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sexta-feira, 26 de abril de 2019

Museu de Belas Artes do Rio usa hashtags para legendar pinturas


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Exposição Hashtags da Arte se apropria da linguagem utilizada nas redes sociais para contextualizar e, até mesmo, mesmo sintetizar o enredo das telas.

Para atrair a atenção do público que passa grande parte do tempo na internet às clássicas obras de arte, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) adaptou a sua forma de apresentar as pinturas com a exposição "Hashtags da Arte".

A criação da NBS leva para o museu hashtags embaixo das pinturas. O projeto se apropria da linguagem utilizada nas redes sociais para contextualizar e, até mesmo, mesmo sintetizar o enredo das telas.

As hashtags usadas nas pinturas do museu descrevem as peças expostas de forma leve, divertida e mais próxima de uma geração que já nasceu conectada.

Para o MNBA, a ideia da exposição é aumentar a visibilidade e trazer uma renovação do público do museu para levar mais jovens ao local e valorizar ainda mais o patrimônio cultural brasileiro.

A campanha começou às vésperas do feriado da Semana Santa e, segundo o Museu Nacional de Belas Artes, a resposta do público já pode ser vista nesses últimos dias. O balanço da visitação ainda não foi divulgado, mas a assessoria de imprensa do museu afirma que o número aumentou.

Serviço:

Exposição Hashtags da Arte

Museu Nacional de Belas Artes - Avenida Rio Branco, 199 – Centro, Rio de Janeiro.

Terça a sexta-feira das 10h às 18h; Sábados, domingos e feriados das 13h às 18h.
Ingressos: R$ 8 e meia: R$ 4 e ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8. Disponibilizamos audioguias: R$ 8,00. Venda de ingressos e entrada de visitantes até 30 min antes do fechamento do Museu. GRÁTIS AOS DOMINGOS.

sexta-feira, 29 de março de 2019

São Paulo tem ovo de Páscoa de 20 metros

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Lacta aposta em ovo de LED para a Páscoa; Realidade aumentada e promoção de compras em troca de prêmios também estão entre as ações da marca para a data comemorativa.

Em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo, a empresa brasileira fabricante de chocolate instalou um ovo de páscoa de LED, com mais de 20 metros de altura, no parque Ibirapuera. A iniciativa será inaugurada na próxima segunda-feira, 25, e ficará exposta até 21 de abril.

Ovão de LED exibirá trabalhos artísticos de Muti Randolph, Marcelo Paciornick e Batman Zavareze e, fotos e vídeos do público enviados pelo app ‘Páscoa Lacta (Crédito: divulgação)

Além de exibir trabalhos artísticos de Muti Randolph, Marcelo Paciornick e Batman Zavareze, o ovo será interativo. O público poderá enviar vídeos e fotos, por meio do app Páscoa Lacta, para serem projetados no monumento. “O objetivo do ovão é trazer a magia da Páscoa, embelezando a cidade, e também que ele não seja só da Lacta, mas do consumidor, que vai ganhar voz e vai poder interagir com ele”, conta Ricardo Reis, gerente da Páscoa da companhia.

A Lacta também preparou uma promoção especial para a data. Na compra de qualquer ovo ou no gasto de R$ 20 em produtos da marca participantes — barras de 90 a 325 gramas, caixas de variedades, Bis e Bis Xtra — até o dia 21 de abril, o consumidor deve cadastrar seu cupom fiscal no site da promoção para trocar pelo prêmio que desejar: um mês de séries e filmes online, um ingresso de cinema ou uma sessão de beleza e bem estar.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Rio é um museu de arquitetura a céu aberto

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                  Passo Imperial - Praça XV

Cidade é a primeira Capital Mundial da Arquitetura, eleita pela Unesco. Infelizmente a festa não é completa devido ao incêndio que destruiu o Museu Imperial na Quinta da Boavista, em São Cristóvão, por conta da má gestão da Ufrj no governo anterior.
 
Gerações arquitetônicas de diferentes séculos convivem em harmonia no cenário deslumbrante do Rio de Janeiro. Essa mistura rica de estilos faz do município um verdadeiro museu a céu aberto. Primeira do mundo a receber da Unesco o título de paisagem cultural urbana, a cidade acaba de se tornar também a primeira Capital Mundial da Arquitetura.   
 
Moderno, Eclético e Art-déco são os estilos predominantes, mas o Rio ainda conta com exemplares magníficos da arquitetura neoclássica, da contemporânea e do período colonial. São prédios e espaços públicos que representam diversas temporalidades, com diferentes influências, e evidenciam a transformação da cidade.
 
– Correntes dominantes do pensamento urbanístico, principalmente da Europa, influenciaram a arquitetura do Rio de Janeiro. As ideias que chegaram aqui foram aplicadas, transformadas e adaptadas com grande inventividade ao nosso território, sua geografia, topografia e condição natural, sempre com a peculiaridade do nosso tropicalismo. Os elementos próprios que emergiram da criatividade carioca têm sido tão potentes que converteram sua arquitetura em referência mundial – explica a secretária municipal de Urbanismo, Verena Andreatta.
 
Esse processo de influência e adaptação dura mais de quatro séculos. A inédita designação da cidade como Capital Mundial da Arquitetura UIA/Unesco 2020 representará um olhar mundial sobre esse passado arquitetônico, histórico e cultural.
 
- O Rio de Janeiro é uma das cidades mundiais mais ricas em patrimônio arquitetônico, seja arquitetura do edifício, seja arquitetura do espaço público. Temos exemplares representativos dos mais importantes estilos arquitetônicos, desde a Colônia até a contemporaneidade – diz o arquiteto e urbanista Sérgio Magalhães, presidente do Comitê Executivo do 27º Congresso Mundial de Arquitetos UIA2020RIO.
 
OS PRINCIPAIS ESTILOS DA ARQUITETURA CARIOCA
 
MODERNO - O estilo que levou a arquitetura carioca para o mundo. Marcado pela presença de pilotis e grandes vãos abertos que privilegiam a circulação, tem ainda características como os brise-soleis e os brasileiríssimos cobogós.
 
CONJUNTO DO PEDREGULHO
 
Localizado no bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro, o Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes, o Pedregulho, foi projetado pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy, em 1947, para abrigar funcionários públicos do Distrito Federal. A obra durou aproximadamente seis anos e até hoje é referência em construções de habitação popular.
 
 
MUSEU DE ARTE MODERNA (MAM)
 
              
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Localizado no Parque do Flamengo, o MAM foi projetado por Affonso Eduardo Reidy. O projeto paisagístico ficou por conta de Roberto Burle Marx. Criado em 1948, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro já ocupou as dependências do Banco Boavista; em seguida foi transferido para os pilotis do atual Palácio Capanema. Só em 1954 foi iniciada a construção da sede definitiva, ao fundo da Enseada da Glória, em um terreno doado pelo Governo do Distrito Federal. 
 
 
PALÁCIO GUSTAVO CAPANEMA
 
 
Edifício Público localizado no Centro da cidade, o Palácio Capanema foi construído entre 1937 e 1945, em um projeto de uma equipe composta por Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Carlos Leão, Jorge Moreira, Affonso Eduardo Reidy e Ernani Vasconcelos. Considerado um marco na arquitetura moderna do Brasil, o edifício possui jardim projetado por Roberto Burle Marx. Os painéis de azulejos são obra de Cândido Portinari. A decoração conta com esculturas de Bruno Giorgi, Celso Antônio e Alfredo Ceschiatti, além de telas de Guignard e Pancetti.
 
 
ART-DÉCO - O estilo surgiu na Europa pós Primeira Guerra e, por aqui, se fortaleceu nas décadas de 30 e 40 do século passado. Marcado por fortes linhas geométricas, está presente  também no design de móveis e nas artes.
 
 
EDIFÍCIO BIARRITZ
 
 
Projetado nos anos 1940 pelos arquitetos franceses Henri Sajous e Auguste Rendui, o Edifício Briarritz está localizado na Praia do Flamengo. Foi planejado com a ideia de adaptar o estilo francês às necessidades de uma cidade tropical. Os balcões arredondados com dupla curvatura, fachada futurista, o jardim interno e o portão principal todo em ferro trabalhado são as principais características do prédio, que garantem requinte e sofisticação ao projeto.
 
 
EDIFÍCIO A NOITE
 
 
Considerado um marco arquitetônico do país, o Edifício Joseph Gire, mais conhecido como A Noite, foi construído no final da década de 1920, na Praça Mauá, próximo ao Porto do Rio de Janeiro. Projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire e o arquiteto brasileiro Elisário Bahiana, com 22 andares, o edifício foi considerado o mais alto da América Latina na década de 1930.
 
 
Eclético - Caracterizado pela mistura de elementos de estilos anteriores, é o com o maior número de representantes em solo carioca. Os primeiros prédios datam do fim do século XIX e são, quase sempre, inspirados em prédios e palacetes europeus. Assim, o Rio ganhou construções que tem até elementos astecas, mouriscos e renascentistas em suas fachadas.
 
 
THEATRO MUNICIPAL
 
 
Considerado um dos mais importantes teatros brasileiros, o Theatro Municipal está localizado na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro, e foi projetado por Francisco de Oliveira Passos, com a colaboração do francês Albert Guilbet. As obras duraram cerca de quatro anos. Em 24 de julho de 1909, o teatro foi inaugurado com uma decoração fascinante, contando com algumas peças trazidas de Alemanha, África e Inglaterra.
 
 
ESTAÇÃO DE TREM DE DEODORO
 
 
Localizada no subúrbio do Rio de Janeiro, a estação de Deodoro foi inaugurada em 1859, com o nome de Sepopemba. Em 1907, passou a se chamar Deodoro, em homenagem ao proclamador da República Brasileira, Marechal Deodoro da Fonseca. O prédio da estação sofreu muitas transformações ao longo dos anos, principalmente no período de remodelação do subúrbio carioca nos anos 1970.
 
 
RESIDÊNCIA VIRZI
 
 
Planejada em 1915 pelo italiano Antonio Vrizi, a casa vertical Villino Silveira está localizada na Rua do Russell, na Glória, Zona Sul. A construção é tombada desde 1980 e até hoje encontra-se em bom estado de conservação, apesar ter sido encolhida pelos novos prédios erguidos ao seu redor. 
 
 
CONTEMPORÂNEO - As construções são mais práticas, funcionais e despojadas dos elementos ornamentais.
 
 
ORLA LUIZ PAULO CONDE
 
 
Localizada às margens da Baía de Guanabara, no Centro do Rio de Janeiro, a Orla Conde também conhecida como Boulevard Olímpico, foi gradativamente sendo inaugurada entre 2015 e 2017. O calçadão, que se estende por três bairros, percorre 28 pontos culturais e espaços de interesse público.
 
 
CENTRO DA INDÚSTRIA CRIATIVA DA FIRJAN
 
 
Considerado patrimônio histórico e cultural do Rio de Janeiro, o Palacete Linneo de Paula Machado está localizado em Botafogo, Zona Sul. O prédio foi erguido em 1906 pela família Guinle, que lá morou por gerações. Em 2012 a Firjan comprou o imóvel e, em 2015, realizou o processo de restauração a fim de transformar o prédio em um polo de produção cultural.
 
 
NEOCLÁSSICO - Estilo arquitetônico que retoma os conceitos das obras clássicas da antiguidade greco-romana.
 
 
CASA FRANÇA-BRASIL
 
 
Projetado por Grandjean de Montigny, o edifício encomendado em 1819 por D. João VI hoje abriga a Casa França-Brasil, polo de difusão de cultura e referência em arte contemporânea. Inaugurado em 1820 como a primeira Praça do Comércio do Rio de Janeiro, ao longo dos anos passou por diferentes usos, inclusive como sede do II Tribunal do Júri.
 
 
PRAÇA DA REPÚBLICA
 
 
Considerada uma das maiores áreas verdes do Centro da cidade, a Praça da República nos tempos coloniais era um grande pântano. Marcada pela Proclamação da República, no século XIX, a praça separava a "Cidade Nova" da "Cidade Velha". Em 1873, iniciou-se sua reforma, seguindo o projeto do paisagista francês Auguste Glaziou.
 
 
COLONIAL - É definida como a arquitetura realizada no território brasileiro de 1500, ano do descobrimento, a 1822, quando foi proclamada a independência.
 
 
PAÇO IMPERIAL
 
 
Construído entre 1738 e 1743, e mais tarde utilizado como lugar de trabalho e residência dos governadores das capitanias do Rio de Janeiro e Minas Gerais, o Paço Imperial está localizado na Praça XV de Novembro, no Centro Histórico do Rio de Janeiro. Foi projetado pelo engenheiro militar português José Fernandes Alpoim. Atualmente, o prédio abriga um centro cultural com espaços para exposições e eventos, além da biblioteca Paulo Santos.
 
OUTEIRO DA GLÓRIA
 
Inaugurada em 1739, a Igreja Outeiro da Glória é considerada uma das joias da arquitetura colonial do Brasil. Projetada pelo militar Tenente-Coronel José Cardoso Ramalho, a igreja possui uma torre central e sua planta é composta por dois octógonos. Por dentro, a igreja é coberta por azulejos. Seus altares são esculpidos em cedro, sem verniz nem pintura.
 
PASSEIO PÚBLICO
 
Situado no Centro Histórico do Rio de Janeiro e construído entre 1779 e 1783 por Valentim da Fonseca e Silva, o Passeio Público foi o primeiro parque ajardinado do Brasil. Em 1864 uma reforma feita pelo paisagista francês Auguste François Marie Glaziou alterou o desenho original do parque, transformando-o em um jardim ao estilo inglês.

Unesco elege Rio de Janeiro Capital Mundial da Arquitetura

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Com rico patrimônio histórico, cidade de 450 anos é a primeira a receber a honraria nessa categoria.

O Rio de Janeiro amanheceu com o título da Unesco de Capital Mundial da Arquitetura. A escolha foi anunciada, esta manhã, na sede da organização em Paris, na França. A cidade, que mistura modernidade e história em suas ruas e bairros, é a primeira a receber a honraria nessa categoria. Em 2012, também foi a primeira a ganhar da organização o título de patrimônio cultural mundial na categoria paisagem urbana.

               
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A iniciativa faz parte de um acordo firmado entre a Unesco e a União Internacional dos Arquitetos (UIA). Em julho de 2020, o Rio sediará a próxima edição do congresso mundial da entidade, que deve reunir até 20 mil profissionais.

Para o governador Wilson Witzel, o título é uma oportunidade de divulgar as qualidades da capital fluminense, mas também traz a responsabilidade de torná-la mais inclusiva aos seus habitantes.

- Esse título é recebido com muita felicidade, mas também nos traz a responsabilidade de trabalhar arduamente, com as outras esferas administrativas, para ajudar a desenvolver o Rio de Janeiro, tornando-o mais inclusivo para os seus cidadãos. Ser a primeira cidade reconhecida como Capital Mundial da Arquitetura é também mais uma oportunidade de divulgar o Rio de Janeiro no exterior, mostrando que esse lugar reúne características únicas no mundo. O Rio é um casamento perfeito entre a natureza deslumbrante e a arquitetura de gênios modernistas como Oscar Niemeyer, Lúcio Costa e Roberto Burle Marx. Além disso, a cidade preserva um patrimônio arquitetônico muito rico, capaz de reunir, muitas vezes em um mesmo bairro, prédios do Brasil-Colônia, passando pelo período eclético do início do século XX, até edifícios tecnológicos de hoje – disse o governador.


domingo, 6 de maio de 2018

Designer britânica transforma goma de mascar em diversos objetos

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Empresa britânica recicla chicletes e transforma em sapatos e acessórios. Chicletes levam 5 anos para se decompor e causam grande impacto no meio ambiente. Solução recolhe chicletes mastigados em lixeiras especiais.

Mastigar chicletes é um hábito bem comum, mas que tem um impacto grande no meio ambiente, já que um único chiclete demora cinco anos para se decompor. Pensando nisso, uma empresa britânica resolveu reciclar os chicletes descartados nas ruas e transformá-los em acessórios como sapatos, copos e até pentes.

A ideia é de Anna Bullus, que criou a empresa Gumdrop: "É um material incrivelmente útil e algo que simplesmente acaba nas nossas ruas quando poderíamos estar fazendo algo com ele".

Segundo a agência Reuters, que entrevistou Anna, a cada ano mais de 374 trilhões de chicletes são produzidos e mastigados. Isso equivale a 100 mil toneladas de chiclete.

Anna desenvolveu sua ideia depois de aprender que o principal ingrediente dos chicletes é uma borracha sintética- um tipo de polímero similar ao plástico. Ela percebeu que poderia reciclar os chicletes e transformá-los em algo novo.

"Este é um projeto que estamos trabalhando no momento em parceria com uma produtora de sapatos do Reino Unido. E esperamos que eles possam começar a ser vendidos ao final deste ano. Como você pode ver, as solas são feitas do material reciclado", diz Anna ao mostrar um dos sapatos com a sola de material reciclável.

E como eles fazem para recolher os chicletes já mastigados? Anna desenvolveu uma pequena caixa rosa na forma de uma bola de chiclete para que as pessoas descartem seus chicletes.

"A ideia é que você jogue seu chiclete mastigado ali e, uma vez que estiver cheia, toda a caixa será reciclada. Podemos fazer três novas caixas a partir de uma única caixa cheia", diz Anna. As caixinhas rosas já podem ser vistas em diversos pontos do Reino Unido, incluindo na Universidade de Winchester.

Desde que a Universidade instalou as caixas, há 18 meses, uma melhora já foi percebida no local: "Certamente reduziu a quantidade de chicletes que vemos nas áreas mais movimentadas da universidade e espero que reduza também o número de chicletes encontrados embaixo das mesas nas salas de aula", declarou Liz Harris, do departamento de meio ambiente da universidade.

Desenvolver uma receita biodegradável de chiclete ainda é um desafio para as empresas. Enquanto este dia não chega, reciclar os chicletes mastigados parece uma boa ideia.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Brasília tem exposição que marca a história do design tradicional

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O Itamaraty resgata peças de artistas brasileiros famosos na exposição Desenhando para um Palácio, que mostra como o mobiliário atua também como ferramenta de diplomacia.

A maior exposição de peças originais de três feras do design brasileiro do século 20 - Sergio Rodrigues (1927-2014), Joaquim Tenreiro (1906-1992) e Bernardo Figueiredo (1934-2012) - não está em nenhum museu ou galeria do País. Está no Palácio do Itamaraty, em Brasília, onde esses objetos estão em uso e são testemunhas de recepções a chefes de Estado estrangeiros e negociações internacionais. E, desde a quarta-feira, 11/4, pode ser vista pelo público na exposição Desenhando para um Palácio.

A mostra não se resume a esses três artistas. É um panorama sobre como o mobiliário palaciano atua como uma ferramenta da diplomacia, ao refletir a imagem que o País queria projetar no exterior em cada época. As peças mais antigas datam do século 18.

A garimpagem das peças da exposição exigiu um trabalho de pesquisa que levou quatro anos, coordenado pelo diplomata Heitor Granafei. Originalmente, ele pretendia fazer apenas um registro para o site do ministério sobre a morte de Figueiredo, no qual falaria sobre sua contribuição para o Itamaraty.

Mas, pesquisando documentos do final dos anos 1960, ele descobriu que o designer brasileiro de maior projeção internacional havia recebido um de três lotes de encomendas de móveis para o novo palácio. Rodrigues foi incumbido de fazer modelos originais de móveis de escritório.

Restava saber onde estavam. A investigação foi facilitada pelo fato de Marcel Gautherot (1910-1996) haver fotografado as salas do Itamaraty quando estavam mobiliadas, mas ainda não ocupadas. As imagens fazem parte do acervo do Instituto Moreira Salles. A pesquisa se estendeu às famílias e aos escritórios dos designers.

No total, foram identificados 40 modelos originais e 133 exemplares de Sergio Rodrigues espalhados pelos gabinetes do Itamaraty. De Bernardo Figueiredo, incumbido de criar os móveis para a o salão de recepções e a sala de almoço, foram encontrados 16 modelos originais e 81 exemplares. Trata-se do maior acervo do designer no País. De Tenreiro, remanesceu apenas uma mesa.

Para montar a exposição, Granafei promoveu uma verdadeira ‘limpa’ no gabinete do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. Com base em fotografias da época, ele montou uma réplica da sala tal como idealizada por Rodrigues, que faz parte da mostra. Só nela, são 25 peças do designer.

“Desde que eu tenha uma mesa para trabalhar, está ótimo”, reagiu o ministro quando lhe pediram autorização para retirar o mobiliário. Questionado pelo Estado sobre a iniciativa de Granafei, ele brincou: “Não só confiscou, temporariamente, minha mesa de trabalho, como fez o mesmo no gabinete do Blairo Maggi”.

A mesa de trabalho de Blairo Maggi também foi trazida para a exposição. Segundo o diplomata, já se sabia que antes da encomenda do Itamaraty Sergio Rodrigues havia criado móveis de escritório para a nova capital federal. De novo, só não se sabia onde estavam.

A de Maggi foi reconhecida pela televisão, numa entrevista que ele concedeu à época da operação Carne Fraca. “Fiquei feliz em saber que é uma mesa tão antiga”, disse o ministro ao Estado. Ele pediu que seja colocada na mesa uma placa identificando seu valor histórico e artístico.

A exposição volta no tempo até a reforma do ministério realizada em 1906, sob o comando do Barão do Rio Branco, ainda na sede no Rio de Janeiro. Há, daquela época, peças encomendadas na França, durante a onda de prosperidade da Belle Époque. Era um período em que o Brasil, enriquecido pelo café e pela borracha, buscava o reconhecimento como um país cosmopolita.

A pesquisa identificou também uma grande quantidade de peças dos anos 1920, quando houve outra reforma no Itamaraty. Com o mundo das artes sacudido pelo modernismo da Semana de 22, os móveis refletem a busca da brasilidade. A influência é do barroco brasileiro, considerado a primeira manifestação de arte genuinamente nacional. A exposição põe lado a lado uma cadeira do século 18 e um sofá reproduzindo as mesmas linhas, feito por volta de 1920.

A mostra traz ainda peças de decoração como uma tapeçaria de Madeleine Colaço (1907-2001) que reproduz o primeiro mapa-múndi onde aparece o Brasil. Ela mostra Jerusalém como o centro do mundo e a América do Sul aparece no alto. Essa peça também foi retirada do gabinete do ministro.

Foram encontrados, também, desenhos do arquiteto Milton Ramos (1929-2008). Ele foi o responsável pela construção da escada helicoidal idealizada por Niemeyer, uma das principais atrações do palácio. Por ela, passam todos os chefes de Estado estrangeiros que visitam o Brasil.

DESENHANDO PARA UM PALÁCIO

Palácio Itamaraty. Esplanada dos Ministérios, bloco H. Brasília. Dias úteis: 9h, 10h, 11h, 14h, 15h, 16h e 17h. Fim de semana: 9h, 11h, 14h, 15h e 17h. Reservas pelo e-mail visita@itamaraty.gov.br ou tel. (61) 2030-8051. Até 27/5.

Fonte Estadão


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Heineken vai fazer tremer o MAC de São Paulo

Entre fevereiro e março, The Art of Heineken ocupará o oitavo andar do Museu de Arte Contemporânea da USP, na capital paulista.

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A partir de 2 de fevereiro, tem início no Museu de Arte Contemporânea da USP, em São Paulo, o The Art of Heineken. O projeto irá ocupar um andar inteiro do museu com experiências interativas com o intuito de proporcionar aos visitantes uma experiência imersiva em torno do universo da marca, além de festas, shows, loja de produtos exclusivos e um bar para degustação da cerveja.

Responsável pela produção do evento, a agência Sherpa42 trabalhou em parceria com O2 Filmes, Vevo e 32 Bits e Caselúdico, especializada na criação de arte interativa e tecnológica e que conta com exposições como “O Mundo de Tim Burton”, exibida no MIS de São Paulo, no currículo. A proposta por trás de The Art of Heineken condiz com a atual campanha global da marca, “There’s more behind the star”, que propõe uma imersão do público na história e origem da bebida holandesa.

Segundo Renata Silva, gerente de marketing da Heineken Brasil, a proposta do projeto é muito mais ampla do que a de Heineken Up On The Roof, festas sazonais que aconteceram entre 2014 e 2016, também em São Paulo. “O Up On The Roof teve um papel importante de trazer tendências, de ocupar o centro de São Paulo no verão e também de fazer festas no rooftop. No ano passado fizemos a última edição e nosso papel foi feito. Agora é a hora de passar para outro lugar: o The Art of Heineken fala da história da marca, oferece uma experiência imersiva no universo da marca. Tem muito mais coisa para saber. É inspirada no Heineken Experience, mas tem uma proposta diferente”, explica.

Para contar essa trajetória, a Heineken convidou artistas visuais para criar atrações interativas e tecnológicas. Já na entrada, há uma instalação com centenas de tubos pintados à mão que dão a sensação de estar mergulhado na cerveja. Em seguida, holografias reproduzem as garrafas históricas da marca. Anúncios antigos em formato de pôsteres poderão ser destacados e levados para a casa. Haverá, ainda, um percurso informativo sobre a fabricação da cerveja, da plantação do lúpulo e cevada ao envasamento. “A marca Heineken tem muitas curiosidades que as pessoas não conhecem. Existe uma família com o sobrenome Heineken na Holanda que ainda tem uma participação muito importante. A ideia é que as pessoas entendam a evolução da marca em si, como saímos de uma garrafa marrom para uma garrafa verde”, exemplifica Renata.

Uma sala denominada “Star Room” irá exibir um filme imersivo realizado pelo núcleo Outras Telas, da O2 Filmes, projetado em 360 graus. Os fãs de futebol poderão incorporar um narrador de uma partida da UEFA, campeonato de futebol europeu patrocinado pela Heineken. Já os amantes de música terão a chance de brincar de DJ e criar uma música com samples. “Tudo que você convida a pessoa fazer parte gera engajamento. É para ser interativo. A exposição inteira está montada de forma que a pessoa possa fazer o trajeto da maneira dela. É algo positivo. A ideia é que consigam ter experiência tanto como ouvintes e espectadores quanto como participantes”, comenta Renata. Depois de todas essas atividades, o público irá encontrar o bar, que conta com uma chopeira de água para que o consumo da cerveja seja responsável. A loja do espaço comercializa produtos como camisetas, fones de ouvido e bonés, alguns deles produzidos em parceria com as marcas brasileiras Reserva e Leaf.

O The Art Of Heineken ocupa o oitavo andar do MAC, inclusive a área externa, reservada para shows e festas, que ocorrerão em todos os sábados de fevereiro e março, em dois domingos (5 e 12 de março) e em uma edição especial de Carnaval, marcada para 28 de fevereiro, sempre das 19h à 1h. A programação das festas e DJs ficam sob a tutela do jornalista e curador Marcelo Costa, e os shows nacionais e internacionais têm curadoria da Vevo.

A abertura para convidados ocorre em 2 de fevereiro e para o público em 3 de fevereiro. Os ingressos começam a ser vendidos nesta terça-feira, 17, pelo site www.theartofheineken.com.br.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

FERIADÃO Museus de Salvador estendem funcionamento para os finais de semana

No momento, 10 museus da capital baiana já fazem parte do programa “Portas Abertas” que prevê a abertura dos atrativos aos sábados e domingos.

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Repleto de magia e encantos, o Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador, ganhou um novo atrativo neste início do ano. Para atender o grande fluxo de turistas esperados para o verão, a prefeitura da cidade anunciou que 10 museus e espaços culturais ficarão abertos à visitação também nos finais de semana.  Assim, turistas e moradores de Salvador poderão conhecer ainda melhor a cultura e a história da primeira capital do Brasil.

Batizado de “Portas Abertas”, a iniciativa faz parte da programação cultural do “Pelourinho Dia e Noite”. Nos espaços culturais, o público terá a oportunidade de conhecer documentos, fotografias, livros e prêmios recebidos por Jorge Amado; obras de arte do Golfo do Benin - de onde veio a maioria dos negros que povoaram o Recôncavo Baiano -, além da exposição de objetos representativos das três etnias que deram origem ao povo brasileiro: índios, brancos e negros.

 “Essa iniciativa é muito importante tanto para o turista quanto para a população de Salvador. Tenho certeza que qualquer pessoa vai sair encantada com nossas riquezas”, destaca Fernando Guerreiro, presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), responsável pelos equipamentos culturais da capital baiana.

Aliado às demais atrações do “Pelourinho Dia e Noite”, o “Portas Abertas” reforça a programação cultural na parte histórica de Salvador com expectativas positivas para vários outros setores, principalmente o turismo. Os museus funcionando nos finais de semana atraem visitantes e mais turistas em busca de outros serviços. Trata-se de uma iniciativa importante para aquecer a economia do turismo baiano e valorizar ainda mais o Pelourinho, tombado pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Uma das novidades para o período é o Ajeum de Verão, programação dedicada á divulgação da culinária de origem africana - todos os dias até 19 de fevereiro - na Casa do Benin. Já o programa Concertos nas Igrejas, conta com apresentações musicais nas manhãs de domingo. A programação Infantil terá atrações no Largo de Santo Antônio.

Os visitantes que quiserem pegar dicas de atrações e funcionamento das mesmas contam com um Centro de Atendimento ao Turista (CAT) localizado no Elevador Lacerda, um dos principais cartões-postais da cidade e bastante utilizado pela população para o acesso entre as cidades Alta e Baixa.

CONHEÇA OS MUSEUS QUE ESTARÃO ABERTOS:

Fundação Casa de Jorge Amado – Fica no Largo do Pelourinho, com exposição permanente de documentos, fotografias, livros, apropriações populares e prêmios do escritor Jorge Amado.

Casa do Benin – Localizada na Fundação Gregório de Matos, também no Pelourinho, apresenta rica coleção de objetos e obras de arte da região do Benin.

Vila Étnica - No Largo Terreiro de Jesus, Pelourinho, bem no coração do Centro Histórico, abriga objetos representativos das três etnias que deram origem ao povo brasileiro: índios, brancos e negros.

Museu Abelardo Rodrigues - Localizado no Pelourinho, reúne Imagens, pinturas, oratórios, crucifixos e fragmentos de talha. É a mais valiosa coleção de arte sacra do Brasil.

Museu da Misericórdia – Na Praça da Sé, o acervo tem 3.874 peças catalogadas, que datam do século XVII até os dias atuais. Documentos diversos, como: alfaias, imobiliários, imaginários e paramentos.

Museu Eugênio Teixeira Leal -  Portas do Carmo, no Pelourinho, retrata a história do dinheiro através de cinco mil peças, que incluem cédulas, moedas, medalhas, condecorações nacionais e estrangeiras. Destaque para peças raras do Império Romano, Bizantino e Idade Média.

Museu Tempostal -  Localizado no Pelourinho, reúne postais, estampas e fotografias, que representam imagens de valor histórico, artístico e cultural.

Museu Udo Knoff -  Azulejaria e Cerâmica, também no Pelourinho, da coleção Udo Knoff, mestre da azulejaria até a primeira metade do século passado, com cerca de 1.200 peças.

Solar Ferrão - Tombado pelo Iphan em 1938, no Pelourinho, o casarão possui seis andares e abriga a galeria Solar Ferrão, o Museu Abelardo Rodrigues, além de quatro coleções: Arte Africana, Arte Popular, Coleção Walter Smetak e Coleção de Instrumentos Musicais de Emília Biancardi.

Museu da Gastronomia Baiana – Fica na Praça José de Alencar, no Largo do Pelourinho e foi o primeiro museu da América Latina a abordar a culinária. O MGBA ganha destaque no cenário nacional ao mostrar de forma permanente a tradição gastronômica da Bahia e a importância da comida na formação da identidade do baiano.