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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Jardim Zoológico vai virar BioParque

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RioZoo, no antigo jardim Zoológico de São Cristóvão, no Rio, construiu ambientes próximos ao habitat natural dos animais. Os visitantes circularão por túneis, passarelas e barcos e poderão até alimentar as girafas. Na Biosfera dos Elefantes o acesso dos visitantes será por meio de túneis e aquários

Bichos soltos, humanos 'presos'. O RioZoo, vai virar um bioparque com o conceito de enclausuramento inverso com ambientes mais próximos possíveis do habitat natural dos animais por onde as pessoas vão circular em túneis, passarelas e barcos. E as obras começam hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente, com a demolição simbólica do recinto de aves aquáticas, espaço de cerca de 200 metros quadrados, daqui a pouco, às 9h, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão.

Durante esse tempo, o Jardim Zoológico abrirá ao público sexta, sábado, domingo e feriado, com algumas interdições. As obras vão custar R$ 65 milhões, os investimentos são 100% privados e vão durar dois anos. A estimativa do Grupo Cataratas, responsável pelo zoo, é de que 1,3 milhão de pessoas por ano visitem o espaço após as obras.

"Essa demolição é muito simbólica porque acontece no Dia Mundial do Meio Ambiente e marca a adoção do conceito de enclausuramento inverso, ou seja, saem as grades e entram recintos abertos, as biosferas, com integração de espécies e uso de barreiras naturais. No Novo RioZoo, os visitantes circularão por túneis, corredores e passarelas e os animais ganham espaços mais abertos e bem-estar", explica presidente do Grupo Cataratas, Bruno Marques, empresa responsável pelo zoológico.

As melhorias, que envolveram estudos, treinamento e planejamento, foram programadas por mais de um ano e acompanhadas por integrantes do IBAMA e pela Associação Brasileira de Zoológicos e Aquário do Brasil (AZAB)

Nova estrutura tem Savana de 12 mil metros quadrados

Seis grandes biosferas representarão ecossistemas, como Floresta Tropical, Savana Africana, Biosfera das Aves, entre outras. Toda ambientação se aproximará ao máximo dos habitats naturais das espécies. Com isso, o RioZoo irá melhorar a experiência para o visitante e proporcionará também um ambiente adequado para o seu plantel.

No novo projeto, o passeio começa pela Biosfera das Aves, um grande viveiro com cerca de três mil metros quadrados, que reunirá mais de 100 espécies, divididas em três biomas: Mata Atlântica, Pantanal e Psitacídeos. Para os visitantes mais aventureiros, há também a opção de um circuito de arvorismo dando a sensação de se estar em uma verdadeira floresta tropical.

Seguindo o trajeto, o visitante chega à Biosfera dos Répteis e Insetos, ambientes com rica vegetação onde se vê tartarugas, cobras e jacarés.

E os felinos e caninos também terão um espaço grande dedicado a eles com mais de 7 mil metros quadrados com leões, onças, tigres e lobos guarás onde o visitante é que ficará enclausurado observando tigres e leões através de grandes túneis de vidro, uma aventura inesquecível!

Visitantes poderão alimentar as girafas

Os maiores animais terrestres poderão ser observados nadando em grandes tanques cujo acesso se dará por mirantes e por meio de túneis e aquários de acrílico na Biosfera dos Elefantes com 6 X 2,5 metros. O espaço terá quedas d’água, além de passarelas com visão 360 graus para o público. Ursos e animais marinhos também terão seus espaços com lagos e tanques transparentes. O balé aquático dos pinguins é uma experiência que promete.

A Fazendinha continuará sendo um local de educação, onde as crianças terão contato próximo com os animais. É lá que se aprende de onde vem o leite e os ovos que fazem parte da alimentação da garotada, sempre com acompanhamento da equipe de monitoria do zoo e uma estrutura ainda maior.

Na área de savana, que substituirá a atual Passarela da Fauna, o público poderá participar de um safári cujo percurso é feito em um rio artificial com 400 metros de extensão percorrido por barcos. Esse bioma terá espécies como zebras, gnus e girafas — que poderão ser alimentadas pelos visitantes.

O parque ganha também nova área gastronômica, a Vila de Alimentação, playground, praças e áreas de circulação.

Crise e abandono

As nova estrutura do RioZoo acontece seis anos depois do Ibama encontrar irregularidades no local. Desde 2012, o local recebeu notificações para se adequar de acordo com o determina a lei. m outubro de 2016, a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e vereadores fizeram uma visita ao Zoológico do Rio e encontraram diversas irregularidades, como animais machucados, instalações precárias, larvas de inseto nas águas e falta de manutenção e o local chegou a ficar fechado. Logo depois, o Grupo Cataratas ganhou a licitação para operar o RioZoo. A escolha da empresa chegou a parar na justiça sob alegação de irregularidades no processo de licitação, mas a justiça deu ganho de causa ao grupo.


quarta-feira, 25 de abril de 2018

Cuidado maior com a água, alimentos e fezes de gatos

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Toxoplasmose é a doença por trás de surto em Santa Maria (RS) e que traz riscos à gravidez. Transmitida por parasita, é extremamente comum e na maioria das vezes não gera sintomas. O maior risco é para gestantes, porque pode comprometer o desenvolvimento do feto.

Os sintomas são esses: febre, dor de cabeça e no corpo, cansaço, gânglios inchados. Desde o fim de janeiro, unidades de saúde do município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, começaram a receber cada vez mais pacientes com esses sintomas. A causa, até então desconhecida, foi confirmada nessa quinta-feira pelas secretarias de saúde municipal e estadual: surto de toxoplasmose. Por enquanto, há 59 casos suspeitos e 14 confirmados.

"O número total de casos poderá ser maior (que os 59 suspeitos). A gente não sabe em que ponto da curva a doença está", ou seja, se ascendente, estável ou descendente, afirma Marilina Bercini, diretora do Centro Estadual da Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul.

A toxoplasmose é provocada por um parasita, o toxoplasma, e é transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados ou pela placenta da mãe para o bebê.

É uma doença extremamente comum. No Sul do país, estima-se que seis em cada dez pessoas já tenham contraído toxoplasmose em algum momento da vida, segundo a médica infectologista gaúcha Lessandra Michelim, da Sociedade Brasileira de Infectologia.

"É muito complicado o controle do toxoplasma, porque ele está espalhado pelo ambiente. Não é por falta de cuidado e higiene. Nem é algo exclusivo nosso. A França, por exemplo, tem incidência maior que a do Brasil", afirma Michelim.

Você, inclusive, já pode ter sido contaminado pelo toxoplasma e não fazer nem ideia disso. Afinal, a grande parte dos casos não apresenta sintomas e não gera complicações. Porém, não é uma doença banal. Oferece grande risco no caso de gestantes que contraiam a toxoplasmose durante a gravidez (ter contraído antes não gera problema nenhum), porque pode comprometer o desenvolvimento do feto. Além disso, também é perigosa para pessoas que estejam com a resistência baixa – imunodeprimidas, no linguajar médico.

A maior parte dos casos de toxoplasmose são isolados. Já os surtos, que acometem um número maior de pessoas em um determinado local e período, são menos comuns. Nesses casos, a causa envolve algum tipo de contaminação ambiental pelo parasita – por exemplo, uma fonte de água, um criadouro de animais, uma área agrícola ou mercado de alimentos.

No caso de Santa Maria, ainda não se sabe qual é a origem da contaminação. Identificá-la é justamente a prioridade das autoridades de saúde neste momento. Afinal, como os casos não pararam de aparecer, é possível que a população continue exposta.

Fezes de gatos também

O toxoplasma é um parasita liberado no ambiente pelas fezes de felinos contaminados – principalmente gatos, os felinos mais comuns.

Nessa fase, o toxoplasma está em um estágio de vida chamado de oocisto, presente nas fezes dos gatos por até duas semanas após a infecção. Depois de despejados no ambiente, os oocistos levam alguns dias para se tornarem infecciosos. E são extremamente resistentes, podendo se manter infectantes por até um ano e meio.

A partir daí, água, solo, plantas e outros animais de consumo humano podem se contaminar. E, na sequência, contaminar pessoas.

Além disso, animais como ratos e pássaros podem adquirir o parasita ao beber água, comer plantas ou entrar em contato com solo contendo esses oocistos – mais gatos podem ser infectados da mesma forma, bem como ao se alimentarem desses bichos, levando a novas liberações do toxoplasma no ambiente.

Os felinos são os únicos hospedeiros definitivos, ou seja, apenas no intestino deles é que o parasita consegue realizar seu processo de reprodução. Outros animais, como os seres humanos, são hospedeiros intermediários – podem ser infectados, mas não liberam oocistos em suas fezes.

Mas quando contaminados, eles passam a abrigar cistos do parasita, que podem ficar presentes em seu corpo até o fim da vida. Caso uma pessoa se alimente da carne mal passada de um boi que teve toxoplasmose, por exemplo, ela pode ingerir esses cistos e, assim, se infectar.

Não há vacina para a doença.

É preciso evitar o contato com gatos?

"É importante salientar que o toxoplasma é adquirido pela alimentação. Os gatos não são um vetor (não transmitem a doença). Eles podem fazer parte do ciclo do parasita e eliminá-lo nas suas fezes. Mas o gato em si, o contato com ele e com o seu pelo não transmitem a doença", explica a infectologista Michelim.

"Quando tem surto, muita gente acaba matando gato ou até se desfazendo do animal. É desinformação."

A Prefeitura de Santa Maria acrescenta que os gatos "apresentam pouca importância epidemiológica em surtos". Isso porque a origem deles é alguma contaminação ambiental. Ou seja, o importante para evitar a propagação da doença é encontrar e descontaminar essa fonte, não evitar contato com gatos.

Porém, para evitar os casos isolados (quando uma pessoa se contamina sem relação com um surto), que são a maioria, é preciso manter total higiene ao lidar com as fezes dos gatos, principalmente no caso de grávidas.

A maioria dos felinos se torna imune à doença após uma primeira contaminação, mas é muito difícil saber quando ela ocorre – a exemplo dos humanos, eles raramente apresentam sintomas.

O que mais deve ser feito para se prevenir?

"Essa é a pergunta mais difícil. A toxoplasmose é endêmica. Por mais que tenhamos todos os cuidados necessários, a gente nunca sabe qual é a real procedência de vários alimentos e da água que consumimos. O que podemos fazer é tentar consumir alimentos com procedência, que tenham uma fiscalização", fala Michelim.

Como o risco maior é para gestantes, a recomendação é que elas sim façam um controle rigoroso da alimentação. "A toxoplasmose no começo da gravidez pode causar aborto. No meio, pode gerar sequelas permanentes no bebê, como retardo mental, alteração ocular e no desenvolvimento psicomotor", explica a infectologista.

Segundo ela, gestantes que já tiveram toxoplasmose antes da gravidez não estão totalmente livres do risco de pegar a doença de novo, porque há cepas diferentes. Por isso, todas devem se cuidar.

Já no caso de pessoas com imunidade baixa, a toxoplasmose pode afetar o sistema nervoso, coração, pulmão, fígado e provocar problemas nos olhos. O tratamento costuma ser feito com antiparasitários ou, dependendo do caso, antibióticos. As gestantes com a doença devem fazer um acompanhamento específico.

O que se sabe sobre o surto de toxoplasmose em Santa Maria?

A investigação dos casos em Santa Maria começou em 12 de abril. As suspeitas iniciais eram dengue, chikungunya e toxoplasmose. Na quinta-feira, o surto de toxoplasmose foi comunicado oficialmente.

O primeiro paciente identificado começou a apresentar sintomas em 20 de fevereiro. Porém, estão sendo considerados casos suspeitos todos aqueles que tiveram os sintomas a partir de 20 de janeiro.

Para ajudar na identificação, as autoridades estão fazendo uma varredura nos prontuários médicos de todos os pacientes atendidos na rede de saúde desde o início do ano. As gestantes identificadas com toxoplasmose estão sendo encaminhadas para o pré-natal de alto risco do Hospital Universitário de Santa Maria.

"A fonte (de contaminação) está sendo procurada, mas não é fácil fazer essa investigação. O surto tem origem em uma contaminação ambiental, um protozoário que vive no ambiente. Não é transmitido por mosquito", afirma Marilina Bercini, do centro de vigilância estadual.

Quais são as principais recomendações?

A Prefeitura de Santa Maria emitiu as seguintes recomendações para a população da cidade, que tem 260 mil habitantes:

1 - Evitar consumo de água e alimentos de origem desconhecida;

2 - Comer somente carnes bem cozidas ou bem passadas (não se alimentar de carnes cruas, mal passada ou embutidos frescos);

3 - Beber somente água tratada, filtrada ou fervida;

4 - Beber somente leite pasteurizado ou fervido;

5 - Lavar bem as mãos após manuseio de carnes cruas;

6 - Lavar bem frutas, verduras e legumes crus antes do consumo;

7 - Lavar bem as mãos antes das refeições;

8 - Fezes de gatos devem ser recolhidas com luvas ou sacolas plásticas, e devem ser descartadas em sacos plásticos utilizados para o lixo doméstico e disponibilizadas para o sistema público de coleta. Gatos jovens e doentes podem ficar com fezes contaminadas por cerca de 15 dias. Gatos adultos geralmente são imunes e raramente transmitem a doença.

Fonte BBC/G1


domingo, 11 de março de 2018

Lacoste grita pela vida selvagem

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Estilistas trocaram logo de crocodilo em campanha para proteção de animais. Outras dez espécies ameaçadas de extinção se tornaram o símbolo da marca francesa. Coleção especial, lançada em Paris, já está esgotada. Veja os novos desenhos:

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A marca francesa Lacoste, conhecida por suas camisas polo com o logo de crocodilo, trocou o símbolo por imagens de outros dez animais ameaçados de extinção. A edição limitada foi lançada durante a Paris Fashion Week, no início de março, e já está esgotada.

As espécies que fazem parte da campanha são a marsopa do Golfo da Califórnia, a tartaruga de Myanmar, o primata lêmure esportivo do norte, o rinoceronte de Java, o gibão negro cristado oriental, o papagaio kakapo, o condor da Califórnia, o herbívoro saola, o tigre de Sumatra e a iguana de Anegada.

O lucro obtido pela venda das peças será direcionado para a União Internacional para a Conservação da Natureza e para o programa Save Our Species.

Veja a comunicação feita nas redes sociais

The crocodile is leaving its iconic spot to 10 threatened species through a partnership with the International Union for Conservation of Nature. The number of polos produced for each series corresponds to the remaining population sizes in the wild. By buying one of the 1775 polos, you participate in helping IUCN and Lacoste in the fight for wildlife conservation worldwide. Available only in some European countries and in the US - Link in bio. #LacosteSaveOurSpecies.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Passeio noturno no zoológico paulista

Zoológico de SP abre agendamento para passeio noturno. Os passeios acontecem a cada 15 dias, sempre às sextas-feiras. Uma boa pedida para distrair a mente.

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Segundo a administração do zoo, essas visitas começaram a ser organizadas em 2003, a pedido dos visitantes, que queriam saber mais sobre os animais de hábitos noturnos. Entre os animais visitados, estão leões, tigre, corujas e serpentes. Os participantes também têm a oportunidade de conhecer recintos que permanecem fechados durante o dia.

Os passeios noturnos acontecem a cada 15 dias, às sextas-feiras. As inscrições devem ser feitas pelo telefone 5073-0811, ramal 2119. O ingresso custa R$ 100, por pessoa. Para crianças com idade entre cinco e 10 anos, o valor é de R$ 70. O dinheiro arrecadado é usado na manutenção do espaço e nos cuidados com os animais.

Normalmente, os grupos são preenchidos rapidamente e é necessário estar atento às datas de abertura do agendamento.

Mais informações podem ser obtidas no site: http://www.zoologico.com.br/visitas-e-ingressos/visitas-monitoradas/.