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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Especialistas dão dicas para conquistar pele bronzeada rápido


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Consumo de alimentos ricos em betacaroteno ajudam a dourar o corpo. Aprenda a fazer uma receita de suco que ajuda a acelerar o bronzeamento.

O que muita gente deseja no verão é exibir um corpo bronzeado. Entretanto, são muito conhecidos os malefícios que a exposição excessiva ao sol pode causar, como manchas, bolhas, envelhecimento precoce e até mesmo câncer. Por isso, o G1 conversou com especialistas, para dar orientações para quem quer obter uma pele dourada e saudável.

O dermatologista Osmilto Brandão assegura que é possível conquistar um tom bonito tomando sol durante no máximo 20 minutos, três vezes por semana, sem deixar de usar o protetor solar - neste caso, pode ser um fator de proteção menor, de até 15. "O ideal é conquistar essa cor aos poucos, de forma gradativa", afirma.

Além disso, ele destaca que o período da manhã é o mais adequado para quem quer se bronzear, pois é quando o sol emite mais radiações ultravioletas do tipo A, que garantem um bronzeado mais bonito e duradouro.

De acordo com o médico, bronzear é sinônimo de agressão à pele, que produz a melanina como mecanismo de defesa. A melanina é que dá o pigmento da pele. "Quanto mais negro o tom da pele, mais proteção contra o sol ela tem, pois a melanina naturalmente repele os raios solares", explica. Mesmo assim, quem tem pele morena e negra não pode abrir mão do uso do protetor solar. "Assim como esse tom bronzeia mais rápido, também mancha mais rápido. Inclusive é mais difícil de tratar do que na pele branca", afirma.

Osmilto não recomenda o uso de produtos caseiros ou de fabricação desconhecida, vendidos por ambulantes nas praias, e também alguns produtos comumente usados na Bahia, com o objetivo de bronzear, como azeite de dendê, banha de cacau e óleo de urucum. "O azeite de dendê é rico em propriedades que ajudam a acelerar o bronzeado, mas não faz nenhum efeito quando passado diretamente na pele. O efeito vem de fora para dentro. Por isso o ideal é consumir alimentos ricos em betacaroteno", ensina.

A nutricionista Ana Paula Canavarro explica que o betacaroteno tem o poder de fotoproteção, protegendo a pele dos raios ultravioletas e ao mesmo tempo melhorando o bronzeamento. Ele é responsável pela cor alaranjada de frutas e vegetais. Portanto, consumir alimentos como manga, cenoura, acerola, caju, aceleram a conquista de uma pele bonita e saudável.

Para se obter um efeito antioxidante potencializado, é possível combinar o betacaroteno com outros tipos de carotenoides, como o licopeno, encontrado principalmente no tomate, pimenta, morango e melancia; a luteína, presente nos folhosos verde-escuros e no pimentão amarelo, neutralizando os efeitos nocivos dos radicais livres.

De acordo com ela, é possível incluir esses alimentos em todas as refeições, desde o preparo de sucos até saladas. Ana Paula ensina a preparar um suco rico em betacaroteno que pode ser incluído na rotina alimentar dos baianos neste verão. Confira:

Ingredientes:
Duas folhas de couve
Um limão
300 mil de suco de laranja
Metade de uma cenoura

Modo de fazer:
Bata tudo no liquidificador por um minuto e não coe, para não perder os benefícios das fibras contidas nos pequenos bagaços que podem ficar no suco. O ideal é consumí-lo pela manhã e gelado, logo após o preparo. "Vai ser uma bomba de antioxidantes e de betacaroteno que só vai fazer bem, principalmente no verão", garante Ana Paula.

Na Bahia: mulheres com mais marquinhas e os homens também

Todos estão aderindo ao bronze com fita para garantir a 'marquinha' do verão. Conheça a nova moda que atrai mulheres e homens. Dermatologista alerta sobre os cuidados e riscos do procedimento; Não esqueça o suco turbinado com cenoura e beterraba que ajuda bastante antes de pegar o sol.

           

Quando chega o verão muita gente deseja ter o bronze perfeito. Algumas pessoas vão à praia, outras buscam clínicas de estética em busca do método artificial, mas o preferido da vez é o bronzeamento natural com fita isolante. A nova onda começou em uma laje do Rio e está se espalhando geral.

Há controvérsias de onde a técnica tenha surgido. Alguns acreditam que foi no Rio, enquanto outros dizem que foi em Goiás, como é o caso da “personal bronze” e esteticista Flora Nascimento, 33 anos. A baiana é ex-dançarina e depois de dez anos saiu do ramo. Perdida, sem saber que profissão exercer, Flora viu no bronzeamento com fita isolante uma oportunidade. A técnica foi apresentada por seu marido e ela decidiu investir. A esteticista utiliza o método há cerca de um ano e, segundo ela, a clientela só aumenta. “Quando você sai de algo que já estava há muito tempo, você fica meio que perdida. Eu tentei um trabalho, não deu certo, fiz outro, não deu certo. Aí apareceu esse e eu pensei: ‘é, acho que esse pode dar certo’. E foi mais uma tentativa, a qual deu muito certo, vem dando até hoje e só tá crescendo”, conta.

O bronzeamento acontece das 7h às 11h, e segundo ela, por mês, pelo menos 230 clientes procuram o serviço. No verão, o número aumenta, e a esteticista chega a atender 30 clientes por dia. “É a maior loucura, [...] no verão é um ‘boom’ mesmo que dá”, conta. Com a eficiência do negócio, a “personal” conta que sobrevive do bronze.

As clientes ficam expostas de 1h50 a 2h para conseguir o “bronzeado perfeito”. Produtos como ativadores e aceleradores são utilizados para que a cor desejada apareça com mais facilidade. Segundo Flora, três sessões são suficientes para conseguir a “marquinha”. A primeira desenha o biquíni, a segunda corrige alguma imperfeição que possa ter ficado, e a terceira firma a intensidade da cor. Para que o bronze se prolongue por mais tempo, Flora indica incluir na alimentação cenoura e beterraba, alimentos que contém betacaroteno. “Ele faz com que você tenha uma pele bronzeada”, afirma.

Após as três sessões, não há necessidade de fazer a mesma quantidade nos próximos meses. Nesse caso, a esteticista recomenda a manutenção uma vez ao mês para que a cor seja intensificada, que pode ser feita depois de 15 ou 30 dias após a última sessão.

Apesar dos biquínis serem feitos de adesivo e fita isolante, Flora diz que não machuca na hora de retirar, porque com a exposição ao sol, a cliente começa a suar e faz com que o material seja retirado de uma maneira mais fácil. Pode ocorrer da pele ficar vermelha no local onde a fita foi aplicada, mas a “personal” afirma que não é nada prejudicial e que desaparece quando a pele esfria. Para evitar a vermelhidão, ela utiliza fita branca em peles claras e fita preta em pardas ou escuras.

A bailarina Graziele Alves, 26, utiliza o método há cerca de dois anos. Ela sempre tomava sol, mas nunca conseguia o bronze desejado e, segundo ela, a pele ficava num tom amarelado. “O que você imaginar eu já tentei fazer, mas nenhum deu certo”, conta. Depois de pesquisar outras técnicas na internet, ela conheceu o bronzeamento com fita. Para Graziele, a diferença é perceptível no resultado, “o bronzeamento que estou usando hoje é o melhor”, diz.

Bronzeamento masculino

No começo o bronzeamento com fita era mais comum entre as mulheres, mas os homens procuraram tanto, que a esteticista abriu outra cobertura para atendê-los. Diferente das mulheres, que o biquíni é todo feito de adesivo e fita isolante, os homens vão com uma sunga mais apertada e a fita é colocada apenas em algumas regiões: no cós e na região da virilha.

Saúde e cuidados

A dermatologista Ana Cláudia Nobre esclarece algumas dúvidas sobre o procedimento. Segundo a médica, a técnica é semelhante ao bronzeamento que acontece na praia ou na piscina, já que em ambos ocorre a exposição solar. “Esse procedimento oferece os mesmos riscos, como envelhecimento precoce, manchas e câncer de pele”, alerta.

“Como são utilizados aceleradores de bronzeamento, o risco de uma queimadura pode ser maior caso o procedimento não seja adequadamente monitorado”, explica a especialista. Em áreas mais propensas a queimadura, como face, mãos e pés, é recomendado o uso de protetor solar com o fator de proteção (FPS) adequado.

Outra maneira para evitar problemas à saúde é buscar informação sobre a empresa que oferece o serviço e relatar à “personal bronze” o máximo de dados, para que a profissional possa realizar o procedimento de uma forma segura. A pessoa deve informar o “histórico de exposição solar como, por exemplo, se já teve alguma queimadura solar, câncer de pele, se geralmente fica muito vermelho mesmo utilizando filtro”, ressalta.

Sucos que possuem beterraba e cenoura, quando ingeridos antes do bronzeamento, ajudam a atingir a cor desejada, já que, segundo Ana Cláudia, “esses alimentos possuem um teor elevado de vitamina A”.

Algumas profissionais manipulam os próprios cremes, e nem sempre divulgam os ingredientes utilizados nos produtos. A dermatologista alerta que saber a composição dos cremes é um direito do cliente que não pode ser negado. Além de ser “uma precaução, pois pode conter alguma substância a qual o cliente possua alergia”.

Ainda segundo a médica, os horários que oferecem menos risco para exposição solar são até 10h da manhã e depois das 16h. O tempo de exposição depende de vários fatores, como o horário, a cor da pele, o índice de radiação ultravioleta (UV), além do uso de medidas protetoras como filtro solar, chapéu e óculos, por exemplo.


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Você não precisa de praia

Sun stripping: maquiagem que imita bronzeado é tendência para o verão

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O verão já está quase batendo na porta e o bronze dos sonhos volta a aparecer na listinha de metas. Mas como conseguir a perfeita "cor do pecado" sem prejudicar a saúde da pele com os raios UV? A resposta está na nécessaire de maquiagem. 

Batizada de sun stripping, uma nova técnica de beleza promete ganhar vez nos dias quentes. para aderir, use bronzer e blush para fazer uma faixa ligando uma têmpora e outra, passando pelas bochechas e pelo nariz, exatamente na região do rosto que costuma ficar corada. O segredo é misturar o bronzer marrom com um blush rosa-coral para um tom natural. As tops Gigi Hadid e Martha Hunt são algumas das adeptas. 

sábado, 12 de novembro de 2016

Sol na laje. Nova onda que chama atenção das mulheres

Mulheres trocam praia por laje e usam fita isolante para marquinha de biquíni. Cerca de 30 mulheres se queimam lado a lado na laje de Érika Bronze. Dermatologistas alertam para riscos de excesso de exposição ao sol.

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O sol brilhava forte em Realengo, Zona Oeste do Rio, por volta das 10h de quinta-feira (10). Entre ruelas espremidas, a equipe de reportagem G1 parou o carro em frente a uma barbearia quando o GPS não localizava a Rua 10. "É na Erika Bronze? Faz a volta porque é logo ali atrás", apontou um morador. A vizinhança parecia habituada a indicar o caminho da laje, que virou notícia por atrair mulheres para colocar em dia a marquinha de biquíni de forma atípica: com o uso de fita isolante no lugar do biquíni.

Erika Romero Martins, a Érika Bronze, tem 34 anos, é esteticista e empresária. Teve a ideia de ganhar dinheiro com bronzeado quando, aos 15 anos, suas primas e amigas a invejavam pela habilidade em conseguir uma indefectível marca de biquíni, com ajuda de um esparadrapo. Começou na Vila Aliança, mas foi em Realengo, mais distante das comunidades, que viu seu negócio prosperar. Depois de viralizar nas redes sociais e ser entrevistada por jornais e sites, como o "Extra" e a "Piauí", teve a clientela dominada por mulheres que moram perto da praia e até de fora do Rio.

"O sol da Zona Oeste é um sol pra cada um. Ano passado eu faturei uns R$ 80 mil no verão. Esse ano quero chegar em R$ 100 mil. Vem muita gente de fora. Minas Gerais, Espírito Santo e aqui no Rio a maioria é da Zona Sul e da Barra. As pessoas que moram perto da praia são as que mais aparecem", conta.

A sessão custa R$ 70, no dinheiro ou no cartão. Depois da terceira, a manutenção cai para R$ 50. "A fita isolante eu monto uma por uma, tem medida cortadinha. Levo de 5 a 10 minutos montando o biquíni de fita. Quando é trans [transexual] demora mais."

Érika acorda às 5h e começa a trabalhar às 6h, quando enfileira as esteiras na laje e corta tiras dos mais de 50 rolos de fita isolante que vão virar biquínis ao longo do dia. Explica que o bronzeamento começa às 9h e termina antes do meio-dia. Prefere o sol da manhã, para evitar a grande incidência dos raios ultravioleta, nocivos para pele. "Não faz mal como o da tarde", diz. 

Alerta de dermatologistas

Dermatologistas alertam, no entanto, que a grande exposição ao sol é nociva mesmo pela manhã. Mesmo com o uso de protetor solar, aumenta-se o risco de câncer pele, além de acelerar o processo de envelhecimento.

“Ainda que seja um sol de manhã, ele tem uma atuação negativa sobre a pele em termos de fotoenvelhecimento. Então, 90% do envelhecimento evitável vem da exposição ao sol de uma vida toda. Uma exposição como essa, sem limite, ela não condiz com todos os estudos atuais. Ainda mais que o câncer de pele é o que tem a maior incidência no Brasil e está relacionado a essa exposição ao sol contínua e intensa. Isso pode provocar, além de envelhecimento precoce, manchas, melasmas, aumento de sardas e o risco aumentado de flacidez, porque o sol não só envelhece, mas também deixa a pele mais apergaminhada”, explica a dermatologista Juliana Neiva.

O tom de pele também é importante para definir o tempo de exposição ao sol, segundo especialistas.

“Se ela é mais morena, ela tem mais resistência. A princípio três horas de sol em um dia, exposto diretamente ao sol, é muita coisa. Exposição ao sol aliado a uma pratica esportiva é melhor. Essa exposição de três horas, se for durante muitos dias, é prejudicial. Tem que ter cuidado com esse objetivo estético. Pessoa mais claras, precisam de menos exposição. Me parece um assunto mais complexo do que uma receita de bolo. O mais indicado é meia hora ou uma hora de sol por dia, antes das 10h e depois das 16h, para proteger de câncer de pele e envelhecimento”, explica o dermatologista Celso Sodré.

Érika Bronze argumenta que o tempo de exposição é controlado e que as mulheres usam protetor solar e ficam bem hidratadas.

“Aqui é melhor que na praia, porque elas ficam o tempo certinho expostas ao sol (...) A menina chega, monta o biquíni, passa o protetor, depois passa o produto que bronzeia e fica no sol. Ao todo, uma hora e meia de frente e uma hora e meia de costas. Depois de tudo, é possível fazer uma hidratação profunda, o banho de lua [para descolorir os pelos] e acabou”, explica.

Funkeira é cliente

Com uma agenda lotada, a esteticista atende cerca de 30 mulheres, todos os dias, inclusive com tempo nublado. “A autoestima aumenta muito, elas ficam agradecidas, renova o casamento. As pessoas estão fugindo dos arrastões e, por isso, acho que a laje tá bombando desse jeito.”

Frequentadora há três meses, a funkeira Tati Quebra Barraco, de 37 anos, mora na Taquara e conta que pega um mototáxi para conseguir chegar em 10 minutos na laje.

“Praia é só pra tomar água de coco, comer um peixinho, tomar uma cerveja. Bronze e marquinha tem que ser aqui. A fita isolante é o máximo. Tudo fica melhor depois da marquinha, até na hora de namorar é bem melhor. Não pode ficar o dia todo no sol ou vamos virar carvão. Eu estou aqui toda semana, no verão vai bombar, acho que vai dar confusão. Eu quero estar aqui, vou chegar umas 5h! Aqui é babado e gritaria, é conhecer o prazer”, diz.

Para não dizer que homens não têm vez na laje, cabe a Claudiano da Silva, de 20 anos, uma tarefa fundamental: borrifar água enquanto as mulheres ficam sob o sol. O apelido veio rápido: bombeiro.

“Eu molho elas de cinco em cinco minutos para não esquentar as queimaduras e ajudo a dar água. Costumo dizer que elas são as flores do meu jardim. Eu passo bastante protetor, no rosto, no ombro e na canela. Muitas dizem que ficam com a autoestima elevada, que os maridos gostam bastante. Minha missão é encher a bomba na bica, regular a pressão e atender quando elas gritam: ‘chama o bombeiro’”, brinca.