segunda-feira, 9 de março de 2015

Consumo da tapioca em alta anima produtores rurais


No Rio, ela não chega a ser novidade, depois de ganhar o gosto do carioca que passou a frequentar a antiga "Feira Nordestina", em São Cristóvão, bairro da Zona Norte. E hoje, em alguns bairros, nas feiras ou em cada esquina, existe alguém vendendo a variação dessa gostosura que alimenta e não engorda. No Centro da cidade, por exemplo, ainda é possível ver ambulantes vendendo tapioca com todo tipo de recheio que você conhece. Na feira livre você pode comprar o pacote por R$ 5, o mesmo preço do supermercado.  Mas, o produto também está ganhando o gosto do paulistano e animando os produtores do Norte e Nordeste do país. O consumo está aumentando, como aponta essa matéria do Globo Rural.

A tapioca, uma delícia típica da região norte e nordeste, também está conquistando o paladar de quem vive no Sul e Sudeste do país e dando novo impulso à produção no campo. Fécula de mandioca, goma, polvilho, tapioca... Esses são alguns dos muitos nomes dados pra o pozinho precioso, que hidratado e peneirado, ganha forma na chapa quente.

Vai bem com doce, salgado, e pode levar o recheio que o consumidor quiser.  Em São Paulo, já existem casas especializadas no preparo da iguaria, que até pouco tempo atrás só frequentava cardápios do Norte e Nordeste.

“Mês a mês a gente vem notando um crescimento de vendas e um crescimento de consumo da tapioca. Caiu no gosto do paulistano definitivamente”, diz Antonio Raymundo, dono de uma tapiocaria.

Nos supermercados é possível encontrar a goma da mandioca hidratada, pronta para ir pra frigideira. Tanta praticidade fez muita gente trocar o pãozinho pela tapioca no café da manhã.

Esse aumento no consumo já mexeu com os negócios no campo. Na lavoura de mandioca do agricultor José Domingos, no município de Campo do Brito, agreste de Sergipe, a colheita é feita uma vez por semana.

Em plena entressafra, o agricultor está aumentando a produção. Em um hectare de área plantada, ele consegue colher uma tonelada de mandioca por mês, 30% a mais que em 2012.

Foi o clima que deu aos produtores de mandioca de Sergipe, condições para colher o ano inteiro, inclusive na entressafra, que vai de dezembro a março. Nos últimos dois anos choveu com mais regularidade e com intensidade moderada, o que é bom para o desenvolvimento da planta. Além disso, a procura pela raiz também aumentou. “O comércio aumentou muito e aí ficou bom para vender” afirma José dos Santos.

Até pouco tempo, toda a produção que vinha do campo era destinada diretamente à fabricação da farinha. Agora, isso está começando a mudar. A mandioca passa por outro beneficiamento para extrair uma goma, conhecida também como tapioca.

O processo começa com a raiz descascada, depois a mandioca é triturada e vira uma massa. Ela é misturada com água, peneirada e em seguida descansa por cerca de quatro horas.

O produtor José Martins recebe por semana dez toneladas de mandioca. Até pouco tempo ele só fazia farinha e agora resolveu diversificar e hoje faz também a tapioca. “Depois que começamos a fazer a tapioca, a renda melhorou”, diz José Martins, dono da casa de farinha.

No município de Campo de Brito existem 350 casas de farinha e todas fabricam a tapioca. Em uma cooperativa de produtores de tapioca foram contratadas cinco funcionárias para dar conta dos pedidos. Elas entregam a tapioca embalada a vácuo. É tanto serviço que é preciso fazer hora extra.

Nos últimos dois anos, a produção de tapioca em Campo do Brito aumentou de 18 para 30 toneladas ao mês. “Com uma tonelada de mandioca eu consigo fazer de 250 a 260 quilos de farinha e 35 a 40 quilos de tapioca, então eu ganho fazendo os dois produtos ao mesmo tempo”, explica Paulo Conceição, diretor comercial da cooperativa.


Já pensou em usar uma mala de pedra?




Famoso por criar 'malas' de pedra, o mineiro Luiz Philippe inaugura exposição no Rio, sugere a coluna de Bruno Astuto, em Época dessa semana.

Conhecido por suas "malas de pedra", obras que fazem muito sucesso, o artista plástico

mineiro Luiz Philippe inaugura, na próxima terça-feira (9), a exposição Malas Prontas. Desta vez, utilizando azulejos antigos. "Uso cores, padrões e fragmentos que habitam a nossa memória afetiva. Nesta 'viagem', as malas carregam um pouco de cada um. A casa, pelo avesso, são paredes portáteis", "viaja" o artista, que tem como objetivo transmitir lembranças e o peso da existência com seu trabalho.

Para esta série, Luiz percorreu cemitérios de azulejos para compor os trabalhos, e faz também uma alusão a bolsas de grife, entre as 18 peças inéditas que apresenta.  “A relação com a moda é uma decorrência natural. Malas e bolsas somadas às cores dos azulejos e pastilhas fatalmente resultam em um objeto sedutor, que vai se confundir, mesmo que simbolicamente, com o objeto de desejo na moda. A moda sempre foi muito presente na minha vida. Nos anos 80 e 90 eu fiz muitos trabalhos para algumas grifes, como ilustrador e designer gráfico”, completa. A exposição ficará em cartaz na galeria carioca Marcia Barrozo do Amaral até o dia 10 de abril.

Bariloche terá hotéis com tarifa até 55% reduzida para brasileiros

A notícia saiu na Época desta semana. Preparamos até um roteiro para facilitar sua vida nas férias de inverno.
 


Com o dólar ultrapassando os R$ 3 no Brasil, cinco hotéis da cidade argentina decidiram reduzir suas tarifas em até 55% na expectativa de atrair mais turistas brasileiros para a temporada 2015. O preço foi negociado por uma parceria com a Agaxtur. “O acordo deve reduzir em até 25% o valor do pacote final”, diz Aldo Leone, presidente da Agaxtur. Para Leone, a alta do dólar pressiona fornecedores de serviços turísticos a baixarem seus preços para não perderem oportunidades de negócio. Bariloche estava em baixa entre os turistas brasileiros desde 2011, quando o vulcão chileno Puyehue entrou em erupção e inviabilizou o trajeto até lá durante semanas. Agora, a Agaxtur capitaneia a iniciativa de relançar o destino portenho no Brasil. Além da parceria com hotéis, a agência oferecerá pacotes temáticos da Turma da Mônica, com o objetivo de impulsionar o turismo familiar para Bariloche.

Veja mais:

Os hotéis de Bariloche ficam, basicamente, em duas áreas: no centro e ao longo da Av. Bustillo, que margeia o Lago Nahuel Huapi. Ficar no centro é ideal para quem deseja estar perto do comércio e quer ir a vários lugares caminhando, além de ter fácil acesso aos transportes. Os hotéis ao longo do lago normalmente oferecem uma bela vista, são mais reservados - legais para quem quer tranquilidade ou para quem prefere uma estrutura mais moderna, que, vez ou outra, os edifícios mais antigos do centro não oferecem.

É preciso pensar que a localização do hotel influenciará diretamente na maneira de se locomover. Estar ao longo do lago e longe do centro fará de você refém de transportes como táxis, remis ou mesmo um carro alugado (que, em nossa opinião, é o ideal para quem se hospeda longe do burburinho). Quem fica no centro tem todo serviço por perto e pode ir aos restaurantes caminhando.

Se a ideia é ficar em um hotel simples, na área central da cidade, o Quillen é uma boa opção. Para poder curtir a próximidade com o centro com uma boa estrutura e se deleitando com o visual para o lago, o Hotel Cacique Inacayal é uma boa pedida. Ao longo do lago, o Llao Llao faz sucesso, porém, como seus preços não são tão amigos, o Lirolay pode ser mais em conta.

Outro ponto que merece atenção é em relação ao público que o hotel recebe. Grupos e mais grupos de estudantes argentinos desembarcam em Bariloche para curtir as férias ou comemorar o fim de uma etapa cursada em sua carreira estudantil. Normalmente, os hotéis voltados para estudantes recebem apenas estudantes e não aceitam pessoas de fora - mas você pode acabar fazendo reserva em um hotel com grupos como esse. Portanto, analise o perfil do hotel antes de fazer a reserva e confirme se ele não aceita estudantes. Pode parecer até um pouco exagerado esse tipo de conselho, porém é fato que, quando em grupo, os estudantes gritam bastante e desequilibram o sossego. Acredite: uma estada em um hotel com cem estudantes pode tirar seu sono.

A seguir você confere as 25 melhores opções de hospedagem para Bariloche.

 Ventanas Al Lago
 
    Boasting lake views from all the rooms, Ventanas al Lago has a fully furnished house in Bariloche, 4 km from the downtown area. Wi-Fi is free. The accommodation will provide you with a flat-screen TV.
    Menor tarifa: US$ 165
   
Estancia Peuma Hue
  
    Located at the south foot of the Catedral mountain, Estancia Peuma Hue offers luxury accommodation with lake views inside the Nahuel
Huapi national park.
    Menor tarifa: US$ 165
  
Arelauquen Lodge
  
    Este alojamento de turismo selvagem apresenta vistas esplêndidas para o lago e as montanhas, e está localizado apenas a 100 metros do Lago Gutierrez. A propriedade dispõe de uma piscina interior e uma exterior, de um centro de fitness e de um...
    Menor tarifa: US$ 130
   
Fabula Lake House
   
    A Fabula Lake House ocupa uma casa em estilo da Patagónia na Península de San Pedro, em San Carlos de Bariloche. Disponibiliza acesso privado às margens do lago, quartos com varandas privadas e acesso Wi-Fi gratuito.
    Menor tarifa: US$ 83
   
Arelauquen House
   
    Boasting a large garden with an outdoor pool and impressive views of the mountains, Arelauquen House is a self-catering holiday home located in a private neighbourhood outside San Carlos de Bariloche. The property has free WiFi access.
    Menor tarifa: US$ 350
   
Cabaña / Departamento Navacerrada
   
    Cabaña / Departamento Navacerrada is a self-catering accommodation located in San Carlos de Bariloche. The property is 11.6 km from Civic Centre and 13.2 km from Nahuel Huapi Lake.
    Menor tarifa: US$ 143
   
Mi sueño
   
    Located in San Carlos de Bariloche, Mi Sueño is a self-catering apartment with free WiFi access and barbacue facilities. It is 1 km from the Civic Centre and 1.2 km from Nahuel Huapi Lake.
    Menor tarifa: US$ 78
   
Sol Y Paz Cabañas
   
    O Sol y Paz Cabañas dispõe de bungalows totalmente equipados em Bariloche. Possui churrasqueira e um parque infantil no jardim. O acesso Wi-Fi e o estacionamento são gratuitos. As acomodações do Sol y Paz são rústicas e acolhedoras.
    Menor tarifa: US$ 46
   
Peninsula Petit Hotel
   
    O Peninsula Petit Hotel está localizado na Península de San Pedro, a 20 km do centro de Bariloche. Dispõe de quartos luxuosos com vista para o Lago Nahuel Huapi.
    Menor tarifa: US$ 46
   
Casa Campo
  
    Esta casa totalmente mobilada desfruta de um jardim, de acesso Wi-Fi gratuito e situa-se no centro de Bariloche, a 5 quarteirões do Lago Nahuel Huapi e a 22 km do Centro de Ski Catedral.
    Menor tarifa: US$ 81
   
Charming Luxury Lodge & Private Spa
   
    Estes chalés pitorescos, com vistas sobre o Lago Nahuel Huapi, ficam apenas a 12 km do Centro de Esqui Catedral. O Charming Luxury Lodge & Private Spa disponibiliza quartos luxuosos com banheiras de hidromassagem privativas.
    Menor tarifa: US$ 130
   
Hostería Antu Kuyen
   
    Este quartos confortáveis com vista para o lago e acesso Wi-Fi gratuito situam-se em Melipal, a 4 km do centro da cidade de Bariloche.
    Menor tarifa: US$ 77
  
 Lirolay Suites
   
    Situado dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi, o Lirolay Suites oferece suites luxuosas com televisão LCD, banheira de hidromassagem e lareiras em pedra.
    Menor tarifa: US$ 162
   
 Departamento Quaglia
   
    Located 200 metres from the commercial area and city centre, Departamento Quaglia offers self-catering accommodation with free Wi-Fi in San Carlos de Bariloche. The Nahuel Huapi lake is 200 metres from the property.
    Menor tarifa: US$ 216
  
Cabañas Tierra Sureña
   
    Apresentando chalés totalmente mobilados, com uma encantadora decoração de estilo alpino e rodeado pela floresta, esta unidade hoteleira fica apenas a 30 minutos de carro do centro de Bariloche.
    Menor tarifa: US$ 41
   
 Arelauquen Country Club
   
    Set in a privileged natural scenario, and boasting spa and gym facilities as well as an outdoor swimming pool, Arelauquen has fully furnished houses and apartments 5 km off downtown Bariloche. There is free Wi-Fi.
    Menor tarifa: US$ 400
   
 Cabañas En el Corazón del Bosque
  
    Located in the heart of the countryside, Cabañas en el Corazón del Bosque comprises wooden bungalows offering BBQ facilities, free Wi-Fi and tour desk services in San Carlos de Bariloche. They are 6.5 km from San Carlos de Bariloche civic centre.
    Menor tarifa: US$ 75
   
 Lilen Apart
   
    Only 80 metres from Nahuel Huapi Lake, this fully furnished bungalow features views of the garden and lake and free Wi-Fi. Private parking is free. Bustillo Avenue is 3 km away.
    Menor tarifa: US$ 80
   
 Cabañas Barlovento
   
    Located right on the lake shore, Cabañas Barlovento offers self-catering cabins with free Wi-Fi and cable TV in Bariloche. Free parking is provided. Gutierrez and Moreno lakes are 14 km away. Catedral Ski Centre is 13 km away.
    Menor tarifa: US$ 140
   
  Bellevue
   
    Bellevue is a charming studio surrounded by an extensive garden on the shores of Moreno lake in San Carlos de Bariloche. The property offers panoramic mountain and lake views and has a private dock. Free Wi-Fi and breakfast are included.
    Menor tarifa: US$ 140
   
 Hosteria Santa Rita
   
    A Hosteria Santa Rita está localizada em frente ao Lago Nahuel Huapi, a 7 km do centro da cidade de Bariloche e a 12 km do Cerro Catedral. A propriedade disponibiliza quartos com vistas para o lago e acesso Wi-Fi gratuito.
    Menor tarifa: US$ 72.
   
 Llao Llao Hotel & Resort, Golf-Spa
   
    Este hotel está rodeado pelos picos dos Montes Cerro Lopez e Tronador, e pelos Lagos Moreno e Nahuel Huapi. Dispõe de um spa e centro de bem-estar, um campo de golfe e piscinas no interior e no exterior.
    Menor tarifa: US$ 245.
   
 La Marca en Tres Lagos
  
    Surrounded by forest, La Marca has fully furnished bungalows in a quiet area only 2 km from Serena Beach and 9.5 km from downtown Bariloche. Catedral Ski Centre is 10 km away. Wi-Fi is free.
    Menor tarifa: US$ 60.
   
Departamento Costanera
   
    Only 100 metres from Nuestra Señora del Nahuel Huapi Cathedral, Departamento Costanera offers a self-catering apartment with free Wi-Fi and lake views in Bariloche. The city centre is 500 metres away, whereas Cerro Catedral Ski Centre is 18 km away.
    Menor tarifa: US$ 100.
 
Catalonia Sur Aparts-Spa
   
    Este luxuoso alojamento de turismo selvagem de montanha oferece vistas exclusivas para as margens do pitoresco Lago Nahuel Huapi. Situa-se a 10 minutos de carro do Centro de Esqui Catedral e apresenta apartamentos contemporâneos e auto-suficientes.
    Menor tarifa: US$ 125.

Onde ficar em Bariloche faz parte do guia de Bariloche no Melhores Destinos

Turismo : Cingapura lidera lista das cidades mais caras do mundo para morar


Conheça o ranking das cidades mais caras. Na outra ponta, Karachi, no Paquistão, é a mais barata. Cingapura é a cidade mais cara do mundo para morar, segundo levantamento da Economist Intelligence Unit (EIU).

Apesar da liderança no ranking, a cidade ainda oferece preços razoáveis em algumas categorias. Para itens básicos de alimentação, Cingapura é apenas 11% mais cara que Nova York, segundo o estudo. Em Seul, por exemplo, o gasto é 49% superior ao da cidade norte-americana. Cingapura, no entanto, é a cidade mais cara do mundo para comprar roupas, e seu transporte público custa três vezes mais que o de Nova York.

Veja o ranking das dez cidades mais caras do mundo

1) Cingapura (Cingapura)
2) Paris (França)
3) Oslo (Noruega)
4) Zurique (Suíça)
5) Sydney (Austrália)
6) Melbourne (Austrália)
7) Genebra (Suíça)
8) Copenhague (Noruega)
9) Hong Kong (Hong Kong)
10) Seul (Coreia do Sul).

Veja agora o ranking das dez cidades mais baratas

1) Karachi (Paquistão)
2) Bangalore (Índia)
3) Caracas (Venezuela)
4) Mumbai (Índia)
5) Chennai (Índia)
6) Nova Délhi (Índia)
7) Teerã (Irã)
8) Damasco (Síria)
9) Kathmandu (Nepal)
10) Argel (Argélia)

Artesanato colombiano em alta

Bolsas feitas por artesãs de tribo colombiana seguem em alta no outono e são encontradas em locais de sucesso no Rio, aponta o Extra.
  


  A moda vai e vem com tanta rapidez que, muitas vezes, até achamos que perdemos o timing de adquirir aquela peça que chegou nas vitrines há alguns meses. Mas, se você amou as bolsas colombianas, conhecidas como Wayuu, ainda dá tempo de comprar a sua. Sucesso no verão passado, elas continuam em alta. E mesmo com o fim da estação dá para desfilar com sua bolsa cheia de lindas formas geométricas a tiracolo.

"Por essas bolsas serem muito coloridas, as pessoas acham que só podem usá-las no verão. Mas isso não tem muito a ver. É claro que sair com esse acessório à luz do dia, no calor, combinando com um biquíni, ou uma roupinha bem leve, é perfeito. Mas, no exterior, as mulheres usam até no frio, com jeans ou moletom”, explica a consultora de imagem Beatriz Lafaietti.

Shakira, Katy Perry, a top Alessandra Ambrósio, a atriz Julia Faria e a blogueira Thássia Naves não perderam tempo e escolheram um modelo fashion da bolsa para bater perna por aí.

Mas apesar de as bolsas serem ‘uma coisa linda de se ver’, os precinhos são bem salgados. O valor de venda delas, que varia de R$ 200 a R$ 700 no Brasil, é justificado pelo trabalho artesanal (são todas feitas à mão). As originais são produzidas pelas mulheres da tribo colombiana Wayuu, têm modelagem tipo saco e padronagens bem contrastantes e únicas, criadas a partir da trama de fios multicoloridos 100% algodão.

Dificilmente, você vai encontrar um modelo igual a outro. Além disso, cada bolsinha leva 20 dias para ser feita. No Rio, podem ser encontradas na feira hippie da General Osório, em Ipanema, na loja Mary Zah, do shopping Barra Garden, e na Accessorize. Também inspiradas na cultura da tribo Wayuu, lojas como Arezzo, Topshop e Anacapri lançaram versões com couro e cores mais sóbrias, perfeitas para a próxima estação.

Helena Henriques, sócia da marca Nomad Bijoux, vai expor alguns modelos da bolsa colombiana hoje e amanhã no evento O Mercado, que acontece no clube Fluminense, em Laranjeiras. “Já estamos na quarta remessa de bolsas originais Wayuu. Trabalhamos com muitas peças étnicas. Costumo dizer que vendemos estilo, e não moda. E essas bolsas têm bastante saída porque representam um estilo”, avalia Helena.

Pantalonas: ela teima sempre em voltar

O verão está indo embora e o outono se anuncia. Serão meses que a roupa vai crescendo, a quantidade de pano aumentando, e a onda agora são as pantalonas. Isso mesmo, aquelas calças largas que vão e voltam no sabor das estações do ano. Então, fique atenta para não sair feito um "boneco do posto" pelas ruas e achar que está "causando" geral.
 


A pantalona é a calça do momento! Mas, para seguir a tendência, fique atenta ao comprimento da peça. O erro mais comum é usar a barra arrastando no chão. Fica feio! Mas cuidado também para não deixá-la pescando. O ideal é cobrir a metade do sapato. E, já que o assunto chegou aos pés, prefira os saltos anabela.

Democrática, a pantalona pode compor looks casuais e elegantes. Como ela por si só já é larga, opte por blusas que marquem a cintura ou as utilize por dentro da calça, assim como faz a leitora Giovanna Marchon, de 15 anos, neste ensaio de moda.

— Eu achei sofisticado. Todas as produções ficaram chiques. Mas a calça que eu mais curti foi a branca de linho. Linda! — diz a estudante, de Niterói.

Veja algumas dicas e preços para você ter uma noção:

Casual: Pantalona (R$ 124,50) e body (R$ 89,40) Ecletic, sandália Botanopé (R$ 89,90); brinco (R$ 80) e bracelete (R$ 109,90) Marias & Marias Casual: Pantalona (R$ 124,50) e body (R$ 89,40) Ecletic, sandália Botanopé (R$ 89,90); brinco (R$ 80) e bracelete (R$ 109,90) Marias & Marias Foto: Nina Lima

Clássica: Pantalona Leader (R$ 99,99); blusa Karamello (R$ 89,90); sandália Botanopé (R$ 79,80); bracelete (R$150) e brinco (R$ 60) Marias & Marias Clássica: Pantalona Leader (R$ 99,99); blusa Karamello (R$ 89,90); sandália Botanopé (R$ 79,80); bracelete (R$150) e brinco (R$ 60) Marias & Marias Foto: Nina Lima

Geométrica: Pantalona (R$ 299,90) e regata (R$ 60) Karamello; sandália Botanopé (R$ 89,80); anel (R$ 49,90) e brinco (R$ 64,90) Marias & Marias

Prepare o bolso: dia 18 tem queima total do estoque nas lojas

  
Dólar caro, pessoal sem dinheiro. Então, o que fazer para atrair mais clientes?  Foi então que o comércio varejista sacou que deveria apelar para um gancho forte na atração das vendas. Lançaram mão do "Black Friday" fora de época: comércio fará 24 horas de ofertas no Dia do Consumidor.

Para tentar superar os últimos cinco anos considerados fracos e tentar seduzir o consumidor que está às voltas com as dívidas, o comércio online e os shoppings vão aproveitar o Dia do Consumidor a fim de liquidar os estoques ao longo das 24 horas do dia 18. Grandes sites como Submarino, Netshoes, Ricardo Eletro, Saraiva e outras cerca de 500 lojas na web devem participar da chamada “Black Friday” fora de época, afirma Pedro Guasti, vice-presidente de Relações Institucionais do Buscapé, página de busca usada para comparar o melhor preço de um produto.

— O momento econômico não está favorável para o consumo. E essa promoção é um meio de estimular tanto o consumidor quanto o vendedor que está com a sua mercadoria na loja. O varejo está sofrendo, mas o comércio eletrônico tem uma dinâmica diferente. A competitividade é grande, muitas lojas oferecem o frete grátis e um parcelamento diferenciado. Quem pesquisar, vai encontrar bons preços — afirma o vice-presidente, que aposta na conclusão de mais de 630 mil pedidos, uma variação 38% maior do que os 460 mil da primeira edição.

Na hora da pesquisa e, principalmente, no momento de clicar para efetuar a compra, a coordenadora de atendimento do Procon Soraia Panella afirma que é preciso ter atenção a alguns detalhes do site.

— Um site só é confiável se tiver o número do CNPJ, um endereço físico e o telefone de um serviço de atendimento. Se o cliente tiver que buscar a entrega no Correios, ele também tem o direito de pedir o estorno do valor do frete — explica Soraia.


Feministas querem mulheres mais peludas

Elas culpam a indústria da moda pela "extinção" dos pelos femininos
 


Teve uma época em que as mulheres brasileiras não se preocupavam tanto em se depilar, principalmente nas partes íntimas, o que as mantinham sexy para os homens. A partir daí, com a libertação feminina, algumas passaram a se preocupar com isso, ajudadas pela indústria de cosméticos e coisa e tal.  Para vermos essa evolução basta olhar algumas revistas de "mulher pelada" das décadas de 60, 70 até parte de 80, para constatar a realidade. Ou, se preferir, acesse o Canal Brasil, que passa, nas madrugadas, filmes brasileiros da era das pornochanchadas, em que o "matagal" na maioria das vezes aflorava. No Globo deste sábado, uma matéria discute ao que chamamos de "nova onda", indagando se arrancar pelos é uma questão de gosto ou uma imposição social. Veja:

É bom lembrar que a depilação é uma técnica inventada no Egito e na Grécia Antiga.

A primeira depilação é como um rito de passagem à vida adulta para as meninas de hoje. Cera, creme, linha, lâmina... As moças podem escolher entre os muitos métodos de extração de pelos (ou seriam de tortura?), alguns deles inventados milênios atrás. Mas essa tradição antiga vem sendo questionada. Especialmente hoje, na véspera da comemoração do Dia Internacional da Mulher, elas se perguntam: arrancar os pelos é uma questão de gosto ou uma imposição social? Enquanto os produtos depilatórios ficam cada vez mais sofisticados, grupos feministas têm criado campanhas na internet que clamam por uma imagem mais natural do corpo feminino. Seria a hora de exterminar esse “sofrimento” milenar?

Apesar de só ter se popularizado no início do século XX, o hábito de se depilar já existia nas civilizações antigas. Há relatos de que a rainha Cleópatra, do Egito, usava tiras de tecido ou de pele de animal, banhadas em cera quente de abelha, para arrancar seus pelos. Na Grécia, onde os pelos eram arrancados com as mãos, era comum que as moças bebessem muitos goles de vinho para aguentar a dor. Já as romanas usavam pastas depiladoras e uma vareta curva, chamada “estrigil”, para raspar a solução junto com os pelos depois. No Oriente Médio, a depilação com linha também era praticada.

Durante séculos, no entanto, o costume de extrair os pelos ficou “adormecido”. Por muito tempo, os pelos pubianos e das axilas eram muito valorizados, como um símbolo máximo da feminilidade, segundo a historiadora Mary Del Priore. Os pelos das axilas tinham um potencial erótico enorme e jamais eram tirados, pois permitiam que os homens vislumbrassem a coloração na região pubiana da mulher. Os pelos púbicos, por exemplo, eram usados em todo tipo de feitiçaria amorosa, para “amarrar” os homens, como mostram documentos da Inquisição.

Mas, com a inserção da mulher no mercado de trabalho, tudo mudou. As tarefas nas fábricas exigiam movimentos com os braços e, por isso, os vestidos perderam as mangas. Deixar os pelos das axilas, esses elementos tão erotizados, à mostra seria então uma indecência sem tamanho. Portanto, a remoção deles começou a ser aconselhada às moças “de família”, primeiro nos Estados Unidos e, depois, em outras parte do mundo. No Brasil, os primeiros anúncios de serviços de depilação, em salões de beleza das capitais, começaram a circular nas revistas femininas por volta de 1915.

Pouca roupa e pouco pelo

Os pelos das sobrancelhas, do buço e das axilas foram os primeiros a sumirem. Nos anos 30, apareceram, nas farmácias, cremes depilatórios químicos e aparelhos específicos para extração de pelos. A depilação passou a ser tratada como uma questão de higiene e uma exigência estética para as mulheres “elegantes”. Foi nesse momento que a higienização do corpo feminino começou a ser vendida como sinônimo de beleza.

- A noção de que a mulher precisa estar sempre perfumada e limpa começou nessa época. Até então, o odor da fêmea era considerado o máximo. Napoleão Bonaparte, por exemplo, escrevia para sua mulher, Josefina de Beauharnais, pedindo: “Estou voltando para casa, por favor, não se lave nos próximos dias” - conta Mary Del Priore, autora dos livros “Histórias e conversas de mulher” e “Histórias íntimas”. - Com a obsessão pela perfeição da pele da mulher, como algo que não suja, não amarrota e não tem odor, perdeu-se uma enorme carga erótica.

A evolução da depilação acompanhou a da moda. À medida que as saias foram ficando mais curtas e as meias-calças mais finas, os pelos das pernas foram desaparecendo.

A libertação das grossas meias de náilon foi considerada uma vitória, mas veio acompanhada da exigência de depilar as pernas. Uma reportagem de agosto de 1955 do GLOBO destaca logo no título: “O verão exige pernas lisas”, e avisa que “toda mulher elegante tem o dever de apresentá-las impecáveis”. Um ano antes, a revista “Fon-Fon” publicou a reportagem “Pernas bonitas”, afirmando que “pelos supérfluos são desgraciosos” e listando os tipos de depilação existentes na época: cera, pasta, lâmina e aparelho elétrico.

O clímax dessa trajetória se deu nos anos 60, com o surgimento do biquíni e, é claro, de sua maior companheira: a depilação íntima.

- Aqui no Brasil, um país onde é verão durante nove meses do ano, esse hábito se espalhou rapidamente. Não é à toa que somos conhecidos internacionalmente pela Brazilian wax, ou seja, a depilação total do órgão reprodutor feminino - aponta Denise Bernuzzi de Sant’Anna, professora da PUC-SP e autora do recém-publicado “História da beleza no Brasil”. - Especialmente depois dos anos 80, ter pelos se tornou sinônimo de sujeira e descuido. E para a mulher, principalmente, mostrar desatenção com o corpo virou um pecado.

Indústria e massificação

A publicidade também teve um papel crucial da massificação do hábito.

- O boom da remoção dos pelos nasceu a partir do mercado masculino - afirma Selma Felerico, professora de Comunicação da Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo.

Quando marcas como Gillette, Bic e Bozzano perceberam que a moças estavam “roubando” as lâminas de barbear dos maridos para raspar as pernas, nos anos 50, as empresas enxergaram ali um grande mercado ainda não explorado. Bastou colorir a haste da lâmina de cor-de-rosa e veicular campanhas publicitárias direcionadas às damas. As agências publicitárias que começaram a se estabelecer no Brasil naquela época criaram anúncios que valorizavam a pele “lisinha” da mulher. As atrizes de Hollywood também contribuíram para solidificar essa imagem nas décadas de 1940 e 1950.

- A mídia não criou o hábito da depilação, mas reforçou - comenta Selma. - Esse é um mercado interessante para a indústria, com dezenas de cremes que removem pelos, loções pós-depilação, lâminas, ceras, aparelhos elétricos, produtos antialérgicos... São gôndolas e mais gôndolas de cosméticos nas farmácias e muito dinheiro circulando.

Na contracultura

Na contramão dessa lógica, estão alguns grupos feministas que não concordam com a exigência estética. O documentário “My body, my hair” (“Meu corpo, meus pelos”, em tradução livre), filmado em Londres, mostra o dia a dia de seis mulheres que optaram por não se depilar. Já o site brasileiro “Pelos pelos” traz dezenas de fotos de corpos femininos “ao natural”, com a intenção de provocar uma reflexão sobre “a naturalidade dos pelos”. Algumas meninas têm até pintado os pelos das axilas com cores chamativas - verde, azul, cor-de-rosa - para exibir, com orgulho, o traço feminino.

- Há uma explosão de tendências, muitas delas tentam reforçar a ideia de que toda mulher tem o direito de fazer o que quiser com seu corpo - observa Mary Del Priore. - Numa época em que até os homens estão se depilando, a mulher não é mais obrigada a passar por esse ritual, se não quiser. Hoje, não há regras. Tudo é uma questão de escolher de qual tribo você quer fazer parte.

A professora de História Denise Bernuzzi de Sant’Anna, porém, faz questão de separar a moda do tingimento dos pelos do movimento de contracultura da década de 1970, quando as hippies se recusavam a depilar-se, tanto nas axilas quanto na virilha. Na época, a liberdade era o valor mais prezado, e as exigências estéticas foram totalmente rejeitadas.

- Nos anos 70, as mulheres hippies não tinham qualquer cuidado cosmético com os pelos, e isso foi um fenômeno totalmente fora da curva - afirma a historiadora. - Já as meninas de hoje raramente conseguem escapar dessa exigência estética. Mesmo as que colorem os pelos, para afirmar a libertação do corpo feminino, estão demonstrando um cuidado, até bem grande, com os padrões de beleza.

Identificamos "gladiadores" que comandam o "exército" que nos protege

A Igreja Universal criou o seu exército denominado "gladiadores do altar", e nós fomos procurar identificar os nossos gladiadores da saúde, aproveitando a deixa que está estampada em toda a imprensa e mídia social. Em tempos de montar legiões para combater o "mal", por que não começarmos a identificar os oficiais de alta patente que irão nos proteger para o resto da vida.  Separamos três desses "combatentes" eficazes, e descrever os benefícios que nos proporcionam: Almeirão, Beterraba e Conve-flor, são os nomes de guerra de três deles.
  




Almeirão, aliado contra o envelhecimento precoce

Originário da Europa, a hortaliça faz parte da família da alface, dente de leão, serralha e chicória.

Possui sabor amargo bastante característico, diversas propriedades nutritivas, é responsável pela diminuição do colesterol e pode ser consumida de diversas maneiras.
O almeirão possui como característica folhas escuras, lisas e compridas, o que faz com que ele seja frequentemente confundido com a chicória.

Como características nutritivas, ela nos traz vitamina E e A, fósforo, ferro, cálcio e uma quantidade significativa de fibras. Por oferecer alta dose de fibras, o almeirão é utilizado como coringa no tratamento do fígado, pois serve como desintoxicante, liberando o excesso de gordura e as químicas inaladas pelo uso de cigarro.
Além disso, suas propriedades o tornam diurético, antioxidante – desacelerando o processo de envelhecimento – e, laxante natural, por isso não é indicado consumi-lo em caso de diarreia ou febre.

Para garantir que o almeirão esteja no melhor momento para consumo, escolha maços com as folhas mais escuras e homogêneas – atente-se para que elas não estejam manchadas ou murchas. Além disso, lembre-se que as folhas menores sãos mais novas e menos amargas, e fuja daquelas com cor amarelada. Para higienização das folhas, recomenda-se deixa-las de molho numa mistura de água com água sanitária por 20 minutos e em seguida, passa-las na água corrente.


Beterraba,  anticancerígeno que combate o colesterol

Segundo a nutricionista Gabriela Rebello, a beterraba contém folacina, mais conhecido como
ácido fólico, carotenoides, betacaroteno e um fitoquímico bioflavonoide, que é um poderoso antioxidante que potencializa a atividade da vitamina C. Além disso, protege as células hepáticas, reduz o colesterol e é anticancerígeno.

“No vegetal é encontrado também o nitrato, que tem o poder de melhorar o fluxo do sangue e do oxigênio no corpo, contribuindo na circulação sanguínea e diminuindo os riscos de AVE (Acidente Vascular Encefálico). Na gastronomia pode ser consumida em forma de bolo, sucos, saladas, sopas e purês. O suco feito com beterraba aumenta a resistência física, sendo considerado tônico e diurético, auxiliando no combate à litíase renal, pois descongestiona as vias urinárias,” explica a nutricionista.

Na hora de escolher o vegetal é necessário observar se o corpo da beterraba está intacto, de cor vermelho intenso, sem rachaduras, folhas com aspecto liso e brilhantes. Quando em condição natural, a beterraba se conserva por até uma semana. Para isso deve ser mantida em local fresco e sombreado. Na geladeira, embalada em saco de plástico perfurado, tem resistência de até quinze dias. Para quem gosta de guardá-la descascada, ralada ou picada, a durabilidade é reduzida em três ou quatro dias.

Couve-flor combate o câncer

A couve-flor é rica em um composto funcional denominado genesteína, que protege e inibe o
aparecimento e o crescimento de tumores, e ajuda a prevenir diversos tipos de cânceres. Além disso, é rica em potássio e fibras que auxiliam no fortalecimento do sistema imunológico que protege contra as infecções e doenças diversas.

De acordo com a nutricionista Mayara Magalhães a hortaliça é importante para a alimentação. “As vitaminas presentes na couve-flor auxiliam na manutenção dos tecidos orgânicos e na proteção da visão. O potássio ajuda na contração muscular, na condução nervosa, nos batimentos cardíacos, na formação de proteínas e na produção de ATP (energia). As fibras, por sua vez, auxiliam no funcionamento regular do intestino prevenindo a prisão de ventre. A hortaliça é rica em vitaminas A e C, possui baixa caloria (cerca de 30 kcal em uma xícara de couve-flor cozida), e quantidades mínimas de gordura (próximas a zero %),” disse Mayara.

A nutricionista dá dicas de como higienizar a hortaliça:

Desmembre as flores da couve-flor e lave bem em água corrente. Mergulhe as peças em 1 litro de água e 1 colher de sopa de água sanitária e deixe imergida por 15 minutos. Após esse procedimento, lave a couve-flor em água corrente. Está pronta para ser utilizada.

Atenção: Para manter o sabor e diminuir a perda de nutrientes durante o preparo, deve-se cozinhar a couve-flor no vapor ou ferver rapidamente, cozida demais, ela fica mole e libera compostos sulfurosos, ganhando um cheiro desagradável e sabor amargo.

Açafrão pode ajudar no combate à dengue

Pesquisa da USP, desenvolvida em São Carlos (SP), aponta as propriedades da curcumina. Substância destrói o intestino das larvas do mosquito e não polui o ambiente. Informa o G1.
 

 
O tempero que dá cor e sabor a muitos pratos pode ser o ingrediente que faltava no combate à dengue. Pesquisadores da Universidade de Paulo (USP) em São Carlos descobriram que a curcumina, uma substância presente no açafrão e que dá o tom laranja ao pó, pode matar as larvas do Aedes aegypti. Segundo o professor Vanderlei Bagnato, do Instituto de Física (IFSC), quando a larva ingere a substância e é exposta a qualquer tipo de luz, inclusive a solar, ocorre uma reação que leva à destruição de seu intestino e à morte. Tudo isso de forma simples.

Basta colocar o pó em locais onde o mosquito da dengue costuma se reproduzir, como pratos e vasos de plantas. A larva ingere a substância e morre pouco depois, mesmo quando a área não está plenamente iluminada. “Ela mata em duas horas as larvas que estavam diretamente expostas ao sol e leva um período um pouquinho mais longo, de 24 horas, para as larvas que estavam em locais sombreados”, explicou a pesquisadora Larissa Souza.

Além de ser eficaz, a substância não agride o meio ambiente. Quando entra em contato com a luz, combate as larvas e se dissolve. Em testes no laboratório, bastaram alguns minutos para o líquido alaranjado voltar a ficar quase transparente. “Se você colocar a curcumina na água de um vaso e o seu cachorrinho, por um acaso, for lá e tomar essa água, nada vai acontecer”, afirmou Bagnato.

Aplicação
O próximo passo da pesquisa é aplicar o pó nos quintais das casas para definir qual é a quantidade mais adequada pra combater o mosquito e usar o estudo em benefício da população.

“Precisamos da cooperação com as autoridades, com os agentes sanitários, para que a gente possa elaborar realmente um trabalho ainda em teste, mas em campo, para verificar se essa pode ser uma solução viável para esse tremendo problema que nossa sociedade vem vivendo”, afirmou o professor.
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