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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Você quer viver ou morrer?

Pesquisa aponta que 100 milhões de pessoas no Brasil não fazem qualquer tipo de atividade física. Falta de tempo é um dos motivos para o sedentarismo. E mostra ainda que 9 minutos de ginástica ajuda a combater o sedentarismo.

               
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Cem milhões de pessoas no Brasil não fazem qualquer tipo de atividade física e isso representa a metade da população brasileira. Entretanto, fazer exercício não está ligado apenas à boa forma. Quem faz atividade física vive mais e melhor. Para falar sobre o assunto, o Bem Estar convidou o médico do esporte e consultor Gustavo Magliocca e a profissional de educação física Shirlaine Stelzer.

Falta de tempo é um dos motivos para o sedentarismo. Contudo, uma pesquisa mostrou que apenas com nove minutos de ginástica, três vezes por semana, pode te ajudar a sair do sedentarismo. Vale complementar a ginástica com um exercício aeróbico, como caminhada, que aumenta a resistência cardiovascular.

A atividade física pode ter efeito de remédio. Um estudo nos Estados Unidos concluiu que correndo uma hora, a pessoa pode ganhar até sete horas de vida. Outra pesquisa da Inglaterra revelou que ir pedalando para o trabalho pode até prevenir o câncer.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

ESPECIAL FÉRIAS Metrópoles mundiais mais caras para se viver

Levantamento avalia preços de bens e serviços como roupas, carne, gasolina, leite, café, cerveja e ingresso de cinema; Tóquio lidera ranking, que não tem nenhuma cidade brasileira entre 20 mais caras do mundo ou das Américas. Tóquio, no Japão, recuperou título conquistado em 2012 da cidade com custo de vida mais alto no mundo para expatriados.

                
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Em Hong Kong é até possível fazer uma refeição a um preço razoável, mas tomar uma cerveja aumenta muito a conta. Melhor fazer isso em Sydney ou Londres, onde comer e beber fora de casa pode até sair mais barato, mas, por outro lado, é caríssimo ir ao cinema.

Mas apesar da fama de preços altos, essas cidades não estão entre as três mais caras do mundo para trabalhadores estrangeiros. Não é surpresa que Tóquio, capital do Japão, seja a mais cara mundo, mas que Luanda, capital de Angola, seja a segunda colocada, certamente pode ser.

Tóquio, Luanda e Zurique, na Suíça, lideram o ranking de 2016 feito pela ECA Internacional, organização que analisa condições e custo de vida para trabalhadores estrangeiros que vivem fora de seus países.

Cidades brasileiras não aparecem no ranking das 20 cidades mais caras do mundo nem do das 20 cidades mais caras das Américas - nesta lista, a única cidade fora dos Estados Unidos é Buenos Aires, em 13º.

Mesmo assim, a ECA diz que cidades brasileiras subiram, em média, 60 posições na lista, contabilizando um dos maiores aumentos de um ano da pesquisa.

"O real se recuperou fortemente, apesar da recessão econômica do Brasil, à medida que um novo governo assumiu o poder após o impeachment de Dilma Rousseff", assinalou a organização, que tenta ajudar empresas a calcular o custo de manter um funcionário no exterior.

O levantamento leva em consideração o preço de bens e serviços de consumo e lazer mais recorrentes adquiridos por estrangeiros, como roupas, carne, gasolina, leite, café, cerveja e ingresso de cinema em mais de 450 lugares do mundo. A pesquisa não leva em conta despesas como aluguel e taxas escolares, contabilizadas separadamente.

Mudança de posições
Tóquio, no Japão, recuperou a posição que tinha em 2012 de cidade com custo de vida mais alto no mundo para expatriados. A capital japonesa - que no ano passado era a 12ª mais cara - é uma das dez cidades asiáticas que estão entre as 20 primeiras da lista.

"O custo para uma empresa para trazer talentos para o Japão aumenta com os serviços necessários para manter o nível de consumo de seus funcionários", disse Lee Quane à Bloomberg, diretor regional para a Ásia do ECA.

Além da capital, as também japonesas Yokohama (5ª), Nagoya (7ª) e Osaka (9ª) se destacam no levantamento.

Luanda, capital de Angola, é considerada a surpresa no ranking ao sair do quinto para o segundo lugar

Enquanto a capital japonesa recuperou o lugar mais alto no ranking, cidades antes famosas pelo alto custo de vida saíram da lista das mais caras pela primeira vez. Londres é uma delas. Caiu 57 posições e não está nem entre as 100 mais.

A explicação para o caso da capital inglesa estaria na desvalorização da libra após os britânicos terem votado pela saída do Reino Unido da Eunião Europeia.

Londres agora é mais barata que Paris e Bruxelas. Ainda assim, continua sendo um dos lugares mais caros para se ir ao cinema. O ingresso custa, em média, R$ 57.

Primeira colocada no ano passado, Zurique, na Suíça, está em terceiro lugar. Continua sendo, contudo, a mais cara cidade europeia.

Supresas

Uma das surpresas é certamente o 2º lugar global para Luanda, cidade que já vinha sendo, há algum tempo, a mais cara da África. Entre as explicações está o alto custo de importação e transporte de bens de consumo para os trabalhadores estrangeiros, por causa da infraestrutura precária, risco de conflito e elevados índices de corrupção.

O mesmo fenômeno acontece com Kinshasa, capital do Congo, que ficou em décimo no ranking mundial e é a segunda cidade mais cara da África.

A ilha de Manhattan, em Nova York, foi no ano passado a 15ª colocada. Esse ano, alcançou a posição 24ª mas continua sendo o lugar com maior custo de vida para expatriados nas Américas, seguida de Honolulu, Nova York, Los Angeles e San Francisco.

"Mais uma vez Manhattan lidera os rankings regionais. Em uma escala global, caiu por causa da força relativa de outras moedas. No entanto, o declínio pode ser de curta duração porque o dólar começou a valorizar novamente nas últimas semanas", avaliou Michael Witkowski, vice-presidente da ECA International em Nova York.

A mais cara da América Latina

Sob o comando Mauricio Macri, a Argentina liberou a compra de dólares e viu o peso despencar, o que afetou o custo de vida para estrangeiros em Buenos Aires.

Ficou bem mais barato para expatriados viverem na cidade argentina, que agora ocupa 77ª posição geral depois de alcançar o 21º lugar no ano passado. No entanto, a capital Argentina continua sendo a cidade mais cara da América Latina.

A situação da Argentina se contrasta com a do Brasil, onde o real se valorizou nos últimos meses, segundo a organização responsável pelo levantamento.

No Canadá, a moeda local também registrou uma valorização expressiva em relação às moedas avaliadas para a pesquisa, incluindo o dólar norte-americano. Isso fez com que Vancouver subisse 22 posições no ranking.

O levantamento do custo de vida para expatriados foi feito pela ECA Internacional entre março e setembro deste ano, levando em conta uma cesta de produtos normalmente consumidos no dia a dia.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

TURISMO - Vitória aparece em 1º lugar em bem-estar urbano

Pesquisa foi realizada Observatório das Metrópoles, da UFRJ. Capital capixaba soma 0,9 no ranking.

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Vitória foi considerada a melhor capital do Brasil no Índice de Bem-Estar Urbano (Ibeu), realizado pelo Observatório das Metrópoles, instituto virtual da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A capital capixaba soma 0,9 no ranking. Quanto mais próximo de 1,0, melhor é a condição de bem-estar urbano apresentada pela cidade. Vitória é seguida por Goiânia, com 0,8742, Curtiba, com 0,874, Belo Horizonte, com 0,8619 e Porto Alegre, com 0,8499. A última capital do ranking é Macapá, com 0,6413.

A pesquisa analisou mobilidade, condições ambientais urbanas, habitacionais, atendimento de serviços coletivos e infraestrutura. O levantamento dividiu opiniões entre os especialistas de cada área e a população.

Pontos excluídos

Para o professor e arquiteto do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Tarcísio Bahia de Andrade, dividir os indicadores em apenas cinco categorias deixou outros pontos de fora da pesquisa. 

“A análise não leva em conta a área cultural, não fala sobre o problema da violência, não se aprofunda na questão do pó preto, que entra nas considerações ambientais de forma geral. Acho complicado você ter um índice sobre bem-estar sem esses dados”, pontuou.

A ausência de uma avaliação relacionada à segurança na capital também incomodou o motorista Oscar Palmeira, de 57 anos. Morador de Maruípe, ele concorda com o ranking por Vitória ser uma cidade bonita, mas reclama que ainda há muito a ser feito.

“Não tem segurança aqui. Você vai de um bairro a outro ou fica duas horas no ponto e é assaltado. Está faltando muita coisa ainda”, reprova.

Por outro lado, a também arquiteta do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Ufes, Martha Machado, defende que a utilização de apenas algumas variáveis foi pensada pelos pesquisadores.

Segundo ela, isso aconteceu devido à inexistência de alguns dados do censo demográfico, publicado em 2010 e que deu base à pesquisa. Machado argumenta que cabe aos demais professores “levar adiante trabalhos similares, que possam complementar o entendimento sobre as cidades”.

Comparação com outras capitais

A pontuação do Ibeu foi organizada da seguinte forma: quanto mais próximo de 1,0, melhor a situação de bem-estar. Depois de Vitória, com a nota 0,9, estão as cidades de Goiânia (0,8742), Curitiba (0,874), Belo Horizonte (0,8619) e Porto Alegre (0,8499).

O fiscal de segurança de alimentos, Leandro Macedo, não considerou um placar merecido. “Não acho justo a nota 0,9, pois a pesquisa deve ser mais por comparação a outras cidades e não retrata uma boa condição do município”, disse o morador da Ilha do Príncipe.

Especialista em engenharia no tratamento de água e professor do Departamento de Engenharia Ambiental da Ufes, Ricardo Franci considera o mesmo. “A cidade não atende às expectativas em relação ao esgoto sanitário, mas está muito melhor se compararmos com as outras capitais em geral”, falou.

A análise do sistema de esgoto e limpeza, segundo o Observatório, foi acrescentada à categoria de condições ambientais urbanas, que também é composta pela arborização existente no entorno dos domicílios. O esgoto também foi considerado na categoria serviços coletivos urbanos, que avaliou ainda o atendimento adequado de água, energia e coleta de lixo.

Índices relativos

A relatividade de alguns indicadores também foi algo contestado pelos especialistas. Em relação aos utilizados na avaliação das condições habitacionais, a especialista em estruturas ambientais urbanas e coordenadora do Laboratório de Planejamento e Projeto da Ufes, Cristina Engel De Alverez, afirmou que eles podem ter sido injustos.

“Quando eu cheguei a Vitória, havia pouco barraco de madeira, as poucas casas que tinha eram feitas de alvenaria. Não ter casas de madeira melhora o índice, mas isso não significa que a condição de moradia seja muito melhor”, opinou.

As diferenças nas condições de moradia dos bairros de Vitória foram lembradas pelo vigilante Edmar Machado Santos, de 41 anos. “Eu concordo com a pesquisa, mas tem alguns pontos que precisam ser analisados. Na periferia é muito diferente. Onde eu moro existem ruas com iluminação pública ruim”, desaprovou o morador de São Pedro.

A divulgação da pesquisa explica que as condições habitacionais analisou a razão número de pessoas no domicílio e número de dormitórios, além das condições materiais da estrutura habitacional e aglomeração dos domicílios. Em relação à infraestrutura urbana, o ranking considerou a iluminação pública, pavimentação, calçada, meio-fio/guia, bueiro ou boca de lobo, rampa para cadeirantes e logradouros.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

"Feliz Idade": Turismo depois dos 60 anos

Segundo estudo do Ministério do Turismo, 59,9% dos brasileiros com mais de 60 anos que pretendem viajar nos próximos seis meses escolherão o Brasil

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A população idosa no Brasil está crescendo. Segundo relatório do Banco Mundial, em 2050 a estimativa é que 65 milhões de brasileiros tenham mais de 60 anos. Além de viver mais, os brasileiros estão vivendo melhor, com mais qualidade de vida e querendo conhecer cada vez mais os destinos turísticos brasileiros. Na semana que se celebra o Dia do Idoso - 01 de outubro - o Ministério do Turismo apresenta um perfil sobre o viajante acima de 60 anos e acaba de lançar a cartilha Dicas para atender bem turistas idosos.

Segundo o estudo Sondagem do Consumidor - Intenção de Viagem, do Ministério do Turismo, nos próximos seis meses, 25,4% dos brasileiros na faixa etária acima de 60 anos pretendem viajar. Deste total, a maioria (59,9%) informou que deverá optar por destinos domésticos. Na hora de fazer turismo, os viajantes com mais de 60 anos têm optado por fazer o passeio acompanhados (84%) e apenas 15% disseram que deverão fazer a próxima viagem sozinhos.

Ainda de acordo com o levantamento da Pasta, o avião continua sendo o principal meio de locomoção (76,3%), seguido de automóvel (16,8%) e ônibus (6,2%). Hotéis e pousadas (64,8%) são os meios de hospedagem favoritos, seguido da casa de parentes e amigos (27%).

O ministro interino do Turismo, Alberto Alves, reforça para a importância de estar atento a este público. “É uma parcela importante da sociedade brasileira que quer viajar cada vez mais e precisa encontrar uma estrutura de turismo atenta às suas necessidades. Para isso, o Ministério do Turismo acaba de lançar um guia voltado para melhorar a qualidade dos produtos e serviços turísticos oferecidos aos viajantes com mais de 60 anos ”, disse.

GUIA - Lançado na última quarta-feira (28) na 44ª edição da ABAV Expo Internacional de Turismo, em São Paulo, a cartilha Dicas para atender bem turistas idosos traz importantes dicas de como o setor turístico pode se adaptar as demandas deste perfil de viajante. A publicação feira em parceria com o Ministério da Justiça e Cidadania e o Conselho Nacional dos Direitos do Idoso teve a impressão de 19 mil exemplares que serão encaminhados para as secretarias estaduais de Turismo.

De acordo com o guia, o tratamento oferecido pelos prestadores de serviço deve ser amável, respeitoso e compreensivo para que estes viajantes sintam-se confortáveis durante a experiência turística. Além disso, os profissionais também devem estar atentos às necessidades especiais de cada viajante para oferecer o auxílio adequado durante as atividades turísticas.

O desenvolvimento da infraestrutura necessária para atender os turistas idosos também é descrito na cartilha. A adequação dos meios de hospedagem, restaurantes e atrações turísticas para este público abrange a sinalização com cores fortes, a implantação de barras horizontais para apoio em banheiros e a instalação de rampas e elevadores como alternativas às escadas do local.

Para atingir a acessibilidade ideal nos empreendimentos turísticos a este público, a cartilha retrata os pisos antiderrapantes, as vagas reservadas nos estacionamentos, os assentos e filas preferenciais como recursos fundamentais. A descrição completa dos itens de acessibilidade que devem compor a infraestrutura dos empreendimentos turísticos está presente na NBR 9050/2015, desenvolvida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).