palmito à la crème, R$ 175, para duas pessoas).
O restaurante fica dentro da pousada, mas a sensação que se tem é de estar na casa de amigos. Decorado com móveis antigos e livros, o lugar, intimista e aconchegante, faz jus ao nome (gîte, em francês, significa refúgio). O ideal é fazer reserva. Mas vá sem pressa. Além de saborear os pratos que saem da cozinha de Olivier e Valéria, vale dar um passeio pelo jardim, entre árvores frutíferas, palmeiras, orquídeas e bromélias.
Quem quiser pode tomar banho numa cachoeira do Rio Graúna, que passa dentro da propriedade. Ou fazer uma sauna seca aquecida à lenha.
" Quando cheguei aqui, no início da década de 1990, era preciso subir a estrada de burro. E não havia iluminação ", recorda Olivier.
Em 2018, o cenário mudou um pouco. O animado forró de antigamente, por exemplo, deu lugar a uma igreja evangélica. Mas o clima pacato perdura. O silêncio só é quebrado pelo barulho da chegada de clientes a bordo de helicópteros. Foi instalado um heliponto no alto da pousada, que já recebeu celebridades, como a modelo Naomi Campbell.
Ainda na estrada: massa caseira e folhas orgânicas
Outro restaurante que caprichou na escolha do lugar para se instalar é o Villa Verde, no bairro da Ponte Branca, quase ao lado da estrada Paraty-Cunha. Como o nome sugere, para chegar ao local é preciso atravessar uma pontezinha de madeira. A casa funciona em um quiosque de madeira, dentro de um sítio de 200 mil m², repleto de verde e com vista para as águas do Rio Perequê-Açu. Em muitos pontos, formam-se pequenos poços, onde é possível mergulhar.
O suíço Dario Rossera comprou a propriedade em 1987, mas o restaurante só foi inaugurado em 2001, de maneira improvisada, quando ele e sua mulher, Cristiane, resolveram abrir o espaço para receber amigos.
No cardápio do Villa Verde, as massas caseiras, receitas de Dario, são a especialidade. Boas pedidas são o delicioso talharim ao molho gamberi (camarões ao molho de tomate italiano e abobrinhas, a R$ 65) e o talharim pomodorini (tomate cereja italiano e mussarela de búfala, a R$ 55). Assim como em boa parte dos estabelecimentos de Paraty, no Villa Verde, as verduras e hortaliças são orgânicas e vêm da vizinha Cunha, em São Paulo.
Falando em culinária saudável
Impossível não lembrar da Fazenda Bananal, a antiga Murycana, reaberta no ano passado, após passar por um trabalho de restauração. O projeto reúne museu, culinária, agricultura, pecuária e observação de pássaros. Nas encostas são cultivadas frutas, verduras e hortaliças por meio do sistema agroflorestal, que evita a monocultura e mistura as espécies, contribuindo para a restauração da mata.
A produção abastece os restaurantes Bananal (que fica dentro da fazenda) e Quintal das Letras (o da Pousada Literária, localizada no centro de Paraty). Parte da colheita é destinada aos funcionários e a projetos beneficentes.
Cabras e vacas da fazenda comem milho plantado dentro propriedade. As galinhas, criadas sem hormônios, alimentam-se das hortaliças que não são consumidas no restaurante da fazenda. Os ovos e o queijo produzido com o leite das cabras e das vacas são utilizados nas receitas da casa.
A fazenda, do século XVII, que por muito tempo produziu aguardente, abriga um museu, em um de seus antigos casarões, contando a história de Paraty — dos ciclos do Açúcar, do Ouro e do Café até os dias atuais.
Na Bananal, também é oferecido um roteiro para a observação de pássaros. Além disso, os visitantes podem participar de um tour pela propriedade, que tem 180 hectares, pomares, hortas, muitas trilhas e 25 mil mudas plantadas.
De volta ao Centro
Não há muitas opções de bons restaurantes de frente para o mar na cidade. A maioria fica nas ruas do centro ou nos bairros internos. Saborosa exceção é o Gastromar, aberto recentemente na Marina Porto Imperial.
A casa serve entradinhas divinas, como a dupla de vieiras com purê de ervilhas trufado e raspa de limão siciliano (R$ 34). Para prato principal, experimente o peixe imperial, feito com filé de robalo grelhado, purê de batata trufado, espinafre orgânico, rabanete e amêndoas (R$ 94). Ou tente uma massa, como o orecchiette com molho de vinho branco, camarão, lula, polvo, limão siciliano e páprica defumada (R$ 86).
De barco
Outra boa opção de passeio, entre um prato e outro, é pegar um barco rumo à Ilha do Araújo. É bom passar uma tarde ali, ouvindo o barulho do mar. Fincada em uma das muitas ilhas de Paraty, a vila tem apenas mil moradores, formando uma típica comunidade caiçara. Ali, o tempo passa devagar e os vizinhos se dizem “bom dia”.
Na entrada, fica a Igreja de São Pedro e São Paulo. Vale uma parada ali para relaxar e observar os nativos em seu dia a dia.
No início de junho, acontece o Festival do Camarão, logo após o fim do defeso da espécie. Para celebrar, são servidas diversas receitas preparadas com o crustáceo. A ilha chega a receber até três mil pessoas na data. O dinheiro arrecadado é usado na Festa de São Pedro, o padroeiro dos pescadores, quando uma procissão marítima leva a imagem do santo de Paraty até a Ilha do Araújo. O evento é realizado no domingo mais próximo a 29 de junho, dia dedicado ao santo.
Chegar à ilha é fácil, mas é preciso pagar pelo transporte de barco. Saindo do Cais de Turismo, no Centro, leva-se menos de meia hora. A parada na vila pode fazer parte de um roteiro por outras praias e ilhas, onde só se chega de barco. Mas há pousadas, para quem quiser ficar mais tempo. E os moradores costumam alugar suas casas a turistas.
A massa é de cachaça
Um ponto tradicional da ilha, com mais de 40 anos, é o bar e pousada Tubarão Drink’s, do nativo Francinaldo Soares. O restaurante é ideal para tomar uma cerveja, sentindo a brisa do mar. Combine isso com um generoso pastel de camarão (R$ 11), que leva uma dose de cachaça na massa, e uma deliciosa casquinha de siri (R$ 18). Nem precisa dizer que os ingredientes são todos frescos e tudo é feito na hora.
Ela é usada em receitas flambadas, substitui a água para fazer café, vai misturada à massa do pastel e, desde sempre, é servida em caipirinhas e drinques. A cachaça é rainha absoluta em Paraty. Não é de se espantar. A bebida é produzida há séculos na região. Mais especificamente desde 1600, quando a cana-de-açúcar era o principal produto da colônia.
"A produção do açúcar, no entanto, não deu muito certo por aqui. A cana não era doce suficiente, talvez pelo tempo ser muito chuvoso ", diz Eduardo Mello, responsável pela Coqueiro, produzida desde 1803. Entre as marcas que continuam sendo comercializadas, é a mais antiga cachaça de Paraty.
Sem produzir açúcar, os fazendeiros da região optaram pela famosa pinga. No passado, chegaram a existir mais de 150 alambiques na região. Hoje, são menos de dez.
Na Coqueiro, a tradição é de família. A fazenda dos Mello, batizada de São João, consome mais de 150 toneladas de cana por ano, para produzir cerca de 60 mil litros de cachaça. Números que parecem altos, mas a fabricação é toda artesanal. Para fazer a bebida, é utilizada apenas a parte mais nobre do líquido que é extraído da cana, chamada de coração.
Até ficar pronta para consumo, a bebida permanece armazenada em barris de madeira de amendoim ou de carvalho. Alguns têm capacidade para 20 mil litros. No entanto, só é considerada envelhecida a cachaça produzida em barris de até 700 litros. A versão prata descansa por até um ano. A ouro, uma das mais saborosas, é curtida em barril por três anos, quando atinge a plenitude de seu sabor e aroma. Ela é perfeita para degustação. Inclusive já ganhou prêmios em competições internacionais.
Além de cachaça, também são produzidos ali licores, a partir da infusão de frutas e outros ingredientes na bebida. A Gabriela, por exemplo, leva cravo e canela. Mas também podem ser usados abacaxi, coco, banana. Ao todo, a Coqueiro fabrica mais de dez rótulos.
Outros produtores de pinga de Paraty são a Pedra Branca, Paratiana, Engenho D’Ouro, Maria Izabel e Corisco. A tradição dos alambiques quase desapareceu. A situação mudou com a criação da Associação dos Produtores e Amigos da Cachaça de Paraty (Apacap), entidade que incentiva a produção da bebida. Hoje em dia, há muitos passeios que levam os turistas para os alambiques. De 16 a 19 de agosto, a cidade realiza o Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty.
Passeios
"Os visitantes podem ver como é a fabricação das cachaças e conhecer as fazendas. Existe um nicho muito forte de turismo rural em Paraty", diz Mello.
O alambique da Maria Izabel, por exemplo, rende um ótimo passeio. Localizada na Rio-Santos, a uns sete quilômetros em direção ao Rio, a construção está metida no meio da mata, de frente para a Baía de Paraty. A decoração também vale a visita.
Drinques de frente para o mar, cultura e novidades em Angra dos Reis
Os barquinhos de pesca espalhados pelo ambiente do aprazível Canto das Canoas, na Ilha da Gipóia, não são mera decoração. Representam a história do local. No passado, a casa funcionou como uma fábrica de sardinha, atividade que foi muito comum na Costa Verde. Ali, aportavam canoas de comerciantes e caiçaras. Há 25 anos, os irmãos Andrade resolveram transformar o lugar em um restaurante.
"Meu pai era o responsável pela fábrica. Com o tempo, a produção de sardinha foi entrando em decadência e tivemos a ideia de montar o Canto das Canoas", explica Rosana Andrade, que administra o restaurante.
Para chegar à Ilha da Gipóia, é preciso pegar um barco no Cais de Santa Luzia, no centro de Angra dos Reis. Diversas operadoras, espalhadas ao longo da rua em frente ao píer, fazem o trajeto. Quem não quiser ir e voltar no mesmo dia encontra opções de estada na ilha, que tem trilhas e praias selvagens. Uma das mais bonitas é a Jurubaíba.
Chegando em escunas
O Canto das Canoas fica na Praia do Vitorino, em um cenário arrebatador: de frente para o mar e cercado pelo verde da mata. As mesinhas são cobertas por toalhas coloridas, e os aromas que saem da cozinha impregnam todo o ambiente.
O cliente pode desfrutar de um drinque nas espreguiçadeiras que ficam na areia. E depois, saborear, à sombra de uma amendoeira, um camarão na moranga (R$ 223), que serve quatro pessoas, ou uma posta de peixe, na folha de bananeira, com farofa de camarão (R$ 213).
Um restaurante inaugurado em meados do ano passado, na Praia do Machado, atrai turistas, que chegam em escunas. É o Relicário, que fica logo na entrada de Angra, perto da Marina Verolme. Também é possível chegar ali de carro. E vale a pena. Na casa, que funciona em um deque de madeira sobre o mar, os pratos, petiscos e drinques são deliciosos e criativos.
Antes de montar seu restaurante, Michel Ribeiro havia criado um delivery e um food truck especializado em sabores do mar. O sucesso foi tanto que ele acabou abrindo a nova casa.
CaIpirinha com picolé
Michel trabalha na área de turismo e sabe receber como ninguém. A cozinha é aberta, e o cardápio variado e inventivo. Uma das estrelas é o caipicolé, mistura de caipirinha com picolé, sendo que um dos mais pedidos é o de morango com maracujá (R$ 25).
Entre as porções servidas no restaurante, uma das preferidas dos clientes é a de quibe de peixe (R$ 25). Vale experimentar também o camarão crocante empanado na farinha panko (R$ 120) ou o camarão à paulista ao alho e óleo (R$ 106).
Outra novidade na região é a chegada do Hotel Fasano, em dezembro de 2017, ao complexo do Frade. Além de spa, o hotel abriga dois restaurantes. Um deles é o Crudo, ao lado da píscina, aberto para o jantar. O menu, a cargo do chef Pedro Franco, lista vieiras, camarões, lagostins e peixes variados.
Angra também brinda os visitantes com atrações culturais e históricas, como o Museu de Arte Sacra, na Igreja de Nossa Senhora da Lapa e Boa Morte. Com acervo de duas mil peças, tem 25 anos e é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Costa Verde - COMO CHEGAR
Carro. Do Rio até Angra dos Reis, pela Rio-Santos (BR-101), são cerca de 150km. Até Paraty, 243km.
Ônibus. Pela Costa Verde (costaverdetransportes.com.br)
ONDE COMER
PARATY
Academia de Cozinha & Outros Prazeres. Rua Dona Geralda 288. Valor das aulas sob consulta. Tel. (24) 3371-6025.
Alquimia dos Sabores. Estrada Paraty-Cunha Km 5, casa 5.alquimiadossabores2.
Banana da Terra. Rua Dr. Samuel Costa 198. facebook.com/
Café Pingado. R. Dr. Samuel Costa 11. cafepingado.com
Casa do Fogo. Rua Com. José Luiz 404. casadofogo.com.br
Gastromar. Marina Porto Imperial, BR 101, km 578,5. gastromarparaty.com
Le Gite D’ Indaiatiba. Rodovia Rio-Santos km 562, Graúna.Tel. (24) 99999-9923
Tubarão Drink’s. Praia de Dentro, Ilha do Araújo. facebook.com/Restaurante-E-
Villa Verde. Estr. Paraty-Cunha Km 7, Ponte Branca. villaverdeparaty.com.br
Voilà Bistrot. Estrada Paraty-Cunha Km 4. pousadacaminhodoouro.com.br/
ANGRA DOS REIS
Canto das Canoas. Praia do Vitorino, Ilha da Gipoia. cantodascanoas.com.br
Relicário. R. Nelson Bastos s/nº, Praia do Machado.facebook.com/
ONDE FICAR
PARATY
Le Gite D’Indaiatiba. Diárias a partir de R$ 200. Rod. Rio-Santos Km 562, Graúna. legitedindaiatiba.com.br
Estalagem Solar Real. Estrada Paraty-Cunha km 5, casa 5, Ponte Branca. Tel. (24) 3371-2077. Diárias a partir de R$ 250.
Pousada Literária. Diárias a partir de R$ 1.170. Rua do Comércio 362. pousadaliteraria.com.br/pt-br
Pousada Tubarão. A partir de R$ 220. Ilha do Araújo. Tel. (24) 99818- 9476.
ANGRA DOS REIS
Angra Beach. Diárias a partir de R$ 300. Rua José Watanabe 111. angrabeach.com
EcoHostel Costa Verde. Entre R$ 70 (quarto coletivo) e R$ 180 (quarto de casal). Rua Theophilo Massad 440. Tel. (24)99875-2728.
Hotel Fasano. Diárias a partir de 1.364,50. Rodovia Gov. Mario Covas Km512, Praia do Frade. fasano.com.br/hoteis/fasano-
PASSEIOS
PARATY
Fazenda Bananal. Visita à agrofloresta, R$ 50 (1h); passeio completo de carro (2h), R$ 100; observação de pássaros, R$ 50. Estrada da Pedra Branca. http://www.fazendabananal.com.
Alambique Coqueiro. Visita gratuita, com degustação de cachaça. BR-101, Km 582.cachacacoqueiro.com.br
Cachaça Maria Izabel. A 8 kms do Centro de Paraty. No Corumbê. mariaizabel.com.br
Ilha do Araújo. Barqueiro Lauro: R$ 35 (por pessoa, ida e volta). Saídas: Praia Grande ou cais de Paraty. Passeio de 6 horas por ilhas e praias: R$ 600 (até 10 pessoas). Tel. (24) 99227-3765.
ANGRA DOS REIS
Ilha da Gipoia. Doce Angra: ida e volta a R$ 110, por pessoa. doceangraturismo.com
Marcadores:
#AngradosReis,
#dicas,
#gastronomia,
#Paraty,
#qsacada,
#restaurantes,
#RJ
Local:
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Fazenda para chamar de sua em Paraty
Município conhecido no mundo inteiro por suas praias, gastronomia e principalmente por conta da Flip, apresenta um novo local para o turismo na Costa Verde fluminense. A propriedade, situada a 7 km do centro da cidade, após ser restaurada e reflorestada, oferece observação de pássaros e restaurante.
O restaurante da fazenda Bananal, comandado pelo chef belga Bertrand Materne, fica abaixo de uma colina, com a aparência rústica, de madeira. Ao redor, um amplo espaço de grama, que chega até uma floresta que cerca a área. Ela é uma das mais antigas fazendas de Paraty (RJ), do fim do século 17, que acaba de ser reaberta ao público. Rebatizada de Fazenda Bananal, a antiga Murycana mudou de mãos, passou por restauro e foi transformada num complexo de ecoagroturismo.
A propriedade de 180 hectares (maior que o Ibirapuera, em São Paulo, que tem 158 hectares) está localizada entre o Parque Nacional da Serra da Bocaina, a Estação Ecológica de Tamoios e a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu. Comprada pelo casal Jane Assis e Roberto Pinheiro em 2014, fica a sete quilômetros do centro de Paraty.

Ao longo de quase três anos, a casa grande foi recuperada sob supervisão do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Para que parte das vigas de madeira fosse trocada, as paredes de taipa de pilão foram envolvidas por cintas de aço e elevadas por macacos hidráulicos. O casal, que tem como sócio o empresário José Roberto Marinho, do Grupo Globo, não divulga o valor investido na obra.
O imóvel, no qual estão a cozinha original (com fogão a lenha) e uma roda d'água, é hoje um museu.
"A exposição permanente conta a história do Brasil Colônia, da agricultura no país e na própria fazenda, que funcionou como entreposto de ouro, produziu café, cachaça, açúcar e farinha de mandioca", diz Pinheiro.
O ingresso custa R$ 20 (R$ 10, a meia-entrada) e dá direito a visitar o casarão e a circular pelos jardins, replantados com espécies nativas da mata atlântica.
Direto curtindo a natureza
Quem quiser conhecer a fazenda mais a fundo pode optar por um passeio guiado. O mais básico custa R$ 50 por pessoa (meia-entrada a R$ 25) e dura cerca de uma hora.
A pé, os visitantes conhecem uma construção sustentável, passam pelo galinheiro e pelos currais de bovinos e caprinos, veem como funciona o sistema agroflorestal (no qual plantas alimentícias crescem ao lado de árvores nativas), circulam por uma horta e terminam na queijaria da fazenda, onde o leite ordenhado lá mesmo vira queijo, manteiga e iogurte. A experiência pode ser adaptada a escolas --para as públicas, a visita é gratuita.
O passeio mais completo, a R$ 100 por pessoa, também dura uma hora e é conduzido por agrônomos. Como a distância percorrida é mais longo, o trajeto é feito em carrinho elétrico e termina com um giro pelas áreas maiores de agrofloresta, onde já foram replantadas 21 mil espécies.
"Temos frutas da mata atlântica que são raras de encontrar, como grumixama, cambucá e cabeludinha", afirma o gestor operacional da fazenda, Tom Vidal.
Praticantes de observação de pássaros podem escolher entre duas atividades, ambas acompanhadas pelo ornitólogo Luciano Lima. O valor da experiência parte de R$ 273 por pessoa, e o agendamento do passeio é obrigatório.
No tour Passarinhada, com duas horas de duração, os visitantes admiram, com binóculos, mais de 50 espécies.
Já aficionados pelo assunto podem participar da sessão de anilhamento (marcação das aves para pesquisa). A experiência acontece na laje dos pássaros e inclui café da manhã no platô, que fica a 50 metros de altura. "Paraty reúne metade das espécies de aves da mata atlântica. São 478 ao todo", diz Lima.
À mesa
O restaurante da fazenda também vale uma parada. O cardápio assinado pelo chef belga Bertrand Materne, 46, segue o conceito "farm to table", no qual os ingredientes dos pratos são produzidos lá mesmo. "Os menus são sazonais, adaptados aos produtos de cada safra", diz.
Receitas como a salada da horta, com molhos de mostarda com laranja, iogurte com hortelã e ervas frescas (R$ 29), e a omelete verde de queijo com tomate e coalhada (R$ 48) podem ser acompanhadas de suco de abiu roxo.
O viés educacional também está presente por ali. A fazenda assinou convênio com o Museu do Amanhã, no Rio, para que parte da formação dos aprendizes do restaurante-escola Fazenda Culinária ocorra na propriedade. "Aqui eles aprendem como funciona uma cozinha sustentável", diz Jane Assis.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Pousada em Paraty, no Rio, escolhida como uma das melhores do mundo
Outra boa notícia: viajantes escolheram pousada em Minas como a melhor do mundo. Satisfação do cliente, qualidade e serviços oferecidos, além da opinião dos turistas, são alguns dos critérios avaliados para a escolha do Travelers’ Choice 2018 do TripAdvisor.
Vista da pousada Maris
A Pousada Casa Campestre, em Gonçalves (MG), e a Pousada Maris Paraty (RJ) foram premiadas com o selo "Travellers' Choice 2018" do TripAdvisor como primeira e terceira colocadas, respectivamente. A lista das melhores pousadas do mundo foi divulgada pelo site de viagens no final de janeiro. Com apenas três chalés e disponível somente para casais, a Casa Campestre, localizada em um bosque de araucárias a 1.500 metros de altitude na Serra da Mantiqueira, tem a preferência de casais em lua de mel e enamorados. O luxo despretensioso e a proposta romântica são a marca da pousada brasileira número um e considerada a melhor do mundo.
No ambiente moderno e cercado de natureza, com muito charme, conforto e exclusividade, o atendimento é realizado pelos proprietários, Jefferson Renó e Alessandra Vinhas, que fizeram da pousada um projeto de vida. O casal busca sempre proporcionar aos hóspedes uma experiência única, exclusiva e inesquecível com romantismo e elegância nos detalhes em meio ao aconchego da lareira na montanha. A hospedagem fica a 9 km da pacata, charmosa e paradisíaca Gonçalves, que oferece atividades de natureza, aventura e turismo rural como banho de cachoeira, trekking, rapel, passeios em veículos 4x4 e a cavalo pelos picos e montanhas, além de turismo de experiência com visitas à alambiques, ao casario rural centenário e aos produtores orgânicos que oferecem comida da roça.
O Festival de Gastronomia e Cultura da Roça de Gonçalves, realizado entre outubro e novembro, valoriza tradições e hábitos rurais, como a culinária tipicamente mineira. A cidade ainda conserva manifestações culturais como as festas religiosas, desfiles de carros de boi e apresentações de congadas e moda de viola. Dispense o carro e aproveite para subir e descer ladeiras descobrindo lojas de artesanato, cafés, bistrôs, ateliês e restaurantes. Tudo isso fica pertinho de destinos turísticos badalados da Serra da Mantiqueira ente Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo como Monte Verde (26 km) e Campos do Jordão (25 km).
A proposta romântica voltada para casais com uma mescla de luxo despretensioso também é a marca da pousada brasileira colocada no terceiro lugar da lista entre as melhores do mundo. A guesthouse Maris Paraty, na histórica e preservada Paraty (RJ) também conta com apenas três acomodações. Os hóspedes desfrutam de um ambiente privativo de paz e relaxamento, ideal para momentos românticos e de descanso com privacidade e conforto. O café é servido na varanda e o local fica cercado de jardins com flores tropicais, orquídeas e bromélias. O serviço personalizado e profissional fica por conta do casal brasileiro-belga Mari e Pieter.
A pousada fica a 10 minutos de caminhada do Centro Histórico de Paraty com suas ruas de pedras, casario colonial colorido e prédios históricos. A cidade oferece um calendário cultural e de eventos para atrair turistas o ano inteiro. São festas religiosas, eventos esportivos e culturais, como a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), de 25 a 28 de julho, além de festivais de arte, cinema, música e gastronômicos, entre eles o Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty, de 10 a 19 de agosto. A cidade colonial fica no roteiro da Costa Verde, ligada pela cenográfica rodovia Rio-Santos (BR-101) e que tem a Ilha Grande, uma das 300 ilhas da baía de Angra dos Reis, como um dos principais destinos de natureza e aventura do estado do Rio de Janeiro.
Local:
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Assinar:
Postagens (Atom)




