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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Região dos Lagos puxa tráfego aéreo no interior do Rio

A Azul Linhas Aéreas intensifica os vôos diretos entre Cabo Frio, na Costa do Sol fluminense, e Buenos Aires, na Argentina. Outro aeroporto, o de Resende, começa a ser preparado para incrementar o turismo direto na Região Sul do estado.
             
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O Aeroporto Internacional de Cabo Frio é o segundo maior do Estado do Rio, atrás apenas do Galeão, na capital. A unidade de Cabo Frio opera com voos domésticos e como centro logístico. O aeroporto está localizado na Estrada Velha do Arraial do Cabo, na Praia do Sudoeste.  Aeroporto de Resende recebe R$ 7 milhões para modernização e Cabo Frio comemora chegada do primeiro voo direto regular da Argentina.

O aumento progressivo do fluxo turístico para o interior está trazendo novidades para os aeroportos dos municípios fluminenses. O Aeroporto de Resende, um dos mais antigos do Brasil, vai receber investimentos da ordem de R$ 7 milhões, destinados a obras de modernização para que ele volte a operar com linhas aéreas regulares, atendendo toda a região Sul Fluminense. Já Cabo Frio, cidade localizada na região turística da Costa do Sol, comemora a chegada do primeiro voo direto regular oriundo da Argentina.

Nilo Sergio Felix, secretário de estado de Turismo do Rio de Janeiro, afirma que as conquistas de agora comprovam o potencial turístico do interior do Estado.

- Temos consciência da crescente procura pelos destinos do interior. Voos regulares em cidades pontuais das regiões turísticas e melhorias nos aeroportos são de extrema importância para aumentar o fluxo de turistas para essas regiões. Muitos visitantes procuram a comodidade e a rapidez de um avião ao invés de uma viagem pela estrada, que pode ser cansativa e demorada.

Aprovados pela Secretaria de Aviação Civil, os recursos para o Aeroporto de Resende, fazem parte do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos, e foram conquistados em quatro meses pela administração municipal, em parceria com o Governo do Estado. De acordo com a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo de Resende, entre as melhorias físicas que serão feitas no local estão o asfaltamento da pista que apresenta trincas em vários pontos, recuperação das cercas e alambrados, instalação de balizamento noturno e adequação do aeroporto para que ele possa operar voos por instrumentos.

Em Cabo Frio, cento e onze passageiros desembarcaram no Aeroporto Internacional da cidade no sábado, 16/12. Este foi o voo inaugural da temporada que vai até o dia 3 de março de 2018. Durante três meses, 24 voos diretos, operados pela empresa Azul Linhas Aéreas, vão fazer a conexão Cabo Frio/Buenos Aires e vice-versa.

 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Transatlânticos ignoram costa brasileira


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Ministérios do Turismo e Transportes defendem aumento de cruzeiros no Brasil. Os ministros das duas pastas, Marx Beltrão e Maurício Quintella, traçaram estratégia para melhorar as condições do setor no país. Números de navios despencaram e o de turistas pior ainda. Governo federal quer reagir.

Desde a temporada 2010/2011, o Brasil vem registrando sucessivas quedas na movimentação turística pelos cruzeiros marítimos. De lá para cá, o número de navios despencou de 20 para 7, seguido da redução drástica no número de cruzeiristas que já chegou à marca de 800 mil turistas, mas nesta temporada atingirá, no máximo, 380 mil.

Para reverter este quadro, os ministros do Turismo, Marx Beltrão, e dos Transportes, Maurício Quintella, se reuniram na quarta-feira (12/4) com representantes dos cruzeiros marítimos. O objetivo é traçar estratégias para melhorar a competitividade do setor no Brasil.

A ideia é atacar os gargalos que dificultam a operação dos navios na costa brasileira. “Este é um setor bastante dinâmico. Se não damos condições para os cruzeiros operarem, eles simplesmente vão para outros países. Com isso, perdemos turistas e a economia fica enfraquecida”, afirmou o ministro Marx Beltrão.

“Temos total interesse e vamos trabalhar juntos para melhorar as condições de operação dos cruzeiros no nosso país”, disse Quintella. O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, segundo ele, tem trabalhado na melhoria da infraestrutura portuária do Brasil por meio de concessões e investimentos diretos.

De acordo com a Clia Abremar, entidade que representa o setor, cada navio gera, em média, 3 mil empregos. Com a queda de 20 para 7 embarcações, de acordo com a entidade, 39 mil empregos migraram do litoral brasileiro para outros destinos no mundo. “Quando vamos conversar com os responsáveis pelos mais de 475 navios que representamos para atraí-los para o Brasil, eles questionam se já melhoramos a infraestrutura e as condições de operação. Por isso, é importante trabalharmos juntos para resolver esses problemas”, comentou Marco Ferraz, presidente da entidade.

                  

Marx Beltrão, Maurício Quintella e Marco Ferraz devem voltar a se reunir para aprofundar as discussões sobre as demandas do setor.