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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Tá chegando o dia para a Black Friday: planeje-se e saia no lucro


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Até supermercados se rendem às promoções da Black Friday. Lojas de eletrodomésticos, como a Casas Bahia, já estão se antecipando na data com suas promoções e campanhas diretas na TV.

A pouco menos de menos um mês da Black Friday, que acontecerá em 23/11, um levantamento feito pela Ebit (empresa que mede a reputação das lojas virtuais por meio de pesquisas) projeta um crescimento de 15% no faturamento dos lojistas em relação à edição do ano passado, atingindo R$ 2,4 bilhões. Diante da grande expectativa em torno da data, Bruno Stroebel, supervisor de fiscalização do Procon-SP, diz que este é o momento ideal para o consumidor iniciar sua pesquisa, imprimindo as páginas (nos sites) com as características dos produtos e os valores cobrados hoje para, no futuro, checar se estarão mesmo em oferta:

— Quando falo em pesquisa, não falo só do preço, mas da qualidade dos produtos e da reputação das empresas. É importante, ao encontrar o item desejado, fazer print das páginas para que, se houver fraude, o cliente tenha como brigar pelo seu direito. No dia, há uma pressão enorme dos lojistas para que a compra seja feita por impulso, e quem não pesquisou pode acabar não fazendo o melhor negócio.

Na internet, sites comparadores de preços são importantes nesse período, oferecendo gratuitamente o histórico de custos dos produtos. Por meio de gráficos, apresentam dados dos últimos seis meses, permitindo checar se os descontos são reais.

O Zoom (que tem site e aplicativo comparadores de preços e produtos) fez uma pesquisa com nove mil pessoas sobre a experiência de compra na edição da Black Friday de 2017. Dentre os entrevistados, nove em cada dez afirmaram que voltariam a comprar durante o evento. Mas é importante ficar atento.

Segundo a pesquisa, mais da metade dos problemas que surgem diz respeito à demora na entrega (55% das respostas). Foi o que aconteceu com o estudante Victor Hugo Gonçalves, de 25 anos. Em 2016, ele aproveitou um desconto no Submarino e cancelou a compra do mesmo celular feita um dia antes, visando a pagar o valor promocional. O primeiro aparelho, adquirido na véspera da Black Friday, chegou em três dias e foi devolvido, enquanto a transação feita na sexta-feira só chegou, segundo ele, após cerca de 20 dias. Procurado, o Submarino informou que fez a entrega normalmente após cinco dias. O cliente nega a versão.

Nayla Pires, executiva do Zoom, afirma que é importante levar em consideração possíveis imprevistos:

— O consumidor deve evitar compras no impulso e mal planejadas. É importante ficar atento à data de entrega (do produto), que costuma ser longa. Caso (o consumidor) tente antecipar uma compra de Natal, por exemplo, a dica é que leve em consideração se há uma margem segura para imprevistos.

Compra por marketplace exige atenção redobrada

Há também quem compre por meio do marketplace — modalidade na qual lojas menores utilizam sites de grandes redes para venderem seus produtos por meio de parcerias — e tem problemas durante o processo. O universitário Daniel Valério pagou R$ 1.513 por um notebook Asus modelo X450LD, na Americanas.com, em 2014, e recebeu uma encomenda que não estava lacrada. Para sua surpresa, a embalagem continha apenas um faqueiro. Na época, por meio de nota, a empresa informou que fez a troca do produto. O problema, porém, continuou.

Em 2017, o desenvolvedor de sistemas Matheus Soutto, de 21 anos, decidiu comprar um headphone na Americanas.com, mas ficou sem o produto. Com a entrega prevista para 21 de dezembro, ele foi informado de que haveria atraso a apenas um dia do fim do prazo. Depois, foi notificado de que não havia o produto em estoque. A única saída seria o cancelamento:

— Eu não pedi o cancelamento. Reclamei, esperei, fiz de um tudo. Eles arbitrariamente cancelaram o pedido e me reembolsaram somente em janeiro, depois de duas semanas do fim do meu prazo. Só eu sai prejudicado. Isso é o mais frustrante.

A Americanas.com reconheceu o “equívoco no atendimento” e, por meio de nota, completou: “Este parceiro não trabalha mais conosco e estamos à disposição para auxiliar o cliente, caso haja interesse”.

Enquanto alguns consumidores acabam lesados pelo enorme fluxo de vendas da época, há também o que pode ser chamado de sorte pela desorganização. O publicitário Rennan Falbo, de 25 anos, comprou um frigobar no e-commerce e recebeu o produto duas vezes. Ciente do erro, entrou em contato com a empresa, que ficou de agendar a retirada do eletrodoméstico extra. Já se passaram três anos, e ninguém recolheu a peça.

Pelo segundo ano, os marketplaces estão no radar do Procon-SP. Bruno Stroebel recomenda que o cliente verifique quem, de fato, é o fornecedor:

— As pessoas acabam se assustando ao receber um produto da “loja do Seu José”, quando acham que compraram numa grande rede. Pelo Código de Defesa do Consumidor, a loja-âncora tem responsabilidade, caso aconteça algum problema, mas é melhor se prevenir.

SAIBA MAIS

Pesquise Antes de finalizar uma compra na Black Friday, cheque preços em outras lojas online e utilize comparadores de preços para se certificar de que os descontos são reais. Assim, evita-se pagar a popular “metade do dobro”.

Reputação Ao encontrar preços muito baixos, desconfie. É a regra básica do comércio, e não é diferente na Black Friday. Nesta época, muitos sites falsos são criados reproduzindo de maneira muito semelhante os de grandes redes varejistas, com intuito de realizar vendas fraudulentas. E tenha cuidado ao clicar em links enviados por redes sociais. Também há as lojas reincidentes em problemas, listadas pelo Procon-SP numa espécie de lista negra. Você pode conferir quais são os sites em http://sistemas.procon.sp.gov.br/evitesite/list/evitesites.php.

Documente-se Registre o momento de compra (você pode, por exemplo, fazer print da tela do computador ou do celular do passo a passo da compra) e acompanhe todo o processo de entrega. Em casos de cancelamento por parte da empresa ou se o produto não for recebido, o consumidor precisará ter documentado o máximo de provas para facilitar a reposição do item e até garantir seus direitos, caso tenha que ir à Justiça.

Problemas Caso tenha problema com a compra, procure o Procon pelo telefone 151.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

BLACK FRIDAY: Amazon expande e-commerce para casa e cozinha

Um mês depois de começar a vender eletrônicos, portal adiciona categoria com mais de 90 mil produtos. Uma ótima oportunidade.

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A Amazon expandiu na sexta-feira, 17, seu marketplace para a categoria casa e cozinha e adiciona mais de 90 mil produtos de marcas como KitchenAid, Mondial, Philco, Walita e iRobot, e também produtos de redes nacionais como Etna e Imaginarium. A categoria chega um mês depois da entrada em operação do e-commerce da empresa em eletrônicos no Brasil. E a uma semana da Black Friday, que acontece no próximo dia 24.

“Apenas um mês atrás estávamos dando boas-vindas a empresas locais para oferecerem produtos e acessórios na categoria de eletrônicos. Ficamos surpresos com a adoção ao marketplace da Amazon no Brasil: nas últimas quatro semanas, vimos centenas de novos vendedores se registrarem para vender eletrônicos. Estamos contentes em ver lojas conhecidas, como Imaginarium e KaBuM!, confiando na Amazon para ser o primeiro marketplace no qual atuam”, afirma o country manager da Amazon.com.br, Alex Szapiro.

Fonte: Meio & Mensagem

Vá na certa: os mais lembrados na Black Friday

Estudo da dunnhumby mostra Lojas Americanas e Samsung como as líderes de recall dos brasileiros em relação à data.

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Na Black Friday, que ocorre nesta sexta-feira (24/11), grande parte dos consumidores brasileiros já faz uma associação direta entre a data e as marcas que considera mais relacionadas ao tema. Levantamento da consultoria de ciência do consumidor dunnhumby mostra as principais empresas lembradas pelos brasileiros para a ocasião.

A pesquisa foi realizada com mil consumidores, com idade a partir de 18 anos, das classes A, B e C, em outubro, e identificou que a primeira loja que vem à cabeça do consumidor quando ele pensa em Black Friday é a Americanas com 26% de percentual de lembrança. Quando perguntados sobre marcas, os entrevistados apontaram a Samsung como a mais lembrada para o período com 33% de lembrança.

Na categoria lojas também aparecem Casas Bahia (12%), Magazine Luiza (9%), Submarino (8%), Ricardo Eletro (6%), Ponto Frio (4%), Walmart (4%) e Extra (3%). Já entre as marcas, LG (5%), Brastemp (4%), Sony (4%), Apple (4%), Phillips (2%), Motorola (2%) e Electrolux (2%).

Outro levantamento, feito a pedido de Meio & Mensagem pela Spark, empresa de marketing de influência, mostra os segmentos, plataformas e comentários que estão em alta com o período.

“Tivemos procura de marcas voltadas ao varejo, com objetivo de impulsionar vendas tanto em seus canais físicos quanto virtuais. Entre os segmentos, tivemos montadora, livraria, varejo focado em eletrodomésticos e joalheira. O objetivo principal das campanhas é reforçar o senso de oportunidade com as condições e produtos ofertados especialmente nessa data”, diz Rafael Coca, diretor-geral da Spark.

Coca aponta que em relação às plataformas a maior concentração das ações no Facebook, Twitter e Instagram. “Que são redes com perfil de consumo mais ‘on the go’, e conteúdo mais curto, direto, alinhado ao objetivo de gerar o senso de oportunidade”.

“A Black Friday já é uma data consolidada no calendário do comércio brasileiro. E, como toda data comercial, há um planejamento prévio e movimentação do varejo ao redor desse evento, como uma data fixa do calendário promocional. É um data consolidada, sobre a qual a indústria projeta um impulsionamento em vendas. Percebemos neste ano mais segmentos e marcas usando a data para impulsionar as vendas”, afirma Rafael.

Fonte Meio & Mensagem

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Procon divulga 'lista suja' de lojas para a Black Friday

O consumidor paulista terá um Arquivo com 518 lojas virtuais; entre as principais queixas dos compradores estão atraso na entrega do produto e fretes com preço elevado.

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A Black Friday, um dos dias mais aguardados pelo varejo nacional, acontecerá na sexta-feira, 24, e o Procon-SP divulgou a "lista suja" com as lojas que devem ser evitadas pelo consumidor. No total, são 518 estabelecimentos. A lista foi atualizada no dia 10 de novembro. 

Há reclamações diversas que ficam como alerta aos consumidores: desde fretes muito caros até atraso nas entregas, além de produtos danificados ou que divergem do anunciado. Segundo o Procon-SP, a partir do levantamento, a instituição procura evitar que a população seja lesada e o tão sonhado desconto acabe se transformando em pesadelo. 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Animale antecipa Black Friday! Descontos até domingo!

Rede de moda adiantou data de promoções coletivas do fim de novembro para esta semana de outubro; especialista diz que efeito de mudança nas vendas é limitado. Animale decidiu fazer mais cedo as promoções coletivas da Black Friday, que tradicionalmente ocorrem na última sexta-feira de novembro.

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Outras grandes varejistas também chegaram a discutir essa possibilidade neste ano, mas os planos não foram para frente. Na época, o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) defendeu a permanência da data em novembro, alegando que ela já era conhecida pelo consumidor brasileiro.

A estratégia busca distanciar a Black Friday do Natal e, assim, não comprometer as vendas (e as margens de lucro) do fim do ano com compras antecipadas.

Mas a Animale diz que tem ainda outro motivo para fazer a mudança. É que na segunda quinzena de novembro, ela lança uma minicoleção de festas e, no fim do mês, outra de peças para o Réveillon.

    "Meter uma comunicação de promoção no meio fica confuso para o cliente", justifica Rodrigo Sanchez, diretor da empresa.

Por isso, as 70 lojas próprias e o site da marca começaram nesta quarta-feira (18) a oferecer descontos de até 50% em todos os seus produtos. As ofertas vão até domingo (22) e foram batizadas de "Black October".

Na Black Friday original, que neste ano cai em 24 de novembro, quando boa parte do varejo deverá lançar promoções, a Animale fará uma liquidação tímida. A oferta será de apenas um dia e só no e-commerce. Em 2016, a promoção durou quatro dias no ambiente físico e digital e gerou receitas de R$ 11,7 milhões.

Nas contas de Sanchez, sem a Black Friday, as vendas de novembro devem cair 11% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em compensação, as de outubro devem crescer 15%.

Além disso, ele acredita que os números de dezembro devem superar em 15% os do mesmo mês de 2016 – 7% devido à antecipação da Black Friday.

"Quando você puxa isso para outubro, dá tempo de voltar a aquecer o desejo de consumo até dezembro, diz o diretor.

    "A aposta é de que não vamos perder R$ 1 em relação à Black Friday do ano passado."

De acordo com ele, perto das 13h do primeiro dia da promoção em outubro, a marca estava perto de bater sua maior marca de vendas diária, que é de R$ 1,2 milhão. "Acho que vamos duplicar o recorde", anima-se.

Efeito limitado

Para Claudio Felisoni, do Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (FIA), mudar a data pode trazer algum resultado, mas ele não deve ser significativo.

"Isso só desloca o tempo de venda. É claro que pode ter algum impacto por questões circunstanciais, a compra por impulso existe. Mas o que determina o volume total é o tamanho do bolso, que não muda", afirma. "É uma variável física, você não consegue colocar numa garrafa de um litro mais que um litro", emenda.

Ele ressalta que o que define o poder de compra (ou o tamanho do bolso) do consumidor é a renda, o comprometimento com dívidas anteriores e a confiança no nível de emprego.

Na análise do professor, a Black Friday não incomoda as varejistas nos Estados Unidos justamente por conta do "tamanho de bolso" dos americanos.

"Lá as ofertas em novembro também tiram as vendas do Natal. Mas menos. É uma economia muito mais densa, o bolso deles é muito maior que o nosso".

De acordo com ele, no período das festas, as vendas do varejo brasileiro costumam ficar 30% a 40% acima da média do restante do ano.

Procurado, o IDV disse que não há discussões para alterar a data no ano que vem e reencaminhou posicionamento antigo em que defende que a data é internacional, "com forte adesão do mercado brasileiro" e que "de nada adiantará mudá-la, pois muitas empresas continuarão a realizar promoções nesta época".

O Instituto também destaca que cada empresa é livre para estabelecer seu planejamento e realizar promoções quando preferir.

A Black Friday, que já é a principal data do varejo americano desde o início dos anos 2000, chegou mais tarde no Brasil. O evento ocorreu de forma organizada pela primeira vez no país em 2010, em versão exclusiva para o e-commerce. Os pioneiros contam que um dos motivos para o evento demorar a pegar no Brasil foi justamente a resistência dos varejistas em lançar promoções antes do Natal.

E se der certo?

O grupo Soma, dono da Animale e de outras marcas como FARM, Fábula, FYI e A.Brand, não é membro do IDV.

Segundo Rodrigo Sanchez, que além da Animale também dirige a A.Brand, caso a experiência de antecipar a Black Friday seja bem-sucedida neste ano, outras empresas do grupo do podem aderir à ideia em 2018. Ele acredita ainda que varejistas concorrentes podem fazer o mesmo movimento.

A Animale vende cerca de 800 mil peças por ano em suas 70 lojas físicas e em 574 pontos de venda de 19 estados do país. Seu faturamento anual é de cerca de R$ 550 milhões.
Fonte G1

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Sexta-feira é o grande dia das promoções

O Portal G1 orienta como aproveitar os descontos da Black Friday sem cair em roubadas. É imprescindível fazer uma lista do que deseja comprar e pesquisar preços. Consumidor deve se atentar a formas de pagamento e segurança de sites.

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Muitos consumidores deverão aproveitar as promoções da Black Friday, que começa oficialmente à 0h desta sexta-feira (25), para adquirir aqueles produtos que queriam há algum tempo e até mesmo adiantar as compras de Natal. Se por um lado a Black Friday é um dia de muitas ofertas, por outro, o risco é grande de cair em fraudes e roubadas.

A reportagem consultou especialistas em varejo e em finanças pessoais para reunir dicas aos consumidores sobre como aproveitar a Black Friday e evitar problemas.

Para que a experiência não se transforme em pesadelo, os consumidores devem estar atentos, disseram os especialistas. É preciso prestar atenção desde o momento em que planejam o que comprar até a escolha dos sites. Só assim é possível evitar armadilhas das chamadas maquiagens de preços e problemas de segurança no varejo online.

Além da pesquisa de preços isso, o consumidor deve pensar antes de comprar na forma de pagamento e nos prazos de entrega.

Veja abaixo as dicas de especialistas:    

PRIORIDADES

Diante de tanta promoção, é comum o consumidor ter uma lista de desejos maior que o orçamento. Por isso, antes de começar a pesquisar os produtos, estipule quais são as prioridades de compra no momento e, principalmente, o que está de acordo com o seu orçamento. Planeje também como pagar: parcelado e em quantas vezes, à vista ou no cartão de crédito, diz o diretor de marketplace do Mercado Livre, Leandro Soares.

De acordo com Paula Paschoal, diretora comercial do PayPal Brasil, como os e-commerces pedem ao consumidor que preencha um cadastro para efetuar qualquer compra, separe um tempo para já ir se cadastrando nos sites em que pretende comprar durante o período de promoções.

“Isso porque, quanto mais próximo da Black Friday, maiores se tornam os riscos de queda de conexão no site escolhido, por causa do imenso fluxo de internautas acessando ao mesmo tempo. Se você já estiver previamente cadastrado, só precisará escolher o produto, fazer o login e comprar”, diz. Além disso, o cadastro pode ser feito para receber as ofertas específicas da Black Friday.

LISTA É IMPORTANTE

Faça uma lista de desejos do que você realmente quer comprar antes de a febre dos descontos começar. Isso o ajudará a  evitar compras por impulso, muitas vezes equivocadas e por preços mais altos, sugere Paula Paschoal, diretora comercial do PayPal Brasil.

Segundo a economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim, o primeiro passo é verificar a necessidade do produto ou serviço e se a promoção é realmente vantajosa para adquiri-lo. “A mercadoria pode até ter desconto de 90%, mas só valerá a pena se o consumidor tiver como pagar os 10% restantes. Caso contrário, ainda sairá muito caro”, diz.

Ione Amorim, do Idec, diz que em caso de o consumidor quiser aproveitar a data para adquirir os presentes de Natal, ele deve ter uma lista para auxiliar no controle das despesas e evitar o endividamento.

O consumidor também pode incluir na sua lista de produtos desejados aqueles que não têm procura tão alta, pois a chance de entrarem em promoções são grandes, avalia o presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), Mauricio Salvador. "As melhores ofertas são sempre de produtos que chamamos “curva C”, ou seja, aqueles produtos que não são os campeões de vendas. Os consumidores que fizerem suas listas de presentes baseando-se nesses tipos de produtos conseguirão as melhores ofertas", aconselha.

PREÇO MÉDIO

Ricardo Bove, diretor da Blackfriday.com.br, organizadora da promoção, sugere mapear o preço médio dos produtos para identificar as melhores ofertas e garantir o produto pelo melhor preço, já que muitas vezes o estoque pode acabar rapidamente. Isso previne ainda que se caia em maquiagens de preços, segundo Maurício Salvador, presidente da ABComm.

“Tire um tempo, compare preços e ofertas, mas nem tanto, porque, quanto mais perto da sexta-feira, mais gente passa a comprar, menores ficam os estoques das lojas e as conexões à internet se tornam instáveis”, pondera Paula Paschoal.

Pedro Guasti, CEO da Ebit, empresa de dados sobre o varejo eletrônico brasileiro, indica que os preços sejam pesquisados nos sites próprios dos varejistas ou naqueles de comparação de preços, como Buscapé e Zoom.

Links úteis para acompanhar as promoções:

DESCONFIE

“Evite aquelas ofertas que destoam muito da média de mercado. Se um iPhone custa R$ 3 mil e existe uma oferta de R$ 800, desconfie, principalmente das lojas não tão conhecidas que pedem o pagamento em boleto bancário ou transferência bancária”, diz Maurício Salvador, da ABComm.

Verifique se o produto desejado faz parte da promoção. As lojas virtuais não são obrigadas a colocar todos os seus produtos em oferta. Em vez disso, selecionam alguns itens de seu portfólio. Se a indicação não estiver visível ao selecionar o produto desejado, tente tirar sua dúvida com a loja por meio dos canais de contato disponibilizados no site, recomendam a camara-e.net e a Braspag.

Paula Paschoal diz que, em caso de se deparar com ofertas enganosas, o consumidor deve entrar em contato com os sites de defesa do consumidor, como Procon e ReclameAQUI - este último tem uma aba voltada especialmente para a data, em que os consumidores podem relatar problemas.

PROCURE DESCONTOS

Procure pagar com cartão de crédito. Se optar por boleto bancário ou transferência bancária para conseguir desconto melhor, só tome essa decisão se conhecer a loja e já ter feito pagamento dessa forma anteriormente, recomenda Pedro Guasti, CEO da Ebit.

Tom Canabarro, co-fundador da Konduto, sistema antifraude para barrar fraudes na internet, recomenda desconfiar se o site disponibilizar apenas o boleto bancário como meio de pagamento e não oferecer a opção do cartão de crédito.

Segundo Canabarro, a documentação exigida para que uma loja virtual possa receber pagamentos via-cartão é bastante extensa, enquanto os boletos podem ser facilmente direcionados para alguma conta laranja. Devido a isso, os clientes brasileiros podem ficar seguros em fazer compras via cartão de crédito na Black Friday.

“Se por algum motivo você optar pelo boleto, é altamente recomendável conferir a procedência da loja virtual e os comentários sobre ela nas redes sociais e sites como o Reclame Aqui, além de checar atentamente os dados que virão impressos no boleto”, diz Canabarro.

Canabarro explica que o cartão de crédito é a forma de pagamento mais segura para efetuar compras na internet, pois se alguma compra on-line for feita sem o consentimento do portador, ele tem o direito de solicitar o estorno da transação junto ao banco emissor ou à operadora. A mesma proteção não se aplica no caso de boletos: uma vez pago o documento, as instituições financeiras se eximem de qualquer risco sobre o tema.

De acordo com o coach Jaques Grinberg, pagamentos com transações online tipo cartão de débito, boleto e transações bancárias é difícil reclamar e conseguir o reembolso caso a mercadoria não seja entregue.

Além disso, segundo o diretor de marketplace do Mercado Livre, Leandro Soares, mesmo pagando no mesmo dia da emissão do boleto, pode levar um tempo para a compensação e demorar mais para chegar o produto, uma vez que nessas datas as empresas recebem um alto número de compras.

No pagamento online, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) recomenda acompanhar a conta corrente e fatura do cartão para comunicar a administradora ou banco em caso de anormalidade.

Na hora de concluir a compra, alguns clientes não contam com limite de crédito disponível no cartão, nem conseguem pagar o valor à vista no boleto. A dica é buscar por lojas que disponibilizam recursos para agilizar o pagamento em diversas formas, seja por meio da compra com um clique ou dividindo o valor da compra em diferentes cartões, boleto ou débito online, segundo João Barcellos, diretor da MundiPagg, plataforma de meios de pagamentos.

Se for parcelar, tenha certeza de que não há juros embutidos, o que aumenta o valor do item, diz o site Busca Descontos.

CONFIRA BASTANTE

Verifique o valor do frete durante o processo de compra. Existem anúncios que oferecem frete grátis, outros já têm o valor do frete embutido no valor do produto. Confira também a data prevista para entrega. Nessas épocas de alta nas vendas, os produtos podem demorar um pouco mais para serem enviados, alerta o diretor de marketplace do Mercado Livre, Leandro Soares.

Cheque se o frete é grátis ou barato, e caso contrário, se não vale a pena mudar de loja, diz o site Busca Descontos.

É importante considerar que nem sempre o preço mais baixo deve ser o alvo de interesse dos consumidores, mas sim a oferta melhor, segundo Gabriel Trindade, gerente da EZ Commerce, empresa especializada em plataforma de lojas virtuais. Muitas lojas derrubam o preço do produto, mas cobram um frete altíssimo para compensar. Portanto, considere o preço apenas o valor do produto e a oferta uma composição de produto mais o frete. Assim, poderá comparar melhor as ofertas.

FICHA SUJA

Verifique se a loja tem índice grande de reclamações em entidades de defesa do consumidor, aconselha Maurício Salvador, presidente da ABComm.

Não deixe de conferir se a empresa possui o selo de confiança, que categoriza o atendimento em bom, ótimo ou RA1000 pelos consumidores nos últimos seis meses no site Reclame Aqui. O Selo RA 1000 foi criado com o objetivo de premiar empresas que possuem excelentes índices de atendimento no Reclame Aqui. Entre os critérios para o selo RA 1000 estão número alto de respostas para as reclamações, alto índice de soluções e boas avaliações dos consumidores.

Dados como razão social, nome da empresa, número do CNPJ, endereço e telefone para contato são informações que ajudam a verificar a existência e a idoneidade da empresa, diz o diretor presidente da SafetyPay para a América Latina, Luiz Antonio Sacco.

Confirme os dados da empresa no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br). Se a situação estiver “baixada”, “cancelada” ou “inativa”, desista da compra. Alguns sites não possuem essas informações por conta das políticas da empresa ou formato de comercialização, como é o caso de marketplaces. As lojas com o selo Black Friday Legal 2016 já passaram por essa checagem, segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) e a Braspag, empresa especializada em soluções de pagamento para e-commerce.

O Procon-SP possui uma lista de sites não recomendados (http://sistemas.procon.sp.gov.br/evitesite/list/evitesites.php).

CUIDADO COM ROUBOS

De acordo com o Serasa Experian, nesta época do ano é comum receber mensagens que pedem para clicar em uma oferta de produto com valor abaixo do mercado. No entanto, pode ser uma tentativa de roubo de dados para serem utilizados em fraudes de identidade. Na dúvida, entre direto na loja virtual e verifique se o site é seguro.

Seja via smartphone, tablet ou notebook, cuidado ao se conectar a uma rede wi-fi aberta. Evite realizar qualquer tipo de transação financeira utilizando computadores conectados em redes públicas de internet, recomenda o Serasa Experian.

Navegue somente com conexão criptografada com senha, tenha um bom antivírus atualizado, antispyware, firewall e tudo o que for possível para evitar que qualquer usuário mal-intencionado tenha acesso às suas informações, recomendam o site Busca Descontos, a camara-e.net e a Braspag.

Nunca forneça os dados do cartão de crédito ou dados confidenciais como senha, código de segurança de sua conta bancária em sites sem conexão segura ou em e-mails não criptografados, alerta o diretor presidente da SafetyPay para a América Latina, Luiz Antonio Sacco.

Ao receber um e-mail com promoções, a primeira coisa a verificar é o remetente. É importante que no e-mail do remetente conste, após o “@“, o domínio da empresa que está enviando a campanha. A dica é do Vinícius Correa, CEO da Mailbiz, empresa especializada em e-mail marketing para e-commerce.

"Empresas que fazem ataques de 'phishing' costumam fraudar o remetente, utilizando e-mails inexistentes e domínios que não possuem qualquer relação com o nome da empresa que supostamente está enviando", diz. Além disso, é importante verificar também o conteúdo do e-mail. Se houver produtos com preços muito abaixo da média, desconfie, diz o especialista. Atenha-se também aos links. Arquivos com extensões como .exe, .bat, .zip, .js, .php e .rar certamente representam fraude.

GARANTIAS

Antes de inserir seus dados ou efetuar uma compra, verifique se o site possui um certificado de segurança, que criptografa os dados enviados para o servidor. Para garantir que a página visitada usa esse sistema, é só observar o endereço na caixa de texto: os endereços protegidos iniciam com https. Em alguns casos, a barra de navegação fica verde, indicando segurança, recomenda o Serasa Experian.

Clique sobre o selo de segurança, que geralmente fica fixado no rodapé da página do site e confirme se o Certificado Digital SSL foi emitido para o mesmo endereço web da página em que você está, pois isso mostra que o site está seguro para a troca de informações, aconselha Maurício Balassiano, diretor de produtos e tecnologia da empresa de certificação digital Certisign.

Além do selo de segurança, que atesta que o site é confiável para transações e inserções de dados, verifique se existe um cadeado fechado na barra do navegador.  Clique no cadeado e observe se a informação do certificado corresponde ao endereço na barra de navegação do computador, recomendam a camara-e.net e a Braspag.

INFORMAÇÕES 

Guarde todas as informações e e-mails referentes à compra, como número do pedido, confirmação de pagamento e código de rastreio do envio, além de boletos e protocolos de atendimento, afirmam a camara-e.net e a Braspag.

Leia as condições de prazos de entrega e a política de trocas e devoluções antes de finalizar a compra. Se tiver dúvidas, ligue entre em contato com a loja para saná-las, indicam a camara-e.net e a Braspag.

Exija nota fiscal. É um meio eficaz de indicar quando a compra foi realizada e quem é o responsável pela venda. A nota também comprova a garantia do produto, além de informar o modelo, a marca e o número de série, garantindo seus direitos ao realizar reclamações nos órgãos de defesa do consumidor, diz o diretor presidente da SafetyPay para a América Latina, Luiz Antonio Sacco.

Compre apenas em lojas online que possuem em sua página o contato do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). Empresas sérias sempre fornecem telefones de contato para quaisquer dúvidas, alerta o diretor Presidente da SafetyPay para a América Latina, Luiz Antonio Sacco.

Francisco Cantão, sócio-diretor da agência de marketing digital Proxy Media, diz que o consumidor deve se relacionar com os canais de atendimento da loja virtual, seja por chat, e-mail e telefone. "O consumidor deve entrar em contato sempre que houver dúvidas na escolha do produto ou até no momento da compra de fato, como a não concretização da operação por falha do sistema ou cartão de crédito não autorizado", afirma.

Esteja atento ao prazo de entrega informado na loja, pois o prazo pode passar de 30 dias e o consumidor pode ficar sem o presente de Natal, diz Maurício Salvador, presidente da ABComm.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) assegura que todas as compras realizadas fora do estabelecimento físico - internet, catálogos ou telefone, por exemplo - podem ser canceladas no prazo de 7 dias, a partir da entrega do produto, e não da data da compra.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) orienta que nas compras realizadas pela internet o consumidor imprima as páginas do anúncio com as características da mercadoria e atente para a comprovação da oferta.

CUIDADOS A MAIS

O dia que faz jus ao nome da promoção nem sempre é o melhor dia para realizar as compras. As lojas geralmente caem, o sistema fica lento, o consumidor fica com muitas dúvidas sobre o pedido, se foi processado ou não, e as confirmações demoram, pois o volume é intenso, alerta Gabriel Trindade, da EZ Commerce. "As promoções atualmente já começam na noite de quinta e se alongam até a próxima segunda, então não vá no impulso da sexta e nem perca tempo preocupado se aquele produto desejado ainda estará em estoque, pois a venda tende a começar um dia antes", afirma.

JOGO DA MENTIRA

Segundo o site Finanças Femininas, os e-commerces costumam deixar um cronômetro em letras garrafais em sua página inicial justamente para despertar em você um senso de urgência, como se não fosse existir outra oportunidade para conseguir preços tão bons. No entanto, isso não é verdade. A Black Friday e a Cyber Monday duram apenas um dia cada, mas não deixe de levar em consideração que o mês de janeiro está chegando e o comércio tende a reduzir significativamente os preços, em uma tentativa de desovar aquilo que não foi vendido no Natal.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Chinês do Alibaba quebra a Black Friday

                       Resultado de imagem para Chinês do Alibaba quebra a Black Friday
                     Foto de Jack Ma, o chinês agressivo no comércio mundial

Evento chinês movimentou mais que Black Friday. Data organizada pelo Alibaba já é o maior dia de compras do mundo

Por Angela Doland, do Avertising Age*

O festival anual de compras online do Alibaba começou há oito anos na China, com a participação de apenas 27 comerciantes. Chamado Dia dos Solteiros ou Double 11, em alusão à data (11/11), tornou-se o maior dia de compras do mundo e acaba de quebrar seu próprio recorde, com vendedores registrando quase 17,8 bilhões de dólares em em 24 horas de transações. Mais de 11.000 marcas estrangeiras participaram, incluindo os novatos Apple, Sephora, Target, Victoria’s Secret e Maserati.

Modelo desfila lingerie da Victoria’s Secret no show do Alibaba

O gigante chinês da internet criou uma oferta de entretenimento em torno de sua festa de compras, incluindo um show de 4 horas, transmitido via streaming, que atraiu estrelas como Scarlett Johansson, Kobe Bryant e David e Victoria Beckham. É um desfecho surpreendente desde seu início em pequena escala em 2009, quando o Alibaba se deu conta de que alguns universitários chineses estavam comemorando o 11 de novembro como um dia para solteiros, uma data oposta ao Dia dos Namorados. Outras empresas de comércio eletrônico se juntaram, incluindo o JD.com, principal rival da Alibaba, e também grande parte das lojas chinesas. Já não se trata mais de algo exclusivo para solteiros.

Alguns fatos a se destacar:

É inegavelmente enorme, embora existam algumas dúvidas quanto aos números do Alibaba

O número divulgado no final da noite é o GMV (Gross Merchandise Volume), valor total comercializado em dólares através do serviço de pagamento da empresa, o Alipay. O Alibaba não vende realmente a mercadoria em suas plataformas, mas conecta consumidores com marcas e varejistas, cobrando uma comissão por isso.

    82% das vendas foram feitas em dispositivos móveis e as marcas estrangeiras representaram cerca de 27% da movimentação do Double 11

O número é acompanhado de perto como um indicador da saúde do gasto do consumidor na China. O número final deste ano foi 32% maior em relação ao do ano passado, em moeda local chinesa. Alguns analistas questionaram quanto dos produtos vendidos no Double 11 são devolvidos, e quantos comerciantes compram seus próprios produtos para aumentar suas vendas e posições nos rankings. A Comissão de Valores Mobiliários (SEC) dos EUA também tem analisado a forma como o Alibaba contabilizou as transações do Double 11  em 2015. Michael Evans, presidente do Grupo Alibaba, se recusou a comentar o inquérito, embora tenha dito que a empresa estava trabalhando com a SEC. Ele também afirmou que as métricas do Double 11 seriam auditadas pela PwC.

A marca estrangeira mais vendida foi a Nike

As três marcas mais vendidas na Tmall, plataforma business-to-consumer do Alibaba, eram locais: a loja de eletrodomésticos Suning, a marca de tecnologia Xiaomi e Honor, uma submarca de smartphones da Huawei. Outra empresa chinesa de lanches, a Three Squirrels , fundada há quatro anos, foi a número 7 em vendas, superando todas as outras marcas de alimentos.

Entre os estrangeiros, a Nike foi a nº 5, a Uniqlo a nº 6, a Adidas apareceu na 10ª posição, a New Balance foi a 11ª e a Gap chegou à 17ª posição.

As marcas estrangeiras representaram cerca de 27% do GVM do Double 11. Michael Zakkour, que ajuda marcas de fora do país a entrar na China por meio de seu cargo de vice-presidente para China e Ásia Pacífico na consultoria Tompkins International, disse que a forte presença foi um sinal de como algumas marcas não-chinesas “se comprometeram com o Double 11… aqueles que têm feito isso por um tempo realmente entenderam o ecossistema “, declarou, mencionando a Nike como um exemplo.

    Um relatório afirmou que havia 1,2 milhões de espectadores, mas muitas marcas registraram zero ou vendas de um dígito durante o show

Na china, o gamification é grande

O Alibaba promove o Double 11 como o futuro do varejo. Cerca de 82% das vendas foram feitas em dispositivos móveis, e houve peculiaridades nas interações durante o show.

Um artista surgindo vestindo um casaco de inverno amarelo; as pessoas podiam usar seus telefones para virtualmente “pegar” o casaco e comprá-lo. As pessoas que assistiram o evento em telefones celulares viram anúncios flutuando na tela, e podiam clicar neles para comprar os produtos anunciados. A estudante universitária Zhou Sijia, 22, jogou games no mobile antes do evento para obter cupons e créditos. Depois, ela gastou cerca de US$ 440 em comida, tecidos, caixas de armazenamento e roupas.

O Alibaba também investiu em compras por realidade virtual, com um programa chamado Buy +. A Macy’s e Target têm lojas de realidade virtual na plataforma Tmall. As pessoas que usaram seus smartphones com óculos de realidade virtual (VR) tiveram a sensação de caminhar pelas lojas e escolher produtos para comprar (assista a um vídeo sobre isso aqui). A experiência também incluiu uma volta de VR na Times Square, em Nova York, dentro de um clássico conversível vermelho. Em outra experiência, o Alibaba desenvolveu um jogo de realidade aumentada inspirado no Pokemon Go para atrair pessoas para locais offline como o Starbucks, que lançou produtos especiais e um Cocoa Java Mocha para ser vendido apenas no dia 11 de novembro.

Alibaba devolveu as receitas de anúncios do show para os compradores

O Alibaba recebe comissões de vendas, mas também é um publisher importante, assim como o Google, porque suas plataformas têm altas receitas com publicidade. A previsão é de que neste ano o Alibaba absorva mais de um quarto dos gastos com publicidade digital na China, cerca de US$ 12,05 bilhões, de acordo com o eMarketer. O Alibaba tem um inventário de mídia em suas plataformas de compras, mas também em sites de vídeo como Youku, que transmitiu o show ao vivo.

Dar mais ênfase ao entretenimento torna o evento de compras mais festivo e social – e também atrai mais receitas publicitárias. O Alibaba informou que pegou a receita publicitária do show de gala e a devolveu aos compradores em “envelopes vermelhos” – distribuições virtuais de dinheiro nos dispositivos móveis, que poderiam ser usadas nas compras.

Há muita experimentação, e as marcas precisam descobrir o que funciona

Um bombardeio de eventos de marketing levava até as vendas, como um show de moda com 80 marcas transmitido ao vivo por streaming. As pessoas podiam imediatamente pré-encomendar os produtos vistos na passarela. Apesar de ser uma experiência intrigante, não necessariamente foi algo bem-sucedido para todas as marcas: um relatório da WPP Mindshare e Kuvera afirmou que havia 1,2 milhões de espectadores, mas muitas marcas registraram zero ou vendas de um dígito durante o show.

“As marcas devem sempre lembrar que para o Alibaba o benefício mais importante é o tráfego”, diz o relatório. “Enquanto os consumidores pararem na plataforma, é uma vitória para o Alibaba. As marcas participantes podem achar diferente.”

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Pesquisa diz que 84% dos consumidores online devem comprar na Black Friday

                        Resultado de imagem para Pesquisa diz que 84% dos consumidores online devem comprar na Black Friday

Avaliação da empresa pesquisadora Ebit prevê faturamento de R$ 2,1 bilhões. Eletrônicos devem ser os itens mais vendidos.

Pesquisa realizada pela Ebit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico, mostra que houve aumento no interesse de consumidores online ativos pela Black Friday - 84% disseram que irão aproveitar a sexta-feira de descontos, marcada para o dia 25 de novembro - aumento de três pontos percentuais em relação a 2015 (81%).

A Black Friday é uma campanha de vendas que traz descontos em produtos de todas as categorias. Assim como nos EUA, o Black Friday Brasil acontece sempre na última sexta-feira de novembro.

O estudo prevê que o faturamento somente no dia 25 deve chegar a R$ 2,1 bilhões,  crescimento nominal (sem descontar a inflação) próximo de 30% em relação à edição de 2015, ano em que as vendas superaram as expectativas, alcançando um montante de R$ 1,6 bilhão.

Produtos e finalidade
Os produtos com maior intenção de compra devem ser das categorias eletrônicos (34%), eletrodomésticos (28%), telefonia e celulares (27%), informática (23%) e casa e decoração (13%), respectivamente.

Das aquisições esperadas na Black Friday, 44% devem ser feitas com o intuito de antecipar as compras para o Natal. Além disso, 59% são para uso próprio, 24% para familiares, 14% para presente e 3% com outras finalidades.

Para o levantamento, foram entrevistadas 5.791 pessoas. A pesquisa considera ainda o aumento de 31% no número de consumidores virtuais ativos no primeiro semestre, conforme dados do relatório WebShoppers 34.

Formas de pagamento
Dos consumidores que pretendem adquirir eletrônicos, a maior parte (82%) apontou o cartão de crédito como o meio de pagamento preferido. Em seguida vêm boleto bancário (13,12%) e débito em conta (2,47%). O tíquete médio da categoria do produto deverá ficar em torno de R$ 1.180.

Questionados se desejam receber informações (como dicas, ofertas e promoções) nos dias que antecedem a data, 85% dos entrevistados disseram que sim, e dentro desse grupo, 87% afirmaram ter o e-mail como canal preferido.

Edição anterior
Dos consumidores que responderam à pesquisa, 41% aproveitaram alguma oferta da Black Friday na edição de 2015 - 19% deles escolheram lojas físicas para fazer o pedido e 77% utilizaram algum site de comparação de preços para uma pesquisa prévia sobre o produto.

Avaliação
Para avaliar a loja online em que a compra foi feita, os respondentes selecionaram algumas palavras/termos que definiram a experiência. As mais assinaladas foram “confiável” (37%), “preços baixos” (26%), “excelentes promoções” (23%), “excelente prazo de entrega” (22%) e “frete grátis” (21%).

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Se prepare para a Black Friday

Representantes do Google compartilharam insights sobre o evento mais esperado do ano por consumidores e lojistas.


    
                      

A Black Friday, que ocorre no próximo dia 25 de novembro, sempre é um evento esperado pelos consumidores em busca de descontos, e também por lojistas e marcas que veem na ocasião uma oportunidade de alavancar as vendas e sua presença entre os clientes. O Google realizou nesta quarta-feira, 21, o evento Thank God It’s Black Friday, para compartilhar insights sobre a data, feitos em parceria com a Provokers, e preparar o terreno para a temporada de promoções que está por vir.

“No começo, a black friday  era uma corrida de cem metros: rápida, curta e com poucos players. Agora mudou e está mais parecida com uma maratona, tem muito mais a ver com planejamento, preparação e resistência em uma duração mais longa. O desafio para as marcas é encontrar um bom ritmo, não queimar todas as fichas na largada ou aguardar muito para o final”, avaliou José Melchert, head de indústria do Google.

O evento já acontece há cinco anos no Brasil e, na sua primeira edição em 2011, movimentou um volume de vendas de R$100 milhões. No ano passado, esse volume chegou a R$1,6 bilhão. O Google estima um crescimento entre 15% e 38% na edição de 2016. Ainda, 23% dos consumidores da black friday gastaram mais de R$3 mil na última edição, no e-commerce.

“Nos últimos anos a black friday deixou de ser uma data, mas a semana e o mês, e é a oportunidade para os lojistas conseguirem um volume de vendas representativo, as pessoas já estão buscando com cada vez mais antecedência”, acrescentou. Segundo os dados apresentados, a quantidade de buscas sobre a data em setembro já superou o registro até outubro do ano passado.

    O pós black friday já é mais forte do que a quinta e a sexta-feira em si.  O consumidor às vezes descobre a data no Jornal Nacional às sextas, então as marcas têm que estar preparadas para ter boas ofertas também ao final de semana, diz José Melchert

Carol Rocha, insights manager do Google, destacou que 79% dos consumidores brasileiros já participaram de alguma edição da black friday, enquanto 10% alegaram que não pretendem comprar nada. Nas primeiras edições no Brasil, se destacavam produtos como eletrônicos, moda, artigos esportivos e perfumes. Em 2015, houve um crescimento expressivo de compras de passagens aéreas, vinhos e cervejas, hotéis, café, produtos de limpeza e imóveis. Entre as principais intenções de compra, destacam-se celulares, eletroportáteis e eletrodomésticos.

O ticket médio da black friday também aumentou. Cada cliente gastou em média R$440 reais por loja no e-commerce e R$102 no varejo como um todo, gastando uma média de R$1000 reais no evento. “O crescimento da Black Friday é muito maior em relação a outras datas comemorativas, que crescem mais ou menos no mesmo ritmo ano após ano. A black friday cresceu 7% em 2015, que era o pior período da crise, quando o varejo cresceu apenas 3%”, disse Gabriel Mariotto, gerente de business analytics da Cielo. Segundo um levantamento da empresa, a edição de 2015 registou 40 mil lojistas engajados, número que aumentou nove vezes em relação a 2012. 

Black friday x Natal

Outro fator levantado foi a aglutinação do período de compra que vai da black friday até o Natal. A pesquisa mostrou que 19% das pessoas compram produtos exclusivamente para presente, 27% para si e para presentes e 53% compram exclusivamente para si.

“Pode haver uma preocupação com a  canibalização do Natal com a black friday. Mas isso não deveria se restringir o mindset das empresas, porque na verdade a temporada de compra ficou mais longa. Agora as marcas têm que ter performance e preparo para esse período”, disse Carol Rocha.

“Algumas pessoas ainda não confiam e há uma parte do público que desconhece a data.  Ano passado houveram alguns casos conhecidos como ‘black fraude’, pessoas alegando que os varejistas tinham aumentado seu preço. Mas a questão parece ter sido ultrapassada, já que 74% das pessoas têm associações positivas com o evento para este ano”, acrescentou.

Compra na palma da mão

O crescimento do e-commerce e mobile commerce também fica evidente, dado que em 2015, 21% dos consumidores compraram somente em lojas online e 29% compraram em lojas físicas e online. 21% fizeram todas as compras em lojas físicas. Dados da base do Waze também mostraram que o volume de navegações do aplicativo em direção a shoppings e grandes lojas também aumentou.

Para os consumidores, os maiores diferenciais para a compra são o preço dos produtos (41%), a possibilidade de parcelamento (21%) e a confiança nas marcas (17%), pois o cliente quer ter a certeza de que o produto vai chegar. Já os critérios de “desempate” na escolha de uma loja são a confiabilidade de um site de compras e a navegabilidade.

61% das compras são feitas através de cartão de crédito, seguidas do cartão à vista e pagamento em dinheiro. “Boa parte dos brasileiros não tem acesso a bancarização, então dinheiro e boleto surgem com mais força, inclusive entre faixas de renda mais altas, pois o pagamento via boleto às vezes possibilita descontos”, afirmou Carol Rocha. 

Na avaliação de José  Melchert, “o mobile é a peça-chave para as estratégias. No ano passado, algumas empresas anteciparam suas vendas nos aplicativos para desafogar o acesso via desktop,  com descontos exclusivos para mobile. Se uma marca não tem um site ou aplicativo que funciona bem, pode ficar fora do jogo”.

Ele acredita também em parcerias entre a indústria e o varejo para a ocasião. “Um cliente que compra uma TV quer também o suporte, quem compra um celular quer um plano, e quem compra artigos esportivos geralmente vai atrás de uma academia”.

A pesquisa foi conduzida com cerca de 800 consumidores em 200 cidades, representantes das classes A, B e C e na faixa entre 18 e 54 anos.

Fonte Meio & Mensagem