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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
FÉRIAS DE VERÃO "Lençóis do Peró'": paraíso descoberto na Costa do Sol
A área fica no município de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, e, além de areia, é possível encontrar piscinas naturais e diferentes espécies de animais. Nome faz referência aos Lençóis Maranhenses, no Maranhão.
Este enário paradisíaco, entre o Parque Estadual Costa do Sol e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Pau-Brasil, em Cabo Frio, foi descoberto recentemente pelo guia Henrique Nascimento. O local foi intitulado como "Lençóis do Peró" em referência aos Lençóis Maranhenses, no Maranhão. No espaço, além de areia, é possível encontrar piscinas naturais e diferentes espécies de animais. Dependendo da perspectiva até parece um deserto em plena Região dos Lagos do Rio. Segundo Henrique, poderia também ser chamado de Oásis.
Henrique contou que chegou até as dunas por acaso enquanto procurava por uma baleia que tinha morrido na Praia do Peró.
"Eu vim para ver o animal e acabei chegando aqui e ela já não estava, já tinha sido enterrada. E aí acabei dando uma volta nas dunas e acabei achando esse paraíso aqui", revelou.
Para fazer a trilha é preciso estar acompanhado e a jornada não é fácil. Segundo o guia, para chegar até lá o condicionamento também tem que estar em dia. Apesar disso, a experiência e o contato com a beleza do local fazem valer a pena a caminhada que dura, em média, três horas.
"A gente corre aqui para natureza para gente encontrar um pouco de refúgio, um pouco de sintonia e a gente encontra vários animais aqui de restinga, animais endêmicos aqui do parque também. O mico-leão-dourado realmente ocorre aqui na parte de trás da APA do Pau-Brasil. São belezas aqui de Cabo Frio, do lado da gente, que a gente acaba não observando pelo corre-corre do dia", afirmou.
E o paraíso não revela apenas uma eternidade de areia no horizonte. Em meio a tudo isso, é possível se deparar com piscinas naturais que deixam o cenário ainda mais impressionante.
"Quem conhece os Lençóis Maranhenses sabe que têm muitas dunas de areia e dentro das dunas acabam ficando presas águas da chuva que acabam virando piscinas naturais", disse Henrique.
O biólogo Octávio Menezes disse que, além da beleza, a região realmente é rica com relação à fauna. "Tem muita vida pulsando no local", afirmou. Octávio também citou algumas espécies que são facilmente encontradas nos Lençóis do Peró.
"Tem o quero-quero, que é territorialista. Se a gente chegar próximo, ele até às vezes ataca porque tem um ninhozinho. Tem lagarto, tem uma série de espécies, tem algumas endêmicas inclusive, que é a importância de você preservar esse ambiente porque ele não está em outro lugar", afirmou.
Para ir até o local, a orientação é que o visitante procure um guia credenciado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) ou pela Prefeitura da cidade.
Fonte G1
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Rio de Janeiro, RJ, Brasil
FÉRIAS DE VERÃO Cuidado: cidades da Região dos Lagos sofrem com a falta de água e turistas desanimam
Problema também ocorre em cidades do Norte Fluminense e Baixada Litorânea devido ao excesso de turistas. Se prepare para o feriadão, pois nem tudo são flores por lá na alta estação.
Moradores e visitantes de várias cidades da Região dos Lagos, Norte Fluminense e Baixada Litorânea, como Cabo Frio, São Pedro da Aldeia, Araruama, Macaé e Rio das Ostras sofrem com a falta de água nesse período de início de ano.
Em Cabo Frio, moradores dos bairros como Braga, Peró, Vinhateiro e Porto do Carro reclamam de falta de abastecimento, situação que ocorre há uma semana.
No Braga, por exemplo, os moradores têm comprado água mineral e estocado em panelas e garrafas para economizar. Na mesma rua, o Centro de Saúde Oswaldo Cruz também é abastecido com carros- pipa.
Carros-pipa e cidades lotadas
A Prolagos fornece água para Cabo Frio e São Pedro da Aldeia e disse, em nota, que prepara "um conjunto de medidas para diminuir os impactos provocados pelo elevado consumo de água tratada durante o verão".
No texto, a concessionária ainda ressalta que os cinco municípios atendidos por ela estão, nessa época do ano, com 800 mil pessoas a mais que a população residente, e que "o alto consumo reduz a pressão nas redes, (...) sendo necessário reforçar o abastecimento com carros-pipa".
A Prolagos orienta a população a entrar em contato pelos telefones 0800-7020-195 (área de concessão) e (22) 2621-5095 (demais localidades) ou pelo Whatsapp (22) 99722.8242.
A empresa Águas de Juturnaíba, responsável pelo abastecimento de Araruama, informou por meio de nota que "o aumento expressivo populacional nos períodos festivos de fim de ano, como Natal e Ano Novo, pode gerar problemas pontuais no fornecimento de água em algumas áreas."
Eles disseram que disponibilizam caminhões-pipa que podem ser solicitados pelo telefone 0800 725 0265.
A Cedae atende Rio das Ostras e Macaé. Ao ter acesso à lista dos sete bairros em Rio das Ostras e os nove em Macaé que enfrentam falta de água, segundo relatado por diversos moradores à reportagem, a concessionária informou que "não há falta de água generalizada mesmo com o grande fluxo de visitantes que as duas regiões receberam nos feriados de fim de ano".
A violência e o tráfico de drogas também transformaram-se num grande incomodo na região, como mostra uma ação da polícia em Arraial do Cabo que contou até com caveirão ( veículo blindado).
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Rio de Janeiro, RJ, Brasil
VERÃO NA COSTA DO SOL Cabo Frio: Prefeitura se preparou para enfrentar o verâo
Fotos: praia em Cabo Frio, vista aérea do Peró, vista norturna de Búzios
A Prefeitura de Cabo Frio teria contratado 250 fiscais temporários de posturas para ajudar no ordenamento da cidade na alta temporada do verão. O anúncio foi feito durante a reunião extraordinária convocada pelo Conselho Municipal de Turismo (CMT).
A reunião foi convocada pelo CMT devido à falta de um Plano Operacional para Cabo Frio na alta temporada do verão. Presidente do CMT, Maria Inês Oliveiros disse que há a previsão de um número recorde de visitantes no verão e que a cidade precisa se preparar. Ela defendeu um consórcio, envolvendo Arraial do Cabo e Búzios, com apoio do Detro e das Polícias Rodoviárias (estadual e federal), como ocorre na Costa Verde, para controlar o fluxo de veículos piratas (vans e ônibus) que provocam transtornos no trânsito no Centro e nas vias de acesso às praias de Cabo Frio:
-- Este consórcio seria fantástico. Já levamos a ideia ao Secretário estadual de Turismo, Otávio Leite, mas nada andou. Temos que retomar este projeto com certeza.
Durante a reunião extraordinária, os responsáveis pela mobilidade urbana de Cabo Frio informaram que não há nada planejado para organizar a desordem no trânsito nos bairros Gamboa e Jacaré, que ligam o Centro ao Peró/Ogiva. O roteiro também é usado para os turistas que fazem a rota Arraial-Cabo Frio-Búzios e vice-versa.
O projeto é criar o regime de mão única nas principais vias do bairro, mas os comerciantes do local impediram que a Prefeitura de Cabo Frio fizesse o teste de mobilidade. Há muitas reclamações também sobre a desordem urbana na Rua Samuel Lessa, no Jacaré, onde oficinas funcionam nas calçadas e na rua, rota obrigatória dos turistas. O caso foi levado ao Ministério Público estadual.
O Secretário municipal de Turismo, Paulo Cotias, informou que sua secretaria incorporou a Superintendência de Eventos. Ele garantiu que o acesso ao bairro Peró, alvo de muitas críticas à Prefeitura por causa do excesso e buracos, será solucionado:
-- Todo o recapeamento do acesso ao Peró será feito. O coordenador de Serviços Públicos me garantiu e me autorizou a dar a boa notícia – afirmou.
O secretário de Meio Ambiente, Mário Flávio Moreira, garantiu que no verão estará em funcionamento a base operacional do Projeto Bandeira Azul numa casa que a Prefeitura está desapropriando na Avenida dos Pescadores, bem próximo da Bandeira Azul. Durante a reunião, foi confirmada a reintegração de Magno Maiques à coordenação do projeto. A medida foi muito reivindicada pela comunidade. Também foi anunciado que o município montará estruturas especiais, no verão, nas praias do Meio e no Pontal, ambas na Praia do Peró.
Todas as quartas-feiras haverá reunião na Secretaria de Turismo com representantes da mobilidade urbana. O objetivo é avaliar as ações de controle de acesso de veículos de turismo em Cabo Frio. Nos dois últimos fins de semana, por falta de fiscalização, vans e ônibus piratas usaram vias alternativas para chegarem à Praia do Peró, sem pagar a taxa cobrada para ingresso na cidade. Representantes da mobilidade urbana disseram que aguardam a contratação de reboques para remoção de veículos estacionados em locais proibidos.
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Rio de Janeiro, RJ, Brasil
sábado, 23 de novembro de 2019
Moradores e ambientalistas temem invasão de Cabo Frio
O verão ainda nem começou e já trás uma grande preocupação para a Região dos Lagos: o caos verificado nos finais de semana, principalmente em praias como as do Peró, no caminho para Búzios. Milhares chegam de todas as partes do Rio e Minas Gerais, principalmente, em ônibus fretados e em vans alugadas, que ficam estacionados de qualquer maneira prejudicando o escoamento do tráfego. No último feriadão os moradores sofreram.
Um alerta para o caos anunciado. Moradores e ambientalistas do Peró, em Cabo Frio, entregaram um documento ao prefeito da cidade, Adriano Moreno, alertando-o sobre o risco de superlotação e transtornos no balneário no próximo verão. A preocupação aumentou com a visibilidade que o Peró ganhou com a Bandeira Azul, com a diminuição da faixa de areia da Praia do Forte e com o vazamento de óleo no Nordeste, que desviou muitos turistas para a Região dos Lagos. Cópias do documento foram encaminhadas ao Ministério Público (estadual e federal), Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Inea.
A principal reivindicação é a elaboração de um Plano Operacional para a Costa do Peró (Conchas, Peró e Pontal) para a alta temporada. Dois pontos foram destacados: a necessidade de maior mobilização da Guarda Municipal para controlar o acesso e disciplinar o trânsito e ordenamento da ocupação do espaço público, em especial nas áreas de lazer e de preservação. No feriado prolongado da Proclamação da República, o Peró foi invadido por ônibus e vans sem autorização para circular em Cabo Frio.
No documento, os moradores também pedem à Prefeitura que faça o teste operacional para melhorar o acesso ao Peró no trecho da Rua dos Biquínis, com instituição do regime de mão única nas Ruas Jorge Veiga (Rua dos Biquínis) e Samuel Bessa (Jacaré). O teste não foi feito no verão passado a pedido de comerciantes locais, que temiam perder clientes. O caso foi levado ao Ministério Público Estadual. O Peró reclama também novo recapeamento, com fresagem e drenagem da pista, da Avenida dos Pescadores e demais vias de acesso à praia. Os moradores aguardam há três meses uma audiência com o prefeito Adriano Moreno para levar suas reivindicações.
O documento foi elaborado após reunião dos Amigos do Peró, grupo de moradores, veranistas e ambientalistas que defendem a preservação da orla do balneário. Eles esperaram passar o feriado prolongado para ver o comportamento dos serviços públicos. Constataram a necessidade de uma presença mais efetiva da Guarda Municipal e da Polícia Militar e de um plantão de um representante do Projeto Bandeira Azul para coordenar as ações no trecho certificado, na área urbana do Peró. Reclamam também a divulgação de um telefone 0800 para chamadas de emergência na área da Bandeira Azul.
-- O objetivo deste documento é fazer um alerta às autoridades. Se medidas de ordenamento não forem planejadas e executadas, teremos o caos. Isso significa que veículos de socorro do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, o transporte público e os caminhões da coleta de lixo não conseguirão entrar e sair do Peró. Além disso, nossas vias de acesso estão um queijo suíço com o serviço mal feito de tapa-buracos. É preciso também banheiros químicos na Praça do Moinho, principal área de lazer do bairro – explicou Jorge Murilo, dos Amigos do Peró.
No feriado prolongado, os Amigos do Peró também observaram a falta dos quadriciclos do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar. E também a ausência de fiscalização do INEA em especial da Praia das Conchas, que está inserida no Parque Estadual da Costa do Sol. A principal infração era a presença de cães. Os ônibus e vans irregulares deixaram os passageiros na praia e esconderam os carros em ruas mais afastadas da orla.
-- O trecho da Bandeira Azul tem uma estrutura de ordenamento, mas a presença do poder público é necessária nos acessos e no restante da praia, das Conchas ao Pontal. Até hoje não temos notícias de um plano operacional para o trânsito e ordenamento do espaço público no Peró – lamentou Machado Silva, dos Amigos do Peró.
Sem fiscalização, ônibus e vans irregulares tumultuaram o trânsito do Peró no feriado prolongado.
Matéria: Paulo Roberto Araújo
Fotos: Arlindo Carvalho.
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Rio de Janeiro, RJ, Brasil
sexta-feira, 1 de novembro de 2019
Região dos Lagos tem competição nacional de foto subaquática
Por Paulo Araújo <prapress@gmail.com>
Com 19 competidores de várias partes do Brasil, começa nesta sexta-feira a fase de competição do Campeonato Nacional de Fotosub 2019, que está sendo realizada na Costa do Peró, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. As competições prosseguem neste sábado e os resultados serão divulgados no domingo. O campeonato é organizado pela Associação Brasileira de Imagens Subaquáticas (ABSUB), presidida por Flávia Mergulhão.
Entre os 19 competidores, 10 disputam na categoria Compacta e 9 na categoria DSRL/Miroless. Eles são do Rio, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Brasília e um que é de Curitiba, mas está morando em Lima, no Peru. Entre eles está Fábio Freitas, fotógrafo subaquático que é o primeiro colocado no ranking nacional. Eles farão fotografias em quatro categorias: grande angular, peixe, close up (que é uma foto de aproximação) e temática (que neste ano é o baiacu).
A competição acontece na Costa do Peró, entre as praias do Peró/Conchas e a Ilha dos Papagaios, e os mergulhadores usam embarcação, instalações e equipamentos de uma operadora da Ogiva especializada em atividades subaquáticas.
-- A Costa do Peró foi escolhida para a competição nacional pela biodiversidade encontrada em suas águas. Aqui podemos observar animais bem pequenos, como os nudibranquios, peixes, tartarugas e até cações. Nossa intenção é trazer ao público a beleza do fundo do mar e conscientizar para a preservação do ambiente marinho que muitas vezes não é acessível a todos. A preservação da Costa do Peró é importante para todo o ecossistema de Cabo Frio – afirmou Flávia Mergulhão.
O campeonato acontece a poucos dias de a Praia do Peró hastear a Bandeira Azul, certificado internacional de qualidade de praias. A programação, marcada para o dia 13, prevê várias atividades ambientais e o hasteamento da Bandeira Azul, às 10h, com o Hino Nacional, tocado pela Banda do Corpo de Fuzileiros Navais.
-- Esta competição da ABISUB tem grande importância para a divulgação da riqueza ambiental da Costa do Peró não somente para o Brasil como também para o mundo, pois todos os apaixonados pela biodiversidade marinha estão de olho nas imagens que os fotógrafos vão produzir na nossa costa – comentou o biólogo Octávio Menezes, do movimento Amigos do Peró.
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
Praias do sul do Brasil e da Região dos Lagos no Rio sofrem com a falta de argentinos
As principais praias do sul do Brasil tiveram, neste ano, uma primeira quinzena muito fraca. Estima-se que a chegada de turistas argentinos tenha caído 50% a 70% em Santa Catarina. O mesmo está acontecendo na Região dos Lagos fluminenses, em Cabo Frio e Búzios, com a diminuição muito grande do total de turistas hermanos que sempre viajam para lá no período do verão, aproveitando as férias e o aeroporto local. Os lucros nesses locais caíram muito por conta dessa ausência.
A primeira quinzena deste mês de janeiro registrou queda na presença de turistas argentinos na comparação com anos anteriores.
A Polícia Federal do Brasil deu números precisos dessa diminuição. Nos primeiros dez dias de 2019, passaram pela cidade de Dionísio Cerqueira, na fronteira argentina com Santa Catarina, um total de 4.822 argentinos rumo às praias, 68% a menos do que no mesmo período do ano passado.
Somando os 2.630 turistas que utilizaram a Ponte Internacional Comandante Rosales, que cruza o rio Pepirí Guazú e une San Pedro, em Misiones, a Paraíso, em Santa Catarina, aberta em dezembro passado, a diminuição real é de 50%. Ao todo, foram 7.452 argentinos.
O número mencionado é o mais baixo dos últimos cinco anos e as projeções indicam que não haverá uma melhora considerável no restante da temporada, embora já se note uma diminuição no preço dos aluguéis de apartamentos e casas.
Segundo os dados do município de Dionísio Cerqueira, o melhor início de temporada ocorreu em 2016, com quase 20.000 turistas argentinos nos primeiros dez dias do ano.
No ano passado, o registro foi de 16.000.
José Luís Saraiva, proprietário de uma imobiliária em Bombinhas, disse ao Clarín que “a diminuição do número de argentinos é de 50% nesta região, mas em Camboriú chega a 70%. Nossa estimativa antes do começo da temporada era de uma diminuição perto de 50%, mas é provável que essa porcentagem seja maior”, afirmou.
“Os argentinos vêm com um orçamento muito ajustado e procuram aluguéis de até 300 reais. Só alguns alugam apartamentos de 400 reais por dia”, disse Saraiva.
O impacto foi um pouco atenuado pela chegada de um maior número de brasileiros provenientes de São Paulo e do Paraná.
O presidente do Sindicato das Empresas de Turismo do Estado de Santa Catarina (Sindetur SC), Kid Stadler, disse que “depois que os argentinos começaram a vir para nossas praias, toda vez que há um movimento econômico na Argentina, há um impacto muito grande na economia, principalmente em Florianópolis, onde eles mais ficam.”
E acrescentou que “está todo mundo esperando que durante o mês de janeiro e fevereiro venha um pouco mais de argentinos, mas não vai ser um número que vai recuperar a nossa temporada.”
Por via aérea também houve uma diminuição do número de turistas argentinos em Florianópolis, mas foi de apenas 10% em relação ao mesmo período do ano passado.
Fonte Clarin
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quinta-feira, 11 de outubro de 2018
Região dos Lagos fluminense tem bandeira azul

A Praia do Peró, em Cabo Frio, poderá hastear a Bandeira Azul (certificado internacional de qualidade) na próxima temporada do verão. Em reunião realizada em Copenhagen (Dinamarca), o Júri Internacional do Programa Bandeira Azul avaliou os candidatos a receber a Bandeira Azul nos países do Hemisfério Sul. Todos os 15 candidatos recomendados pelo Júri Nacional do Programa no Brasil foram aprovados pelo Júri Internacional. Serão condecoradas 9 praias, 5 marinas e 1 embarcação de turismo sustentável.
É o fim de uma luta de três anos pela conquista do selo. A Marina Costabella, em Angra dos Reis, também ganhou a certificação internacional. Com 7,2 quilômetros de extensão e com águas sem qualquer poluição, a Praia do Peró é uma das mais procuradas por turistas e veranistas no litoral fluminense.
A Bandeira Azul abrange, contudo, apenas um quilômetro da praia, na área urbana, onde já existe infraestrutura, como posto de salvamento, vias pavimentadas, iluminação pública e vias de escape. Serão necessárias obras complementares, como a melhoria dos acessos, banheiros públicos, reforma dos quiosques e melhoria na segurança pública.
Há 48 anos no Peró, o hoteleiro Roberto Saci, do Amigos do Peró, festegou: — É uma notícia maravilhosa. Esperamos que agora finalmente o Poder Público, municipal e estadual, faça o dever de casa e conclua os serviços de infraestrutura necessários. E que o prefeito Adriano Moreno, que assinou a Carta do Peró no Porto Veleiro, receba os representantes da comunidade, que lutaram pela Bandeira Azul.
Moradora e hoteleira, Marta Rocha também comemorou: — Nós estamos felizes, mas ao mesmo tempo preocupados. Como poderemos hastear a bandeira com o acesso totalmente esburacado e sem o cumprimento de outros critérios. Mas é uma notícia boa porque o que falta é muito pouco – comemorou Marta, do movimento Amigos do Peró, que buscou a Bandeira Azul, com apoio da prefeitura, junto à coordenação nacional do programa.
Contermplados no Brasil
Ganharam a certificação as seguintes praias: Peró (Cabo Frio); Grande e Palmas (Governador Celso Ramos, Santa Catarina); Lagoa do Peri (Florianópolis, Santa Catarina); Ponta de Nossa Senhora (Salvador); Balneário Piçarras (Santa Catarina); Praia do Estaleiro (balneário Camboriu, Santa Catarina).
E as marinas Costabella (Angra dos Reis, no Rio de Janeiro); Nacionais (Guarujá); Iate Clube de Santa Catarina (Santa Catarina); Kauai (Ubatuba); Água Viva Mergulho (Florianópolis).
O Programa Bandeira Azul é reconhecido em todo o mundo. Foi criado pela FEE – Foundation for Environmental Education, uma instituição internacional com diversos integrantes representando seus respectivos países. No Brasil, o Operador Nacional do Programa é o IAR – Instituto Ambientes em Rede .
As praias, marinas e embarcações inscritas no programa comprometem-se com o cumprimento de critérios propostos. Para ser certificada a praia/marina/embarcação deve ser inicialmente aceita pelo Operador Nacional, recomendada pelo Júri Nacional e aprovada pelo Júri Internacional.
Fonte: https://meioambienterio.com
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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
Região dos Lagos puxa tráfego aéreo no interior do Rio
A Azul Linhas Aéreas intensifica os vôos diretos entre Cabo Frio, na Costa do Sol fluminense, e Buenos Aires, na Argentina. Outro aeroporto, o de Resende, começa a ser preparado para incrementar o turismo direto na Região Sul do estado.

O Aeroporto Internacional de Cabo Frio é o segundo maior do Estado do Rio, atrás apenas do Galeão, na capital. A unidade de Cabo Frio opera com voos domésticos e como centro logístico. O aeroporto está localizado na Estrada Velha do Arraial do Cabo, na Praia do Sudoeste. Aeroporto de Resende recebe R$ 7 milhões para modernização e Cabo Frio comemora chegada do primeiro voo direto regular da Argentina.
O aumento progressivo do fluxo turístico para o interior está trazendo novidades para os aeroportos dos municípios fluminenses. O Aeroporto de Resende, um dos mais antigos do Brasil, vai receber investimentos da ordem de R$ 7 milhões, destinados a obras de modernização para que ele volte a operar com linhas aéreas regulares, atendendo toda a região Sul Fluminense. Já Cabo Frio, cidade localizada na região turística da Costa do Sol, comemora a chegada do primeiro voo direto regular oriundo da Argentina.
Nilo Sergio Felix, secretário de estado de Turismo do Rio de Janeiro, afirma que as conquistas de agora comprovam o potencial turístico do interior do Estado.
- Temos consciência da crescente procura pelos destinos do interior. Voos regulares em cidades pontuais das regiões turísticas e melhorias nos aeroportos são de extrema importância para aumentar o fluxo de turistas para essas regiões. Muitos visitantes procuram a comodidade e a rapidez de um avião ao invés de uma viagem pela estrada, que pode ser cansativa e demorada.
Aprovados pela Secretaria de Aviação Civil, os recursos para o Aeroporto de Resende, fazem parte do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos, e foram conquistados em quatro meses pela administração municipal, em parceria com o Governo do Estado. De acordo com a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo de Resende, entre as melhorias físicas que serão feitas no local estão o asfaltamento da pista que apresenta trincas em vários pontos, recuperação das cercas e alambrados, instalação de balizamento noturno e adequação do aeroporto para que ele possa operar voos por instrumentos.
Em Cabo Frio, cento e onze passageiros desembarcaram no Aeroporto Internacional da cidade no sábado, 16/12. Este foi o voo inaugural da temporada que vai até o dia 3 de março de 2018. Durante três meses, 24 voos diretos, operados pela empresa Azul Linhas Aéreas, vão fazer a conexão Cabo Frio/Buenos Aires e vice-versa.
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terça-feira, 17 de outubro de 2017
Turistas não abandonaram o Rio e estão lotando hotéis
Atrativos turísticos e eventos despertam procura pelo interior fluminense no feriadão. Os municípios de Cabo Frio, na Costa do Sol, e Angra dos Reis. na Costa Verde, se destacam com 95% de quartos reservados no último feriadão.
Foto do hotel La Plage, em Cabo Frio

Os destinos do interior do Estado mais uma vez se destacam com grande procura de turistas no feriado de Nossa Senhora Aparecida. A ocupação hoteleira média ficou em 84,33%. Vassouras, Cabo Frio e Angra dos Reis lideraram a procura, com mais de 95% de quartos ocupados, seguido de Búzios, Arraial e Teresópolis, com 90%. A pesquisa foi realizada pela Associação de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro - ABIH-RJ.
Nilo Sergio Felix, secretário de Estado de Turismo destaca que, nesta época do ano, a procura por destinos de praia aumenta. No entanto, municípios que oferecem, além de seus atrativos turísticos, eventos nos feriados prolongados, recebem maior atenção dos turistas.
- Unir descanso, beleza e diversão. É esta a grande procura dos viajantes. Cabo Frio, por exemplo, promove até dia 13, o Festival Curta Cabo Frio, com mostras competitivas de curta metragens de todo o país. Em Teresópolis, um evento de Teatro de Rua, com apresentações artísticas, palestras e rodas de comentários, também está atraindo visitantes para a cidade.
Na Capital, no desempenho por categoria, os hotéis de 3 estrelas estão na frente, com média de 65%, enquanto os de cinco estrelas têm 58% de reservas, e os de 4 estrelas, 53%. Os bairros com melhor desempenho são Leme/Copacabana (75%) e Ipanema/Leblon (67%). Na sequência, estão Centro (47%), Botafogo (43%) e Flamengo (41%).
Para o presidente da ABIH-RJ, Alfredo Lopes, alguns bairros podem chegar a 85% de ocupação, em função do fim de semana prolongado, reforçado pelo calendário de eventos. Segundo levantamento da entidade, a ocupação média acumulada de janeiro a julho deste ano registrou média de 50%.
Em 2016 não houve pesquisa, pois o dia 12 de outubro caiu em uma quarta-feira. Em 2015, a ocupação fechou em 72%, porém, naquela ocasião, o parque hoteleiro contava com pelo menos 20 mil quartos a menos.
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sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Paulistas se curvam às belezas da Região dos Lagos (RJ

O jornal Estadão apresenta reportagem especial sobre a chamada "Costa do Sol", que tanto encanta paulistas, como mineiros e argentinos. E apontam> com propostas diferentes, Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios esbanjam boa gastronomia, lugares para praticar esportes. Não espere as férias de fim de ano, pois um bom final de semana de sol já vai valer muito a pena. Se jogue na aventura!
E se a canoa virar? Esse era meu pensamento nas primeiras remadas pela Lagoa Araruama, em Cabo Frio. Eu era uma estreante, e não podia dizer que os outros cinco ocupantes da charmosa canoa havaiana estavam exigindo muito da minha força – era mais uma questão de coordenação motora. Parece pouca coisa, mas ouvir o remador do meio gritar “hip”, indicando que era hora de mudar a braçada de lado, não foi tão simples assim.
Distante 156 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, Cabo Frio tem explorado mais sua natureza e boa infraestrutura para tentar atrair turistas tanto quanto a vizinha Búzios, quinta cidade mais visitada no País segundo o Ministério do Turismo. E é justamente na diversidade de opções para praticar esportes que a filha mais velha do trio que compõe a Região dos Lagos se faz singular. A cidade é, inclusive, o berço das atuais campeãs nacionais na modalidade C6 da canoagem, a mesma em que me arrisquei.
Cabo Frio, Armação dos Búzios e Arraial do Cabo são mesmo diferentes, apesar de terem em comum o mar esverdeado e sempre gelado e a pesca como atividade principal, ao lado do turismo. Consequências do fenômeno da ressurgência, que traz as águas mais frias e profundas, ricas em nutrientes, para a superfície.
Três perfis
Enquanto Búzios construiu sua imagem como destino badalado e muitas vezes caro, com lojas famosas, baladas, celebridades e hospedagens de luxo, Arraial do Cabo procura ganhar adeptos pelo lado oposto: o rústico.
Ideal para quem procura natureza na sua forma mais livre, Arraial faz jus à fama de ser o cartão postal da Região dos Lagos. Suas águas tranquilas, de um degradê entre o verde e o azul, e suas áreas protegidas são o paraíso para mergulhadores e para quem quer paz e economia.
Já Cabo Frio, a sétima cidade fundada no Brasil, lá em 1615, tem a vantagem da maturidade: quer manter a simplicidade e o lado despojado de Arraial, sem deixar de oferecer a estrutura e a gastronomia do nível de Búzios.
Quer uma dica? Visite as três e aproveite, de uma vez ou aos poucos, já que são tão próximas à capital fluminense, o melhor de cada uma delas.
“Hip”, e lá se vão três remadas da direita para a esquerda. E se a canoa não virar, como não virou, você não só chegará lá, como verá um Rio de Janeiro ainda mais encantador.
Programe-se
O projeto Rio Serra-Mar, da Secretaria de Turismo do Estado do Rio, indica o melhor de dez destinos da Estrada Serramar (RJ-142), que vai de Nova Friburgo a Casemiro de Abreu, incluindo os Lagos: bit.ly/rioserramar.
Como chegar: da cidade do Rio de Janeiro a Cabo Frio, ida e volta de ônibus desde R$ 100 na 1001.
Hospedagem: em Cabo Frio, a pousada Marília tem um famoso café preparado pelos donos mineiros (desde R$ 400). No bairro histórico da Passagem, o hotel Solar do Arco é sofisticado (desde R$ 495).
Cabo Frio: história e esporte no DNA
A sétima cidade fundada no Brasil, em 1615, é também o berço das atuais campeãs nacionais de canoa havaiana e principal polo do "surfe nas dunas" no sudeste. O sol tímido se escondia e anunciava o fim da tarde de um dia em que havia garoado várias vezes. Aquecia assim os pescadores que seguiam o caminho das pedras, literalmente, até a beira do Canal do Itajuru, onde lançavam suas varas para, quem sabe, fisgar uma boa tainha naquele caminho d’água de 6 quilômetros de extensão, entre a Lagoa Araruama e o Oceano Atlântico.
Apesar de a água ser esverdeada à la Caribe – sorte do dia, já que o fenômeno da ressurgência pode deixá-la com cor de caldo de cana –, não queria colocar os pés no gelado. Por isso, permaneci sobre a plataforma de madeira do Morro do Arpoador ou mirante do Forte São Mateus, onde o cenário é ideal aos turistas e suas selfies.
Erguido durante a gestão de Martim de Sá, o pequeno forte pode ser visitado a qualquer momento, com ou sem pescaria, antes ou depois de um passeio pela agradável Praia do Forte, que a fortaleza protegia da entrada de saqueadores a partir do segundo decênio do século 17.
Menos pelas dimensões e mais pelo cronologia, fortes são parte importante da história de Cabo Frio que, ao que se sabe, abrigou a primeira das fortalezas-feitorias do País, o Forte de Santo Inácio, construído por portugueses sobre uma ilhota próxima ao porto de Araruama. Foi a partir dele que, cerca de cem anos após a chegada de Américo Vespúcio às terras batizadas de Gecay pelos índios tupinambás, fundou-se o município de Santa Helena do Cabo Frio. Era 1615 e apenas a sétima cidade do Brasil.
Para mergulhar nos séculos seguintes, caminhe por um estreito trajeto de casas cujos pés de laranja, amora e pitanga tornam ainda mais charmosas as fachadas. Ele leva ao primeiro bairro da cidade, Passagem, onde fica a Igreja de São Benedito, casa espiritual de negros libertos e pescadores no século 19, quando foi construída. Dependendo de onde estiver, pegar um táxi aquático (a partir de R$ 5) pode ser a melhor forma de ir de um bairro a outro.
Símbolo da desigualdade social e da cultura das classes mais pobres que ali viviam, hoje a pequena igreja abre apenas quando há festas, mas é parte essencial do cenário envolvente das apresentações do jongo da Tribal (Associação Cultural Tributo à Arte e à Liberdade) e da roda de samba Santo Samba.
Nos últimos domingos do mês, os dois grupos incentivam a cantoria e a dança livre no meio da Praça São Benedito, contagiando jovens, idosos, pais e filhos pequenos noite adentro – alguns mais desinibidos até arriscam passinhos –, além dos clientes dos bares do entorno, que fazem jus à fama boêmia do bairro.
Samba e jongo
Essa não é, porém, a parte mais urbanizada da cidade. A Igreja Matriz e o comércio cabofriense estão concentrados na Avenida Assunção, onde também está o Charitas – Museu e Casa de Cultura José de Dome, uma antiga casa de caridade que recebia crianças abandonadas no século 19 e acabou se tornando um amplo espaço cultural, com exposições permanentes e temporárias, palestras, música e artesanato. Abre de terça a domingo, das 14h às 19h.
Religiosos ou aficionados por arte e história, aliás, podem aproveitar a agenda cheia do Museu de Arte Religiosa que funciona no espaço do Convento de Nossa Senhora dos Anjos, em Cabo Frio, cuja pedra fundamental é de 1686.
Já mais perto do Canal do Itajuru, a Rua dos Biquínis satisfaz com 150 lojas os desejos de consumo dos turistas interessados na moda praia e na moda fitness. É possível que você encontre novidades legais por lá – há peças de R$ 10 a R$ 200 e o espaço abre de domingo a domingo.
Na década de 1950, a atriz Tônica Carrero procurava ali o cantinho da costureira Dona Nilza para fazer seus biquínis. Trinta anos depois, já com mais empresários do ramo instalados no local, a via se transformou na Rua dos Biquínis de hoje, um dos pontos mais visitados da cidade.
CABO FRIO MAIS NATURAL
Lugares para desfilar biquínis e maiôs não faltam em Cabo Frio. São 14 praias com paisagens e públicos variados e um ponto em comum: o mar gelado.
Enquanto as praias do Foguete e das Dunas atraem praticantes do surfe à vela, a Praia Brava recebe adeptos do naturismo, e a Peró abraça os orgulhosamente preguiçosos. Quem não gosta, afinal, de sentar num quiosque à beira-mar para degustar frutos do mar e uma boa cerveja?
A Praia do Peró este ano ganhou aval para tentar conquistar o certificado internacional de sustentabilidade Bandeira Azul – só seis praias no País têm tal reconhecimento. Aqui também se faz um dos passeios mais aventureiros de Cabo Frio. Por uma trilha no Morro da Vigia (ou do pau-brasil, nos tempos em que a árvore existia no local), é possível ter uma vista em 360 graus dos contornos naturais da Região dos Lagos.
Circuito
A trilha é organizada pelo Circuito Peró Mais, um projeto com alunos da Escola Municipal Evaldo Sales, liderado pelo turismólogo e ambientalista Paulo Bayer e a coordenadora da escola, Priscila Ramalho. Com conhecimentos de fazer inveja a qualquer geógrafo, as jovens – naquela ocasião, sem um único garoto – nos guiaram pela trilha das Pitangueiras até a Gruta do Sargento e a Praia das Conchas, explicando cada formação rochosa, ilha isolada, vegetação curiosa, como cactos de cabeça branca e casuarinas finas.
A caminhada de três horas sai por R$ 48, incluindo camiseta, água e almoço. Para fechar, o grupo ainda apresenta a centenária Barraca do Jamil, que resistiu às pancadas da água do mar e se tornou ponto turístico. Mariana Liriel, de 14 anos, aspirante a turismóloga, conta: “Uma cena da (novela) Avenida Brasil foi gravada aqui”.
Antes de o dia acabar, um passeio de barco pelo Canal do Itajuru poderá render um dos retratos mais bonitos da viagem. Em meio ao manguezal, uma infinidade de garças fazem das ilhotas do Parque Estadual Costa do Sol seu dormitório. O evento pinta o céu de branco e rosa sempre no mesmo horário, todo santo dia. Ali, o pôr do sol também é majestoso.
Agências como a Guga Tour fazem o roteiro de 1 hora (R$ 25). Indo até a Ilha do Japonês, prolonga-se o passeio para 1h30 (R$ 40).
CABO FRIO MAIS GASTRONÔMICA
A ala masculina da família do garçom e barman cearense Antônio Mesquita Pinto faz carreira no Restaurante Picolino, um dos mais antigos de Cabo Frio. Inaugurado em 1975 num casarão com paredes feitas de cal, óleo de baleia e pedra, cuja parte interna ainda preserva a decoração do passado, o restaurante conta com os serviços do senhor de 78 anos há 31. E do sobrinho e do neto dele também, um de 35, o outro de 16.
É esse clima familiar que faz do Picolino uma referência gastronômica para moradores e turistas fiéis à cidade, incluindo artistas, como Mario Lago e Jaguar, responsável por logo do local. O cardápio é variado, mas os pratos mais procurados são à base de frutos do mar – experimentei um filé de cherne e camarão gratinado dos deuses (R$ 93).
Da nostalgia do passado a um ambiente moderninho e despojado, mesmo longe da orla, o Delírio’s é parada obrigatória. Localizado no bairro Ogiva, funciona numa espécie de casa de campo, com a parte interna composta de azulejinhos coloridos e bebidas à vista, toda iluminada pela luz do sol. Do lado de dentro ou no jardim, há a possibilidade de comer ou beber uma caipirinha exclusiva da casa, com kiwi, manga e morango – o colorido do copo a batizou de Jamaica (R$ 33).
Alguns de seus pratos são criações próprias, inclusive porque o restaurante participa do Sabores de Cabo Frio, um festival gastronômico que em 2016 chegou à segunda edição e 40 restaurantes participantes. Uma dica: se escolher o prato do Delirio’s desse ano, o camarão vietnamita, acompanhado de arroz negro com casacas de coco e creme de abóbora, peça um vinho branco para harmonizar (R$ 68 o prato).
SEIS esportes para praticar (e curtir) em Cabo Frio
CANOA HAVAIANA
Força nos braços e bastante coordenação motora. Pronto, é só remar em sincronia com os demais ocupantes da canoa havaiana, ou polinésia, uma referência ao país onde a embarcação foi criada, há mais de 3 mil anos. Principiantes levam alguns minutos para fazer a canoa se deslocar de fato pelas águas da Lagoa Araruama. A agência The Trip leva interessados nas remadas em uma canoa de 14 metros em meio à singular caatinga fluminense, com direito à parada na Ilha do Japonês. Se a água estiver clara, é possível ver tartarugas. O passeio de canoa custa a partir de R$ 30 e dá para incluir no roteiro trilha e bike (R$ 120; confira mais opções no site).
ESPORTES NÁUTICOS
A parceria entre água e ventania proporciona bons momentos aos adeptos do kitesurfe, do windsurfe e da vela. O kite é o queridinho da região, com escolas que oferecem cursos de uma hora a uma semana. Na Forte Kitesurf, os preços vão de R$ 230 (curso avulso de 1 hora) a R$ 1.800 (dez aulas, cada uma com 2 horas) e há um intensivão de três dias para quem já tem alguma noção do esporte (R$ 1.100). Já na AKS, os cursos vão de R$ 400 (2 horas) a R$ 3 mil (horas ilimitadas). Para os mais experientes, as praias do Foguete, Peró e Pontal do Peró e são ideais em Cabo Frio.
De maio a outubro, melhor época para altas ondas em Cabo Frio, as praias Brava, Aquárius, Foguete, Peró e do Forte são tomadas por surfistas. A cidade se orgulha tanto de ser o berço de Victor Ribas, pioneiro e melhor brasileiro antes de Gabriel Medina na modalidade, que fez até uma estátua dele ao lado da do ídolo do futebol cabofriense Leonardo – ambas estão na moderna Praça das Águas, na orla da Praia do Forte.
Mesmo se você não curtir muito essa história de deslizar sobre o mar, vale a pena a visita à coleção impressionante de Telmo Moares, um surfista de 63 anos dono do melhor estilo carioca gente boa. Apaixonado pelo esporte, montou o que, segundo ele, é o maior acervo de pranchas do mundo – são 821, 161 expostas. Há raridades como um modelo de 1920 e outro de 1967 produzido na primeira fábrica brasileira de pranchas, instalada em São Conrado. O Museu Internacional do Surf fica dentro do Shoping Park Lagos (R$ 10; leia mais em estadao.com.br/e/surfecabofrio ).
Tanto quanto um lugar de água, Cabo Frio é o lugar da prancha, seja sobre ondas ou sobre dunas. Nas areias o sandboard garante momentos de adrenalina, e nem exige dunas enormes – qualquer montinho serve. “É o snow do verão”, explica o atleta cabofriense Rafael Marendino, praticante da modalidade e um dos maiores incentivadores do esporte na região. Privilegiada pela geografia de dunas, a cidade tem um cantinho ideal para quem quer se arriscar: fica no Parque Estadual da Costa do Sol.
VÔLEI DE PRAIA
As areias da Praia do Forte ficam iluminadas pela luz do sol mesmo quando o fim da tarde é frio como o que nos recepcionou. Mas a sensação gelada era apenas para quem estava do lado de fora da arena montada na altura da Praça das Águas para o Circuito Brasileiro do Vôlei de Praia. Profissionalmente, a cidade recebe as disputas da categoria Sub 23 do nacional. Mas, para se divertir, meninos e meninas aproveitam diariamente as redes mais simples e democráticas fincadas na extensa faixa de areia do lado de fora.
SKATE E PATINS
Pertinho da arena do vôlei de praia, na altura da Praça das Águas, foi instalada em 2014 uma enorme pista de skate, de padrão internacional, onde idade e gênero não fazem a menor diferença: todo mundo aproveita para fazer suas manobras, estabanadas ou radicais, numa área de quase 1.700 metros quadrados.
ARRAIAL DO CABO: 4 passeios indispensáveis
Arraial do Cabo tem investido no turismo ecológico, tentando manter a beleza natural de suas praias e áreas verdes preservadas. Para isso, parece ter assumido a identidade rústica (sem esquecer de manter qualidade) entre os três destinos da Região dos Lagos. Arraial é para quem quer mergulhar na natureza e fazer as melhores fotos de paisagem da viagem.
1- No mar
A natureza exuberante de Arraial é sua principal marca. Pelo menos oito praias disputam o posto de mais bonitas da cidade – e não há consenso na escolha. O mergulho é a atividade mais buscada, sobretudo o de naufrágio: 13 operadoras têm cursos. Ilha dos Porcos, Saco do Cherne, Gruta Azul e Oratório são os melhores pontos para submergir. As praias Brava e Grande são boas para surfe.
2- Na trilha
A proposta de turismo ecológico de Arraial inclui, claro, inúmeras trilhas. Entre as mais famosas estão as que levam à Ilha do Farol, o ponto mais alto da Região dos Lagos (390 metros). Ali ficam dois faróis do século 19, um deles desativado. Como a área é protegida pela Marinha, são guiadas e ocorrem em dias específicos (R$ 80). Mais em bit.ly/trilhasfarol.
3- A bordo
Andar de barco em Arraial é necessário para chegar a lugares como a Praia do Farol, onde só entram embarcações autorizadas – a viagem até lá dura 40 minutos. Na Praia do Forno, o acesso é por trilha íngreme ou barcos, que partem da própria praia e oferecem passeios de 3 a 4 horas ou, por R$ 10, levam ao Restaurant e Flutuante, cujo nome já diz tudo: comer sobre o mar.
4- Nas alturas
Programa indispensável em Arraial é assistir ao pôr do sol no mirante do Pontal do Atalaia, com uma vista privilegiada para o Atlântico. Mesmo pela manhã, parar ali por alguns minutos para observar os contornos da costa fluminense é garantia de deslumbramento. Desça às Prainhas do Atalaia para relaxar nas areias brancas e água cristalina.
BÚZIOS: rotina badalada que justifica a fama
A cidade é a 5ª mais visitada do País, uma vocação turística que ganhou força na década de 1960, durante a passagem de Brigitte Bardot
Enquanto Brigitte Bardot observa o mar acomodada em um banco da orla batizada com seu nome, Juscelino Kubitschek faz o mesmo um pouco adiante, na Praia da Armação, sorrindo a três pescadores com um aceno. Coisa de político.
As esculturas são algumas das muitas espalhadas por toda Armação de Búzios, nome completo desse canto do litoral fluminense que prefere a informalidade do nome encurtado, Búzios. A de Juscelino Kubitschek, do escultor Hildebrando Lima, foi doação da família Soares Penido, cuja casa abrigou o ex-presidente no balneário a partir de 1958.
Já Os Três Pescadores, da artista Christina Motta, faz uma bonita homenagem a trabalhadores da principal atividade econômica do local ao lado do turismo. Também é de Christina a figura da atriz Brigitte Bardot sentada num banco de frente para o mar, relembrando a visita da atriz à cidade, em 1964; visita que colocou Búzios definitivamente entre os destinos mais badalados do País.
A Orla Bardot compõe com a Rua das Pedras, ali perto, o epicentro do turismo na cidade. O agito noturno dos bares e baladas, as lojas de grife, o ver e ser visto, a gastronomia: tem tudo isso por ali.
Em relação à comida, são quase 300 restaurantes, muitos deles famosos e com preços bastante salgados. Mas há opções mais econômicas. Um exemplo? Garimpar o melhor bolo de banana com chocolate do centro (são famosos!). O da Maré Mansa custa R$ 12 o pedaço generoso (Travessa Oscar Lopes Campos, 4). Além disso, há sempre lugares escondidinhos e surpreendentes, como os desse roteiro de um casal passando um fim de semana na cidade com apenas R$ 400: bit.ly/buzios400.
Outra forma de comer bem gastando menos por lá é ir ao festival gastronômico que a cidade faz toda primeira quinzena de julho, com pratos de bons cozinheiros a preços em conta. Na edição mais recente, custaram R$ 15 (entradas) e R$ 20 (principais). O próximo está confirmado: festbuzios.com.br.
Entre as opções sofisticadas, o 74 Restaurant é novidade. Inaugurado no fim de 2015 no hotel-butique Casas Brancas, une as cozinhas regional e mediterrânea em um cardápio assinado pelo chef francês Gustavo Rinkevich e em um belo salão-terraço com vista para o mar. Reserve.
Com cerca de 20 praias, difícil é escolher onde estender a canga (ou alugar uma cadeira). Nossa dica: peça informações na pousada e visite no máximo duas por dia – ou você perderá a chance de curtir um dos trechos mais bonitos e de mar mais calmo do País.
Com o tempo meio nublado, foi impossível não se importar com os dizeres das placas que avisavam para não irmos adiante pelas pedras escorregadias. Se Búzios fica extremamente preguiçosa quando chove, o mesmo não ocorre com seu mar, que, na fúria, engole as formações rochosas que encontra pela frente.
Assim é na Ponta do Criminoso, entre as praias João Fernandes e Brava, que é ideal para escapar do agito. A parada costuma receber mergulhadores e pescadores e guarda uma vista que ainda lembra aquela Armação dos Búzios selvagem que atraiu Brigitte Bardot.
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Local:
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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