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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Começa nessa sexta-feira a Bienal do Livro no Riocentro


     

A feira, com pavilhão exclusivo para crianças e espaço de youtubers, vai até o dia 8/9. Imperdível. Veja a programação.

A 19ª Bienal do Livro do Rio começa nesta sexta-feira (30/8), no Riocentro, com muita história para contar – sobretudo para os pequenos leitores. Pela primeira vez em 38 anos, as crianças terão um pavilhão exclusivo, ambientado numa floresta de contos de fadas.

Presença marcante nas edições mais recentes, o público jovem também terá atrações para tietar. Youtubers de multidões, como Luccas Neto, contam com um espaço para receber os fãs.

A expectativa da organização é vender 5,5 milhões de livros até o dia 8.

Os dez dias de Bienal reservam ainda encontros com grandes autores. Steven Levitsky, de “Como as Democracias Morrem”; C.J. Tudor, do “Homem de Giz”; Mark Manson, da “Sutil Arte de Ligar o F*da-se”, e Rachael Lippincott, de “A cinco passos de você”, são presenças confirmadas.

Serão 300 autores nacionais e estrangeiros e 520 expositores.

Entre os lançamentos, destacam-se o primeiro tomo de “Escravidão”, de Laurentino Gomes, autor da trilogia “1808-1822-1889”, sobre a história do Brasil, e “Uma Viagem do Brasil ao Japão”, de Mauricio de Sousa.

A terra do sol nascente, aliás, também é destaque desta 19ª edição.

"O país homenageado este ano é o Japão", diz Tatiana Zaccaro, organizadora da Bienal. "Vai ter oficina de mangá, de origami... tem bastante coisa", emenda.

Quando acontece a Bienal do Livro?

A 19ª edição vai desta sexta-feira (30) até o domingo da semana que vem (8).

Onde vai ser?

A Bienal ocupa três pavilhões do Riocentro, na Barra da Tijuca.

Veja os destaques de cada um.

    Pavilhão 2 – Laranja: área infantil, batizada de “Pela estrada afora”;
    Pavilhão 3 – Azul: Espaço de Leitura e Aprendizagem, para professores, e o Café Literário, de palestras.
    Pavilhão 4 – Verde: Arena #SemFiltro, de palestras; Praça Copacabana, para bate-papos; e os auditórios Lapa e Madureira.

No Jardim Central há ainda o Palco Maracanã, reservado para grandes públicos.

Quais os horários?

    Sexta (30): das 9h às 22h
    Sábado (31): das 10h às 22h
    Domingo (1): das 10h às 22h
    Segunda-feira (2): das 9h às 21h
    Terça-feira (3): das 9h às 21h
    Quarta-feira (4): das 9h às 21h
    Quinta-feira (5): das 9h às 21h
    Sexta-feira (6): das 9h às 22h
    Sábado (7): das 10h às 22h
    Domingo (8): das 10h às 22h

Onde eu vejo a programação?

As palestras e encontros estão disponíveis no site oficial.

Quanto custa o ingresso?

R$ 30, a inteira, e R$ 15, a meia.

Têm direito à meia-entrada:

    Menores de 21 anos;
    Estudantes;
    Idosos;
    Portadores de necessidades especiais e acompanhantes;
    Jovens até 29 anos pertencentes a famílias de baixa renda,
    Professores e profissionais da rede pública de ensino do Rio de Janeiro.

Crianças pagam?

Crianças de até um metro de altura entram sem pagar.

Onde compro os ingressos?

Há bilheterias no próprio Riocentro e no Solar de Botafogo (Rua General Polidoro 180) – esta, de terça a domingo das 16 às 20h.

Também é possível comprar on-line para qualquer dia do evento.

Qual o valor do estacionamento?

Carros, vans e motos pagam R$ 28 pela diária de 12 horas. A hora adicional sai a R$ 6.

Ônibus e caminhões pagam R$ 85 pelo período e R$ 18 a hora extra.

Que opções de transporte público servem à Bienal?

METRÔ + BRT

    Da Linha 4 do metrô, nos fins de semana, pegar a linha exclusiva na Estação Jardim Oceânico até a Estação Olof Palme. O serviço vai das 9h30 às 22h45.
    Nos dias úteis, pegar a linha 53 (Jardim Oceânico-Sulacap) e fazer baldeação na Estação Morro do Outeiro, embarcando na linha 51 (Recreio-Vila Militar).

ÔNIBUS REGULARES

Do Centro

    348 (Riocentro-Candelária, via Linha Amarela)
    352 (Castelo-Riocentro, via Linha Amarela)
    368 (Castelo-Riocentro, via Grajaú-Jacarepaguá)

Da Zona Sul

    Integrada 1 (RioSul-Alvorada) + BRT 50 (Jardim Oceânico-Centro Olímpico) + BRT 51 (Recreio-Vila Militar)

Da Zona Norte

    613 (Del Castilho-Vargem Grande)

Posso pegar Uber, Cabify, 99 e afins?

Sim. O acesso é pelo Pavilhão das Artes (antigo Pavilhão 1).

Fonte G1


 

 

  

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Armando Nogueira vai estar na Flip em Paraty

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O jornalista, professor universitário e escritor Paulo Cesar Guimarães (PC Guimarães) levará histórias interessantes e picantes sobre esse monstro que ajudou a crescer o jornalismo da Rede Globo de Televisão. Já outro jornalista, também carioca e muito importante, dono de uma das maiores agências de assessoria de imprensa do país, criador do Museu da Pelada, apresentador de televisão, estará na feira literária lançando mais um selo, a Approach Editora.

São os Heróis da Resistência inseridos no tema principal da Festa Literária Internacional de Paraty, que chega em sua décima sétima edição, sendo realizada entre os dias 10 e 14/7. Ou seja, começa nessa quarta-feira (10), em um dos locais mais bonitos e cheios de história da Costa Verde fluminense.

Uma Flip que promete ser ainda mais ativista, suplantando um encontro de autores para intensificar o debate político, abordando o massacre de Canudos, narrado por Euclides da Cunha, jornalista do então Estado de São Paulo e autor do mais famoso relato sobre a guerra de Canudos " Os Sertões".

Homens de imprensa e do futebol

Pra quem for a Flip e quiser prestigiar o PC Guimarães que vai falar do seu Armando: o papo sobre a biografia de Armando Nogueira, que será lançada em março de 2020, vai rolar na Off-Flip da Casa Gastromar, rua da Capela, 34. Será nos dias 11 e 12, quinta e sexta, às 15h. " A casa, um charme por sinal, estava acabando de ser restaurada quando estive em Paraty pra fazer mais uma das 200 e tantas entrevistas do livro", lembra o escritor e jornalista que promete histórias muito interessantes para a platéia.

          
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No sábado (13), a partir das 18hs, será a vez dos "Heróis da Resistência", orquestrado pelo jornalista Sérgio Pugliese, que lança na Flip o selo Approach Editora, conduzindo conversas com empreendedores, como Cello Camolese, dono de quatro casas culturais e gastronômicas no Rio, e o escritor Pedro Salomão.

Sobre a feira

A 17ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty pretende exibir as marcas das perturbações que o Brasil sofreu na última década. De acordo com analistas, já não se trata de um conclave de literatos fundado em 2003 pela editora inglesa Liz Calder, então moradora da cidade histórica. Com o passar das crises, Liz foi embora, os grandes escritores sumiram, as verbas minguaram e a programação alternativa se incorporou à festa. “Hoje a Flip é a fusão da programação principal com a de casas parceiras”, diz a editora Fernanda Diamant, curadora da festa. “O público mudou a relação com a atenção. Por isso, optamos por mesas de 45 minutos, com formatos variados: palestras, performances e entrevistas.”

      
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      Marcia Peltier e PC Guimarçães

Outra mudança se deu na densidade literária, que se diluiu para dar lugar à politização e à invasão de autores militantes dos movimentos negro, indígena, LGBTQ+ e feminista. “A Flip é um evento educativo e politico”, afirma Fernanda. “Ao fazer cultura, você faz política.” Nada mais politizado que o autor homenageado deste ano, Euclides da Cunha (1866-1909), e seu “livro vingador”, “Os sertões” (1902), mistura de tratado antropológico-topográfico e relato da destruição do arraial de Canudos, em outubro de 1897, pelo exército brasileiro. É um tema que convém ao novo modelo da festa.

A atualidade de “Os sertões” será discutida por 33 escritores de dez nacionalidades em várias áreas, da sociologia à fotografia, roçando até a literatura. Fernanda escolheu nomes de locais do interior da Bahia para ilustrar as 21 mesas, nem sempre ligadas ao tema.