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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

VLT toca o sino para enterrar o que falta de cultura e gastronomia no Rio

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                  Churrascaria Oasis de São Conrado

Quem passeia pelo Centro da cidade do Rio e que já conhecia determinados lugares, entre bares, botequins e restaurantes - muitos deles famosos - toma um susto danado.  Se não fosse o aviso do VLT passando, e vendo o trem ultramoderno que se compara ao que vemos na Europa, poderíamos dizer que era o sino que toca quando o caixão é recolhido no cemitério para o sepultamento.  Só se vê lojas e lugares fechados, quase ninguém parando para beber aquele chope; sujeira, camelôs de todos os tipos e bugigangas; e guardas municipais ou agentes do Centro Presente. Claro, bandidos também, muitos disfarçados de "engraxates".

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              Garçom do bar Lagoa

Por falar em bandidos. Restaurantes da Zona Sul, como chegou a denunciar o empresário Omar Catito Perez, dono de restaurantes como Fiorentina, no Leme; Bar Lagoa; Hippotamus, em Ipanema, e o Jornal do Brasil, estão fechando antes da meia noite com medo de assaltos. Recentemente, ladrões atacaram uma hamburgueria no Jardim Botânico, na Zona Sul da cidade, armados de armamento pesado para roubar apenas o caixa.

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No bar Lagoa tem como destaque um garçom, neto de Pixinguinha, que é a cara do avô. E isso vai se perdendo.

Correios e CCBB 

Não há alegria mais em outra parte do Rio. O Centro da cidade está morrendo e levando com ele locais também importantes da sua vida cultural. Segundo o diretor da Casa França-Brasil, Jesus Chediak, que também é diretor cultural da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), o Centro Cultural dos Correios está para ser vendido; o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) está com problemas financeiros, já fechou alguns andares de exposições e cinema, e mandou embora 80 funcionários.  Outro lugar, o Centro Cultural da Caixa também está fechando.  Enquanto isso, os correlatos dessas empresas, em São Paulo, permanecem a todo vapor.

A quem interessa o empobrecimento cultural do Rio? 

No dia 31/7, a churrascaria Oasis de São Conrado, na Zona Sul carioca, fechou para sempre depois de 32 anos servindo o que consideravam a melhor fraudinha, a melhor maminha da cidade. Lá, se reuniram gente importante, como artistas, jornalistas, jogadores de futebol, políticos e socialites. Veja o que disse um frequentador na rede social: 

" Com muito grande pesar li essa notícia. Moramos em São Conrado há 32 anos e passamos a frequentar a Oasis, sempre satisfeitos com a comida gostosa e bem apresentada, com serviço impecável, mesas bem postas e garçons e maitre educados e ótimos profissionais, além da facilidade do estacionamento. Grande pena que sentimos eu e minha família. Restam a tristeza pelo encerramento de suas atividades e a saudade das refeições, sempre prazeirosas, que fazíamos na OASIS, que vai permanecer em nossa memória".

O Bar Luiz, a tradicional "casa alemã" da Rua da Carioca, também deve acompanhar a onda negra que varre a capital carioca: vai fechar.  Só não sabemos até quando vai resistir. 

Hotéis fechando

Segundo o jornalista esportivo Fábio Tubino, o setor hoteleiro no Rio de Janeiro também enfrenta grande crise, que já levou ao fechamento, desde o final de 2016, de 13 hotéis. Outros três empreendimentos também desistiram alegando reformas. Juntos, os 16 hotéis que deixaram de funcionar nos últimos dois anos tinham 2.828 quartos, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RJ).

Em 2016, os turistas tinham à disposição 58.983 leitos, um aumento de 64,3% em relação aos 35.899 existentes em 2012, segundo dados do Cadastur, do Ministério do Turismo. O reflexo disso, porém, é a alta no desemprego.

"Nossa cidade continua linda, mas cheia de violência, impregnada pela falta de moral política, com falta de oportunidades . Fomos sede dos maiores Eventos esportivos do mundo e fazemos dois permanentes, o Réveillon e o Desfile das Escolas de Samba. Esta cidade deveria sempre estar cheia de turistas, pelos seus atrativos (Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Jardim Botânico, Orlas de Copacabana e Ipanema, Maracanã, Museu do Amanhã, etc. ). Falta ao RJ para movimentar o fluxo, voltar a ter mais turismo de Negócios e eventos corporativos nos hotéis", aconselha Tubino.


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Cozinha Gourmet - Tipo de tomate italiano é produzido no Rio

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Tomatec, como é chamado, procura ter o Selo de produção integrada do ministério da Agricultura que garante produção sustentável do alimento. O tomate é vendido no Supermercado Zona Sul, na capital carioca.

O Tomatec, tomate produzido em cultivo sustentável, a partir de tecnologia desenvolvida pela Embrapa Solos em parceria com a secretaria estadual de Agricultura, se prepara para obter o selo de Produção Integrada do MAPA - Ministério da Agricultura. Essa certificação é a garantia de que o produto foi cultivado respeitando todas as boas práticas agrícolas, ambientais e sociais.

O tomate, que já vem sendo comercializado na variedade italiana, pela rede de supermercados Zona Sul, no Rio de Janeiro, tem encontrado boa receptividade no mercado. Nos últimos três meses foram comercializadas 60 toneladas do produto, sendo este o sétimo hortifruti mais vendido pelo grupo, fornecido por 12 produtores da hortaliça, das Regiões Serrana, Noroeste e Baixadas Litorâneas do estado.

Para Leonardo Vicente, engenheiro agrônomo da secretaria estadual de Agricultura, outro ponto favorável do sistema Tomatec é a eliminação de atravessadores no processo de sua comercialização. A ideia é manter a venda direta do produtor para as redes varejistas, melhorando a margem de rentabilidade para quem produz.

- É estimulante para o agricultor implantar práticas sustentáveis e produzir alimentos ecoamigáveis, associado a melhoria de sua renda - frisou ele.

De acordo com o engenheiro agrônomo André Peralta, diretor do Departamento de Fiscalização de Insumos do MAPA, uma das condições para a obtenção da certificação integrada consiste no manejo integrado de pragas com o uso correto e seguro de agrotóxico.

- O Tomatec visa garantir a sustentabilidade desse sistema produtivo trazendo ganhos para o produtor e meio ambiente - informou.

Na avaliação do secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo, a evolução produtiva do alimento é sempre buscada pela secretaria, estabelecendo relação direta com a cadeia de varejo, melhorando as condições tanto para quem produz quanto para quem consome, oferecendo produtos certificáveis.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Rio tem Restaurant Week


Veja só: 40 restaurantes com preços fixos promocionais a partir desta segunda-feira.

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Já pensou em conhecer restaurantes bacanas, experimentar pratos elaborados por chefs renomados e pagar apenas um preço fixo? Começa na próxima segunda-feira, a 15ª edição do evento Restaurant Week, em que mais de 40 restaurantes criam menus especiais, com valores mais acessíveis. O almoço e jantar custam R$ 44,90 e R$ 54,90 por pessoa, respectivamente, e incluem uma entrada, um prato principal e uma sobremesa.

Os estabelecimentos participantes oferecem duas opções de cada item, para que o cliente escolha a de sua preferência, e R$ 1 é doado para uma instituição social.

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Nesta edição, há também opções mais elaboradas, com preços de R$ 54,90 para almoço e R$ 68,90 para jantar, no menu Restaurant Week Plus. Fernando Reis Jr., realizador do tour gastronômico, espera um aumento no movimento, apesar da crise econômica do país, e espera receber, aproximadamente, 50 mil pessoas durante o evento, que conta com estabelecimentos no Centro do Rio, na Barra da Tijuca e na Zona Sul:

— É o momento ideal para o público curtir aquele restaurante que gostaria muito de conhecer, mas que, num período normal, fica acima da média orçamentária. Durante o evento Restaurant Week, além dos valores mais atrativos, os participantes criam menus especiais para a ocasião.

Os interessados podem fazer suas reservas pelo site www. restaurantweek.com.br. O evento vai até o dia 9 de outubro. Bebidas, couvert e serviço não estão incluídos no preço.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

São Paulo tem o maior festival gastronômico do mundo

Com comida de chefs badalados, evento nascido em Londres acontece pela primeira vez no Brasil. Entre os especialistas, os conhecidos jurados do Masterchef.  Começa nessa quinta e vai até domingo.

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O Taste, um dos maiores festivais gastronômicos do mundo, começa sua edição São Paulo nesta quinta-feira, com comida de chefs badalados. O evento, que será realizado até domingo no Clube Hípico de Santo Amaro, Zona Sul, vai reunir 16 grandes nomes da gastronomia paulistana, como Helena Rizo (Maní), Rita Lobo (Panelinha) e Rodrigo Oliveira (Mocotó).

O Taste Festivals nasceu em Londres, há 13 anos, com a proposta de reunir chefs renomados, com almoços e jantares únicos, participação em aulas exclusivas e muita diversão num só lugar. Já acontece em 20 cidades de diversos países e aterrissa no Brasil pela primeira vez.

Várias especialidades serão vendidas no festival, como a porcopoca (pururuca e sal de especiarias) da Casa do Porco e o sanduíche de leitão com picles e mostarda do Le Jazz. Do italiano Fasano, o público poderá provar o polpetone ao forno.Os famosos dadinhos de tapioca do chef Rodrigo Oliveira, do Mocotó, poderão ser provados por lá. Sorvetes e biscoitos de povilho do Maní são o cardápio que o restaurante contemporâneo selecionou para o evento.

A versão brasileira do Taste Festivals terá ainda feira de produtos, workshops e palestras. André Mifano vai ensinar a preparar pratos rápidos para fazer em casa. Os chefs – e jurados do programa de TV Masterchef - Érick Jacquin e Henrique Fogaça, vão falar sobre suas especialidades: Steak Tartare e Aligot, respectivamente.

Ingressos

O preço do ingresso varia entre R$ 50 (quinta e sexta-feira) e R$ 60 (sábado e domingo). Crianças de 2 a 10 anos pagam R$ 5 e abaixo de 2 anos a entrada é gratuita. Além da venda de ingressos on-line, pelo site www.tudus.com.br, existem duas bilheterias oficiais, incluindo o próprio local do festival. A organização recomenda garantir o ingresso através do site. O Clube Hípico de Santo Amaro fica na rua Visconde de Taunay, 508 - Vila Cruzeiro.

Os pratos e bebidas oferecidos pelos restaurantes e bares serão cobrados à parte e custam entre R$ 15 a R$ 35. Eles podem ser pagos apenas com a moeda oficial do evento, as Pitadas, adquiridas com qualquer cartão de crédito ou dinheiro nos locais indicados no evento. Na área de expositores, os produtos podem ser adquiridos diretamente com cartão ou dinheiro.