Equipamento ganha maior reforma das últimas duas décadas, depois de ficar parado por tanto tempo. A gare Central do Brasil é um ponto de referência no Centro da capital carioca.
O relógio da Central do Brasil, no Centro do Rio de Janeiro, está passando pela maior reforma dos últimos 25 anos. De acordo com a Secretaria de Segurança, responsável pelo equipamento, o objetivo das obras é fazer com que o relógio volte a funcionar sem nenhum problema.
Entre as reformas previstas, estão mudanças dentro do sistema de controle do relógio, incluindo acionamento elétrico e motorização; substituição das baterias do subsistema de energia; além de melhorias do comando geral de engrenagens e dos painéis de controle.
Com 75 anos, o relógio da Central ocupa, a 110 metros de altura, cinco andares do Edifício Dom Pedro II, erguido em 1943. Cada face tem dez metros quadrados, entre o 21° e 26° andares da torre.
O sistema voltou a marcar as horas corretas, ainda em fase de testes, no mês passado. A previsão é de voltar a funcionar plenamente em setembro.
Mão de obra especializada
A manutenção e reforma exigem mão de obra especializada e contam até com alpinistas. Só os ponteiros pesam, juntos, 452 quilos. O do minuto tem 7,5 metros de comprimento e 270 quilos. O das horas, 5,35 metros e 182 quilos. O relógio é tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural do Rio desde 1996.
Equipamento ganha maior reforma das últimas duas décadas
O relógio da Central do Brasil, no Centro do Rio de Janeiro, está passando pela maior reforma dos últimos 25 anos. De acordo com a Secretaria de Segurança, responsável pelo equipamento, o objetivo das obras é fazer com que o relógio volte a funcionar sem nenhum problema.
Entre as reformas previstas, estão mudanças dentro do sistema de controle do relógio, incluindo acionamento elétrico e motorização; substituição das baterias do subsistema de energia; além de melhorias do comando geral de engrenagens e dos painéis de controle.
Com 75 anos, o relógio da Central ocupa, a 110 metros de altura, cinco andares do Edifício Dom Pedro II, erguido em 1943. Cada face tem dez metros quadrados, entre o 21° e 26° andares da torre.
O sistema voltou a marcar as horas corretas, ainda em fase de testes, no mês passado. A previsão é de voltar a funcionar plenamente em setembro.
Mão de obra especializada
A manutenção e reforma exigem mão de obra especializada e contam até com alpinistas. Só os ponteiros pesam, juntos, 452 quilos. O do minuto tem 7,5 metros de comprimento e 270 quilos. O das horas, 5,35 metros e 182 quilos. O relógio é tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural do Rio desde 1996.
Brasil terá maior oferta de leitos. Navio para 5 mil passageiros é um dos responsáveis pelo aumento de 13% nas vagas.
A oferta de leitos nos navios que participarão da temporada brasileira de cruzeiros de 2018/2019 será maior que no último verão. De acordo com as empresas do setor, o aumento será de 13%. Serão oferecidas 496 mil vagas para os roteiros que terão 585 escalas em alguns dos principais destinos litorâneos do país.
Um dos responsáveis por esse aumento é o MSC Seaview, que fará sua estreia em águas brasileiras em dezembro. Com capacidade para 5.179 hóspedes em 2.066 cabines, ele será o maior transatlântico que já passou pelo país.
Na temporada 2018/2019, pelos menos 14 portos de sete estados serão escalas dos navios – entre eles estão os do Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Maceió, Fortaleza e Balneário Camboriú. Este último, que estreou no ano passado com 19 escalas, terá 27 na próxima temporada, com expectativa de impacto de R$ 45 milhões na economia local, de acordo com projeção da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil).
“Essa temporada será um pouco maior e, junto com o aumento da oferta de leitos, a ideia é que, todo ano, novos destinos de escala sejam inclusos nos roteiros", afirma, em nota, o presidente da Clia Brasil, Marco Ferraz.
Outro motivo de otimismo para o setor é a previsão de crescimento em 30% nas vendas de pacotes de cruzeiros da CVC, a agência que mais vende esse tipo de viagem no país. Segundo a empresa, um dos motivos do maior interesse por parte dos viajantes é o fato de a temporada 2018/2019 ser marcada por roteiros maiores, de 7 noites, diferentemente da anterior, em que os minicruzeiros de 3 e 4 noites dominaram.
Festivais de cinema se espalham pelo país e rendem visibilidade para municípios onde são realizados.
Festivais de cinema de norte a sul do Brasil são uma aposta certeira para casar a paixão pelas telonas com o prazer de viajar. Em todo o país, os eventos se convertem em roteiros de viagem e contabilizam ganhos para a economia do Turismo, que percebeu neste nicho uma oportunidade de ampliação do fluxo de turistas nos períodos de baixa ocupação dos destinos.
Na Região Sul, um dos principais expoentes é o Festival de Cinema de Gramado, que terminou neste sábado (25/8) e dispensa apresentações. Na cidade luz de clima e matizes europeias, das hortênsias e do Natal Luz, o festival é mais um ingrediente para reforçar a vocação turística de Gramado e região, lotando os hotéis e atrativos da serra com o movimento dos cerca de 300 mil visitantes esperados para o evento.
Subindo por Santa Catarina, São Joaquim, Urubici e Lages promovem, de 21 a 29 de setembro, o Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra Catarinense, que exibe documentários e filmes de animação. Já a capital paranaense, Curitiba, realiza de 4 a 8 de outubro o Curta 8, Festival Internacional de Cinema Super 8. Como diz o nome, a competição é para curtas captados no formato super 8 – novas tecnologias surgem a todo tempo mas o formato Super 8 continua sendo o "queridinho" dos profissionais e interessados em cinema.
Chegando ao Sudeste, está a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que promove de 18 a 31 de outubro uma competição para produções de longa-metragem. Dá pra emendar e dar um pulinho na capital carioca para o Festival do Rio, que começa dia 1º de novembro e se estende até o dia 11, com longas de todos os gêneros. Quem quer fazer as malas antes, já pode se programar para o Festival de Cinema de Vitória (ES), que começa no próximo dia 3 e reúne produções experimentais, de ficção, animação e documentários.
Passando pelo Planalto Central, não é à toa que a capital da República é chamada de cidade cinematográfica. Palco do histórico Festival de Brasilia do Cinema Brasileiro, cuja 51ª edição acontece de 14 a 23 de setembro, aumenta sua presença no cenário cultural do país com o “Curta Brasília – Festival Internacional de Curta Metragem”, programado para dezembro. Para além da tela, os fãs da 7ª arte podem aproveitar a visita para conhecer monumentos, como a Catedral, Palácios do Itamaraty e da Justiça, e o urbanismo dos eixos e superquadras, com as assinaturas de monstros sagrados da arquitetura como Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.
A região do Pantanal também é cenário (de cinema e) para curtir cinema. Em outubro, acontece em Cuiabá (MT) a 17ª edição da Mostra de Audiovisual Universitário da América Latina (Maual). O evento é considerado uma das principais vitrines da produção audiovisual universitária e independente do Brasil e da América Latina. É também uma oportunidade de se conhecer a capital mato-grossense e sua culinária repleta de receitas de peixes variados. Se tiver um tempinho a mais, vale pegar estrada até a Chapada dos Guimarães, a cerca de 70 km de distância, e desbravar o Pantanal Norte. É na Chapada, a propósito, que acontece o “Tudo Sobre Mulheres”, festival temático de cinema que vai de 5 a 9 de setembro.
No Nordeste, o 13º Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões, de 26 a 30 de setembro, promete lotar os cerca de 700 leitos da pequena cidade de Floriano. O município piauiense está localizado às margens do Rio Paranaíba, seu principal atrativo turístico, margeado de balneários e prédios históricos. Durante o festival serão oferecidas oficinas, palestras, debates e painéis com produtores, diretores e atores.
Em São Miguel do Gostoso, badalado point turístico do Rio Grande do Norte, a 5ª Mostra de Cinema de Gostoso se realiza de 23 a 28 de novembro. Serão seis dias dedicados à apresentação dos mais recentes lançamentos cinematográficos do país em um telão que será montado na Praia de Maceió, um cenário de areia branca e águas azuis no destino onde os ventos convidam à prática de esportes náuticos, como o windsurfe e kitesurf. Distante 110 km de Natal, “Gostoso” é cheio de charme, com praias lindas e boa comida, um destino de referência para descanso e aventura.
No Norte, volta à cena, depois de cinco anos, o 13º Festival Chico – Festival de Cinema e Vídeo do Tocantins. O evento, de estímulo à produção cinematográfica, promete movimentar a capital Palmas de 25 a 29 de setembro com as mostras Nacional e Tocantins. Vale dedicar um tempo para conhecer a mais nova capital do país. Localizada entre o rio Tocantins e a Serra do Lajeado, a cidade é banhada pelo lago artificial de Palmas com mais de 100 km de extensão, um dos principais atrativos locais com opção de passeios de barcos e outras atividades náuticas pelas praias urbanas e ilhas. Bares e restaurantes pontuam a orla urbana. Com maior disponibilidade, o Jalapão pode entrar na agenda.
Há também casos em que um único festival passeia por diversas cidades. É o caso da Festival Mimo de Cinema 2018, que levará em sua 15ª edição produções inéditas que tratem de música para Paraty (28 a 30/09), candidata ao título de patrimônio natural e cultural; Rio de Janeiro (15 a 17/11), principal destino de lazer do país; São Paulo (19 e 20/11), destino internacional da gastronomia, e Olinda (23 a 25/11), cujo centro histórico é patrimônio cultural da humanidade. Paralelamente ao festival, serão realizados concertos gratuitos de artistas brasileiros e estrangeiros.
Pequeno Príncipe atrai visitantes para Petrópolis, na Região Serrana fluminense. Sítio La Grand Vallée é um dos atrativos da cidade, onde se hospedou o escritor Saint-Exupéry.
Visitar Petrópolis é como andar no tempo. O município, localizado na Serra Verde Imperial, possui diversos museus e atrativos turísticos históricos, que atraem visitantes nacionais e internacionais. Um deles é o sítio La Grand Vallée, onde se hospedava na década de 30, o piloto Antoine de Saint-Exupéry, autor de “O pequeno príncipe”.

Apesar de centenário, o sitio só foi aberto para visitação em 2016, quando ganhou um memorial dedicado ao livro. Documentos, fotos, recortes de jornal, obras literárias e objetos decorativos relacionados à publicação, são algumas das atrações que os visitantes tem acesso no museu. Tudo isso reunido com muito carinho pelo atual proprietário, José Augusto Wanderley.
- Sou um contador de histórias e tenho muito orgulho em contar a de Antoine de Saint-Exupéry e dos pilotos que passaram por aqui. A fazenda, que foi comprada pelo meu pai, é repleta de fatos marcantes dessa época e acho importante preservar e divulgar.
Durante a visita, ainda é possível conhecer o espaço de preservação da memória dos aviadores franceses que trabalharam a serviço da Companhia de Aviação Aéropostale. A empresa foi a primeira a trazer o correio da Europa para o Brasil. O local foi escolhido, pois era de propriedade de Marcel Reine, um dos pilotos, que sempre recebia os colegas de profissão no La Grand Vallée, entre eles, o autor de “O pequeno príncipe”.
La Grand Vallée recebe visitas guiadas de quarta a domingo, em grupos de no máximo 20 pessoas. O passeio, que precisa ser agendado, é guiado por José Wanderley. Para isso basta ligar para os telefones (24) 2222-1388 e (21)99354-3179. A casa fica na Estrada do Ribeirão Grande – Rua das Acácias, 102 – Itaipava.
Trem Turístico Rio Minas vai percorrer 168 km entre Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Após um ano de reuniões entre os prefeitos dos municípios envolvidos, ONG Amigos do Trem, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária VLI, o Trem Turístico Rio Minas chegou no dia 15/8, em Três Rios, região turística Caminhos Coloniais. O trem ficará no município durante os próximos dias para que a população possa visitá-lo. O trajeto definitivo, ligando o Rio de Janeiro a Minas Gerias, será inaugurado em breve.
O trem, que apresenta capacidade para 800 passageiros, vai percorrer um trajeto de 168 km entre Três Rios e Cataguases (MG), passando por outras cidades, entre elas: Sapucaia, Chiador, Além Paraíba, Volta Grande, Palma, Recreio e Leopoldina. Ao todo são 15 vagões adquiridos pela iniciativa privada, com apoio do Grupo Mil e participação efetiva da Prefeitura de Três Rios.
O projeto turístico representa o resgate da história ferroviária, transformando o turismo e o desenvolvimento econômico do município de Três Rios. A chegada do primeiro trem de turismo interestadual do país está prevista para as 15 h, na Avenida Condessa do Rio Novo, Centro.
Exemplo da capital dinamarquesa mostra que há soluções para a mobilidade e ocupação de espaços públicos nas grandes cidades. No Rio, estações de bicicletas alugadas são abastecidas por energia solar. Muitas são vandalizadas.
Missão internacional realizada pelo Ministério do Turismo em Copenhague busca alternativas para requalificação dos espaços públicos nas grandes cidades brasileiras. A capital dinamarquesa passou por grandes transformações nas últimas três décadas para permitir que pedestres e ciclistas pudessem transitar pela cidade. A ocupação dos espaços públicos privilegia as pessoas em detrimento dos veículos.
“Se queremos de fato transformar o Brasil em um lugar melhor para as pessoas, precisamos aprender com humildade com aqueles que comprovadamente sabem, porque já fizeram”, comentou o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz. O ministro ressalta que a economia de Copenhague não ia bem há quatro décadas, quando as transformações urbanísticas começaram. “A requalificação dos espaços públicos foi fundamental para o desenvolvimento da cidade. Precisamos mudar a direção para onde estão caminhando os grandes centros urbanos do Brasil”, afirmou.
Um estacionamento deu espaço a quadras poliesportivas, uma avenida ficou mais estreita para permitir o trânsito de bicicletas e um cemitério virou parque. Transformações ocorridas num passado recente facilitaram o desenvolvimento da cidade, reduziram o índice de violência e aumentaram a lucratividade do comércio local, transformarando Copenhague numa das melhores cidades do mundo para se viver.
Enganam-se aqueles que pensam que o processo ocorreu sem resistência popular. “Quando a prefeitura anunciou que tiraria o estacionamento próximo ao comércio de Nyhavn, os donos das lojas fizeram manifestações contra a medida, mas depois que ela foi implementada, as vendas triplicaram e ninguém mais falou nada”, comentou Maurício Duarte Pereira, associado do escritório de urbanismo Gehl, um dos mais famosos do mundo nessa área e responsável pela requalificação do espaço público de Copenhague.
De acordo com Maurício, um dos grandes aprendizados que o Brasil pode levar da Dinamarca é na relação de parceria entre os entes públicos e privados. “Enquanto no Brasil o poder público funciona, na maioria das vezes, como um controlador ou regulador, aqui ele é um facilitador. Está ao lado da iniciativa privada em busca de soluções para o desenvolvimento”, analisou.
No estudo de competitividade do Fórum Econômico Mundial, entre 136 países analisados, a Dinamarca tem o quarto menor custo para se abrir uma empresa. Os empreendedores precisam apenas preencher formulários eletrônicos e recebem um cartão com as informações da empresa cadastrada.
Nos próximos dias, a missão internacional do Ministério do Turismo em Copenhague tem agendas com Jan Gehl, um dos principais urbanistas do mundo atualmente, e também com o embaixador do Brasil na Dinamarca, Carlos Antonio da Rocha Paranhos; com o recém-indicado embaixador da Dinamarca no Brasil, Nicolai Prytz; a chefe de planejamento urbano de Copenhague, Tina Saaby; e com o presidente do órgão responsável por promover turisticamente a capital dinamarquesa, Wonderfull Copenhagen, Mikkel Aaro-Hansen.
Popular nos anos 1970 e 1980, brinquedo volta à cena paulistana com ares de modernidade.
Sem hora marcada, a meninada brotava na rua. Subia a ladeira e, então, cada um em seu carrinho fazia de freio a sola do pé. Os tombos, frequentes, eram parte da brincadeira. Sucesso nas décadas de 1970 e 1980, o rolimã deu lugar aos congestionamentos nas grandes cidades. Hoje, voltam à cena empurrados por festivais. Eventos em ruas fechadas só para carrinhos de rolimã em São Paulo vêm atraindo milhares de pessoas de todas as idades. Enquanto os mais velhos sentem o gosto da nostalgia, os pequenos experimentam o frio na barriga que conheciam apenas de histórias contadas pelos pais e avós.
“Falo com meus filhos que, quando era moleque, passava nas oficinas atrás dos rolamentos. Fazia com meu pai o carrinho”, diz o contador Eduardo Franze, de 46 anos. Pai de Guilherme, de 10, e das gêmeas Isadora e Helena, de 6, ele conta que o mais velho ganhou um carrinho de rolimã do tio - e então a brincadeira recomeçou. Em junho deste ano, participaram de um evento na Mooca, zona leste de São Paulo. Lá, encontraram milhares de crianças - as grandes e as pequenas - cada uma com seu “possante”.
Desde que se divertiram na Rua Jumana, na Mooca, Guilherme não tirou o passeio da cabeça. “Estou me imaginando descendo aqui de novo”, disse o menino dia desses, ao passar de carro com os pais pelo local. Enquanto espera pelo próximo evento, no dia 19, a família se diverte em parques ou ruas menos movimentadas perto de casa. “Vejo que as famílias estão construindo seus próprios carrinhos”, diz Márcio Fernandes, de 46 anos, dono da Mulek de Rua, empresa que vende o brinquedo e organiza eventos em São Paulo, como o da Mooca.
Segundo Fernandes, tudo começou há quatro anos, quando a filha Isabela, que tinha 8, ganhou um carrinho do avô, de 90. No Parque da Independência, na zona sul, o pai levou Isabela para um passeio com o brinquedo novo. “Achava que seria meia hora, mas durou a tarde inteira. Mais de cem pessoas pediram para andar no carrinho.” A ideia ganhou força: no mesmo parque, na semana passada, um evento de rolimã da Mulek de Rua reuniu mais de 5 mil.
Conexão
Carrinhos estilizados como os dos Flintstones e da Penélope Charmosa e até modelos personalizados e tamanho família, como o do corretor de seguros Luis Fernando da Cruz, de 50 anos, fazem sucesso. “Queria uma forma de tirar minha filha do iPad e do celular. Fui ao Gasômetro (no Brás), comprei madeira, parafusadeira. Ela ficou até 23 horas fazendo comigo. Hoje, a gente vai a todos os passeios e fica o dia inteiro”, diz ele, pai da Marina, de 12. Cada um com seu brinquedo, mãe, pai e filha até viajam a Vinhedo, no interior, onde há corridas mensais. Querem trocar de carro (o de verdade), mas estão preocupados se os carrinhos vão caber no novo veículo.
“Meu pai sempre falava das brincadeiras de antigamente, de onde descia. Queria ter nascido nessa época”, conta Marina, dona de um carrinho de rolimã cor-de-rosa. “Dá aquele frio na barriga, mas é bom”, diz ela, que garante ter caído só uma vez.
Pai e filha também enfrentam as ladeiras do bairro onde moram, na zona norte, e têm plateia. “Um monte de gente sai na rua para olhar.”
A moda também chegou ao Rio - onde ganhou ares de modernidade. Desde fevereiro, a molecada do bairro Santa Cruz, na zona oeste, se reúne todas as manhãs de domingo para descer uma rua de carrinho de rolimã. “Vão, em média, 50 carrinhos”, diz o funcionário público Demétrio Martins, de 50 anos. O grupo escolheu um nome - Velozes da Ladeira -, tem até fórum no WhatsApp, mas dificuldade em iniciar os jovens na marcenaria para confeccionar o brinquedo. “Muito pai de 30 anos não sabe a diferença entre prego e parafuso.”
O aposentado João Carlos Slaviski, de 71 anos, deu uma mão ao filho, de 35. Os dois e o neto Miguel, de 5, foram pela primeira vez a um evento de rolimã no ano passado, na zona norte de São Paulo, com o próprio carrinho feito em casa e, depois disso, não pararam mais. “Antes, usava até parafuso enferrujado. Hoje, é mais sofisticado, tem freio”, compara Slaviski. Apesar de mais “gourmet”, a nova velha brincadeira não decepciona. “É gostoso. E o corpo fica leve, levinho.”
Sucata também pode virar carrinho
1. Pagos. Carrinhos de rolimã são vendidos em lojas online. Custam, em média, R$ 220.
2. Mão na massa. Confeccionar o próprio carinho conecta pais e filhos. Meça a altura de quem vai usar - a perna não deve ficar nem muito esticada nem muito dobrada.
3. Sucata. Junte pedaços de madeira para o assento e os eixos. Uma dica é buscar em obras. É possível pedir as rodinhas em oficinas, mas também há opções à venda.
4.Vídeo. Para montar, é preciso serrote, prego e parafuso. Na web, vídeos mostram como fazer.
Nação Pataxó
Separamos quatro roteiros para você entrar em contato direto com os brasileiros originais de nossa terra.
Quando se fala em cultura indígena, moradores da cidade grande, na maioria das vezes, entendem como algo muito distante, até inatingível — ou mesmo como se fosse algo do passado. Alguns acreditam que os índios não vivem mais nas aldeias, que já foram totalmente aculturados pela "civilização". Mas o dia a dia dos povos originais do Brasil, além de ser muito atual, pode ser conhecido ao vivo, in loco, em reservas bem cuidadas e administradas de acordo com os costumes ancestrais — mesmo que as facilidades das novas tecnologias propiciem algum tipo de conforto para os viajantes. Com base em informações do Ministério do Turismo, o EXTRA aproveitou as comemorações do Dia dos Povos Indígenas e selecionou roteiros de viagem para quem tem curiosidade sobre a cultura, o trabalho e a relação com o meio-ambiente nas terras dos índios.
Reserva Pataxó da Jaqueira, BA
A 12 km do centro de Porto Seguro, na Bahia, os visitantes podem ter dois tipos de experiência: um passeio guiado de três horas pela região ou pernoitar na aldeia. Lá, o turista pode caminhar pela área de Mata Atlântica preservada, aprender como são feitas as armadilhas usadas na caça de pequenos animais, manusear o arco e flecha, tomar banho de rio e comer alimentos típicos da região, como o peixe assado na folha de patioba. Além disso, é possível conhecer melhor a cultura indígena com as aulas de artesanato e cerâmica, além das apresentações de música e dança dos pataxós.
Terra Indígena do Guarani Ribeirão Silveira, SP
Na cidade de São Sebastião, a cerca de 200 km da capital paulista, a reserva indígena fica junto à praia de Boraceia, onde vivem cerca de 550 índios da etnia Guarani Mbya. O turista pode conhecer mais sobre a cultura guarani através das apresentações de dança e música, aulas sobre artesanato e plantio de espécies nativas, importantes para a agricultura de subsistência da tribo. AS peças de artesanato e as demonstrações de pintura corporal também são destaque. A reserva é tão importante para a cidade que, em abril, a prefeitura realiza o Festival da Cultural Indígena do Rio Silveiras.
Rede Solidária Papyguá, PR e SC
Índios Guarani do Paraná e de Santa Catarina se unem para oferecer cinco roteiros diferentes por terras indígenas (Aldeia Kuaray Guatá Porã, Aldeia Limeira, Aldeia Ocoy, Aldeia Palmeirinha do Iguaçu, Aldeia Pinhal, Aldeia Rio d'Areia e Aldeia Tapixi), onde o visitante tomará contato com a cultura local a partir de atividades de pesca, coleta de alimentos, passeio por trilhas na mata,e a prática de brincadeiras e jogos tradicionais. Os visitantes também podem guardar como lembrança colares, cocares e outras produções d oartesanato local, além de amostras de óleos essenciais extraídas conforme os costumes locais das árvores da região.
Área Indígena Rio Gregório, AC
Para quem prefere uma imersão na Floresta Amazônica, a alternativa é uma vista à Área Indígena Rio Gregório, composta por sete tribos com cerca de mil índios. Lá é possível tomar banhos de ervas, conhecer as cerimônias religiosas com Ayahuasca e rodas de defumação. O turista também pode fazer uma caminhada até a Samaúma, a maior árvore da Amazônia. Em outubro, a aldeia Nova Esperança é palco do Festival Yawa, onde são relembradas danças, cantos, comidas tradicionais e rituais da comunidade.
As iniciativas em terras indígenas são normatizadas pela Fundação Nacional do Índio, (Funai). De acordo com a fundação, "as comunidades indígenas têm autonomia para explorar projetos de turismo em seus territórios, cabendo ao poder público o papel de monitorar e fiscalizar as atividades nas aldeias". As visitas de turistas são agendadas com os próprios representantes das comunidades ou agências autorizadas por eles.
Maurício de Souza Produções abre as portas para visitação do espaço onde são criados os quadrinhos e começa a receber os fãs.
Conhecer de perto onde são criadas as histórias da Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão agora pode fazer parte do roteiro turístico de quem visita São Paulo (SP). O estúdio Mauricio de Souza Produções (MSP) - onde ficam os bastidores de um dos quadrinhos mais queridos do Brasil - abriu as portas para visitantes. Os apaixonados pela turminha poderão entrar no mundo das histórias e sentir a emoção de estar no local onde a criatividade é a maior ferramenta de trabalho.
A proposta faz parte das comemorações de 60 anos do estúdio que oferece aos fãs, famílias e grupos escolares uma visita guiada pela linha do tempo nas historinhas da Turma da Mônica, além de passagem pelos setores de criação e design, projetos temáticos e editorial. O visitante ainda tem a oportunidade de conhecer os processos de criação de uma história em quadrinhos e aprender um pouco mais sobre o tema.
Fundada em 1959, a MSP é a empresa responsável por criar a menina Mônica – ícone das revistinhas e que foi inspirada na filha do cartunista criador - e mais de 300 outros personagens famosos nos quadrinhos, TV, internet, livros, cinema, brinquedos e outros produtos infantis. Juntos, os personagens de Maurício de Souza fazem parte do universo da literatura infantil brasileira que deixou um legado nas gerações posteriores à sua criação.
“Os mais de 400 personagens da Turma da Mônica habitam o universo de todas as crianças. Com esse enorme sucesso, é natural que fãs tenham interesse em conhecer tudo o que acontece nos bastidores. Por isso, estamos honrados em abrir as portas da nossa casa para o público. Um sonho que era de todo mundo, agora é possível para o mundo inteiro”, comemora o criador, Mauricio de Sousa.
As visitas, que começaram nessa semana, serão realizadas sempre às terças, quartas e quintas-feiras, das 10h às 11h30 e das 14h30 às 16h, podendo ser agendadas pelo site. Cada visitação dura 90 minutos e tem capacidade de receber grupos com 40 pessoas. Os ingressos custam a partir de R$ 75 (meia-entrada), R$ 150 (inteira), com desconto para famílias ou grupos. Desconto também de 30% para pagamento com cartão específico.